|
06/09/2008
A Nova Terra
Todos
os textos que tenho escrito nestes últimos anos, no fundo mesmo têm
o sentido voltado para os “Novos Céus e Nova Terra”
(Is 65, 17-25) e (AP 21, 1), conforme a promessa de Deus para nós,
seus filhos. Naturalmente que nossa pátria final é verdadeiramente o
Céu, que é Eterno. E isso daqui certamente um dia acabará. Mas
muitas passagens das Escrituras nos falam de um tempo
novo, que chegará nesta terra, depois de passada a última e
maior de todas as tribulações. Que chega em breve!
Mas para dar ânimo a todos os amigos leitores, e para não dizer que
falamos apenas em catástrofes e desastres iminentes, vamos hoje
escrever outro tipo de linha, voltada para a esperança. Não somente
para a esperança, mas para a certeza, mesmo que em grande parte tudo
o que se imagina sobre a Nova Terra que vem, seja simples sonho ou
devaneio. Importa saber que vale a pena lutar pela chegada deste mundo
novo do amor, que legaremos aos nossos filhos, e assim não
devemos lamentar em nada por este atual que se esvai.
Então, não nos custa tentar imaginar – embora nos seja dito que
jamais iremos agora entender – aquilo que Deus tem
preparado para os vivos, que vencerem satã. A verdade é que,
tudo nos leva a crer que restarão na terra muito poucos habitantes,
depois que o caos tiver passado e que satã tiver sido expulso daqui.
Ele e seus seguidores! Demônios e homens quase demônios, quem sabe
até piores. Não importa quantos passarão desta fase, se alguns mil,
ou alguns milhões e sim saber que tudo será novo e diferente. Mil
vezes melhor! E completamente diferente de hoje. Afinal, Jesus diz que
vem para reduzir a zero todas
as combinações humanas, e abater todas as nossas
leis.
Não gosto de falar dos meus sonhos, mas este eu vou contar. Aliás,
estes três, e sobre o mesmo assunto! Na verdade sempre achei que
nesta futura Nova Terra, não haveria grandes cidades, mas depois dos
sonhos vi que era apenas impressão. Penso hoje que pode haver sim, e
extremamente avançadas. Incrivelmente modernas. Podem até começar
pequenas, nas na medida em que a população aumentar, elas crescerão,
embora que, dentro de um novo desenho, de uma nova forma de organização,
de arruamentos e vias. E foi exatamente isso o que vi no sonho.
Eu vinha andando a pé – eu era o único a andar assim – por uma
estrada, e me achei no limiar desta futura cidade. Vi então que
passavam por mim, a grande velocidade, milhares de pessoas em suas
motos. Não vi um só carro, um só caminhão, nem um só ônibus:
somente motos! Mas estranhei que, sendo perímetro urbano, não havia
engarrafamentos nem limites de velocidade. Isso é de fato totalmente
impensável numa cidade como as de hoje. Também não havia uma só
sinaleira e nem um só cruzamento.
Como disse, vi isso num sonho. Intrigado e querendo saber como poderia
funcionar aquela cidade tão bem organizada e disposta procurei
observar tudo atentamente, até os mínimos detalhes. E conforme eu ia
andando pelas ruas era também como se visse do alto, como se meus
olhos voassem por cima daquela metrópole. Para minha surpresa, ao
acordar, tudo estava gravado na mente, e ainda está. Fiz então uns
rabiscos e guardei, pois quem sabe um dia isso servirá. Claro, os
anjos é que nos ensinarão a fazer assim.
Na verdade a disposição das ruas não obedece à mesma forma de
hoje, e sim fluem sempre em quatro vias, na mesma direção. Há
sempre uma rua par e uma ímpar, uma vai e outra vem. E sempre
alternadas, entretanto não se cruzam. As quadras na verdade não são
bem quadras, e sim ovaladas nas pontas, de modo que as duas pistas
centrais de cada rua fluem sempre a modo de um rio, com afluentes.
Quem vai entrar pela esquerda, usa a segunda pista central da
esquerda. Quem vai sair pela direita, usa a segunda pista central da
direita.
Ora estas duas, ficam no centro da rua. As pistas laterais, da
esquerda e da direita, são usadas apenas para os acessos – esquerda
ou direita – de modo que tudo fica sempre em mão única.
Não existe um só ponto de encontro onde se veja motos indo e
voltando numa mesma pista. Tudo só vai para frente, sem encontros nem
batidas. Se todos os condutores obedecerem esta regra base, não haverá
um só acidente. E certamente então, todos obedecerão fielmente às
regras de trânsito. Funciona incrível este sistema. Se você mora
numa quadra, sempre virá por um lado só, pois as vias laterais das
expressas são sempre uma só mão, uma só via com espaço lateral próprio
para estacionamento. Não vou aqui explicar tudo, para não complicar
demais.
Interessante é que, neste primeiro dia não vi nenhum carro de
transporte, mas por algum motivo, na noite seguinte, lá estava eu
novamente na mesma cidade e vi então como se fazem as vias expressas
direcionais, e agora pude ver alguns carros pequenos com algum tipo de
mercadoria
em cima. Nada
de transporte pesado, apenas camionetes pequenas. Eu contei este sonho
para a Dulce e ela me disse: deve ser assim no Novo Reino.
Coloquei então junto ao Claudio para discernimento e depois de alguns
dias veio a resposta do Céu: Não haverá
engarrafamentos; não haverá tropeços; tudo fluirá
maravilhosamente. Tudo será harmonia: ninguém atrapalhará ninguém!
Sim, será assim no Novo Reino! De fato, depois de tido este
sonho, após acordar, eu fui lembrando outras coisas que percebia
enquanto examinava a organização daquele incrível sistema viário.
A primeira coisa que notei é que, quando entravam na cidade, as motos
recebiam, ao passar por certos postes, como que um programa de toda a
cidade. Ali estava completa a planta de tudo, casa por casa, indústria
por indústria, loja por loja, de modo que ninguém precisava
perguntar nada, para achar tudo o que quisesse. Bastava a pessoa
digitar no painel o que ela queria encontrar, e imediatamente o
sistema lhe dava o ponto e o melhor trajeto para chegar lá. Bastava
seguir, sem perguntar. À bem da verdade parece que eles comandavam o
sistema pela mente, algo assim, pois tudo era sincronizado e
funcional.
Estes postes ou antenas estavam colocados em cada lateral de
“quadra”, de modo que tudo parecia programado como em computador.
A cidade funcionava como um relógio de precisão. De tal forma que,
mesmo que a pessoa quisesse burlar o sistema, as motos ou carros não
obedeciam ao comando, de forma alguma. Claro que ninguém queria fazer
isso, porque seriam pecados, mas era como se fosse assim. Tudo
programado, bem disposto, ordenado, limpo e em cada lateral, próximo
aos postes, sempre lindos canteiros de flores perfumadas.
Mas uma coisa: Não havia poluição. Nem grandes ruídos, nem
buzinas, apenas o barulho dos pneus no asfalto. E veja que não
vi uma só pessoa andando, todos iam embarcados, sinal de que todos
terão estes veículos. Não haverá diferenças de classes, nem
pobres nem ricos. Haverá filhos de Deus. Ora, hoje sabemos que então,
com a instrução do Céu, virão novas formas de energia barata,
simples, que os homens ainda não descobriram. Ou se já descobriram,
por ser realmente barata e não gerar impostos, eles não incentivam.
Noutro dia vi uma moto japonesa, fantástica, que andava apenas pela
força de um ímã. Nem corrente de tração tem, porque montada na
roda traseira. Basta um comutador de força, e a coisa anda, sem
barulho algum. Veremos então coisas assim!
Depois do sonho, digamos em meio sono, minha mente foi divagando por
todo aquele sistema, e fui percebendo alguns princípios fundamentais
que regerão a futura sociedade humana. O primeiro grande sistema
atual que será abolido na Nova Terra é todo aquele que hoje gira em
torno das aposentadorias e dos sistemas de saúde e medicamentos. Isso
nunca mais será necessário. Os homens nunca mais adoecerão, nem
envelhecerão, embora sua vida seja tão longa como a das árvores (Is
65). Tiremos então do nosso meio, toda a dor e o sofrimento.
Hospitais, e farmácias, nem pensar! O alimento será vida!
O segundo grande sistema que desaparecerá e para sempre, é todo
aquele montado em cima do poder de polícia e voltado para a guerra.
Nunca mais as nações farão guerra entre si, nem jamais se
necessitará de polícia e exército para conter massas ou coibir
arruaças dentro das cidades e dos países. Não haverá crime nem
pecado de tipo algum. Nem delegacias, nem fóruns e juízes, nem quartéis,
nem fábricas de armamentos e munições. Tudo isso será até riscado
da mente humana, como uma das que causa maior repugnância em Deus,
que é o Amor.
Somente estes dois sistemas – para nós hoje tão terríveis –
significarão um corte nos custos de uma nação, superior a 50% de
tudo o que hoje se gasta. O terceiro corte virá no funcionalismo e
nas despesas de manutenção. Não haverá salários, pois tudo será
de todos. Tudo sem exceção. Porque na verdade tudo será de Deus!
Ele disporá! Tudo sem armazenamento de longo prazo. Tudo sem excessos
ou desperdícios. Cada pessoa ocupará sua função com alegria, sem
receber salário algum, porque ela não terá de se preocupar nem com
vestimenta, nem com calçados e nem com alimentos. Isso basta apanhar
basta colher, e a haverá sempre em abundância para todos.
Mais que isso será como o maná no deserto. Se fosse armazenado no
outro dia estava comido de vermes. As árvores de frutas do Novo Reino
darão permanentemente, sem o desgaste natural de hoje, e sem observar
ciclos e estações. Até porque não haverá mais estações, apenas
um só clima, agradável o ano inteiro, o tempo todo. Assim, quem for
agricultor estará feliz trabalhando imensos pomares, com as mais
diferentes frutas, cada uma mais deliciosa que a outra, e sempre
em abundância. Também
se verão lindas plantações de produtos necessários à indústria.
Sua alegria será servir os outros, que trabalham em outras funções
e virão buscar quando quiserem. Buscar sem pagamento.
Isaías 55, 1 Todos vós, que
estais sedentos, vinde à nascente das águas; vinde comer, vós que não
tendes alimento. Vinde comprar trigo sem dinheiro, vinho e leite sem
pagar!
Outro sistema tenebroso de hoje – talvez o mais horrendo e maligno
– que desaparecerá e para todo sempre é aquele montado sobre o
dinheiro. Nunca mais haverá bancos nem seus ricos banqueiros, na
verdade sanguessugas dos povos e devoradores de nações. No novo
reino não haverá compra e venda, nem mesmo trocas, somente doação.
Todos doarão tudo o que tiverem, para o bem e a felicidade dos
outros. Assim, agiotas, casas financeiras, bolsas de valores, de
mercadorias e de futuro, também seguradoras e outros meios de sugar o
sangue das gentes, e até aluguéis, tudo isso desaparecerá. Imaginem
a economia que isso trará ao mundo. Na verdade não se falará em sistema
econômico, mas sim em uma sociedade de plena
partilha.
Não devo esquecer também de dizer que todo o sistema de ensino que
hoje temos, será banido, varrido, esmagado e feito desaparecer da
face da terra, como câncer purulento, como fábrica de loucos e de
alienados. Em princípio todas as crianças saberão de tudo já desde
o nascimento, pois nascerão santas como Maria, que nasceu já
falando. Em pouco elas aprenderão a escrita e os modos de comunicação,
e verdade é que muita coisa não precisará nem ser falada – vi que
falavam pouco na cidade – pois a comunicação através do espírito,
da mente, será maior do que se imagina. Tudo será feito nas casas,
pelas mães e pelos pais.
Talvez o leitor tenha ainda uma dúvida quanto a questão do não uso
do dinheiro. Veja, se os bens todos pertencem a todos, e todos
pertencem a Deus, não existe necessidade de se comprar nada. Tudo
é de graça! Se todo o trabalho também é gratuitamente amoroso,
isso retira qualquer necessidade de pagamento. Assim, na indústria de
transformação, nas fábricas necessárias, tecidos e confecções,
calçados, máquinas, motos, carros, tudo poderá ser feito com custo
ZERO. Também nas minas e nos produtos agrícolas para a indústria.
Tudo será gratuito, é só pegar. Sim, porque a energia também será
grátis, e não haverá então impostos a cobrar.
Falando em impostos, naturalmente que também isso não existirá,
abolindo então todos os custos de produção. Claro que teremos as
pessoas responsáveis, quem sabe reis e rainhas, quem sabe prefeitos
de cidades, mas eles serão os grandes organizadores da vida
cotidiana, também eles sem privilégios e compensações financeiras.
A eles será apenas devida a obediência e serão realmente muito
respeitados, porque representarão o próprio Deus, que os abençoará,
uma vez que toda a vida comunitária estará voltada para Deus.
Tudo o que discerni daqueles dois primeiros sonhos é o que relatei.
Hoje, sábado pela manhã, de repente me vejo na continuidade do mesmo
sonho. Vejo agora a distribuição dos bens, e o início bastante difícil
da Nova Terra. Vejam primeiramente que, conforme as mensagens que já
temos no início muitas pessoas estarão ainda com contas a pagar e até
que as tenham saldado, permanecerão com seus corpos comuns – com
algum sofrimento ainda – para somente mais tarde receber seus corpos
de carne espiritualizada. Isso porque o Purgatório será extinto no
ato do Grande Julgamento.
Ora, tais pessoas precisarão ser instruídas pelos já
espiritualizados, e embora obedeçam com caridade e amor, eles tenderão
ainda a manter os costumes antigos, da velha terra. Querem pagar com
dinheiro – que ainda restará nas carteiras – querem cobrar pelos
seus serviços, mas logo saberão que o dinheiro aos poucos
desaparecerá, pois inútil dentro da nova organização societária.
No início haverá ainda filas, mas logo tudo entrará em um ritmo de
harmonia e paz, de quietude e silêncio, embora entre músicas suaves
e perfumes. Vocês não fazem idéia de como será o mundo vivendo em
Deus!
Vi então que a Igreja será no início a grande responsável pela
distribuição do que falta para cada um. As pessoas serão instruídas
de que não necessitam muitas coisas para serem felizes, e que um par
de sapatos basta, ou dois, algumas camisas, calças e vestidos e nada
mais. Ontem quando íamos para a Missa, o rádio do nosso carro ligou,
e deu uma notícia de que a Rainha da Inglaterra tem 3 mil vestidos, e
três mil espartilhos. Bem, na nova terra isso dará uma bela
fogueira. Lá irá imperar a singeleza. Em todos, porque vi que todos
serão iguais, terão tudo em comum, e será loucura armazenar.
Vi também que as lojas, que hoje guardam prateleiras infindáveis de
calçados e roupas, passaram a distribuir gratuitamente seus produtos,
no início com certa relutância. Mas depois que a ordem se espalhava
“é proibido cobrar”, todos obedeciam, até porque todos os que se
achavam ainda em carne normal, desejam ardentemente conquistar a mesma
condição dos espiritualizados, o mais breve possível. E sabem que a
obediência e o amor, são as chaves do sucesso da nova condição
humana. Maravilhosa e superior condição!
Vi que nas novas lojas, trabalhavam lindas mocinhas, verdadeiros
anjos, embora vestindo calça comprida azul e camisa alvíssima. Elas
dedicavam um zelo ardente para cada peça do mostruário e
demonstravam um amor incomum em atender as pessoas que vinham para
buscar as mercadorias. Tudo era como de cristal, quase translúcido,
exatamente como estas atuais onde somente ricos entram, porém todos são
atendidos ali sem exceção, sejam eles agricultores ou industriários,
ou comerciários.
Falando nestes, não vi empresários, apenas funcionários. Todos serão
na verdade como que funcionários de Deus. A organização e a disposição
de tudo estará certamente a cargo de pessoas iluminadas, entretanto
ninguém será dono de loja ou de indústria. Todas as pessoas
trabalharão em sincronia obediente e amorosa, sem arroubos, sem
discussões, sem qualquer tipo de desentendimento, como acontecem
tantos hoje, entre patrões e empregados, entre servidores e chefes. A
plena felicidade se estampará em cada rosto! Férias? Quem sabe sim!
Não vi o lazer deste povo, entretanto em espírito senti que o grande
lazer dos povos futuros será trabalhar e servir. Não
trabalho estafante e competitivo, mas amoroso! Não haverá competições
acirradas como hoje, em luta eterna pela primazia, pelo topo da pirâmide
social, porque a grande satisfação de todos será ver a satisfação
dos outros. Assim, vi que o agricultor que zela pela sua fantástica
plantação de frutas, sente-se feliz quando as pessoas chegam e
apanham aquelas frutas deliciosas. E ele mesmo se dispõe,
gratuitamente, a levar os alimentos para a cidade, para facilitar a
vida daqueles que trabalham em outras funções. Que produzem o que
ele precisa.
Outra coisa interessante que notei é que todos trabalharão naquilo
que gostam de fazer. Ou quem sabe, sempre gostarão de fazer
exatamente aquilo que fazem, sem reclamar ou exigir novas funções. E
aqui me veio à mente os cortadores de pedras numa pedreira. Imagine
ficarem 100 anos fazendo isso! Pedras para construção! Sem competir
por crescer na empresa. Tudo por amor! Não é incrível? Além disso,
cada um dará o máximo de si, para que seu trabalho seja sempre frutífero
e esplendoroso, para que seu setor esteja limpo e impecável, para que
seu atendimento aos outros seja de fantástica primeira qualidade.
Sabe: eu percebi que aquelas mocinhas, quando atendiam a um cliente,
pareciam querer entrar no coração dele, de tanta ternura.
Assim, nascerão na Nova Terra artistas esplendorosos. Eles desenharão
as cidades e as casas, as ruas e especialmente os jardins, de modo que
cada cidade se tornará como que um pedaço do paraíso. Até porque
haverá muitas cidades e falando nisso, percebi que, se depois de
algum tempo uma pessoa não estiver plenamente feliz, ou quiser mudar
de função, poderá fazê-lo ou poderá ir morar em outra cidade,
onde será sempre acolhida como irmão, ou irmã, buscando sua
felicidade, para alegria de todos.
Falando em morar, haverá casas para todos. Não iguais, mas para cada
um de acordo com o seu gosto. Nunca mais barracos, favelas e
palafitas! Mas sempre casas lindas, verdadeiras mansões. Serão casas
funcionais, embora com poucos utensílios, limpas e arejadas, porque o
mundo produzirá apenas o necessário, nunca mais o supérfluo, que é
lixo. Além disso, todos os bens serão duráveis, pois se fará tudo
de material especial, sem economia de produto, para que durem décadas
e até séculos. Aliás, com isso tudo desaparecerá para sempre um
monstro chamado LUCRO, a ganância, esta praga de satã, que é a
responsável única pela miséria dos povos e a fome das gentes.
Percebi também que as pessoas, que no início ainda estiverem
desacostumadas ao ritmo do Novo Reino, mesmo aquelas hoje aferradas ao
dinheiro, aceitarão de bom grado trocar sua condição de rico, pela
condição muito superior de ser igual. Porque na
verdade a única coisa que impossibilitará os homens de serem iguais
é que continuará havendo homens e mulheres, também crianças, até
porque o envelhecimento deverá cessar por volta de vinte ou trinta
anos. As pessoas terão vida longuíssima, como as das árvores.
Certamente a esta altura o leitor perguntará: mas não será chato
viver sem competir para ascender, sem ter lucro, sem ter dinheiro, sem
ambicionar crescer na vida? Sem fazer uma carreira e conquistar títulos
honoríficos? Sem buscar as glórias do esporte e ainda esta maldita
idolatria da música ou das “artes”? A resposta é simples: tudo
isso terá um fim, quando o homem mergulhar em Deus, e sentir na alma
a verdadeira alegria de servir, pois o próprio Jesus
já disse que veio para servir e não para ser servido.
Na verdade mesmo hoje estas coisas são tão fugazes, que somente a
loucura atual não permite ver o quanto isso prejudica a alma e
atrapalha a vida.
Já imaginaram então uma sociedade sem dinheiro, sem lucro, sem
trabalho pago, sem esforço demasiado para crescer e vivendo em paz? Já
imaginaram uma sociedade sem impostos e taxas, com tudo grátis para
todos? Já pensaram num tempo onde todos irão viver para todos e
nenhum mais egoisticamente como hoje, apenas para si? Já pensaram num
tempo, onde Jesus e Maria poderão aparecer de quando em vez, em
muitos lugares, para nos trazer ânimo, a instrução, o incentivo e o
carinho da Sua presença? Consta de profecias, que eles ficarão em
torno de três anos exclusivamente aqui na terra, até que os homens
tenham aprendido a viver como Deus sempre quis.
De fato, o mundo de amanhã, modernizado, será muito superior em
vantagens ao de Adão. Naquele tempo, a civilização apenas
engatinhava, e muitos dos confortos que o mundo moderno pode
proporcionar hoje não existiam. E embora a condição inicial de Adão
fosse de extraordinária vantagem sobre nós, verdade é que aos
poucos a humanidade há de recuperar com vantagem sobre Adão estes
dons, na medida em que todos viverem
em todos. Então
se amará muito, e se falará pouco! Nunca mais se ouvirá gritos,
discussões, altercações ou qualquer tipo de desentendimento. As famílias
serão para sempre unidas e felizes!
Naturalmente que, não poderia esquecer, nesta sociedade um papel
fundamental sempre será representado pelos sacerdotes, os condutores
da Igreja. Eles serão pessoas do maior respeito, porque continuarão
a tarefa de Jesus, de conduzir os povos na fé, sempre tendo em vista
de que, mesmo com todas estas maravilhas, isso daqui é passageiro.
Sempre, o Céu será nosso destino final, e lá sempre melhor ainda do
que aqui. Os povos todos hão de cumprir as determinações do Céu
quanto à doutrina, porque naquele tempo haverá “um
só rebanho e um só pastor”. Um só Deus, o nosso Trino Senhor!
Para sempre!
Óbvio que desaparecerão da terra, todos os povos de outras religiões,
sem exceção de um só. Ninguém que não aceite o primado de nosso
Deus Trino, o Deus e o Jesus da Igreja Católica Apostólica Romana,
estará nesta terra. Ele poderá até ser acolhido por Deus, mas não
herdará a Nova Terra, porque teve quase dois mil anos para se
converter e não quis. De fato, os filhos dos homens, com seu gene
corrompido, desaparecerão daqui, para que finalmente os filhos de
Deus, possam viver como sacerdotes, profetas e reis. Ou seja,
realmente como Filhos do Deus Altíssimo.
Nos Evangelhos Jesus fala que o último inimigo a ser vencido será a
morte. Em primeiro lugar, a morte maior que será vencida é a eterna,
porque não havendo mais pecados entre os filhos de Deus, não haverá
mais possibilidade alguma de perda da alma. Mas a morte natural, deste
corpo terreno, também será vencida, porque quando cada filho de Deus
tiver cumprido aqui o número de seus dias, num determinado instante
lhe será dado transpor o tênue véu que o separa do Céu, até
porque Céu e terra serão quase a mesma coisa. Então ninguém
lamentará esta “morte”, porque será apenas passagem
para uma condição ainda mais fantástica. Ela será alegremente
celebrada e não pranteada!
Não me foi dado ver, e para mim ficou mistério, é quanto à procriação
dos filhos. Para mim isso realmente fica escondido, porque presumo que
Deus nos reserva algo diferente do que é hoje. Vejam que hoje, os
filhos são gerados de certa forma na orgia da carne, e isso torna a
concepção pecaminosa. Entretanto, esta primeira condição terá então
passado e será para sempre apagada a culpa do pecado
original. As crianças que nascerem na Nova Terra já nascerão
santas, sem a mancha da culpa que as conduziria fatalmente, e mais uma
vez ao pecado. Serão enfim, santos gerando santos.
E totalmente livres da condição de pecado, naturalmente que jamais
haverá doenças nem dores, nem sofrimentos ou desgraças. Tudo fluirá
em paz, graça e santidade. Assim também acredito que a prática do
sexo, entre os filhos de Deus, deverá sofrer mudanças da maior monta
e surgem duas hipóteses. Na primeira, o sexo somente será praticado
no dia em que a mulher estiver fértil e deverá conceber. Não será
feito por prazer sexual e satisfação dos instintos, mas por função
amorosa dentro dos planos de Deus Criador. Isso é algo maravilhoso e
hoje impensável!
A segunda, que acontecerá algo parecido com a concepção de Maria.
Digo parecido, não igual. Ou seja: pelo poder de Deus, a mulher será
fertilizada ao seu desejo, com o sêmen do esposo, sem que haja um
contato físico. O certo mesmo é que a luxúria atual acabará para
sempre. Nunca mais orgias e sexualidade desenfreada. De tudo o que li
e aprendi até hoje neste sentido, sempre me ficou na mente que desde
sempre Deus nunca quis este tipo de sexualidade animal para o homem.
Este tipo é para as bestas sem alma, não para os filhos Dele.
Milhares perderam suas almas devido aos pecados da carne!
Claro que todas estas passagens que apresentei, têm respaldo nas
Escrituras. Não relatei aqui estas passagens porque você as poderá
ler em Isaías 51, 52, 54, 55, 60, 61, e em especial o capítulo 65,
13-25. Sim, e em outros profetas também. O certo é que aos poucos a
maioria dos homens se esquecerá das blasfêmias antigas, e sua mente
nunca mais evocará os tempos de maldição em que vivemos hoje.
Alguns, pelo que sei irão ficar com a memória dos tempos idos, para
servirem de arautos e sentinelas. Para que o homem jamais pense em ser
um Deus novamente, como hoje.
Vejam: esta condição é a única necessária – e possível –
para que o homem não torne a pecar e a se revoltar. Ele deve ter
imprimido na mais profunda entranha do seu ser esta lei e não só a
Lei, como a genética. Sendo apenas da raça dos filhos, o homem terá
já na célula, no sangue, uma tendência natural para o bem, coisa
que ele perdeu no paraíso. Sem isso estar impregnado em nós, não
somente na Lei impressa na alma, mas também na espiral da vida, o
homem futuro, mais dia menos dia, por si mesmo poderia cair
em falta. Mesmo
geneticamente disposto, ele não irá perder a gloriosa liberdade
inicial. De fato, este direito nós conquistamos de certa forma, por
havermos vencido ao demônio, o causador da queda primeira. É como os
anjos que venceram: nunca mais cairão!
Virá então uma nova aliança, a última quem sabe. Pois o Senhor
jurou e cumprirá, como está em Jeremias 31, 31
Dias hão de vir - oráculo do Senhor - em que firmarei nova aliança
com as casas de Israel e de Judá... 33 Eis a aliança que, então,
farei com a casa de Israel - oráculo do Senhor: Incutir-lhe-ei a
minha lei; gravá-la-ei em seu coração. Serei o seu Deus e Israel
será o meu povo.
E trago ainda este texto de Isaías 65, 25
O lobo e o cordeiro pastarão juntos, o leão, como um boi, se
alimentará de palha, e a serpente comerá terra. Nenhum mal nem
desordem alguma será cometida, em todo o meu monte santo, diz o
Senhor. Não me foi dado ver tudo sobre a condição dos animais,
como menciona este texto de Isaías, mas percebi claramente que na
cidade não existem cães vadios e nem gatos. E eles jamais adentrarão
nas casas para co-habitarem com os filhos de Deus, como hoje. Na Nova
terra os filhos de Deus amarão de fato aos filhos de Deus, apenas
respeitarão sim aos animais, como meras criaturas de Deus. Os Filhos
finalmente se comportarão como tal, até porque não terão mais
nenhum diabo ecologista a lhes turbinar a cabeça.
Estes animais todos irão viver na natureza, onde serão guardados por
Deus. Eles nunca farão mal ao homem, porque o Senhor mudará sua genética
afim de que sejam dóceis para sempre. Não se impressione então se não
somente o leão vier a comer capim, como todos os carnívoros passem a
fazer o mesmo. Para Deus nada é impossível. Sim, e virão novos
animais, podem ter certeza disso. E o Pai cuidará deles, como sempre!
Ainda sobre este sonho, no Novo Reino eu gostaria é que houvesse
pescaria, pois gosto demais. Então nesta noite, por um instante ouvi
minha esposa dizer assim: Nós podemos ir subindo este rio por
sete dias, e depois voltaremos mais sete dias pescando. E tive a
visão de um pequeno rio pedregoso! Penso que, para mim, isso
sela com fecho de ouro todos estes sonhos. Teremos pescaria?
Enfim, depois que toda a humanidade tiver recebido seu corpo
espiritualizado, também há de receber de volta sua inteligência
como a de Adão. E receberá outros dons como o da agilidade, que fará
com que jamais uma pessoa canse. Poderá correr um dia inteiro sem se
esfalfar, apenas pelo prazer de ver o vento batendo na face. Com esta
inteligência capaz de ler pensamentos, na realidade o homem não
precisará de muitas conversas para se comunicar e se entender, porque
os corações “falarão” um com o outro. Então o próprio Deus
falará também no coração de todos. Mais que isso como está em Isaías
65, 24 Antes mesmo que me
chamem, eu lhes responderei; estarão ainda falando e já serão
atendidos.
Na verdade Céu e Terra estarão separados por uma tênue camadinha.
Os de lá poderão nos ver continuamente, os daqui ainda não. Mas o
intercâmbio será incessante, para que se confirme um tempo
esplendoroso, onde todo o Universo pulsará
em Deus. O
Planeta
Terra voltará a ser completamente povoado, e haverá de completar o número
de Filhos que Deus desde toda eternidade imaginou
em Sua Sabedoria.
Impossível
dizer quanto tempo irá durar a terra, mas como nada de material é
eterno, um dia ela acabará. A nós, porém, não interessa o fim
dela, apenas o começo.
Começo que será um pouco difícil para os não imediatamente
glorificados, mas que aos poucos verá surgir um planeta esplêndido,
como um imenso jardim do Éden. Então os homens saberão o que é ser
verdadeiramente filho de Deus. Uma quase certeza me faz afirmar que,
muitos dos que hoje lutam por este mundo novo para seus filhos, mesmo
que durante a tribulação sejam levados, receberão seus corpos de
carne espiritualizada e poderão voltar à terra, para ajudarem na
implantação do Reino de Deus.
Tais pessoas, embora não mais procriem e se multipliquem, terão
papel fundamental neste início um pouco sofrido, mas exercerão este
papel como já o fez Melquisedech e tantos outros santos e anjos que já
exerceram missões na terra. Até sem o sabermos. Eles podem tomar um
corpo visível aos olhos da carne, mas serão completamente imunes aos
efeitos do tempo, do clima, e das barreiras naturais. Digamos, tais
pessoas podem sim transpor paredes, sem sofrer qualquer efeito. Podem
aparecer e desaparecer. Para elas também não haverá limites de distância,
e transporão espaços em frações de tempo. Como Jesus fez depois de
ressuscitado. Sim, tudo pelo poder de Deus!
Mais que isso, tais pessoas poderão transportar as outras pelos ares,
com apenas um toque de fé na confiança do Altíssimo. Como Habacuc
foi levado pelo anjo, no tempo de um fôlego, de Israel para Babilônia.
Mas estes serão pessoas e não anjos! Este tipo de “transporte”
na verdade fará inveja aos boings e jatos de hoje, pois se processará
em velocidades muito superiores. Mais que isso, pela lei da
imponderabilidade, se nesta disparada alguém porventura “batesse”
num muro, seu toque não seria maior do que o de um pelinho de braço
que roça numa pedra. De uma brisa que sopra muito branda.
Para o homem atual entender tais leis fica difícil, quem sabe impossível.
Este corpo que nós temos hoje desaparecerá naquele tempo. De fato,
existe do outro lado uma realidade, que é com certeza a verdadeira
realidade. Tudo o que vemos de físico, é como se fosse uma miragem.
Mas do outro lado, poderemos e realmente sentiremos o Poder de Deus, e
as forças que Ele rege, até o infinito. Quando chegarmos lá, tudo o
que vivemos aqui terá parecido um sonho, mau sonho, na verdade um
pesadelo.
Sonhe então com este mundo novo que vem. Se você não estiver vivo lá,
pense que valerá a pena lutar por ele, porque então ali estarão
seus filhos, seus parentes. Lute pela chegada deste Reino esplêndido,
onde nós daremos os primeiros passos da eternidade. Que isso lhe dê
forças e ânimo, fazendo ainda desaparecer qualquer tipo de medo,
pois é graça imensa viver isso, e é como se montássemos o palco do
belo mundo do amanhã.
Depois de passada a dor – condição do pecado – descerá do céu
a Jerusalém Celeste. Ali, todos os meses, os
homens se reunirão para o grande louvor ao Criador disso tudo. Lute,
pois, sem medo. O prêmio, mais que eterno é INFINITO! (Aarão)
Fonte:
Recados do Aarão

|