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Ideias
aceitáveis, misturadas com outras muito estranhas
Seria sumamente estranho encontrar o amador ocupando o lugar do
profissional. Causaria espécie ver o enfermeiro realizar operações,
deixando o médico de lado, medindo a pressão do paciente. Da mesma
forma, seria meter as mãos pelos pés achar normal o sacristão
celebrar Missa e o padre bater campainha. Assim como entraria na
anormalidade permitir que um curioso tenha preferência ao farmacêutico
para manipular remédios de alta especialização e risco. Pois é
essa a impressão que me dá a redação do Plano Nacional de Direitos
Humanos (PNDH). A ousadia dos idealizadores é de quem está seguro da
vitória para transformar o Decreto em Lei. Embora
haja anêmicos protestos dos atingidos pelos equívocos... Fizeram uso
do chefe, que está surfando triunfal, em cima da popularidade, e
gozando de uma sorte inaudita, quase mágica. Por intuição ele sabe
de que trata essa polêmica. Manipulam suas forças para fazer cair,
inermes, as atabalhoadas resistências. Recuos – se houver – só
na aparência. No grupo se encontram vários próceres inconvenientes,
que a Revolução, com aplausos gerais, tirou de cena. Agora são os
teóricos da nação. Certamente
não foi acaso o fato de o decreto ter sido assinado em vésperas de
Natal, quando todos estão pensando em festas, presentes, alegria das
crianças, A
apresentação eleitoral, com imenso poder de marketing, de que a
forma de governar do grupo seria mansa e tradicional, até
conservadora, manifesta-se ilusória. Se queremos, eventualmente, um
socialismo moderno, não o queremos revanchista, ateu, totalitário
como esse que está embutido nas entrelinhas. Aqui se visa repetir os
erros de um socialismo fracassado, serôdio e requentado, o pior que já
vimos no planeta. Minha experiência de vida cidadã e minhas convicções
cristãs exigem que eu seja sincero e aponte o enorme terremoto
destruidor que está se aproximando. “Que haja paz em teus muros, ó
Jerusalém” (Sl 122, 6). Dom
Aloísio Roque Oppermann scj
Fonte:cancaonova.com
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