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Perdemos
muito tempo procurando culpados para nossos fracassos Estamos
nos aproximando de mais um final de ano. Época de balanços, avaliações,
definições de metas. Mesmo aqueles que não costumam separar um
tempo específico para fazer uma avaliação de como viveram o ano,
tendem a, de uma forma ou de outra, fazer esta avaliação, olhar para
trás, ver o que foi feito e o que deixaram de fazer. Ao
fazer isso, muitas vezes, surgem sentimentos de decepção, de desânimo
e até mesmo de frustração ao percebermos que, das coisas que
planejamos, nem tudo conseguimos atingir. E
assim vamos vivendo ano após ano: fazemos metas, planos para o ano
que se inicia e, na maioria das vezes, pouco conseguimos. O que fazer
então? Devemos traçar metas e planos para o ano novo que se
aproxima? Sim, precisamos traçá-los, pois é necessário que
tenhamos uma direção a seguir, mas nossas metas e planos não podem
ser rígidos, precisam ter flexibilidade, pois dificilmente as coisas
acontecem no momento exato da nossa vontade, do jeito exato que
planejamos; por isso, temos que estar sempre prontos para revê-los e
refazê-los. Não
podemos nos esquecer de que todos nós estamos sujeitos a enfrentar
pequenas ou grandes derrotas no dia a dia. Contudo, o maior problema
é que a maioria de nós não está preparada para lidar com as
frustrações. É
verdade que muitas vezes o fracasso de uma situação não está
relacionado diretamente a algum erro nosso. Isso porque existem muitas
coisas que não dependem de nós. Muitas vezes, colocamos toda a nossa
expectativa em uma pessoa, por exemplo, e esquecemos que todo o ser
humano é falho, comete erros, exatamente como nós. Quanto maior a
expectativa, tanto maior será o sentimento de fracasso. Outras
vezes, ao fazermos os nossos planos e metas, não fazemos uma avaliação
adequada, isto é, não consideramos os nossos limites ou os
imprevistos que podem surgir e servir de barreiras. E
o pior é que muitas vezes agimos como vítimas ou como injustiçados
e, com isso, perdemos grandes oportunidades de crescimento pessoal.
Essas duas atitudes [agir como vítimas ou injustiçados] nos
paralisam, minam a nossa motivação, nos amarguram e não trazem
nenhum tipo de “ganho” positivo. Perdemos muita energia
procurando culpados para os nossos fracassos ou remoendo os fatos.
Em vez disso, o que precisamos fazer é refletir, avaliar o que deu
errado para que seja possível corrigir os possíveis erros futuros e
refazer os nossos planos. Também é importante ter sempre uma disposição
interior para aprendermos com as lições e modificarmos as atitudes
que precisam ser mudadas, vendo sempre nas situações negativas
oportunidades para crescimento pessoal. Então,
para que você possa traçar seus planos e metas para 2010, deixamos
as seguintes dicas: 1.
Verifique se eles são realistas, ou seja, se são possíveis. 2.
Escolha poucas metas, pois quando nos enchemos de planos, nossa
energia fica “dividida” e teremos dificuldades para alcançá-las.
3.
Tenha sempre flexibilidade para refazer os seus planos diante dos
imprevistos. 4.
Diante dos fracassos, não se esqueça de que toda situação tem
sempre o seu lado positivo e negativo. Então é necessário buscar o
lado positivo dos fatos para tirarmos dele o melhor proveito. E com o
lado negativo, aprender com ele, corrigir a rota, mudar atitudes. 5.
Não se deixe levar pela emoção e pelo sentimento de incapacidade
quando você deparar com um fracasso. Procure reconhecer o que você
está sentindo, e use as suas emoções de forma positiva. O controle
emocional é algo que precisamos desenvolver, pois, sem ele, ficamos
à merce de nossas emoções e daí derivam a amargura, a tristeza e
até mesmo a depressão. Manuela
Melo
Fonte:cancaonova.com
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