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Aprendendo
a não parar nos erros
Ninguém
traz em si uma bula descrevendo suas qualidades
A
comunicação é a chave de todo relacionamento, mas dialogar com quem
nos agrediu com palavras ou atos, muitas vezes, vai exigir de nós
mais que um esforço. Podemos prevenir muitas situações desagradáveis
quando nos abrimos às vias para a troca de ideias a fim de saber o
que provocou feridas no outro.
Vários
motivos podem levar alguém a entrar numa discussão, e recorrer a
atitudes como evitar o contato ignorando a presença da pessoa com
quem convivemos – como se diz popularmente: “dar o gelo” – não
será a maneira mais adequada de se resolver um impasse.
Comportamentos como esses em nada contribuem para solucionar um
problema; ao contrário, eles abrem precedentes para que as sementes
de uma separação silenciosa germinem entre as pessoas. E sabemos
que, desse afastamento, muitas outras coisas poderão minar o bom convívio.
Aceitamos viver um relacionamento,
porque acreditamos no comprometimento mútuo de fazer o sentimento que
nos une perseverar ao longo de nossos dias. Ainda assim, seria um erro
pensar que a pessoa com quem nos relacionamos seja perfeita. Ninguém
traz consigo uma bula descrevendo suas qualidades, tampouco as suas
“contraindicações”. Dentro do nosso convívio, invariavelmente,
muitos de nós vamos nos confrontar com os efeitos “colaterais” da
personalidade e do temperamento da outra pessoa.
Podemos
lembrar que, em situações anteriores, após uma briga, depois da
“poeira assentada”, muitas vezes, reconhecemos que as causas da
discórdia poderiam ter sido resolvidas de outra maneira. Entretanto,
muitas pessoas, em razão do orgulho, desistem da reflexão, a qual
pode ser o início de uma mudança para controlar sua impetuosidade,
por exemplo; e optam por abandonar seus relacionamentos. Sem admitir
as próprias atitudes, as quais podem não condizer com a realidade a
que se propunham viver – seja nas palavras, seja nos gestos ou no
comportamento –, culpam o outro.
Desistir
de manter o vínculo de amizade ou do compromisso com alguém em nada
contribuirá para diminuir as dores daquele que se sentiu ofendido,
tampouco poderá resolver a questão causadora do cisma do
relacionamento.
Não
há uma fórmula perfeita para se evitar crises, mas adotar algumas atitudes, como o autocontrole, a paciência e a
prudência, especialmente, no trato com as palavras, nos ajudarão a
desenvolver a vivência da reconciliação necessária.
Reconhecemos
que as turbulências dentro das nossas convivências não acontecem de
uma hora para outra e, antes de julgar e condenar uma situação ou
uma pessoa pelos desentendimentos, melhor seria estudar o que teria
originado o problema. Uma vez detectado, por que não assumir as possíveis
adaptações para continuar a viver em harmonia quando nos sentirmos
advertidos ou contestados em nossos conceitos?
A
resistência em dobrar-se às exigências daquilo que é novo somente
nos fará cada vez mais vulneráveis a reincidir no mesmo erro num
futuro próximo.
É
sempre bom considerar que um relacionamento não se faz somente em função
de uma pessoa, mas entre você e o outro ou entre você e um grupo de
pessoas que juntos se propõem a lutar para a eliminação das possíveis
diferenças. E a maturidade em viver este compromisso está na
capacidade de acreditar na mudança que o outro pode alcançar, mesmo
diante das divergências de opiniões ou atitudes.
A
cada um de nós caberá se abrir às descobertas que os nossos convívios
podem oferecer e acreditar em nossa capacidade de mudança e na dos
outros também!
Um
abraço
Dado
Moura
contato@dadomoura.com
Fonte:cancaonova.com
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