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Conviver
com o adolescer é algo bastante marcante Quando
percebemos mãe e filha adolescente em relacionamento é interessante
notar que temos duas mulheres frente a frente vivendo momentos de vida
totalmente diferentes. A mãe já passou por tudo aquilo que sua filha
passará e isso fará a diferença na relação! Conviver com o
adolescer é algo bastante marcante e mexe consideravelmente com a
vida das famílias; a mãe, em especial, é aquela que acompanha bem
de pertinho tais mudanças, não apenas as corporais, mas as
emocionais também. A
filha está abandonando o corpo de menina para o corpo de mulher,
despertando assim sua sexualidade. A jovem procura independência,
liberdade, menos controles dos pais, mesmo não tendo qualquer experiência
a este respeito. O medo (sim, o medo!) existe, mas a jovem
dificilmente confessará seus temores aos pais. Misturam-se a
impulsividade, a agressividade, a instabilidade e a contradição.
Tantos sentimentos diferentes e todos eles misturados. Quais
são os comportamentos esperados nesse período? A
jovem rivaliza com a mãe, desafia as convenções, estabelece seus
padrões de conduta. A jovem fala sobre coisas que não ficam claras e
também não dá clareza sobre nada. É aí que entra a figura da mãe
como aquela que, muitas vezes, terá de traduzir o que a filha diz; as
mensagens nem sempre são claras: pede perdão ou pede ajuda “entre
palavras, nas entrelinhas….” A filha exige que seja tratada como
“gente grande”, mas ainda não se esqueceu dos seus comportamentos
infantis. É como se a jovem vivesse o luto pelo corpo perdido, pela
transição para uma fase tão desejada, mas ao mesmo tempo, tão
assustadora; e, muitas vezes, não sabe para onde ir, e os pais, a mãe
em especial, muitas vezes, sentem-se incapazes de dar o suporte necessário.
Vamos
lembrar de um ponto importante: como tratar as emergências adultas e
o tratamento que muitas vezes ela assim exige, com momentos,
necessidades e atitudes ainda tão infantis? É
o desencontro entre a própria geração! A jovem que vê desabrochar
o corpo de adulta, as pressões de um mundo adulto, mas que muitas
vezes, ainda não é madura o suficiente para perceber-se assim ou
para se reposicionar em sua idade. Parece
uma “missão impossível”? Muitas vezes, sim. Os pais, a mãe em
especial, precisam mostrar interesse, mas não invadir. Porém, nessa
tentativa, muitas vezes se afastam da jovem, que, numa fase de tanta
influência por terceiros, pode se deixar levar por referenciais nada
positivos. Fique de olho! É
importante pensar que adolescentes, homens e mulheres, fazem seus pais
“reviverem” a sua própria história como jovens. Mães, muitas
vezes, revivem a adolescência, quando confrontadas com a jovialidade
dos filhos. Contudo, para a mãe, o que se percebe é uma outra fase
de vida: o amadurecimento e, por vezes, estão vulneráveis, sensíveis
pela valorização da linda filha juvenil, pois podem estar perdendo a
beleza, aquela juventude que para elas deixa de existir, mas, na
verdade, se renova, é a beleza de cada fase de nossa vida! Por
fim, os papéis que se misturam, as idades com seus fatores emocionais
específicos, todos entrelaçados numa única teia, vão se
confundindo, mas ao mesmo tempo se solidificando. Reações muitas
vezes inconscientes são assim vividas, mas especialmente, a relação
mãe-filha/filho-pais deve ser coberta de muita compreensão, amor e
receptividade nessa fase tão importante da vida! Elaine
Ribeiro
Fonte:cancaonova.com
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