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Quem
defende o aborto nega sua condição de católico
O III Plano Nacional de Direitos Humanos ao falar da
"autonomia" da mulher sobre seu próprio corpo e recomendar
que o Congresso altere o Código Penal a fim de descriminalizar a prática
do aborto recomenda um crime qualificado contra a humanidade e contra
o próprio Brasil. Ele
quer outorgar legitimidade jurídica a um crime infamante, estabelecer
como um direito democraticamente exigível o mais abominável dos
delitos e o financiamento dele beneficiando os carrascos com dinheiro
público. Contra
o povo brasileiro, povo apaixonado pela vida humana, tantas vezes
comprovado em estatísticas da maior seriedade, a última deste mês
em que não chega a um quarto de cidadãos brasileiros os que querem
manchar de sangue de crianças o mapa do Brasil. Em
2007, o Partido dos Trabalhadores aprovou, em seu programa, a luta
pela implantação do aborto no Brasil. Isso não pode acontecer, pois
é projeto revestido de fanatismo cruel contra o nascituro.
Podemos dizer que é um dos projetos mais bárbaros de aborto
conhecidos no mundo, que defende de modo obsessivo e neurótico a
morte legal de inocentes. Se
o Governo atual aprova tal Plano torna-se o inimigo número um da
sociedade e o primeiro elemento desestabilizador da ordem social. Os
que deveriam ser construtores e defensores da vida tornaram-se de modo
incompreensível uma enorme ameaça contra o Brasil todo. A
Igreja defende e defenderá sempre que a vida humana é sagrada e
inviolável desde o momento da concepção até o final da sua existência.
Dessa sacralidade e inviolabilidade nasce o direito de todo ser humano
a ser respeitado, protegido e promovido no desenvolvimento de sua
existência em qualquer momento ou situação. Sempre em nome da razão
e da dignidade nativa do homem e não só da fé, a Igreja o defenderá
quando estiver em pauta qualquer vida humana. Estamos
comprometidos, juntamente com todo o povo brasileiro, com uma cultura
da vida e não da morte. "Quem defende o aborto nega sua condição
de católico", proclamava bem alto o Papa João Paulo II (Ev.V
62). Como cristãos é impossível ficarmos calados e concordar com a
decisão de aprovar tal projeto que nega o direito à vida. Defender
e promover a vida e posicionar-se contra o aborto provocado é uma
questão de humanidade. Não há nada que possa justificá-lo
porque nada pode justificar o assassinato frio e calculado de uma vida
humana inocente. Podemos
usar um dos Dez Mandamentos para dizer: Dr. Vannucchi, Dr. Temporão,
Presidente Lula e tantos órgãos responsáveis pela defesa da vida:
"Não matarás!" O
evangelho da vida, o evangelho da dignidade humana e o evangelho do
amor de Deus aos homens é um mesmo e único Evangelho. O homem não
tem direito de destruí-lo. Dom
José Luis Azcona Fonte:
CNBB
Fonte:cancaonova.com
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