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Quer
um filho bom? Gaste tempo com ele! Todos
nós precisamos de um pai e de uma mãe espiritual. A mãe tem uma
disponibilidade afetiva, está sempre com os braços abertos. A figura
paterna está necessariamente ligada à lei. E isso é fácil para a
gente entender. A mãe e a criança estão ligadas, primeiro ela tem
de segurar a criança no útero, depois, mantê-la em casa. É natural
que a criança tenha mais cumplicidade com quem lhe deu à luz, porque
elas viveram juntas nove meses. E o pai põe um limite na ligação
entre ambas, sem quebrar essa união. Muitas
vezes, pensamos que o genitor entra para separar o filho da mãe, mas
o papel dele é o equilíbrio; isso faz com que os nossos filhos cresçam
nessa virtude [equilíbrio]. No
entanto, acontece hoje na sociedade uma crise, pois ninguém mais quer
ser pai e ninguém quer ser controlado. Mas alguém precisa assumir o
encargo de colocar limites; e sabemos o quanto isso é necessário. É
importante para você que é pai assumir essa missão de ser
“lei”, ou seja, de ser limite em ser lar. Outra
coisa importante: mesmo onde não exista um pai biológico, alguém
precisa assumir o papel paterno e deve ser alguém do sexo masculino.
Faz parte do desígnio de Deus, dentro da família real, que a figura
masculina seja aquele que estabeleça esse limite; e alguém precisa
assumir a realidade de pai. E
como colocar esses limites? É
importante compreender esse limite, para isso o pai precisa de uma
virtude fundamental: a magnanimidade, que quer dizer “alma
grande”. O genitor precisa ser magnânimo: “A águia não se
alimenta de mosca”, essa ave de alma grande não come animais
pequenos, somente os grandes. Uma
dica aos pais. Um excelente educador disse: “Não dê mais de uma
ordem por mês nem explique muito”. O pai não deve se preocupar com
pequenos defeitos, mas sim, com os grandes. Você não deve encher
a vida do seu filho de regrinhas, porque as regrinhas desgastam a
autoridade paterna. Não mande demais; faça-o somente para coisas
importantes. Existe aí uma sabedoria de não gastar a autoridade
do pai. É como uma faca: se você a usamos demais, ela gasta; e
quando você precisar ela não vai funcionar. Talvez
você não tenha planejado ter filho naquele momento, mas Deus
planejou o nascimento deste e você agora o tem. Então saiba que
desse momento em diante sua vida está mudada. Você precisa dedicar
tempo a ele. Quer um filho bom? Gaste tempo com ele. Todo o
mundo quer abraço, mas ninguém quer fazer gol. Vá ao cinema com seu
filho, ao parque, você precisa investir tempo com ele. Se você não
tem tempo, então, é porque colocou outras prioridades na frente
dele. A
tendência dos filhos é querer a liberdade dos adultos, mas não
querem as responsabilidades dos destes. Se o seu pai não lhe impuser
as regras, a sociedade lhe colocará limites. É preciso também ir
dando aos poucos responsabilidades para ele. Se o filho quer liberdade
de adulto e responsabilidade de criança algo está errado; enquanto
ele estiver dentro de casa será preciso assumir responsabilidades. Você
foi criado na lei de Deus; o filho quando se revolta na adolescência,
sai de casa. Muitas vezes, aqueles que não têm coragem de fazer isso
concretamente, o fazem espiritualmente, vivem de cara emburrada.
Porque querem liberdade, mas não querem responsabilidades. Quanto
à formação espiritual: seu filho diz não querer ir à Santa Missa,
por exemplo. Como pai e como mãe como é que vão educá-lo? Veja o
que acontece: seu filho nasceu e você não diz: “Não vou ensinar língua
nenhuma, nem português, nem inglês, quando ele crescer ele resolve
se quer falar português ou inglês ou a língua que ele quiser”.
Ninguém faz isso, você mora no Brasil, todos falam português, então,
todos aprendemos a falar português naturalmente. Da mesma forma,
enquanto o seu filho estiver na sua casa ele vai ser católico. Quando
ele crescer, for um jovem adulto, se ele quiser mudar, ele muda [de
religião]. Então, você que é pai: saiba recuperar sua autoridade e
isso se faz obedecendo a Deus, pois, quando as pessoas perceberem que
você é o primeiro a obedecer o Senhor, então elas vão começar a
respeitá-lo como autoridade. Padre
Paulo Ricardo Fonte:cancaonova.com
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