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A
educação da pessoa na fé Estamos
vivendo em um mundo cada vez mais descristianizado em face do
constante materialismo que toma conta de toda a estrutura da
sociedade. Há um constante apelo da mídia para que o homem se torne
cada vez mais loucamente um ser consumidor, quer de bens materiais,
quer da indústria do lazer, quer, também, de uma cultura dirigida
sempre para o mundo material e hedonista. Já não temos mais grandes
pensadores cristãos que influenciem as abaladas estruturas de nossa
sociedade. A
preocupação da Igreja no Brasil, em consonância com o “Documento
de Aparecida” proclamou na sua 44ª Assembleia Geral dos Bispos,
realizada em 2006, que o ano de 2009 é o Ano Catequético Nacional. O
propósito dessa iniciativa é que a catequese se torne caminho para o
discipulado. Com esse objetivo se pretende impulsionar e dinamizar
toda a caminhada pastoral da Igreja: dioceses, prelazias, paróquias,
comunidades, pastorais e movimentos. Os
bispos, os párocos, primeiros responsáveis pela catequese,
juntamente com os agentes de pastorais leigos, de modo especial, os
catequistas, são conclamados a dinamizar as atividades propostas para
este evento, ao longo do ano, cujo ponto alto se dará com a realização
da 3ª Semana Brasileira de Catequese. O
Catecismo da Igreja Católica (CIC), referindo-se à Encíclica
“Catechesi Tradendae”, define a catequese como “educação da fé
das crianças, dos jovens e dos adultos, a qual compreende
especialmente um ensino da doutrina cristã, dado em geral de maneira
orgânica e sistemática, com o fim de os iniciar na plenitude da vida
cristã” (cf. item 4, do prólogo do CIC). Ao
lado desse objetivo, digamos pessoal, a catequese deriva para o anúncio
do Evangelho ou pregação para suscitar a fé, buscar as razões de
crer, concretizar experiências cristãs, celebração dos
sacramentos, integração da comunidade eclesial e, especialmente, vir
a ser testemunho apostólico e missionário (idem, idem, item 6). Proclamado
o Ano Catequético como caminho para o discipulado, pretende-se que
esse serviço eclesial se torne um veículo eficiente de uma nova
evangelização de toda sociedade, hoje, como dissemos, marcada pelo
materialismo e, principalmente, para um mundo que procura prescindir
de Deus e dos valores evangélicos. Deus,
com efeito, infinitamente perfeito e feliz em si mesmo, em uma explosão
do amor intratrinitário, criou livremente o homem, objetivando que
este participasse da sua vida bem-aventurada. Sempre, por muitos
sinais, o Senhor procura estar sempre ao lado do homem, chamando-o a
conhecê-Lo e a amá-Lo com todas as forças. Dispersos pelo pecado,
todos os homens são chamados para a unidade da Sua família. Faz
isso, especialmente, através de seu Filho, Jesus Cristo, que foi
enviado a essa nossa terra, como Salvador e Redentor e n'Ele e por
Ele, convocando-os a se tornarem – no Espírito Santo – Seus
filhos adotivos e, consequentemente, herdeiros da sua vida
bem-aventurada. Para
que esse chamado ressoe e tome conta de toda a terra, Cristo enviou
discípulos escolhidos, dando-lhes um ordenamento: “Ide, fazei que
todas as nações se tornem discípulas, batizando-as em nome do Pai,
do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto
vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação
dos séculos” (Mateus, 28, 19-20). Esse mandado do Senhor também se
dirige a todos os cristãos de hoje e de todos os tempos. O
grande esforço catequético, segundo o texto básico da CNBB (Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil), vem centrado na iniciação à vida
cristã, no discipulado missionário, à luz do itinerário dos discípulos
de Emaús (cf. Lucas 24,13-35). Esse
texto está organizado em três partes, seguindo o método
ver-julgar-agir, resgatado e valorizado no Documento de Aparecida (DAp
19) e presente também no Diretório Nacional de Catequese (DNC 157). A
primeira parte refere-se ao encontro com o Ressuscitado: “Aprender,
caminhando com o Mestre”; a segunda parte se fundamenta na palavra
do ressucitado: “Aprender ouvindo o Mestre”; e a terceira dá ênfase
à missão: “Aprender, agindo com o Mestre”.
Note-se, por fim, segundo o texto do apóstolo Mateus, que o mandado
do Senhor é no sentido de que as nações se tornem discípulas
aprendendo a observar aquilo que os apóstolos aprenderam dos
ensinamentos de Jesus e, assim, a missão pressupõe a catequese, ou
seja, o aprendizado de tudo o que foi ensinado pelo Senhor. Dessa
forma, com efeito, a catequese é o caminho para o discipulado e, uma
vez discípulo, o cristão se torna um agente efetivo da Evangelização
do mundo e cumpre o mandado do Senhor: Ide, fazei discípulos,
batizando e ensinando a observar o que o Senhor ordenou. Dom
Eurico dos Santos Veloso Fonte:cancaonova.com
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