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Um
mito não chegaria ao século XXI com mais de um bilhão de adeptos
Conta-se que certa vez um soldado de Napoleão Bonaparte, empolgado
com as conquistas do grande imperador da França, lhe disse: -
Imperador, pode fundar a nossa religião e a nossa igreja. Estamos
prontos a seguir Sua majestade. Ao
que Napoleão lhe teria respondido: - Filho, para alguém inaugurar
uma religião e fundar um igreja, precisa de duas coisas: primeiro,
morrer numa cruz; segundo, ressuscitar ao terceiro dia. A primeira eu
não quero e a segunda eu não posso; então, para com esta estória
de fundar uma igreja e uma religião.
O
que mais me impressiona nesta narração, que ouvi de um professor
universitário de História, é que Napoleão não era bom católico,
tanto assim que foi o primeiro imperador a não aceitar ser coroado
pelo Papa, quando este era o costume da época, e mais: mandou prender
o Papa Pio VI, e depois, o Papa Pio VII, quando este não quis
concordar com o divórcio do seu irmão Jerônimo. No entanto, Napoleão
sabia que só Jesus tinha credenciais divinas para fundar uma Igreja. A
Igreja
Católica é a única que foi fundada expressa e diretamente
por Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, Deus verdadeiro. Isso é o
que faz dela a única Igreja autêntica. As outras são invenções
dos homens. Mas
muitos perguntam: será que Jesus Cristo é mesmo Deus? Será que
Jesus existiu mesmo? Será que fundou a Igreja mesmo? Vamos
responder a cada uma dessas perguntas. Comecemos pela existência histórica
de Jesus Cristo. Além
dos Evangelhos e Cartas dos Apóstolos, a mesma História que garante
a existência dos faraós do Egito, milhares de anos antes de Cristo,
garante a existência de Jesus. Muitos documentos antigos, cuja
autenticidade já foi confirmada pelos historiadores, falam de Jesus.
Vamos aqui dar apenas alguns exemplos disso e mostrar que Nosso Senhor
Jesus Cristo não é um mito. Documentos
de escritores romanos (110-120): 1.Tácito
(Publius Cornelius Tacitus, 55-120), historiador romano, escritor,
orador, cônsul romano (ano 97) e procônsul da Ásia romana
(110-113), falando do incêndio de Roma, que aconteceu no ano 64,
apresenta uma notícia exata sobre Jesus, embora curta: “Um
boato acabrunhador atribuía a Nero a ordem de pôr fogo na cidade.
Então, para cortar o mal pela raiz, Nero imaginou culpados e entregou
às torturas mais horríveis esses homens detestados pelas suas façanhas,
que o povo apelidava de cristãos. Este nome vêm-lhes de Cristo, que,
sob o reinado de Tibério, foi condenado ao suplício pelo procurador
Pôncio Pilatos. Esta seita perniciosa, reprimida a princípio,
expandiu-se de novo, não somente na Judéia, onde tinha a sua origem,
mas na própria cidade de Roma” (Anais, XV, 44). 2.
Plínio o Jovem (Caius Plinius Cecilius Secundus, 61-114), sobrinho de
Plínio, o Velho, foi governador romano da Bitínia (Asia Menor),
escreveu ao imperador romano Trajano, em 112: “[...]
os cristãos estavam habituados a se reunir em dia determinado, antes
do nascer do sol, e cantar um cântico a Cristo, que eles tinham como
Deus” (Epístolas, I.X 96). 3.
Suetônio (Caius Suetonius Tranquillus, 69-126), historiador romano,
no ano 120, referindo-se ao reinado do imperador romano Cláudio
(41-54), afirma que este “expulsou de Roma os judeus, que, sob o
impulso de Chrestós (forma grega equivalente a Christós, Cristo), se
haviam tornado causa frequente de tumultos” (Vita Claudii, XXV).
Esta
informação coincide com o relato dos Atos dos Apóstolos 18,2, onde
se lê: “Cláudio decretou que todos os judeus saíssem de Roma”;
esta expulsão ocorreu por volta do ano 49/50. Suetônio, mal
informado, julgava que Cristo estivesse em Roma, provocando as
desordens. Documentos
judaicos: 1.
O Talmud (Coletânea de leis e comentários históricos dos rabinos
judeus posteriores a Jesus) apresentam passagens referentes a Jesus.
Note que os judeus combatiam a crença em Cristo, daí as palavras
adversas ao Senhor. Tratado
Sanhedrin 43a do Talmud da Babilônia: “Na
véspera da Páscoa suspenderam a uma haste Jesus de Nazaré. Durante
quarenta dias um arauto, à frente dele, clamava: “Merece ser
lapidado, porque exerceu a magia, seduziu Israel e o levou à rebelião.
Quem tiver algo para o justificar venha proferi-lo!” Nada, porém se
encontrou que o justificasse; então suspenderam-no à haste na véspera
da Páscoa.” 2.
Flávio Josefo, historiador judeu (37-100), fariseu, escreveu palavras
impressionantes sobre Jesus: “Por
essa época apareceu Jesus, homem sábio, se é que há lugar para o
chamarmos homem. Porque Ele realizou coisas maravilhosas, foi o mestre
daqueles que recebem com júbilo a verdade, e arrastou muitos judeus e
gregos. Ele era o Cristo. Por denúncia dos príncipes da nossa nação,
Pilatos condenou-o ao suplício da Cruz, mas os seus fieis não
renunciaram ao amor por Ele, porque ao terceiro dia ele lhes apareceu
ressuscitado, como o anunciaram os divinos profetas juntamente com mil
outros prodígios a seu respeito. Ainda hoje subsiste o grupo que, por
sua causa, recebeu o nome de cristãos” (Antiguidades Judaicas,
XVIII, 63a). Documentos
Cristãos:
Os
Evangelhos narram, com riqueza de detalhes históricos, geográficos,
políticos e religiosos a terra da Palestina no tempo de Jesus. Os
evangelistas não poderiam ter inventado tudo isso com tanta precisão.
São
Lucas, que não era apóstolo nem judeu, fala dos imperadores César
Augusto, Tibério; cita os governadores da Palestina: Pôncio Pilatos,
Herodes, Filipe, Lisânias e outros personagens como Anás e Caifás
(cf. Lc 2,1;3,1s). Todos são muito bem conhecidos da História
Universal. São
Mateus e São Marcos falam dos partidos políticos dos fariseus,
herodianos, saduceus (cf. Mt 22,23; Mc 3,6). São
João cita detalhes do Templo: a piscina de Betesda (cf. Jo 5,2), o
Lithóstrotos ou Gábala (cf. Jo 19, 13), e muitas outras coisas
reais. Nada foi inventado, tudo foi comprovado pela História. Além
dos dados históricos sobre a vida real de Jesus Cristo, tudo o que
Ele fez e deixou seria impossível se Ele não tivesse existido. Um
mito não poderia chegar ao século XXI [...] com mais de um bilhão
de adeptos. Os
Apóstolos e os evangelistas narraram aquilo de que foram testemunhas
oculares; não podiam mentir sob pena de serem desmascarados pelos
adversários e perseguidores da época. Eles eram pessoas simples,
alguns, pescadores e nunca teriam a capacidade de ter inventado um
Messias do tipo de Jesus: Deus-homem, crucificado, algo que era
considerado escândalo para os judeus e loucura para os gregos. Jamais
isso seria possível com Israel sob o jugo romano, dominador
intransigente. Outro
fato marcante é que os judeus esperavam um Messias “libertador político”,
que libertasse Israel dos romanos, no entanto, os Evangelhos narram um
Jesus rejeitado pelos judeus, e que vem como libertador espiritual e não
político. Os apóstolos teriam a capacidade e a coragem de inventar
isso? Homens rudes da Galileia não teriam condições também de
forjar um Jesus tão sábio, santo, inteligente, desconcertante tantas
vezes. Tem
mais, a doutrina que Jesus pregava era de difícil vivência no meio
da decadência romana; o orador romano Tácito se referia ao
Cristianismo como “desoladora superstição”; Minúcio Félix
falava de “doutrina indigna dos gregos e romanos”. Os Apóstolos não
teriam condições de inventar uma doutrina tão diferente para a época.
Será
que poderia um mito ter vencido o Império Romano? Será que um
mito poderia sustentar os cristãos diante de 250 anos de martírios e
perseguições? O escritor cristão Tertuliano (†220), de
Cartago, escreveu que “o sangue dos mártires era semente de novos
cristãos”. Será
que um mito poderia provocar tantas conversões, mesmo com sérios
riscos de morte e perseguições? No
século III já havia cerca de 1.500 sedes episcopais (bispos) no
mundo afora. Será que um mito poderia gerar tudo isso? É claro que não.
Será
que um mito poderia sustentar uma Igreja, que começou com doze homens
simples, e que já tem 2.000 anos; que já teve 264 Papas e que tem
hoje mais de 4.000 bispos e cerca de 410 mil sacerdotes em todo o
mundo? As provas são evidentes. Negar,
historicamente que Jesus existiu, seria equivalente a negar a existência
de Platão, Herodes, Pilatos, Júlio César, Tibério, Cleópatra,
Marco Antônio, entre outros. Felipe
Aquino
Fonte:cancaonova.com
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