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21/05/2008
Veneno herege
Abaixo
colocamos um artigo, com as devidas observações que seguem
numeradas, extraído do site Montfort. Nele o articulista, em alguns
parágrafos, sintetiza todos os ataques e cospe todos os venenos possíveis
contra o Papa Bento XVI, faltando apenas se declarar publicamente
inimigo dele, e, portanto, uma apostata.
Mas esta tem sido exatamente a tática do demônio: ao invés de
combater a Igreja e o Papa, de fora para dentro, fazendo-lhe guerra
aberta, usa de infiltrar os hereges dentro da Igreja, para matá-la,
por asfixia, de dentro para fora. Eles SE DIZEM Igreja, mas na verdade
trabalham para as trevas, e cada vez mais ostensivamente. No texto verão
que em poucos parágrafos ele empilha pelo menos 30 heresias ou
mentiras.
Só gemidos de tristeza e lamentos pessoas assim nos provocam. Saber
que são pessoas deste tipo os professores de Teologia, os formadores
da juventude, nos faz prever um futuro negro. Futuro negro também
para estas almas orgulhosas, rebeldes, que não se vergam diante de
Deus, e sendo criaturas preferem adorarem-se a si mesmas.
Se o leitor tiver dificuldade de acompanhar o raciocínio, leia
primeiramente o texto do autor citado, e depois volte acompanhando
tudo. Assim não ficarão duvidas. É muito importante que as pessoas
saibam destas coisas, aparentemente boas, mas venenosas. Textos assim,
são de arautos do antipapa.
A Igreja de Bento XVI: Caminho para o Integrismo
Original em: http://www.montfort.org.br
> Por Juan José Tamayo, Diretor da Cátedra de Teologia e Ciência
das Religiões da Universidade Carlos III de Madri. (Fonte: Diário El
País, Espanha. 1 de Abril de 2008). Diz ele:
O pontificado de Bento XVI está escorregando perigosamente do
conservadorismo ao integrismo. As constantes concessões aos
movimentos tradicionalistas ancorados em Trento (1) e contrários ao
Concílio Vaticano II (2), manifestam isso. (Os comentários
numerados são de Aarão)
(1) Ele fala aqui no Sacrossanto e Dogmático Concílio de Trento,
que se tornou a pedra dolorosa no tamanco capenga dos hereges. Este
Sacrossanto Concílio, ao estabelecer uma série de princípios
eternos, e anatemizar – para ser mais claro: excomungar
da Igreja – todo e qualquer católico que negue aquelas verdades
têm impedido que os filhos das trevas acabem de vez com nossa Igreja.
(2) Os falsos intérpretes do Concílio Vaticano II – que foi
apenas pastoral, sugeriu, e não dogmatizou nada, acham e pregam, mil
vezes erradamente, que depois do Vaticano II, a Igreja Católica
simplesmente apagou TUDO o que pregava antes, tornando-se uma nova
igreja, moderna e popular. Quanto Deus não se moderniza tampouco se
populariza. O deus popular é o do candomblé, que pula em terreiros,
toma cachaça e fuma cachimbo. Mas este não mora no Céu e sim no
inferno!
Mais que uma estratégia de diálogo e aproximação para atraí-los
de novo à Igreja católica, o Papa está dando mostras inequívocas
de que compartilha suas colocações pré conciliares do catolicismo e
que pretende legitimá-los teologicamente (3), sem receber nada
em troca. E
para isso está disposto a revisar e corrigir o Concílio Vaticano II,
do qual ele mesmo foi assessor teológico (4)!
(3) O Santo Padre, o Papa Bento XVI, conhece com talvez ninguém o
que aconteceu no Concílio, e sabe muito bem como os hereges
conseguiram escamotear os textos, de modo a torná-los dúbios e passíveis
de múltiplas interpretações. Ele hoje percebe que em termos de
doutrina católica, existe apenas um SIM e um NÃO, e
tudo o mais vem o diabo, aí incluído o “quem sabe” e o
“pode ser”. E é isso que ele quer mudar. No fundo, não seria
mesmo melhor que se rasgassem TODOS os documentos do Concilio e se
anulasse todas as suas disposições. Começaríamos então do zero,
para o bem. Sim, isso depois de expulsar de lá todos os modernistas,
falsos ecumenistas, teologistas, ateus, hereges e comunistas. Eles
literalmente sufocaram os bons bispos, durante e depois do Concílio.
E ainda agora insistem, atentendo ao apito de satã.
(4) Sim, tudo indica que o então Ratzinguer foi convocado para
assessor teológico, justo por não ser bom na época.
Sua conversão veio aos poucos e se completou com seu grande amigo João
Paulo II, que de certa forma o converteu. Mas ele reconhece estes
erros passados e percebe claramente que se a Igreja não voltar
às origens, a sua doutrina imutável e perfeita de sempre,
será literalmente demolida pelos hereges que dela querem se apossar.
Um Concílio Dogmático pode ser feito somente por padres e bispos
santos. Os bispos rebeldes, os falsos teólogos e maus padres, se
destinam a conciliábulos – onde satã também deita verbos e falas
– e não a Concílios onde fala o Espírito Santo.
Dois documentos recentes o demonstram. Um é o Motu Proprio que
autoriza o retorno da Missa em latim, conforme o rito do Missal Romano
promulgado por São Pio V, em 1570, depois do Concílio de Trento, em
resposta, segundo palavras do Papa, às "deformações da
liturgia, no limite do suportável" (5).
(5) Realmente o Santo Padre e outros grandes padres e bispos da
verdadeira Igreja Santa, finalmente perceberam que está nas deformações
da Missa Nova – não na Missa em si que é válida e eficaz – na má
celebração dela, nos abusos litúrgicos de todo
tipo, que se encontra a raiz dos males da Igreja. A Missa é o cerne
da nossa vida cristã, e se carcomem este cerne, destroem toda a árvore.
O demônio sabe disso, e para tanto, luta com garras, cascos e chifres
para tirar dela o sentido Dogmático de “Sacrifício incruento da
Cruz”, dando-lhe apenas o efeito miserável de simples ceia
comemorativa, ou mero ritual de partilha. É isso que os algozes
da Missa querem! É isso que a Missa em Latim evita!
Esta medida foi acolhida com satisfação pela Fraternidade São
Pio X - criada por Monsenhor Lefebvre-, cujo secretário geral a
considera "um avanço capital na restauração da Tradição".
Eu creio que o retorno ao latim na liturgia católica está em clara
contradição com o Concílio Vaticano II (6), partidário de rever
todos os ritos integralmente, se fosse necessário, para que
recobrassem novo vigor, e reformar a liturgia conforme às circunstâncias
e as necessidades de nosso tempo (7). Eu me pergunto: voltarão os
seguidores de Lefébvre a introduzir no ritual tridentino a oração
"pelos pérfidos judeus" (8), que João XXIII abolira?
(6) Praticamente TUDO aquilo que está em contradição com o
Vaticano II, está também em contradição com aquilo que Jesus
espera de sua Igreja. Pode até haver muitas coisas boas ali,
entretanto o joio que está dentro ameaça sufocar tudo. Já o Papa
Paulo VI havia falado que a fumaça de satanás havia entrado pelas
frestas da Igreja, e sem dúvida estas frestas renegadas foram abertas
pelo Concílio Vaticano II. Foi a partir dali que perdemos mais de 100
mil padres para o casamento e foram arrasados os seminários, e
somente estes já seriam um motivo suficiente para abolir tudo, e
repensar tudo.
(7) Uma coisa é adaptar o rito aos tempos, outra muito diferente
é arrasar, é demolir e conspurcar o mesmo rito eficaz,
substituindo-o por uma esbórnia comemorativa. O que se configura na
“abominação desoladora” de que falou Daniel. E os modernistas
que defendem estes princípios, de fato não querem apenas adaptar,
querem arrasar e vandalizar tudo, e com a Missa
em especial. Porque
doutrina não se muda, nem se adapta: ela se eterniza!
(8) Sem dúvida, os judeus que naquele tempo mataram Jesus, os
fariseus, escribas e doutores da lei, eram maus sim.
Eram demônios como Judas! O que não se pode é impingir a
malignidade aos judeus de todos os tempos nem aos daquele tempo, pois
entre eles estavam Jesus, Maria, os apóstolos e milhares de pessoas
boas, que também eram judeus! Mas bons! Todo povo, toda raça, e
quase toda família tem elementos maus, mas isso não quer dizer que
todos mereçam este título. Brandir isso como argumento é ser
extremista e tumultuador.
Entre as questões teológicas que, conforme a Fraternidade de São
Pio X, devem ser abordadas, no diálogo com Bento XVI, como condição
necessária para sua aproximação de Roma, encontram-se a liberdade
religiosa e o ecumenismo. E, por suposto, o Concílio Vaticano II, que
é, no juízo dos lefebvrianos, uma das causas fundamentais da grave
crise da Igreja Católica (9), reconhecida pelo Cardeal Ratzinger em múltiplas
ocasiões.
(9) O que o Bispo Marcel Lefébvre queria era a manutenção da
Missa de sempre. Ele viu de imediato que a Missa Nova acabaria por
banalizar o Mistério da Cruz, e foi isso o que aconteceu. Ele tinha
razão! Os fiéis perderam o respeito, a reverência, a adoração
pela Eucaristia, que foi tornada coisa comum, e é “comida” por
milhares de sacrílegos, exatamente como um pão comum. Ponto para o
diabo e seus aliados modernistas, como o autor deste artigo. Eles já
não são Igreja Católica, pois divergindo do Papa se
auto-excomungam. Incrível é que, naqueles exorcismos de 1978, quando
Judas é obrigado por Nossa Senhora a falar a verdade, ele predisse
que Dom Marcel venceria, e está aí.
Pois bem, para contentar os tradicionalistas, o ecumenismo e o
Vaticano II foram objeto de revisão no documento da Congregação
para a Doutrina da Fé Sobre Certos Aspectos da Doutrina sobre a
Igreja (10), que acaba de ser publicado com a aprovação do Papa.
(10) Todos os documentos, efetivamente emitidos pelo Papa Bento
XVI, são bons, devem ser seguidos e aplicados em todas as dioceses do
mundo. Não se dê ouvidos a quem quer que se revolte contra ele, ou
descumpra suas ordens e pedidos. Mas cuidado, porque tem muita gente
usando o nome do Papa, quando na verdade prega heresias. Tenham sempre
o Catecismo
em mãos. Não
se pode confiar em tudo aquilo que padres e bispos dizem, o que é
sintomático do caos e da apostasia. Tudo frutos da desobediência.
Seguindo a lógica excludente da declaração Dominus Iesus (11), da
mesma Congregação, quando era seu presidente o atual Pontífice, e
recorrendo ao esquemático gênero literário do Catecismo
(perguntas-respostas), se tenta demonstrar que o Concílio Vaticano II
não supôs mudança alguma na doutrina sobre a Igreja (12), e que a
Igreja católica é a verdadeira e única Igreja de Cristo, com exclusão
expressa das Igrejas orientais, porque não reconhecem a autoridade do
"Bispo de Roma e Sucessor de Pedro", e das Comunidades cristãs
nascidas da Reforma (13), as quais ele nem sequer reconhece como
"Igrejas" (14), porque não têm sucessão apostólica
mediante o sacramento da Ordem.
(11) Esta declaração perfeita, emitida pelo Papa João Paulo II e
pelo então Cardeal Ratzinger, afirma com todas as letras que ninguém
se salva sem a Igreja Católica e seus sacramentos. Isso
está correto, e ninguém realmente entra no céu, sem a ajuda dos
católicos! Falo sem o batismo, sem a aceitação do Papado, sem os
nossos dogmas e sem Maria, ela com todos os seus predicados. Eu
reafirmo: Ninguém!
(12) Na verdade os modernistas tentaram realmente mudar a alma da
Igreja. Como eles não conseguiram tomando de assalto o trono de
Pedro, tentam fazê-lo aplicando de forma errada e por tendenciosa
interpretação, os documentos conciliares. O papado nunca mudará,
porque não existe Igreja Católica sem Pedro, ele a cabeça! Quem se
revolta contra ele, ou não o aceita, está fora da Igreja. É outra
seita herética! Bate-se contra a Rocha e será esmagado!
(13), Todos os que não aceitam Pedro, estão fora da árvore, são
renovos bastardos como a “erva de passarinho” e sobre eles está
dito em Sabedoria 4, 3-6: “Mas para nada servirá,
ainda que numerosa, a raça dos ímpios; procedendo de renovos
bastardos, não estenderá raízes profundas, não se estabelecerá
numa base sólida. Ainda que por algum tempo estenda seus ramos,
estando instavelmente assentada, será abalada pelo vento e, pela violência
da tempestade, será desarraigada. Os galhos serão quebrados antes do
desenvolvimento, o fruto deles será inútil, verde demais para ser
comido, e impróprio para qualquer uso... Isso os explica com perfeição!
(14) Realmente a palavra do dicionário é bem clara:
seita > derivada de outra religião por discordar de
sua doutrina e princípios. Então não são Igrejas, mas seitas,
a definição do Papa está correta. Seita é feio? Mais feio ainda é
mentir em nome de Jesus! Sim, embora possam vir a se salvar,
mas sempre através da Igreja católica. Eu afirmo isso, sem medo de
errar: Milhões de pessoas, batizadas em nome da Trindade, de fato
morrem protestantes ou ditos “evangélicos”,
mas entram no Céu, católicos. Eles percebem seu erro, no exato
instante da morte, quando avistam o Juiz e dizem de si mesmas: como
fomos orgulhosos e estúpidos! Botamos nossa vida fora combatendo os
católicos e a verdade, que afinal só estava com o Papa. Então se
convertem! De joelhos!
Tais respostas desnaturalizam o espírito inclusivo do Concílio,
falseiam objetivamente sua letra, e se situam nos antípodas da
atitude dialogante de João XXIII e Paulo VI (15).
(15) Estas frases complicadas e cheias de termos rebuscados, visam
dar apenas uma aura de sapiência, mas na verdade gravam seus autores
com a pecha de estupidez. Isso porque se deve pensar exatamente o
contrário: é preciso combater o espírito do Concílio porque
maligno, e deve-se buscar corrigir tudo aquilo que foi falseado em sua
letra, além do que se deve eliminar qualquer vestígio de falso
ecumenismo, pois não foi este o desejo, nem do papa João XXII, nem
de Paulo VI. Este, aliás, disse bem claro: todo ecumenismo que não
vise apenas o retorno dos que se separaram da verdade, é falso.
Com uma atitude tão excludente como a dessa Declaração se
rompem todas as pontes de comunicação do catolicismo com as demais
Igrejas cristãs, e se torna impossível, na prática, o diálogo ecumênico
- já de per si muito deteriorado (16).
(16) Mentira que a Dominus Iesus rompe as comunicações com as
demais que se dizem Igreja, quando são apenas seitas, porque com isso
a Igreja Católica firma apenas posição intransigente da verdade.
Uma verdade doutrinária que somente está com Pedro e com ninguém
mais. E com a Doutrina da verdade, não existe contemporização
tampouco negociação. Verdade é sim, mentira é não! Ou alguém
aceita a verdade íntegra com todo seu efeito de
bem, ou vive a mentira com seus caminhos de mal. Uma fé não se
negocia como mercadoria vulgar, nem uma Igreja de origem divina de
quase 2 mil anos pode se curvar diante de um homem, de apenas algumas
décadas, falo dos fundadores de seitas!
O que, se fosse possível, se torna ainda mais preocupante, já que
tal diálogo era uma das prioridades do pontificado de Bento
XVI. A conclusão desta seqüência de atuações não pode ser mais
desesperadora, pois, como afirma Raimon Panikkar, "sem diálogo,
o ser humano se asfixia e as religiões se anquilosam" (17), e,
acrescento eu, os crentes podem reviver o velho espírito das guerras
de religião (18).
(17) Mais um mentira, com tempero
venenoso de Raimon & Juan. O diálogo com as outras religiões –
e todas as seitas, mesmo derivadas da Igreja católica, são de fato
outras religiões, pois vivem outro Jesus, sem Pedro e sem Maria – não
pode exigir a mudança da verdade, e só tem valor quando procura
manter uma política de boa vizinhança, que evite os conflitos e as
ditas guerras religiosas. Não é falta de diálogo que asfixia ao ser
humano, mas a falta de Deus em sua vida. Quem tem deus, tem TUDO! Enfim,
uma religião verdadeira nunca fica velha – anquilosa (???) – mas
se eterniza. Ela nunca muda, porque Deus não muda ou se adapta! Deus
É, e para sempre!
(18) Brigar em nome de Deus é um
absurdo, e quem faz isso não louva a Deus, mas enaltece ao diabo.
Entretanto, não se pode tratar como ecumenismo o diálogo com partes
completamente antagônicas. O que estes falsos ecumenistas procuram não
é tratar da verdade eterna, mas sim legitimar a mentira. Porque se
existe um só Deus, existe também uma só forma perfeita e completa
de adorar a este mesmo Deus. Eu não posso ser de Jesus sem Maria! Não
posso ser Igreja, sem Pedro e sem uma doutrina inalterável! Não
posso ser verdade, sem Dogmas! Então a Igreja jamais poderá manter
diálogo de aproximação com qualquer outra religião, que não tenha
Jesus, nem Maria, nem dogmas, nem verdade.
Ademais, o Concílio está acima de qualquer instância de autoridade
na Igreja e, é evidente, acima da interpretação distorcida que
possa oferecer uma Congregação, neste caso, a da Doutrina da Fé
(19). Mais ainda se, se trata de um Concílio Ecumênico, como o
Vaticano II, que reuniu todos os Bispos do mundo, contou com a presença
de observadores de todas as Igrejas cristãs (20), e aprovou uma série
de documentos obrigatórios (21) de serem cumpridos por todos os católicos,
inclusive pelo Papa. Creio que existe um amplo consenso entre os teólogos,
as teólogas, e os Bispos de que o Concílio Vaticano II mudou, e
mudou substancialmente, a doutrina anterior sobre a Igreja (22).
(19) Negativo! Nenhum Concílio, que não seja Dogmático e
confirmado por Pedro ex-cátedra, pode se achar acima da autoridade de
Pedro! Isso seria quase o mesmo que dizer que o Papa não teve direito
de alterar o malsinado Documento de Aparecida, só porque ele foi
aprovado pela maioria. A Doutrina da Fé, sob a orientação de Pedro
verdadeiro, é sim a maior autoridade em questões de Doutrina Católica,
mesmo que se revoltem contra ela todos os bispos e padres da terra.
Deus não se rege pela maioria, se assim fosse se aliaria ao Sinédrio
que naquele tempo fixava a doutrina. Há outros sinédrios hoje! E
muitos Caifás!
(20) Na minha miséria infinita, ouso dizer que este foi exatamente
um dos grandes males do Concílio Vaticano II: aceitar observadores
de outras Igrejas! Porque, de uma forma solerte e maligna, eles não
foram apenas simples observadores, mas acabaram por ter voz ativa,
mostrando seu desagrado contra disposições da verdade. Mil vezes
pior do que isso foi que a Missa Nova acabou sendo feita por cinco
pastores protestantes e um rabino judeu. No que esfaquearam o coração
da Igreja! Infelizmente não só protestantes e outros ditaram voz
ali, mas pior que estes, os falsos teólogos católicos. Põe câncer
nisso! Tudo isso, para mim, soou mais ou menos como um ato de amarrar
cachorro com lingüiça.
(21) Se todos os documentos do Concílio fossem obrigatórios de
seguir na íntegra da palavra – não do espírito, o que ele quis
dizer, ou pode ser – quem sabe haveria aqui um bem. Mas me mostrem
qual diocese do mundo os cumpre em fidelidade!
(22) Se o Concílio mudou substancialmente a vida da Igreja, e
tanto a mudou que nos trouxe a este caos atual, então está mais do
que na hora de apagar este Concílio – e sinto que no fundo é este
um desejo ardente do Santo Padre – porque suas bases são podres. E
assim não há como fazer a Igreja florescer neste charco fedorento em
que os modernistas a querem mergulhar.
Esta não se considera mais como sociedade perfeita, hierárquica, e
desigual, por vontade divina (assim a definiram os Papas Leão XIII e
Pio X, entre outros). Ela se auto compreende, antes, como mistério,
Povo de Deus e comunidade de crentes, na qual todos os cristãos, do
Papa aos simples crentes, são iguais pelo Batismo. Colocavam-se assim
as bases para a democratização (23) da instituição eclesiástica,
que até então se estruturava de modo estamental através da oposição
clérigos-leigos, hierarquia-povo, Igreja discente-Igreja docente,
mais própria da Idade Média que da modernidade (24).
(23) Perdão, filho da serpente! Igreja não se democratiza! Deus não
se democratiza! Este negócio de democratizar é outro câncer posto
na Igreja, porque significa em última palavra dar ao povo direito de
ditar seus princípios doutrinários. Significa dar a simples homens,
meros mortais, o direito de definir seu modo de ser Igreja, a cada
tempo. Mesmo que isso signifique passar por cima dos princípios
eternos e da divina Lei. Exatamente quando é esta democratização, a
essência do “sola scriptura” de Lutero, a causa de todas as
milhares de denominações hoje existentes. Ou a Igreja mantém a
unidade sob Pedro e a ele mantém fidelidade doutrinal absoluta, todos
os crentes – de cardeais a leigos – ou se torna outra esbórnia
herética e divorciada de Deus. Uma casa
em ruínas. Um
covil de ladrões de almas!
(24) Nem tanto para a Idade Média, mas nunca para o modernismo,
que é a soma de todas as heresias juntas, e multiplicadas por mil. Lá
pelo menos a Igreja suscitou muitos santos do maior vigor espiritual,
quando hoje diante da multiplicidade de hereges que vemos, nem mil
santos conseguiriam combater. Só Deus para dar um jeito neles. E dará!
O Cardeal Suenens, um dos padres conciliares que mais impulsionaram a
reforma, qualificou o Concílio de "revolução copernicana"
(25).
(25) Se não me falha a memória, é exatamente sete o cardeal
acusado de ser o promotor dos carismatismo herético, e um dos maiores
desafiadores do papa com suas fisgadas e investidas constantes. Copérnico
foi o cientista que desenvolveu a teoria de que a terra girava em
torno do sol, o que veio a revolucionar toda a astronomia. Mas o Concílio
Vaticano II não veio no mesmo sentido – definir uma verdade celeste
– porque ele foi a origem do caos na Igreja. Se Copérnico alinhou
os astros do Céu na devida ordem, este Concílio foi catastrófico,
porque cumpriu que está dito em Apocalipse 12, 4 “o dragão varreu
1/3 parte das estrelas do Céu”, que significa desviar para o mal, e
para o erro e a apostasias 1/3 parte dos luminares da Igreja Católica.
Para o Cardeal Montini, depois Paulo VI, o Vaticano II foi um Concílio
"de reformas positivas, mais que de castigos, de exortações
mais que de anátemas" (26).
(26) Sim, o Cardeal Montini pode até ter dito isso enquanto
cardeal, mas depois de eleito Papa Paulo VI, quando ele viu o
resultado do Concílio, disse: “sinto que a fumaça de satanás
entrou na Igreja por alguma fresta”. Ele que como papa, durante
muito tempo foi mantido preso e incomunicável, enquanto era substituído
por sósias. Eu, de fato, prefiro mil vezes mais a catequese dura de
minha mãe Adelina e de minha querida vovó Gertrudes, que nos falavam
em castigos para o pecado do que a doutrina dos modernistas de
hoje! Os que em auxílio ao diabo dizem que ele não existe, que nada
mais é pecado, tampouco existe um inferno. O povo precisa saber sim,
que existe pecado, e que existe castigo para os maus, senão se
desgarra.
Para isso foi preciso vencer as resistências dos contra reformistas
da Cúria e de não poucos Bispos tridentinos. Talvez João XXIII
estava pensando neles quando no discurso de abertura do Concílio
afirmou: "Inflamados de zelo religioso, carecem de juízo reto e
de ponderação em seu modo de ver as coisas. Na situação atual da
sociedade só vêem, ruínas e desastres. Andam dizendo que nossa época,
comparada com as anteriores, é muito pior, se comportam como se a
história, que é mestra da vida, não tivesse nada a lhes
ensinar" (27).
(27) Aqui, mais uma vez, a distorcida aplicação de uma frase
infeliz do Papa João XXIII. Porque este papa, enganado pelas
sociedades secretas, na realidade convocou o Concílio, mas depois que
viu rasgados cinicamente todos os princípios para os quais o
convocara, acabou morrendo de tristeza, tal que suas últimas palavras
foram: suspendam o Concílio! Suspendam o Concílio!
No estertor da morte ele percebeu o erro que fora a convocação dele,
porque não havia percebido a besta ao seu redor, sedenta de mudar a
face da Igreja, mais que isso, destruí-la completamente.
Antecipando-se em várias décadas ao atual clima de diálogo inter
religioso e intercultural, o Vaticano II optou pelo diálogo
multilateral (28): diálogo com a história, depois de séculos de ter
vivido de costas para ela; diálogo no interior da própria comunidade
católica, ameaçada de não comunicação; com as Igrejas cristãs,
às quais reconhece como irmãs na diferença e dentro do respeito ao
pluralismo; com a cultura moderna e em concreto com o ateísmo, a quem
considera interlocutor necessário; com as religiões não cristãs,
que valoriza como caminhos de salvação (29).
(28) Eis mais uma maldição, outra fratura exposta: a mistura de fé
com cultura! Ora, fé não é salada mística! Cultura mundana não
pode ser confundida com culto a Deus! Ritos existem milhares, mas nem
todos servem ao culto do mesmo e Único Deus. Existem os que
adoram a Deus Verdade e Vida e os que adoram ao demônio pai da
mentira e princípio da eterna desgraça. Não há como misturar
os dois, sem provocar os efeitos da catástrofe! Se antes do Concílio
se praticava isso e não deu certo, é porque nem isso se deve fazer.
Não se devia mudar então, para pior! Que o Concilio então tratasse
de acabar com isso!
(29) Comentar este item, um por um dos enunciados, daria um livro.
Na verdade, a Igreja pré-conciliar não estava de costas para o povo,
mas de frente para Deus. Não partiu do povo santo a idéia de mudar
isso, mas do modernismo vilipendiante e maligno, que quer o homem
adorando-se a si mesmo. Na verdade, nem as seitas, nem as outras
religiões e muitos menos os ateus, têm algo a acrescentar em termos
de doutrina que salva. Muito pelo contrário, devem ser mantidos longe
da Igreja, para que não a contaminem com seu verbo estragado, sua
doutrina de perdição e sua adoração ao homem. Enfim, em termos de
fé, de doutrina e de religião verdadeira, não existe pluralismo
possível, porque a verdade é uma só, ela está
em Jesus Cristo
e com a sua única Igreja, a Católica, Apostólica, Romana. Assim,
quem prega meia doutrina de Jesus, prega junto dúzias de doutrinas de
satanás.
As concessões litúrgicas de Bento XVI, sua interpretação pré-moderna
do Concílio Vaticano II, e desvalorização das outras confissões
cristãs colocam a Igreja Católica no caminho do integrismo e lhe
fazem perder credibilidade (30). O preço a pagar pela aproximação
dos integristas é seu próprio isolamento e o afastamento da
sociedade.
(30) Integrismo significa não aceitar mudanças em questões de
doutrina e de fé. Mantendo a integridade doutrinal, a tradição
e tudo aquilo que correto e de origem divina. Com isso jamais se quer
desvalorizar os outros credos, mas sim sinalizar de que não existe
possibilidade de praticar um ecumenismo que se firme em apenas partes
aceitáveis por ambos os lados. Ou você concorda com o todo
doutrinário, ou você pratica um falso ecumenismo salafrário,
que agrada muito é a satanás, mas nunca a Deus. Então,
se os outros credos querem continuar sem aceitar a verdade plena, a
comunhão perfeita com Pedro, fora com qualquer negociata religiosa,
pois é nisso que tal ecumenismo dá.
TERMINANDO: Neste sentido, nenhum tipo ou forma
de ecumenismo é bom, nem aceitável. Aquele que busca o diálogo
religioso dizendo assim: “fiquemos com o que nos une, e
deixemos para o diabo o que nos desune”, na realidade
une-se ao diabo que é mentiroso, e afasta-se de Jesus Cristo, verdade
e vida. E isso, por uma ótica simples, verdadeira e cristalina:
trata-se de homens, simples homens, agindo sem Deus! São apenas obras
humanas, sem o selo do Altíssimo. Isso não é diálogo e declaração
de guerra contra Ele.
A única forma viável e possível de ecumenismo é aquela
feita em Deus: Todos os que pretendem caminhar na unidade, devem se
reunir, como num Cenáculo, apenas para rezar. Cada um reze a seu
modo, peça, interceda ao Espírito Santo, para que Ele abra as mentes
e os corações de todos, a fim de que encontrem finalmente os
caminhos da unidade. Que não discutam nada, que não falem em religião,
nem em doutrina: apenas abram suas almas e mentes para a ação
poderosa de Deus! Pois somente Deus é capaz de unir a todos! Mas para
isso é preciso que TODOS baixem a cabeça e calem suas gargantas de
dar berros. Que todos abram seus ouvidos, mentes e corações ao Espírito
Santo. Só Ele faz ecumenismo verdadeiro!
Para isso, sempre, a base terá de se firmar nas Escrituras
Sagradas, na Palavra de Deus. Isso, de saída, elimina do diálogo
religioso, todos os que não aceitam esta Palavra de vida. Mas se
aceitarem, com o tempo cada um compreenderá a verdade, e ela o
libertará. Eu como católico não posso jamais fazer ecumenismo
religioso, discutindo sobre o Alcorão! Maomé que se reuna, e
discuta sozinho entre os seus! Menos ainda sobre o “Livro
dos Espíritos”. Que discutam sobre ele os adeptos de Belzebú! Será
tão difícil entender isso?
Enfim, poucas vezes eu vi tanto veneno destilado num só texto.
Este homem é sem dúvida um valente soldado do antipapa, da
anti-igreja, que infelizmente por um tempo irá saborear o comando da
Igreja e se assentará no trono de Pedro.
Mas acreditem, isso lhes será como está descrito por São João
em Apocalipse 10: na boca será doce como mel, mas
quando descer ao estômago será terrível como fel. Cuidado, ele
pode matar as almas! (aarão)
Fonte:
Recados do Aarão

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