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Cada
artista deve ter a consciência de que é instrumento Um
autêntico amor ao Evangelho nunca nos deixa inertes. A Boa Nova é,
antes de tudo, “amor em ato”, e como tal não paralisa o homem,
mas o move a amar. As palavras do Evangelho sempre nos colocam diante
de uma realidade de amor, quer seja quando é Cristo quem ama quer
quando Ele nos prova, com Sua vida, que precisamos amar. A
arte é a maneira mais bela que o homem encontra para agir. Ela é –
ou deveria ser – fruto de um movimento que, iniciado no amor,
torna-se o ápice da expressão e da comunicação humana. Se hoje a
arte se desvia do seu fim de levar as pessoas a uma experiência com
Deus, é porque está ferida na sua essência, que deveria ser sempre
o amor. Em
qualquer uma de suas manifestações: pintura, dança, música,
teatro..., a arte é a maior manifestação da beleza que pode nascer
no coração de alguém; enquanto o Evangelho é a maior prova de amor
que Deus pôde dar aos homens: Cristo no meio de nós! Estes dois
“movimentos”: o Evangelho e a arte, põem a humanidade em evidência
e nos levam a perceber que tudo ganha um novo sentido quando gerado no
amor. O Evangelho já traz em si a plenitude do amor, que é Jesus
Cristo, porém, a arte nem sempre tem o amor como impulso inicial. A
verdadeira arte é o Evangelho encarnado de forma bela pelo homem.
Primeiro, o artista recebe um dom de Deus, depois precisa amar esse
dom e, por fim, usá-lo em prol da evangelização. Muitas vezes,
costuma-se inverter essa ordem e, ao usarmos o dom antes de amá-lo,
estaremos oferecendo aos homens algo que o mundo e o pecado também
podem oferecer: uma arte indiferente, que nega ou esquece o amor. As
pessoas precisam de uma arte nova, santa, essencialmente evangélica,
que as convença de que não há nada melhor do que “viver de
amor”. Antes
de tudo, a arte precisa ser amada, depois exposta. O próprio Papa João
Paulo II nos motiva a empenharmos todas as forças em favor do “Belo
Amor”, da construção da beleza como reflexo de Deus para o mundo.
É preciso, de fato, nos movermos nessa direção amorosa que a Igreja
nos aponta. A arte é capaz de movimentar o amor no homem, amor este
que é a raiz do Evangelho. Se a arte não for feita por amor a Cristo
e à Sua Boa Nova, em vão será todo esforço por ela. A Pessoa de
Jesus é a inspiração dessa arte santa para os homens. É por amor a
Ele e ao Seu Evangelho que se deve fazer toda manifestação artística.
Quando
a inspiração artística provém de um coração cheio de amor ao
Evangelho, consegue inflamar muitos outros corações com esse mesmo
amor. Deus se mostra a nós de forma bela e, assim, leva-nos a uma
verdadeira experiência com Ele. Cada
artista deve ter a consciência de que é um instrumento, porque, na
verdade, é Deus o Autor de todo o bem que a arte comunica. O Criador
não apaga a participação do artista, apenas a esconde, porque sabe
que o mundo não necessita da arte nem do artista, mas do amor que se
esconde em ambos. O
artista, ao fazer-se “veículo” de evangelização, encarna o que
diz São Paulo: “Com efeito, o anúncio do Evangelho que efetuamos
entre vós não ficou em discurso, mas manifestou o poder, a ação do
Espírito Santo e uma realização maravilhosa” (I Tessalonicenses
1,5). Quando,
como artistas, estivermos fazendo a nossa arte remeter a humanidade ao
Evangelho, estaremos, de fato, abrindo caminhos para que Deus realize
grandes prodígios no coração do Seu povo.
Cristiano Pinheiro
C. Bedê
Fonte:cancaonova.com
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