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15/05/2008
Homem macaco?
(Uma
paródia ao evolucionismo. Mesmo diante de tanta coisa ruim, é bom
rir um pouco. Se acharem graça é claro! Mas não deixe de ler até o
fim...)
Não sei por qual motivo, nos últimos dias tenho insistentemente
sentido um forte apelo de voltar a este assunto: a evolução!
Impressiona realmente esta insistência maligna com que a mídia volta
a este assunto, e agora mesmo acabei de receber uma reportagem sobre
um artigo que saiu no “L´Oservatore Romano”, insinuando que a
Igreja pode vir a concordar que o homem descende do macaco.
Ora a simples menção de que este jornal do Vaticano aceita esta
possibilidade, já me aponta no sentido de que se trata de mais um
golpe dado no Papa e na Igreja, porque, com toda certeza, não é este
o pensamento da dela, nem do Papa. De fato, desde que esta maldita hipótese
foi aventada por Charles Darwin, com certeza pelo menos um milhão de
livros já foram escritos, sobre este assunto, tão polêmico e tão
desafiador contra Deus.
Desde criança, no estudo primário, tenho ouvido sobre isto: De um
lado a Sã Doutrina que aprendi na catequese, dizia que “Deus
criou o homem, à Sua imagem e semelhança”; e de outro as
revistas e livros dizendo que o homem descendia do macaco.
Positivamente eu não sei se por firme convicção religiosa, ou por
um dom inestimável de Deus, eu jamais aceitei, sequer discutir este
assunto. Aliás, desde a mais tenra idade eu nunca aceitei que, se nós
temos um Deus criador de Todas as coisas, que não se repete, nem se
copia porque Ele precisaria remendar efeitos mutando os seres, quando
os pode fazer únicos?
Vejam: esta discussão absurda, que tomou bilhões de horas em debates
absurdos, na verdade começa bem antes, com as teorias modernas e
malignas a respeito do surgimento da vida na terra. E começa antes
ainda, com o surgimento da própria matéria, depois com a formação
do Universo, de todo este sistema assombroso onde residimos. Os
homens, com suas teorias, seus absurdos, suas teologias, na verdade
buscam apenas um único efeito: guiados e seduzidos por satanás,
querem acima de tudo tirar Deus fora da Criação.
Existem dois princípios imutáveis e eternos, que literalmente
demolem, já na raiz e antes de qualquer discussão, todas estas
teorias. Se eu ANTES não conseguir explicá-los e prová-los, de
forma concreta, perfeita e inquestionável, não posso avançar um só
passo, nem um só milímetro adiante, e que são:
1 – Quanto à matéria> Do nada, nada se cria!
– Já falamos exaustivamente sobre este assunto, e já milhares de
matérias, de autores, de doutores e outros horrores, todos tentando
emplacar um assombrado e hipotético “big bang”, como “origem”
do universo, mal se dando conta de que, para haver esta explosão,
deveria antes haver a matéria, mesmo toda
concentrada num volume ínfimo. Isso, em si só, já é um absurdo
fantástico e fantasioso, que só pode provir de uma mente
entenebrecida e cega! Isso quer dizer que, enquanto não consigo
explicar a origem da matéria não tenho cacife para
explicar a origem da vida.
2 – Quanto à vida > ela precisa nascer inteira! Deixa
ver se me explico melhor! Uma vida, um ser vivente, que se movimente
sozinho, que se alimente e que seja capaz de se reproduzir, que seja
um dos bilhões de seres diferenciados que povoam a terra, JAMAIS
chegará à uma forma completa, íntegra, coesa, funcional, se
formado de partes. Seja qual for o ser, seja qual for sua espécie,
seja qual for seu tamanho, não importa: ela deve surgir primeiramente
INTEIRA, para depois multiplicar-se de acordo com
uma forma perfeita, e infinitamente bem concebida e executada. Deus
detêm esta semente da vida!
Digamos uma construção humana, uma casa, um edifício, uma ponte.
Todas estas coisas podem ser construídas em etapas, e formadas, e
transformadas, e adaptadas de acordo com a vontade e a necessidade do
homem, partindo de partes: pedras, tijolos, areia, barro, cimento,
tinta!... Tudo isso requer antes um planejamento, um projeto, que vai
sendo montado aos poucos, porque se trata de uma OBRA MORTA, sem vida,
embora exista e seja real. Mas ela é estática, não se move,
não tem vida!
Ou seja: Deus criou a vida, com absoluta perfeição, diversificada,
sem necessidade de mutação ou remendo algum. Criou a vegetação estática,
que dá frutos, raízes, ramos, folhas e sementes que servem de
alimento aos semoventes. Criou todas as espécies, que nadam, voam, se
arrastam ou correm em seus ambientes. Que vivem nas águas ou na
terra. De sangue quente, ou frio! Criou-os macho e fêmea, quer botem
ovos ou quer pairam filhos e filhotes e a eles todos, nos primeiros
exemplares fez já completos e adultos e procriando, segundo a sua espécie.
Com prodigalidade, originalidade e poder, Deus criou a todos não um só
de cada espécie, mas já de início em bandos, alcatéias, cáfilas,
récuas, enxames, bivaques, revoadas, cardumes, colméias, colônias e
varas, segundo a quantidade ideal para povoar cada um dos ambientes já
antes preparados. Tudo como prova de seu infinito
poder. Só isso! Simples e fácil de entender! Para quem quer!
Levemos agora o mesmo raciocínio para a teoria da
evolução. Os homens, loucos, acham que o criacionismo é
simplista demais, acham onipotência demais em Deus, e vão assim a
busca de elucubrações mentais, hipóteses, teses, faíscas elétricas,
sopas quentes, bactérias primitivas, acasos, bilhões deles, saltos
evolutivos, elos perdidos, mil outros absurdos, tentando dogmatizar este
sumo absurdo. E isso tudo é ensinado nas escolas, teimado nas
universidades, e vai povoar as mentes dos incautos, que engolem toda
esta pestilência evolutiva, principalmente quando podem cuspir na
doutrina da Igreja Católica.
Dizem os loucos “modernos”, que a vida surgiu por acaso, por uma
falha ocasional de uma molécula, que de repente, acidentalmente e sem
ter a intervenção de um Criador, começou a movimentar-se. A
alimentar-se! A reproduzir-se! Dizem que a partir desta bactéria
inicial passaram a formarem-se todos os seres e todas as espécies
existentes, num espaço de tempo que levou 200 bilhões de anos em
evoluções contínuas. Disse ainda Darwin, aquele louco desafiador de
Deus, que a vida surgiu numa sopa quente perto de um vulcão. De fato,
ele hoje vive, e eternamente, dentro da sopa quente! Mas lago eterno
de fogo! Lá pode inventar outras teorias para desmentir a existência
de um Deus Criador!
Ora, este é mais um dos mais astronômicos absurdos já inventados,
talvez o ápice da loucura humana: Dizer que uns grãos de matéria,
através de uma faísca elétrica, se combinaram em
uma trama hipotética e aleatória, e passaram a rastejar pela
terra, dando origem a todas as criaturas, isso é o auge da estupidez!
Isso ultrapassa a soma de todos os absurdos já inventados pelo homem,
e é uma prova segura de que o diabo tem razão quando diz que o homem
não passa de um saco de esterco. Perdão se eu digo: alguns que
engolem estas teorias e fantasias têm realmente um cérebro em vias
de virar esterco!
Vejam: ainda que isso tivesse sido possível – ainda
que – e, mais uma vez, ainda que esta “bactéria
mãe de todas as criaturas” tivesse acontecido, simplesmente não
existe uma só possibilidade de ela ter acontecido em
etapas, sido formada aos poucos, até se tornar um semovente viável
e vivo. Mesmo bactéria, mesmo depois larva, depois um peixe, depois
um lagarto, depois canguru, depois macaco e enfim homem, ainda assim,
para existir todos eles precisaram surgir INTEIROS, prontos, perfeitos
e acabados. Se alimentando, procriando e participando ativamente da
imensa e perfeitíssima cadeia da vida.
Sabem, eu penso que se a gente pudesse voltar atrás no tempo, aos
bilhões de anos, e chegar a este hipotético começo da vida, seria
hilariante assistir as trapalhadas daquela criatura incial, às voltas
com a própria evolução. Por isso, doravante vou
dar a este texto uma conotação de paródia. Imagine a bactéria se
tornando larva. Que veio primeiro a boca que come ou o estômago que
digere? Que veio primeiro: a comida que ela come, ou a perfeição da
máquina viva que a movimenta? Ai, meu Deus, e agora quero virar
peixe, como vou nadar? Preciso de um uma nadadeira! Mas como vou fazer
isso, sou invertebrada?
Mas tudo bem, nossa bactéria então rezou, e rezou por 200 milhões
de anos – já viram que os cientistas citam sempre este número –
e de repente, mais uma faísca elétrica
e, plim, plim! Eis-me, percebeu ela, com um belo rabo! Agora sou
peixe! Mas ai meu Deus, preciso de guelras para respirar debaixo da água!
Preciso de umas nadadeiras laterais que me mantenham no prumo! Que faço
antes?Preciso agora de um novo estômago para digerir outros
peixes!... Mas que peixes? Comiam os da mesma espécie?
Tem mais um quesito que esqueci! Tem a questão de macho e fêmea!
Dizem que o peixe, pelo menos a tilápia, até os 20 dias é
hermafrodita e só depois muda macho ou fêmea! Tudo bem, o primeiro
peixe, surgido de um verme, era uma tilápia! A questão foi
resolvida, de forma amigável, aleatória, sem brigas e tapas: Par ou
ímpar? Você é macho, eu sou fêmea ou vice e versa! E lá vamos, nós,
crescei e multiplicai-vos! Enchei as águas! E assim
foi, por milhares e milhares de anos! Que chatice, que mesmice pensou
um dia o peixe! Vou mudar de aparência!
Mas quem serei agora? Jacaré ou lagarto? O nosso peixe viu que
faltava comida na água, e resolveu catar pedras nas beiradas do lago
ou do rio. Sim, isso depois de um “salto evolutivo” de 20 milhões
de anos. Ai meu Deus, com estas nadadeiras não posso andar pela
terra! Preciso de pernas! Alô faísca elétrica,
onde está a senhora? O nosso peixe rezou e rezou – o macho ou a fêmea?
Os dois na mesma hora é acaso demais – mais 10 milhões de anos, e
eis o peixe agora com pernas! Mas precisa encompridar o rabo, acabar
com as guelras, criar um pulmão novo, bota mais 10 milhões de anos
para cada uma destas “evoluções”. Lagartixa ou lagarto? Jacaré
ou dinossauro? Mas como se procriavam? Simples, todos eles botam
ovos!... A pulga também! Pulga? De onde isso veio? Da faísca
elétrica, é claro!
Que bicho serei agora? Agora nosso mutante decide deixar de ser
lagarto, com longo rabo, pernas... Sim, virou um canguru, o próximo
passo da “evolução”. Eis que 160 milhões de anos atrás, um de
nossos lagartos virou mutante porque estava cansado de lagartear. Vou
me virar num canguru! Rabo forte já tenho, imaginou o bicho! Mas
preciso de orelhas, de marsúpio para guardar os filhotes – longe do
alcance dos irmãos meus, aqueles lagartos devoradores e estúpidos
– e sim, aprender a pular bem longe, porque assim um dia os homens
– meus futuros e nobres descendentes – me olhando vão ter a
brilhante idéia de construir um ioiô! É a evolução!
Mas deu um branco agora! Como procriar? Canguru não bota ovos! E
agora, por essa nosso lagartão não esperava! Tem que criar um ovário,
tramar um sistema proporcional melhor entre machos e fêmeas!... Mas
se é um só que “evolui”, como fazer para ter uma fêmea? Ou ela
veio antes? Digamos então: o primeiro canguru era fêmea! E 10 milhões
de anos depois, ei-la faceira já com ovário, com trompas, com
sistema reprodutor perfeito! E um belo rebento dentro da bolsa!
Canguru ou cangurua? Mas ai, esqueci de uma coisa meu Deus! Cadê os
pelos? O lagarto era pelado! Como vou andar neste sol da Austrália?
Ó sim, foi neste escaldante sol Australiano que a “evolução”
separou lagartos de sangue frio, e os cangurus de sangue quente. Fruto
da faísca elétrica? Ou do “acaso”, o deus da
evolução?
Eis que 10 milhões de anos depois, outro “salto evolutivo”. Nosso
canguru estava cansado de pular pela terra seca, e resolveu macaquear
pelas árvores! Afinal, o solo do deserto estava ralo de capim e lá
nas copas frondosas das árvores, folhas suculentas aguardavam bocas
gulosas! Como alcançá-las, porém, se nem com pulos de ioiô se
chegava perto? Bem, eis que 10 milhões de anos depois, o acaso
estalou os dedos e disse: eureca! Basta afinar o rabo, mas que seja
longo e prênsil para agarrar os galhos! Dar melhor proporcionalidade
entre os membros, pés com dedos longos, mãos do mesmo tamanho!...
Quem sabe um pouco mais longas que os pés, para andar de galho em
galho! Em busca das folhas tenras, lembra da idéia inicial da mamãe
canguru? Aliás, ex canguru!
Que mais falta? Ah sim, abandonar o marsúpio! Afinal, quem anda em árvore
e tem marsúpio é gambá, e este fede muito! Gambá? Ele já existia
também? Sim, obra de outro acaso, mas esta é outra evolução, e
outra história! Ou estória? No mais está pronto! Pés longos, braços
longos, rabo longo, cabeça redonda e dentes de morder folhas! Sim, não
mais aquele focinho de focinhudo – e agora um nariz gorilento
– sem aquelas duas mãozinhas ridículas de brigar parecendo duas
peruas histéricas, sem aquele gordo pé de dar coices pra frente –
e não para trás como os asnos! Asnos? Eles já existem? Sim, esta é
outra evolução evolutiva evolucionária eventualmente eventual! Obra
da faísca! Do deus acaso?
Ei-los agora lépidos e faceiros, nossos antigos cangurus de
sonho realizado. Ágeis como esquilos – esquilos? Que bicho é este
– pulando de galho em galho, agora tinham a sua disposição as
folhas suculentas, das copas das árvores. Aquele antigo deserto
horrendo! Coisa pra canguru tolo! Não sei como aquelas criaturas ridículas
vivem – pensava nosso macacóide – tendo que fugir dos dingos aos
pulos! Dingos? Mais um? É um tipo de cachorro australiano? Cachorro?
Raios de onde vem tanto acaso? Ah sim, da faísca elétrica, da sopa
quente, do salto evolutivo, da mutação genética, do elo perdido, da
inteligência perdida!...
Mas a evolução moderna continua, e 30 milhões de anos depois vem
agora o passo supremo! Façam as contas, isso se deu precisamente há
100 milhões de anos atrás. Eis que nosso pobre macaco, extremamente
infeliz, estressado, depressivo se viu cansado de macaquear nas árvores
e resolveu voltar ao mundo antigo: o chão da floresta! Passo
importante na linha evolutiva, genial pela esperteza e pela inteligência
do salto evolutivo: eis o macaco desejoso agora de ser homem, até
porque não suportava mais as queixas contínuas, da macaca mãe,
condenada a carregar filhotes nas alturas. Pendurada!
E toca agora re-programar tudo, mais 10 milhões de anos! Ai que monte
de pelos nojentos tenho eu! Fora com eles! Mãos compridas demais! Então
vamos encurtá-las um pouco! Pés curtos de menos, melhor engrossar
minhas perninhas! Afinal, como correr dos leões, se não tem cavalo?
Cavalos? Mais um evoluído da faísca? De quem ele veio? Ah sim, do
cavalo marinho? Meu Deus, mas quando é vão acabar estes acasos
evolutivos? Leões, cavalos, zebras, asnos, mulos, burros, jegues!...
Mas quanto acaso se acasalando, e procriando, se diversificando!
Poderoso este acaso! Não é ele mesmo um deus?
Mas como fazer isso? Como dar este magistral salto
evolutivo: mudar um macaco peludo num homem pelado! Mudar um
bicho estúpido num bicho inteligente! Ou agora demente? Pois eu vou
explicar aos cientistas, como se deu isso, e assim podem finalmente
achar o “elo perdido” que eles tanto procuram. Afinal é só isso
que falta para encaixar todas as peças da evolução deles: ligar o
australupitécos com pitencantropos erectuos e os neandertais com
cromagnons. Raios de nomes difíceis! Por que não dizem nomes mais fáceis:
Darwin, Hegel, Kant, Marx, Fritz, chats, puts... Tais
querendo me enganar, heim? Lembram do menino da propaganda?
Diz a lenda que houve uma reunião dos macacóides e esta se deu ainda
no alto das árvores. E tal foi que a partir desta reunião o mundo
macacal nunca mais foi o mesmo. Depois de muitas deliberações e
outras macaquices, foi escolhida uma família muito especial da
macacolandia: Gorilão o pai, Oranga Tonga a mãe, e seus três
filhos: Miquinho – o jovem esbelto e motivo dos delírios femininos
– Micata, o mais forte dos jovens machos – e Micossa, o mais jovem
e ágil representante do reino macacal. Família perfeita! Mas
deisfeita pela evolução!
Vejam: esta família escolhida tinha agora a incumbência, sob
pena de morte, de transformar um mico num homem. Um macaco em gente!
Mas como fazer isso meu Deus – incrível os macacos acreditavam
Nele, homens não – se precisam tantas modificações? Depois de
muito pensar a família idealizou um projeto: o homem deve andar
ereto, não pode ter pelos em excesso por causa das pulgas, deve
pensar como gente, falar como gente, e deve ser bonito como gente!
Tudo certo, desde que não seja burro como um macaco. Nem como alguns
dos nossos futuros decendentes?
Mas ai, como extrair o rabo das gerações futuras, este rabo ridículo,
que não vai dar para esconder dentro da cueca ou debaixo da saia? Não
perguntem para o diabo, que nem el conseguiu tirar o seu! Mas
como tirar este excesso de pelos, que só servem para criar piolhos e
percevejos? (Já que os homens não têm o salutar costume macacal de
se catar carrapatos... E os comer) Pois a família pensou por 10
milhões de anos – naquele tempo os macacos ficavam muito velhos –
e enfim chegou a uma conclusão. Tirar os pelos como? Lógico! Pelando
com água quente! Tirar o rabo como, se cortar com faca sangra muito?
Fácil! A providencial e opurtuna faísca elétrica!
Ela afinal, transforma tudo!
Tudo decidido, começar por quem? A sorte caiu sobre o mais novo! Vem
cá Micossa, chegou o grande dia! Vamos começar pela cabeça. Chaleira
de água quente, pai e mãe zelosos – de seu couro, porque se não
cumprissem a missão seria enforcados – pegam a cria mais jovem, e
pluft, mergulham a cabeça do pobre na chaleira escaldante. Berros,
gritos, guinchos, pulos!... E Micossa escapa-lhes das mãos, branco de
dor e susto! Mais que isso fugiu desesperado pela floresta afora, indo
parar no distante Brasil! Consta que foi o patriarca da variante dos
macacos acaris amazônicos, que têm o pelo branco e a cabeça pelada!
Vez do segundo! Vem cá Micão, chamam os ainda assustados pais!... E
o aterrorizado rebento! Mas para evitar alguma surpresa desagradável,
amarram o pobre com cipós! Bem disse o delicado pai: com
o primeiro deu errado, só porque começamos pela cabeça. Vamos
começar a pelagem deste pelo rabo! Rabo? Como dar fim nele? Sim,
ia me esquecendo, a faísca elétrica! Consta
que naquela época os macacos já tinham usinas elétricas! Para teste
enfiaram a ponta do rabo de Micão na tomada! Urros, berros! Queimou só
a metade! Fica assim mesmo diz a mãe Oranga a tonga. Já dá pra
tapear! Vamos à pelagem! E derramaram uma chaleirada de água quente
na traseira do Micão!
Mas ai, quem suporta isso! No estertor da morte, no ápice da dor, não
teve cipó que agüentasse o parrudo Micata! Diz a lenda que o bicho
sumiu pela floresta como um raio e só parou quando chegou na Ásia,
vermelho de tão esfogueado. Consta que ele se tornou o patriarca da
raça dos babuínos, que têm rabo curto e bunda pelada. Pena é que
os pais não conseguiram completar o serviço, e ainda hoje esta raça
de ancestral humano, tem a mania de viver em árvores. Mas estes têm
focinho comprido! Que nada, isso não importa, esta espécie de humanóide
se diferencia é pela traseira mesmo! Afinal, ainda hoje tem homens
com o ancestral costume de escolher a mulher olhando para o seu
traseiro!
Pobres pais, duas experiências frustrantes! Restava um cartucho! Um só!
Miquinho! Vem cá menino, vamos te transformar num ser
humano nem que seja na marra! Desta vez não
pode falhar! Fase um: amarra bem pra não fugir! Pronto! Fase dois:
eliminação deste maldito rabo! Faíscas, fogo, fumaça, berros... Segura
mãe Oranga a Tonga, não larga ele enquanto não queimar tudo!
Feito! Tá pitoco agora e já é quase gente! Fase
três: os pelos! Sapeca com fogo primeiro! Traz
grimpa mãe! Sim, pai, mas não deixa ele escapar!
Tá seguro mãe! Desta vez amarrei com corda de naylon!
Naylon? Sim é a tecnologia!
Fagulhas, fogo. Fumaça, cheiro nauseabundo de pelos queimados! Pobre
Miquinho, quase no estertor da morte! Mas não chega: tem
que pelar com água quente senão fica a raiz! Tem que queimar até
a raiz senão volta! E dê-lhe mais tormento! Gritos, choro, lágrimas,
soluços, guinchos!... A floresta toda em pânico, mas que fazer?
Levou 10 milhões de anos a operação! Mas deu certo, eis Miquinho,
patriarca da raça humana: sem pelos e sem rabo! Que mais falta
agora? Ó sim, agora as lições de etiqueta e de postura!
E grita a mãe Oranga a Tonga: anda ereto como gente,
filho! Pensa que é fácil mãinhê! E lá
grita o pai macacão: tá na hora da fisioterapia filho!
Já vô paiê! Tem que primeiro esticar bem as
pernas e engrossá-las: só com muito alteres e levantamento de peso!
Agora precisa encolher os braços: só metendo numa tala de gesso por
10 séculos! E a mãe Oranga a tonga grita de lá: Fiiilho,
ainda não escovaste estes dentes pretos horríveis de comer bagas,
bixo de pau e carniça? Já vô mainhê! E
mais: Já tomaste banho filho, pra tirar estas pulgas?
Não mainhê! E o pobrezinho reclama: Na
verdade eu preferia ter ficado como era antes! Aliás
– veja a etiqueta – quando eu era macaco era bem
melhor, só tomava quando vinha chuva! Agora é esta bobagem de banho
todo dia. Nem dá tempo de criar pulgas!
Pensam que foi tarefa fácil? Educar o primeiro homem? Nada disso!
Teve ainda que levar ao dentista, serrar uns pedaços da arcada pra
fechar mais os dentes, pois nem com aparelho consertava! Teve que
levar no macaco cirurgião plástico, para fazer uma língua redonda
de falar, e ainda mudar a garganta que insistia em grunhir e guinchar!
E teve de cortar uns pedaços das orelhas para não criar tanto
carrapato e sujeira! Depois era preciso esticar o espinhaço pra
crescer um pouco mais no meio, senão virava eterno anão atarracado!
Para isso foi preciso colocá-lo no esticador. Por mil anos Miquinho
ficou estaqueado – vamos diminuir o tempo senão nunca chegamos ao
fim desta evolução – e por fim, tirar um pouco do excesso daquela
barriga enorme, e colá-lo no traseiro; senão ficava um homem
esquisito demais: desbundado e pançudo!
Pronto o primeiro homem! Ufa, que esforço! A mais bela obra da evolução
cintífica e moderna! O ser mais perfeito, o corpo mais lindo...
Perdão, falta uma coisa: inteligência! Como é que se podia esquecer
uma coisa destas, meu Deus? Sabem: eu descobri que neste estágio
ficaram todos aqueles descendentes do Miquinho que acreditam na evolução,
não na verdade eterna, simples e cristalina de um Deus Criador.
Esqueceram dela!
E assim, meus amigos, aconteceu com todos os descendentes daquela
ameba lacustre antiga, da escaldante poça, da faísca elétrica. Cada
animal teve – segundo o moderno conceito evolutivo, (porque evolui
na medida em que percebem que a teoria antiga era furada) – seu
processo lento de aperfeiçoar-se. Não sem tormentos, é claro, como
nosso – meu é que não – ancestral, o Miquinho! Querem mais dois
exemplos de evolução?
Girafa? Conta-se que um dia ela esticou-se demais
para alcançar umas tenras folhas num pé de silva, e ficou presa numa
forca do pau. Esteve pendurada ali por 10 mil anos, e quando
acordou... Meu Deus o pescoço estava daquele tamanho esquisito!... Alces?
Diz a lenda que um dia a mãe Alça o traiu com o Alceu, o mancebo
vizinho, e deu-lhe aquele ridículo par de chifres. Os futuros filhos
dele herdaram aquele enfeite desengonçado! Só de raiva!
Vamos ver agora alguns erros e falhas da evolução? Zebra?
Um burro que errou de alfaiate! Asno? Uma mula
triste, que se esqueceu de crescer! Pavão? Um peru
enfeitado, que fez da vida um carnaval! Avestruz?
Um peru tratado com excesso de anabolizantes! Camelo?
Um cavalo de espinha dorsal partida! Onça? Uma
leoa com catapora! Tucano? Um jacaré com penas e
que voa! Arara? Um tucano que levou uma paulada no
bico! Urubu? Uma ex-galinha de luto, que aprecia
carniça! Morcego? Uma dupla sombrinha que voa! Mais?
Sim, o homem? Um ex-macaco infeliz, depressivo e estressado, com
saudade de voltar para a floresta. Não será por isso que tem tanta
gente querendo ensinar macaco a falar? Ou será por isso que tanto
protegem hoje os micos leões, os acaris, os babuínos e todos os
antepassados... Deles? Meu Deus! Será que vai começar tudo de novo,
agora de volta? Bota rabo, cria pelos, aumenta as orelhas, estica a
pança, encolhe a bunda, entorta os pés, estica os braços, preteja
os dentes! Ufa! Convoca o Pitangui! Pelo menos anestesia antes! Mais
uma coisa? Ó sim, tira deles a inteligência! Perguntinha: Têm
ainda?
Esqueci de algo? Ah sim: pois vimos que 100 milhões de anos atrás se
transformou apenas o Miquinho, que era um macho, mas cadê a fêmea mãe
de toda humanidade? Ora, dizem os evolucionistas, este é apenas um
detalhe, evoluído! A evolução levou tanto tempo e deu tantos
saltos, levou tantos choques, que naquele tempo os macacos eram
hermafroditos!
Aarão!
Fonte:
Recados do Aarão

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