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O DEMÔNIO
NOS CAMINHOS DOS FILHOS DE DEUS
APRESENTAÇÃO
As revelações aqui contidas, relatadas em forma de narrativa,
resultaram de um carisma peculiar e próprio somente destes tempos de
exceção em que vivemos. Constam elas das visões do inferno,
descrevendo a insidiosa ação dos demônios sobre os homens. Trata-se
aqui e como sempre, nestes casos, de uma permissão divina: fazer com
que olhos carnais possam observar realidades espirituais, de uma forma
talvez jamais vista.
A pessoa que aqui descreve suas visões, uma senhora casada,
católica praticante, mãe de três filhos, tendo um esposo exemplar e
homem de grande oração e fé, vê-se de repente forçada a observar
estas realidades e a conviver com os ataques diários de criaturas
hediondas, tal que somente pela presença e pela fortaleza de Deus lhe
é possível suportar.
Deste convívio quase diário com tais horripilantes criaturas,
durante mais de uma década, resultaram experiências quase ímpares
dentro da Igreja Católica – pois somente dentro dela podem de fato
acontecer tais revelações para o bem de muitos – e certamente que
essas visões servirão para a conversão de milhares de pessoas que
vivem nas situações aqui descritas, em forma de narrativa.
De fato, esta mãe sofrida jamais pediu a Deus uma missão tão
terrível. Mas também jamais se negou a cumpri-la fielmente, tendo
sempre se mantido submissa, tanto às orientações do céu, quanto
das pessoas que a auxiliaram em tão assombrosa tarefa.
Estes escritos, já estão, há tempos nas mãos da autoridade
eclesiástica competente, da diocese dela. Como, passados já alguns
meses, não houve qualquer manifestação contrária, seguem agora os
escritos, prontos já há mais de um ano.
Afinal, o Céu é paciente e aguarda o posicionamento de seus
filhos. Mas não pode também esperar eternamente, pois o tempo urge e
a tempestade vem vindo rápida, pois está dito: Atenção, ó
terra, ó mar, cuidado, porque o demônio se atirou sobre vós cheio
de grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta (Ap
12,12).
Uma cópia destes escritos foi enviada também,
pela autora, ao Cláudio, e ali foi deixado em oração até
completar-se o tempo e chegar o momento da publicação. Eis que
depois de alguns meses Nossa Senhora assim se manifestou em
04/08/2003: Do livro último –
o que veio para o Cláudio – não deveis tirar nada! Deveis publicá-lo
integralmente! É hora da guerra!
Mas deveis saber: o inimigo não vos dará tréguas por algum
tempo. Depois sucumbirá, pois Deus é mais forte! Como é chegado
o tempo da guerra e vamos a ela sem medo. Sob o manto de Maria e ao
doce comando de Jesus, vamos em frente. PRÓLOGO DA AUTORA
Aqui, neste livro, serão relatadas experiências pessoais,
minhas, que certamente suscitarão muitas outras. Foram experiências
vividas há alguns anos atrás, num curto período de minha vida,
quando o Bom Deus, em seu Amor Misericordioso, permitiu-me ver coisas
que talvez quase nenhum ser humano viu, e as quais, com certeza,
poucos discerniram. Não são, portanto, expressões de uma ciência
adquirida em livros. Assim sendo, a verdadeira leitura destas páginas
deve ser feita não no plano das simples palavras, mas do coração.
Quando volto o olhar sobre este tempo percorrido, admiro tê-lo
vencido e chegado até aqui viva. Porém, sem Jesus, jamais o
conseguiria. Ter-me-ia perdido nas coisas que se me insinuavam. Mas
pela força de Deus permaneci firme na fé católica, embora as trevas
tentassem envolver-me de todos os lados. Nunca abandonei a Igreja Católica,
Apostólica, Romana. E, por isso, só me resta agora cair de joelhos
aos pés Santíssimos do Senhor, num gesto de profundo agradecimento,
porque, em todos os momentos de minha vida, Ele sempre me amparou e
ainda ampara.
Por isso, eis-me aqui, Senhor! Esta é a resposta Vos dou ao
apelo que me fizestes: Escreve tudo o que passaste e sobre tudo o
que vistes. Faz isto em Meu Nome e por Mim! Não permitas que meus
filhos trilhem os caminhos de satanás. Caminho largo este, que os
leva à perdição. Palavras de Jesus!
E assim me coloco ao inteiro dispor Dele. Faço isso em paz e
felicidade e plena liberdade. Porque, permanecendo neste caminho,
serei sua serva. Eis que, se o servo sepultar na terra os talentos da
graça espiritual que lhe foram confiados incorrerá em grande
desagrado do Senhor quando Ele voltar. De fato, Deus cobrará nosso
esforço e nosso êxito!
Entretanto, conhecendo as minhas limitações, porém conduzida
pela graça e pela misericórdia de Deus, na Luz do Espírito Santo,
conseguirei ser seu instrumento. E para isso abro os meus lábios, há
tanto tempo selados e mudos para os acontecimentos que aqui escrevo.
Deus fará, com facilidade, fazer germinar nos seus filhos, algumas
flores neste tronco nodoso. Haverá quem se admire de ver luzir algum
clarão nestes escritos. Outros serão atingidos pelos espinhos que
eles contém. E haverá aqueles que, lendo este livreto, descalçarão
as sandálias, desfazendo-se dos obstáculos que estão a lhes impedir
o progresso da alma rumo a Deus. E ajudarão outros a fazer o mesmo!
Deus é amor e Ele dá Amor. A Trindade Santíssima é a solução,
basta seguir os ensinamentos de Jesus Cristo. Tu, ó alma, que lês
estes escritos, deixa que o Espírito de Deus, pouco a pouco, tome a
direção de tudo. De
minha parte, é com amor e alegria que entrego este livro, junto aos
Sacratíssimos Corações de Jesus e de Maria. A CAMINHO DE DEUS
Está escrito: Nos tempos vindouros, alguns apostatarão da
fé, dando ouvidos a espíritos sedutores e doutrinas diabólicas
(I Tim 4,1). É o que vemos hoje: falsos profetas, multidões de
seitas, doutrinas diabólicas. Tão grande é a imodéstia dos homens,
que muitos são incapazes de prestar à religião o mesmo respeito que
guardam para satisfazer-se ao ouvirem coisas profanas. Procuram abrigo
em tudo o que é abominável a Deus: adivinhações, astrologia,
feiticismo, magia, espiritismo, superstições, evocação dos mortos
(Dt 18,10-13) e a tantas outras práticas esotéricas: búzios,
numerologia, tarô, cristais energéticos, copos que andam, pirâmides,
mapa astral, Nova Era, etc., etc. Tristemente, muitos renegam Jesus
Cristo e a verdadeira fé: A Santa Igreja Católica Apostólica
Romana! E vão buscar a salvação onde ela não existe.
Eis a condenação: A Luz veio ao mundo, e os homens amaram
mais as trevas do que a luz, porque suas obras eram más. Homens de
coração corrompido pela incredulidade, endurecido e seduzido pelo
pecado. Homens que caminham em desonestidades, movidos pela cobiça,
que tem cuidado apenas da carne em suas concupiscências; que vivem na
idolatria e oferecem sacrifícios aos demônios e não a Deus. Homens
que cuidam do exterior, para serem honrados pelos homens e se esquecem
de cuidar do interior: do coração, da alma, o que realmente tem
valor diante do Pai Celeste.
Terrivelmente estamos em tempos como nunca foram antes! Homens
que querem enriquecer caem em tentação e ciladas, e em muitos
desejos insensatos e perniciosos. Alguns chegam até a fundarem suas
próprias igrejas, e nelas sugerem aos seus pobres adeptos que, se
derem tudo, encontrarão riquezas em suas casas. E assim, estes
mergulham tantos homens na ruína e perdição que, movidos nada mais
que pela completa cobiça, se desfazem de tudo, até da comida da boca
de seus pobres filhos, para enriquecer. Contribuem assim, para o
enriquecimento de alguns e servem de incentivo para o surgimento de
sempre novas igrejas e novos pastores de sucesso financeiro.
Assim, a divina palavra nos lembra que haveria um tempo em que
surgiriam “seitas perniciosas”, e que “falsos
pastores, movidos por cobiça, fariam comércio dos incautos”
(II Pd 2,1-3). O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males, por
cujo desenfreado desejo alguns se afastaram da fé e assim mesmo se
afligem com múltiplos tormentos.
E o que acontece com as pobres almas iludidas e enganadas? O
que acontece é que muitos, sentindo-se mal, seja no corpo ou na alma,
são capazes de caminhar longe, ou de dirigir o carro por horas a fio,
a fim de buscar cura impossível, em alguns lugares longe de Deus. E
que, para chegar lá, muitas vezes as pessoas se sujeitam a todo tipo
de coisa. Faça sol, faça chuva, elas não medem esforço em busca de
seu objetivo. Procuram chegar na hora certa, em alguns lugares, se
possível, antes um pouco, porque depois que trancafiam as portas,
ninguém mais sai, ninguém mais entra. E também não se importam
quanto tempo ali ficarão, ninguém reclama.
Infelizmente, alguns mordem a isca de satanás e ainda
sujeitam-se a voltar mais vezes em certos lugares – falo de
espiritismo e de macumba – mesmo percebendo que não sairão de lá
com o espírito tranqüilo e paz na alma. Isso só se explica pelos
interesses de satanás, não daquelas pessoas que vão à procura da
solução de seus problemas. E muitas vezes, temos uma Igreja, com
sacrário, a apenas alguns passos da porta de nossa casa, onde
poderíamos nos livrar de todos os males, porém xingam,
reclamam, e nem mesmo querem ou suportam ficar alguns minutos em oração.
Tristemente sabemos que, mesmo “católicos”, passam horas seguidas
em determinados lugares – como centros espíritas, terreiros de
macumba e coisas assim – sem reclamar, quando, para assistirem a uma
Santa Missa de apenas uma hora, reclamam o tempo inteiro.
Também aqui, estes desânimos e reclamações provêm de satanás.
É ele quem vos quer ver xingando os padres e falando mal deles,
reclamando da Igreja Católica Romana. É satanás mesmo que lhes
incute aquela dorzinha de última hora, ou que até arranja algum tipo
de “impedimento” para que não possam participar da Santa Missa,
ou rezar um terço, ou visitar um sacrário, onde se encontra Jesus no
Santíssimo Sacramento. A CRUZ QUE SALVA – A IGREJA QUE SALVA
Alguns poucos filhos de Deus aceitam levar a cruz com amor,
paciência e resignação, enquanto muitos a rejeitam. A Cruz é sinal
de maldição para satanás, pois foi pela Cruz que ele foi derrotado,
e ele sabe, mais do que ninguém, que a Cruz salva e liberta as almas
de suas garras. E quem não está marcado pela Cruz, a quem pertence?
Que Deus encontrará na eternidade? O Deus Santo e Verdadeiro, ou o
pai da mentira?
Ora, onde estiver presente a Cruz, Cristo também estará. E
onde estiver Cristo, ali estará presente a garantia da nossa salvação.
Onde estiver Jesus, estará Maria, a quem nós católicos amamos e
veneramos; Mãe de Deus e nossa Mãe. Virgem puríssima, obra-prima da
Santíssima Trindade, e o mais perfeito ser, exclusivamente humano,
que já existiu ou existirá. Maria é a inseparável e santa esposa
do Divino Espírito Santo, e onde não está Maria, o Espírito Santo
também não se faz presente. Prova segura de que o Filho de Deus,
Jesus, não está onde não se venera e respeita a Santíssima Virgem
Maria. Sua e nossa Mãe! Eis a simbiose perfeita do amor de Deus:
Quem, pois, não tem a Mãe, não tem o Filho, não tem o Espírito
Santo e, portanto, não tem o Pai. E, todavia, esta Maria dos católicos,
também ama os que estão em outras seitas ou religiões e ela espera
que todos se voltem à verdadeira e única Igreja de seu Filho Jesus:
A Igreja Católica Romana!
Lembramos aqui – quanto ao ecumenismo – as palavras sábias
do Papa João Paulo II: “O único e verdadeiro ecumenismo possível
entre os católicos e outros é aquele que visa trazê-los de volta à
grande verdade”. A verdade se encontra somente na Igreja Católica,
Apostólica Romana, a qual Jesus fundou sobre uma rocha inabalável:
Pedro! E que Ele chamou de “a Minha Igreja” (Mt 16,16 s).
Ela traz consigo, há quase dois mil anos, os documentos e tradições
da Santa Madre Igreja e também as Sagradas Escrituras, da qual os
fundadores de seitas e religiões, cada um a seu tempo e a seu modo,
discordaram, abolindo ou negando aquilo que os condenava.
Aqui demonstraremos o verdadeiro amor a Jesus e mostraremos que
verdadeiramente o seguimos quando não rejeitamos a unidade da Igreja,
sob Pedro. É a única Igreja fundada por Jesus Cristo e nós
aceitamos os sacramentos que Ele mesmo nos deu, como canais de graças
e caminhos de salvação. Desta forma atendemos ao pedido do Pai:
Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade
(I Tim 2,4). Aqueles que não procedem assim não servem
verdadeiramente a Deus Pai, mas ao pai da mentira e da discórdia, da
soberba e das controvérsias: satanás! Que usando de todos os artifícios,
consegue enganar milhares de almas, levando-as à divisão.
Assim, infelizmente, parte do rebanho deixou-se seduzir pelo
falso brilho de outras seitas e religiões, e foram embora para
lugares onde minam as bases da fé do povo. De modo especial, no que
diz respeito ao culto Eucarístico e à Santíssima Virgem. Onde não
se deixa, diariamente, de condenar ao Santo Padre, o Papa, e a
hierarquia da Santa Madre Igreja. Também onde diariamente condenam a
Cruz e o uso dos sacramentais e objetos de piedade, próprios do
catolicismo. Quanto à Santíssima Virgem Maria, é tão somente satanás
que os quer longe dela, pois ele sabe, mais do que ninguém que Maria
calcará a sua cabeça e o precipitará eternamente nos abismos
infernais. Por isso, ele lhes incute idéias erradas a respeito da
vida da Santíssima Virgem e consegue minguar o amor de muitos por
ela, quando não leva a muitos a odiá-la. A Santíssima Trindade é a solução!
Basta então seguir os ensinamentos de Jesus Cristo, o Filho de Deus,
que sendo de condição divina, encarnou-se no seio da Virgem Maria e
habitou entre nós, fazendo-se semelhante a nós em tudo, exceto no
pecado. Por sua morte de Cruz e ressurreição, resgatou a nossa
imagem de Deus, corrompida pelo pecado. Jesus nos salvou e salva até
hoje, através de seus ensinamentos, das Sagradas Escrituras. Dos
sacramentos, da Santa Missa, da casa de Deus. Qualquer seita ou religião
que propõe a salvação fora de Jesus Cristo e dos sacramentos da
Igreja Católica, que foram deixados por Jesus, deve ser rejeitada de
imediato, pois esta não provém de Deus. Jesus é o guia e a verdade,
a vida e o caminho que conduz a Deus. Todos os outros guias
espirituais nunca puderam e jamais poderão fazer mais do que indicar
o caminho ou um trecho do caminho. Nenhum deles é caminho, desde o
ponto de partida, até o ponto de chegada. DEUS É A ÚNICA SOLUÇÃO
Ó almas, nunca corram atrás do alivio que satanás pode lhes
oferecer para vossas dores e problemas. Não esperem que Deus vos cure
em determinados lugares. Não se deixem envolver por falsas promessas
de cura, que não existem, nem pelas malditas justificativas que lhes
dão, pelo fato de tantas vezes não terem sido curados, conforme o
prometido. Não freqüentem lugares onde se prostitui a alma. Ali irão
servir apenas de platéia, diante de tudo que se deslancha em sua
frente e que vocês nem se dão conta, achando tudo muito normal.
Somente a alguns Deus permitiu, ou ainda permite, ver com os olhos de
carne o que eu vi nestes lugares.
Se já tivessem experimentado, por um segundo apenas, a desgraça
que ronda vocês, nestes lugares de morte espiritual, nunca mais
voltariam naqueles ambientes e correriam depressa para Jesus, nosso
bem supremo. Jamais vocês se afastariam de Deus. Nem sequer por milésimos
de segundo. Lembrem-se de que não há um só homem que tenha sido
definitivamente curado por satanás, do qual ele não tenha cobrado,
em vida ou na eternidade, seu altíssimo preço: a alma! O demônio
tem ódio e busca desesperadamente a perdição eterna das almas.
Só Deus tem a solução definitiva para vossas dores e
problemas. Fora de Deus não há verdadeira cura espiritual, emocional
ou física. Não existem verdadeiras curas quando a alma está cheia
de pecados. O bom Deus é quem cura as almas com a sua graça. Mas é
preciso que as almas dêem o consentimento para isto. Que queiram ser
curadas por Deus e não pelo seu adversário, o qual, na realidade, não
cura, só engana.
O bom Deus olha pelas nossas necessidades. Antes de gastar
vosso tempo inutilmente, ouvindo grunhidos, berros e gemidos naqueles
lugares, dirijam suas orações àquele Deus e Pai Nosso, que está no
céu. Ele olha as esperanças de seus filhos. O que falta é termos
confiança na misericórdia e no Amor de Deus, em nossas orações.
Por vezes nos falta o abandono filial: Atirar-se como uma criança nos
braços do Pai! Viver junto a Deus! Viver para Deus! Se não vivermos
com o pensamento voltado para Deus, seremos possuídos de um imenso
vazio interior. Deus é a única solução possível para todos os
problemas. É que, por vezes, queremos encontrar a cura imediata e a
solução dos nossos problemas de nosso tempo, à nossa maneira.
Oh almas sofridas, se tiverem dores e problemas, se apeguem
firmemente em Deus, único alivio, e única fonte do milagre da cura.
Peçam a Deus que os cure! E se não houver pronta resposta do céu,
ou seja, Ele não os atender de imediato, saibam que Ele só procede
assim para o nosso bem. Tudo o que Deus faz é para o bem das almas,
porque Ele nos quer todos juntos na eternidade. Pode ser também que o
pai espera que ofereçamos estes sofrimentos pela causa Dele. Pode ser
que Ele precisa de nossos sofrimentos por um tempo ainda, para o nosso
próprio bem, de algum familiar, ou até pela conversão de algum
pecador.
Saibam que Deus prova a nossa confiança Nele, através dos
sofrimentos. Digamos juntos com Jesus: Pai afasta de mim este cálice,
mas que seja feita a Tua vontade e não a minha! Confiem, porque
temos um Pai amoroso, que não nos abandona e não nos esquece. Nunca
rejeitem a graça e a vida eterna. Não sabem o quão triste é ouvir
as gargalhadas terríveis e infernais de satanás, quando cai uma alma
em suas garras. Mesmo nestas gargalhadas infernais, se percebe que, no
fundo, ele esconde uma infinita infelicidade. Uma tristeza mortal, e
é justamente esta tristeza mortal e infelicidade que ele transmite àqueles
que transitam ou se aventuram a permanecer naqueles pavorosos lugares.
Quão grande é a nossa felicidade saber que Deus Pai arranca
das garras de satanás, muitos destes filhos, que são iludidos pelo
maligno. Mesmo às vezes na agonia da morte, através das orações,
quando imploramos a Deus pela conversão e a salvação destes tantos
pobres pecadores. Muitas vezes o bom Deus me mostrou isto. E satanás
baba e se contorce de raiva e ódio mortais por aqueles que rezam por
estes que ele já pensava ter ganhado. Fica claro que satanás nada
pode fazer contra estes filhos de Deus que rezam. Assim, Deus, em Seu
amor e misericórdia, salva maometanos, budistas, protestantes, evangélicos,
católicos, e os de muitas outras religiões e seitas, que
humildemente, mesmo no último instante de suas vidas, adquirem a
contrição final. A GRANDE MISERICÓRDIA
Mesmo para os que trilham hoje o largo e espaçoso caminho do
espiritismo, nem tudo está perdido. A misericórdia do Pai é
infinita e ela se faz presente, já aqui nesta terra, mas desde que se
implore perdão. Saiba, entretanto, que a doutrina da Igreja Católica,
assim se expressa através da CNBB: Os espíritas devem ser
tratados, tanto no foro interno quanto externo, como verdadeiros
hereges e fautores de heresias, e não podem ser admitidos à recepção
dos sacramentos, sem que antes reparem os escândalos dados, abjurem
o espiritismo e façam uma profissão de fé.
O que temos a dizer aos “católicos” e a todos os que
participam ou já participaram destas práticas condenadas por Deus e
pela Santa Igreja, é que as abandonem imediatamente. Que acordem
enquanto é tempo. E se lembrem que o tempo é agora, pois amanhã
pode ser tarde demais. Que façam um bom exame de consciência de toda
a sua vida e procurem um sacerdote para uma confissão geral.
Façam um firme propósito de nunca mais se darem a estas práticas
abomináveis e tenham um arrependimento sincero. Saibam que o
sacerdote tem o poder de perdoar em nome de Jesus e que não existe
confissão direta com Deus.
Muitos se deixam acumular de pecados, sejam veniais sejam
graves, e com isso se tornam presas fáceis de satanás. Saibam que
viver em estado de graça é a melhor forma de manter a saúde do
corpo e da alma. Viver em comunhão com Deus, eis o grande sentido da
nossa vida. Na recepção freqüente da santa Eucaristia está o
melhor caminho para a vida Eterna. Assim, quando o maligno lhes
incutir algo na mente, pela força e pela graça de Deus vocês
conseguirão perceber que satanás nada de bom lhes tem a oferecer,
pois o único plano dele é a nossa servidão eterna.
Tenham plena consciência de que satanás é capaz de tantas e
tão insidiosas coisas, que uma vez que você tenha caído,
dificilmente se levantará. Se apeguem, também, a nossa Mãe celeste,
pois pelo poder dela poderemos nos levantar sempre. Consagrem-se a ela
todos os dias, a si próprios e a seus filhos, e assim, crescerão
como pequenas flores cultivadas por Maria e ela lhes concederá o
perfume das suas virtudes: “A oração, a humildade, a pureza, a
obediência, o silêncio, a confiança, a pequenez e o perfeito
abandono” nos braços de Deus, a cada um de seus filhos (MSM
29.06.80). Olhai também para a Via Sacra! Levantai os
vossos olhos para a Cruz que liberta e salva! Olhai para as quedas de
Jesus! Elas estão ai para vos fortalecer, e para mostrar a todos que
com Deus e em Deus e somente através de Deus tudo é possível. Só
Deus tem verdadeiro poder! Satanás, não tem poder algum! TERRÍVEL DOR NO BRAÇO! Meu grande tormento começou por causa de
uma dor súbita no braço. Eu tinha então por volta de 19 anos e já
cursava a universidade. Esta dor terrível, infligida pelo maligno, na
verdade foi permitida por Deus, para que se processasse o que veio a
seguir. Procuramos antes, eu e minha mãe, todas as medicinas possíveis!
Fizemos todos os exames pedidos pelos médicos, mas nada foi
encontrado. No fim, o médico concluiu que eu era louca e receitou remédio
para loucura. Na primeira vez que tomei a dose, desmaiei e quase
morri! O fato é que o medicamento me deixava muito mal e desde aquela
época herdei uma enxaqueca terrível que ainda hoje me acompanha.
Um dia, andando pela cidade, encontrei um dos médicos que me
havia examinado antes, e ele perguntou como estava meu braço.
Disse-lhe o medicamento que tomava e ali mesmo ele o suspendeu
dizendo: se você continuar tomando isso, vai de fato enlouquecer!
Obedecendo a ele, suspendi o remédio, entretanto a dor não passava.
Como a medicina não curava minha dor, as pessoas começaram a encher
a cabeça de minha mãe, para que me levasse a um centro espírita,
que ali seria curada. Falta de instrução, tanto de minha mãe como a
minha! Eis um outro ponto importante: pais instruídos, filhos instruídos!
NO TERREIRO DE MACUMBA
E lá fui eu conduzida a centros espíritas, um atrás do
outro. “Mesa branca”, “mesa preta”, tudo igual. Dizem que um
é para fazer o “bem” o outro o “mal”, mas tudo é mal e
somente o mal. Acredito que fomos ao todo em nove terreiros e centros,
durante um tempo. Num deles me disseram, que havia sido um homem,
que na porta de minha escola, havia mandado fazer um despacho contra
minha mãe, para que perdesse o movimento do braço, mas como ela era
forte e rezava – mentira, ela rezava pouco, eu sim é que rezava
– a praga pegou em mim.
Tu sabes, meu bom
Deus, que eu sou realmente fraca. Mas vejam, a primeira coisa que nos
exigiram foi dinheiro para “quebrar o despacho”. Acreditem,
eles também aceitam pagamento em cachaça, galinha preta, cigarros,
sangue de animal e outras desgraças mais, que não me lembro. Como
isso pode curar alguém? Se estas coisas curassem, então seria preferível
entrar numa pocilga, pois lá, pelo menos, a alma não estaria em
risco.
Lembro ainda daquela primeira sessão terrível. Eles começaram
invocando todos os espíritos maus que existem. Só lembro alguns
nomes: “Zé Pilantra”, “Tranca Rua”, e um sem número de
outras entidades malignas. Tinha até um que era feminino, e era usado
para desmanchar os casamentos, mas não lembro o nome. Oh! Jesus, Tu
sabes que só escrevo estas coisas, e as relembro mais uma vez, apenas
porque me pediste. Porque, acreditem, à medida que eles chamavam as
tais entidades, não só as que eu citei, mas centenas delas,
todas, uma por uma, iam aparecendo – visíveis –
diante de meus olhos.
As pessoas – cujos corpos eram tomados por aqueles malditos
seres – se arrastavam no chão, ficavam imediatamente com o olhar,
parado, arregalado e pareciam ter medo dos outros que estavam ali
perto. Neste tempo, os espíritos infernais que estavam presentes e
materializados à minha frente, recuavam e parecendo ter pavor de si
mesmos, gritavam: escuro, escuro, escuro! Ai que dor,
Senhor meu! Ai que horror! Por mais que eu tentasse ver pessoas
humanas na minha frente, na verdade o que ali estavam eram os seres
repugnantes que os tomavam. Tinham “fisionomias” horripilantes!
Olhos esbugalhados enormes, alguns com faces ovaladas, outros
compridas. Outros eram monstros absurdos, com os seus corpos afundados
no meio das pernas, bocas bem abertas e babando, tremendo na
semiescuridão. Simplesmente horrível! Pavoroso! Não existe adjetivo
para qualificar bem!
Não, não era tudo! Alguns pareciam vermes, nojentos,
truncados, retorcidos, arrastando-se no chão, loucura plena. Outros
pareciam macacos, alguns eu os via pulando muros, ou ainda espiando
por cima do muro. De repente saiam gritando novamente, parecendo
tomados de pleno terror: escuro, escuro, escuro! E se
encolhiam interiormente, ficavam tão oprimidos, de forma que é difícil,
senão impossível descrever. Não existe linguagem humana que
descreva perfeitamente seres tão abjetos, tão nefastos, tão
assombrosamente medonhos, tão satanicamente feios, tão maldosamente
hediondos.
E então eu via no chão, como os vômitos e o escarro, e
aquelas criaturas terríveis as faziam abaixar, na tentativa de
engolir aquelas imundícies; queriam como lamber o chão. E lembro então
daquela pobre mulher, a chefe do tal terreiro maldito, que afastava
aquelas pessoas tomadas por tão imundos seres – claro, sem saber
que estavam ali, senão ela fugiria – e eu não conseguia saber como
podiam suportar aquelas possessões de tormento. De fato, eles não
eram os demônios particulares de cada um, mas estes haviam sido
chamados e invocados, para tomarem posse daquelas pobres criaturas. Eu
via aquilo tudo diante de meus olhos com a maior crueza possível,
enquanto os observadores ali perto, que nada viam deles, só achavam
que os pobres coitados eram mesmo possessos.
O mais terrível de tudo para mim é que eu não conseguia
gritar, nem falar nada sobre o que eu estava vendo e nem mesmo rezar
eu podia, pois era como se mão invisível me asfixiasse a garganta. E
só quando ela afrouxava um pouco, o que eu conseguia soltar, era um
pavoroso berro de terror. E então, aquela pobre mulher me queria
levar também para o meio de toda aquela imundície. Eu balançava a
cabeça dizendo que não, mas nem minha mãe me entendia. E por incrível
que pareça, ela achava tudo normal, que esta era a minha
“mediunidade”, que precisava “desenvolver”. E por isso aquela
mulher pavorosa queria que eu ficasse o tempo inteiro lá no terreiro,
até mesmo para me “preparar” para ajudá-la! Senhor, meu Deus,
que pavor aquilo tudo me causava. Meu Deus querido, quanto tormento! Que peso
pairava no ar! Que coisa horrenda! Eu tentava dizer para a minha mãe
que estava vendo aqueles monstros dos infernos. Claro que nem minha mãe
via, nem aquelas infelizes criaturas que lá trabalham vêem,
inclusive os médiuns, pois se vissem à sua frente os monstros que
invocam, e que os possuem, sem o amparo de Deus morreriam de pavor ali
mesmo, também eles. Mas minhas palavras – palavras não, berros –
não saiam nem da garganta. Quando saia algum som de minha boca, era
apenas um grito alucinado de terror. Eles até achavam que eu estava
possessa – pois me retorcia de corpo inteiro, exatamente como todos
aqueles outros pobres coitados que estavam ali possuídos – mas eu
estava era vendo, sim, com os meus olhos de carne. NO CORREDOR DE PASSES
Quando as pessoas que vão lá – não os médiuns usados pelo
maligno – iam passando pelo corredor de passes, eu podia ouvir –
as pessoas não, é claro – os gritos lancinantes daquelas almas em
desespero. Era tamanha a angústia, a infelicidade de determinadas
pessoas, que só pelo pleno amparo divino eu suportava aquilo. Muitos
faziam parte de uma mesma família e se carregavam ali, em conjunto,
daquele influxo satânico. Depois iam para suas casas e era só briga
e discussão e ódio. Alguns até passam ali com a reta intenção de
se livrar de problemas – no início era assim comigo – mas a
maioria vai ali mesmo é para pedir pragas para os outros. Vai apenas
prostituir sua alma com satanás, e vai com plena consciência e
completo desejo de fazer o mal para os outros.
Então eu via imagens de carros – simbolizando os desejos das
pessoas – gente batendo portas, correndo desesperadas por causa
daquela angústia e tormento interior que as sufocava. Algumas
choravam, outras se contorciam de dor, é como se elas estivessem já
no inferno, sim inferno interior e em vida. É impossível descrever
com precisão o que acontece com estas pobres almas que lá entram. E
não pense que eram poucas a passar naquele corredor de morte
espiritual. Eram centenas de pessoas. Então todas aquelas situações
deles como que desabavam sobre mim, uma por uma, e o que eu percebia
eram muitas confusões entre pessoas, brigas, desavenças, violência,
gente correndo e inúmeras outras situações, que já não lembro
mais. Era uma tribulação tão angustiosa que parecia muito com um
inferno em vida.
Eu via famílias inteiras em discussões acaloradas, pois
oprimidas por tribulações sem fim. Eu via, também, noivos recém
casados e já envolvidos em brigas intermináveis. Alguns choravam e
se contorciam de dor, como se já estivessem no inferno aqui em vida.
Sim, um inferno interior, onde o desequilíbrio reina. Impossível
descrever tudo com detalhes, pois a linguagem humana é fraca para
descrever aquilo que ultrapassa nosso entendimento. E assim acontece
em todos os terreiros de macumba da terra, desde onde se fazem simples
passes, até onde se realizam as malditas “cirurgias” espíritas.
Todo aquele que deixa fazer um corte em sua pele, por um bisturi do
inferno, ganha de presente uma marca de satanás e um demônio que por
ali entra, ali se crava, e não sai mais sem muita oração,
sofrimento, dor e exorcismo.
Sim, a vida da maioria das pessoas que freqüenta terreiros e
centros é assim. É uma só tribulação contínua em suas almas.
Elas não buscam a Deus, única solução possível. Elas querem,
sempre, uma solução urgente e imediata para seus problemas e se
deixam envolver por mentirosas promessas de cura, que estes infelizes
espíritas e médiuns fazem. E acreditam sempre nas justificativas
malditas que os que lá trabalham dão, instruídos por satanás. Eles
não querem na verdade deixar a situação de pecado em que vivem –
pois o demônio não o deixa – na verdade uma prova de orgulho, pois
especialmente os católicos sabem que não existe cura do corpo,
quando a alma está cheia de pecados. Que, longe de Deus não há
cura! Jamais! Sabem, aquelas infelizes almas, lá dentro
daqueles terreiros, também dizem que rezam. Mas jamais rezam um Pai
Nosso ou uma Ave Maria. Nunca vi eles mencionarem o nome de Deus Pai
ou de Jesus Cristo. Mas certamente que invocam um tal de Alan Kardec,
pai deles, e também Eurípedes Barsanulfo – não sei quem é –
mas você, leitor, certamente que sabe onde eles estão, e no céu não
é, nem no purgatório, e sim lá nas trevas, onde eternamente viverão
com aquele maldito, que amaram e serviram em vida. Enfim, o que sabem
é invocar todos estes filhos da pestilência ou criadores de
doutrinas maléficas, que têm levado uma imensidão de pobres almas
à perdição eterna. E tristemente as pessoas correm para lá e
ficam ouvindo aqueles mantras satânicos, para carregarem suas almas
de imundície e seus corpos também, de podridão e de loucura e de
doenças. E quando recebem algum alívio temporário para suas dores
– porque o espírito mau propositadamente ou por ordem de Deus
afrouxa o cerco – eles são capazes até de agradecer àquele que na
verdade os subjuga e os escraviza no corpo, para depois lhes roubar as
almas. Triste fim dos que a isso se entregam!
DEUS NUNCA ESTÁ ALI.
Outra coisa que percebi, em todos aqueles que procuram tais
centros, é que o pensamento deles nunca está voltado para Deus.
Embora haja ali, até quadros com a face de Jesus – para enganar é
óbvio – na verdade Ele não estava ali, e prova é que todos eles
eram possuídos de um imenso vazio interior. Faltava a eles aceitarem
o convite da Trindade Santíssima, o Doce Hóspede das almas. Por
isso, a tribulação de suas almas era tanta. E me provocava dores tão
profundas, que eu só pela graça divina não perdia os sentidos. E só
por Deus que consegui suportar aquelas dores – permitidas pelo Pai
Eterno – para que eu sentisse em mim mesma e lhes pudesse relatar
aqui, o que significa a falta de Deus no interior de uma pessoa. Ou
seja: angustia, depressão, tribulação, desespero, desespero,
desespero! Trevas! Terror! Loucura! Morte eterna! Então, embora toda arrebentada por dentro,
na alma, e por fora, no corpo, em vista de ter que ver todas aquelas
coisas horríveis, eu só pensava em uma coisa: fugir dali! Mas aquela
mulher pavorosa não me deixava. Queria que eu ficasse no meio deles e
os próprios imundos me seguravam e diziam que eu tinha no corpo não
sei quantos demônios. E, entendam, as infelizes criaturas são, sim,
capazes até de invocar aqueles malditos seres, para que baixem em
seus corpos, mas são de fato incapazes de os mandar ir embora. Eles
ficam dizendo que um já foi, outro já foi, mas na verdade os bichos
continuam ali. Eu via isso! É mentira que saem logo! É o próprio
maléfico que afrouxa o aperto, para não matar as pessoas, porque
Deus o proíbe disso e – pasmem – ele obedece. Só o homem não
obedece a Deus, e invoca espíritos maus. Na verdade eles exasperam
a Deus, oferecendo sacrifícios aos demônios (Baruc 4,7).
Nunca, ninguém, em qualquer lugar do mundo, consegue sair
dali, de espírito tranqüilo e com paz na alma. Sempre sairá
daqueles antros, um ser atormentado interiormente, pois aquele animal
diabólico irá continuar pressionando a pessoa, quem sabe cobrando o
preço de uma “cura” incompleta, pois o maligno nada faz de graça.
E como a pessoa permanece unida ao monstro, e atormentada, isso a faz
voltar para lá mais e mais vezes, até porque aquela podre mulher
mentirosa diz que agora expulsou um, depois expulsará o outro e assim
até acabar com todos. Grandes mentirosos a serviço do inferno é o
que todos eles são. Ela chegava a me dizer que um que me atormentava
era o espírito de um falecido tio meu – que já está no Céu –
mas que antes de sabermos isso, era usado pelo demônio como forma de
pressão contra nós. Quando foi desmascarado, mais tarde, ele nunca
mais usou deste artifício comigo.
Quando estava para encerrar aquela sessão, nem sempre a tal
chefe do terreiro conseguia mandar embora daqueles corpos, ou seja,
expulsar aqueles espíritos malditos, que neles entravam no começo.
Eu podia ver claramente que eles não obedeciam e muitas pessoas iam
é para casa, com uma “trinca” daqueles monstros dentro de si.
Algumas vezes os tais chefes até transpiravam de sufoco tentando
expulsar os maus espíritos, e quando não conseguiam, pediam que se
levasse a pessoa a novas sessões. Imaginem quantos milhares de pobres
criaturas, às vezes entram nos terreiros sem nada, quem sabe uma
simples dorzinha, e saem de lá carregados de demônios, que os podem
oprimir pelo resto de suas vidas. Que além de as levar à loucura, as
pode fazer perder as próprias almas.
Quando eu saía destas sessões, embora toda alquebrada e
dolorida, eu sentia uma vontade imensa de ir visitar o Santíssimo, não
importa onde fosse. Eu faria tudo para isso! Mas vejam se ia haver
alguma igreja aberta, perto da meia-noite. Minha mãe não me levava
nem na porta de uma igreja, quanto mais entrar nela. Quer dizer, para
estar horas inteiras, dentro daquela pocilga nojenta e fedida, podia
muito bem, mas para ficar só um pouquinho com Jesus Sacramentado não
dava. E como eu tinha que dormir para acordar cedo para a faculdade, lá
ficava eu sem ver Jesus, sozinha, em meu tormento! Sim, eu sentia que
só Ele podia me aliviar daquilo tudo!
UM JOVEM
Lembro do caso de um jovem que foi também levado lá naquela
época. Ele na verdade não tinha nada, mas depois da primeira vez que
o levaram ao centro, ele só fazia tentar o suicídio. Queria matar o
pai, queria suicidar-se e se atirava contra as paredes da casa e agia
como um verdadeiro possesso. E aquela mulher do centro dizia que ele
tinha muitos demônios. Sim, tinha, porque os pegou ali, todos eles,
justo na casa dela na primeira vez que lá entrou. Foram parar lá por
causa de uma dorzinha, que o próprio demônio tinha lhe dado, e
morderam na sua isca, como minha mãe e eu. Pois também eu já sabia
então, que ninguém dali poderia curar o meu braço, mas minha mãe
estava iludida pela peste, e é quem insistia em irmos lá mais vezes,
a fim de completar a “cura”.
Infelizmente eles haviam mordido a isca venenosa de satanás.
Mas no tempo que houve entre uma e outra sessão, aqueles demônios
que o haviam tomado na primeira sessão, quase destruíram toda a família.
A vida do moço havia se tornado um verdadeiro inferno depois que o
levaram ao terreiro. E a infeliz mulher ficava dizendo que deveria
voltar ainda muitas vezes, que com o tempo ela expulsaria a todos. E são
milhares os que se infectam dentro daquelas pocilgas, entretanto eles
mentem dizendo que a pessoa já tinha aqueles monstros antes de chegar
ali. Grande mentira! Pegam somente ali onde os chamam e invocam. Como
se pode curar pessoas neste clima?
Creiam, toda a cura só é possível vinda de Deus. Muitos
esquecem do nosso Pai do Céu e não confiam em Sua Misericórdia. Não
rezam, porque acham demais, uma Ave Maria, mas ficam a ouvir
grunhidos, berros, gemidos e todo tipo de uivo pavoroso naquelas
pocilgas fedorentas. Eu lhes peço, não se deixem levar por uma
dorzinha qualquer para se meterem naqueles centros de macumba e em
terreiros espíritas. Muitas vezes é o próprio maligno quem lhes
provoca esta dor misteriosa, que a medicina não descobre nem cura,
apenas para que vocês se dirijam para aqueles antros nojentos. Para
obterem a “cura” dele! Na verdade, isso só acontece com pessoas
fracas na fé. Vão antes diante de Jesus no Sacrário! Busquem antes
andar em estado de graça! Quem vive junto de Deus, quem vive apenas
para Deus, quem se atira como uma criança nos braços do Pai, jamais
será atingido por estas dores estranhas.
Lembrem que, geralmente, estas dores passam após uma boa
confissão, uma comunhão bem feita, ou depois da reza do Rosário de
Maria Santíssima. Depois que você visitou um Sacrário! Aí o
maligno irá ficar furioso porque você não fez o que ele queria, ou
seja, buscar a “medicina” dele, no centro espírita ou na macumba
maldita. A falsa cura dele. Lembrem-se de que nada no mundo lhes pode
tirar de assistir à Santa Missa. Nem mesmo aquela visita que chega
bem na horinha de ir rezar. Neste caso, pegue a sua “visita” e vão
juntos visitar a Jesus no Sacrário e verão quantas graças acontecerão
naquele dia para todos. ALMAS SE MANIFESTAM?
É claro que as almas dos falecidos não se manifestam no corpo
de alguém a bel prazer. É tão somente satanás e seus demônios que
se manifestam nas pessoas, mas para isso têm que pedir a Deus. Então
o maldito usa de todos os artifícios para enganar, fala sobre coisas
da vida dos falecidos quando ainda em vida. Ele sabe muitas coisas da
vida dos que já morreram e muitas vezes engana os filhos de luz que não
estiverem atentos. Por vezes, o sentimento que ele mais gosta de
provocar é o sentimento de culpa dos familiares, pelo estado de alma
de algum falecido.
E mais: satanás pode até pedir orações pelas almas. Este é
um de seus milhares de disfarces. Podemos ser enganados muitas e
muitas vezes, porque ele é pródigo em dizer coisas aparentemente
verdadeiras, e sugerir coisas agradáveis, mas tudo para enganar. Ele
pode fazer coisas inimagináveis para nos passar o mel e depois
ofertar o fel, o veneno. Sua idéia inicial é sempre boa – senão
as pessoas não cairiam facilmente – mas o seu fim é sempre
maligno. Ele é super inteligente e sozinho, sem Deus, nenhum homem
pode vencê-lo jamais. Só Deus tem absoluto poder sobre todos os espíritos
infernais.
Não nos é lícito evocar os mortos. Quando o Bom Deus permite
que alguma alma seja apresentada a alguém, em sonho ou visão, é
apenas porque esta alma precisa de oração, para ela ou alguma outra,
que está necessitando. Ela se encontra no purgatório e Deus, na sua
infinita bondade, permite que ela venha pedir sufrágio. E quando isto
acontece, não é porque desejamos ou queiramos, simplesmente acontece
de repente, porque assim Deus o quer. E assim, tanto com parentes,
como amigos falecidos e até estranhos. Milhares de pessoas, nos seus cantinhos de
oração, recebem esta graça da visão das almas, pois afinal, o
profeta Joel fez esta previsão. Nós fazemos parte da Igreja
Militante e podemos auxiliar com nossas orações e sacrifícios
aqueles que fazem parte da Igreja Padecente. Este é o amor e a
misericórdia de Deus, pois nos dá, ainda aqui na terra, os meios
para gozarmos, após a morte, da visão beatífica. Só precisamos
decidir por isso aqui, e fazer bom uso destes meios aqui. É aqui que
decidimos nosso futuro eterno! O GRITO DAS ALMAS
Certa vez eles me conduziram a um cômodo escuro! Levaram-me
carregada, porque pelas minhas próprias pernas era impossível até
de fugir. Eu não tinha força alguma! Vejam que, inocentemente então,
até aquele momento eu própria imaginava que aquela era a única
forma de eu me livrar daquela atordoante dor no braço e por isso,
embora tomada de pleno pavor, me submetia a esta tortura. Ali, me
sentaram numa cadeira, onde ficavam os tais médiuns de incorporação.
Deus meu, nem todas as dores juntas, que eu já senti em toda a minha
vida, foram tão fortes e tão intensas como as que senti naquele
lugar. Tudo me doía intensamente, não só o corpo inteiro, mas até
a minha alma, que era como que esmagada, triturada, pelo peso daquelas
tribulações.
Sabem, a minha dor maior era ver as pessoas transitando pelo
“corredor de passes”. Elas tinham as suas almas completamente
atribuladas. Negras! Eu podia ver, pela graça de Deus, o interior de
cada uma delas e de todas ao mesmo tempo. Muitas das pobres almas que
por ali passavam, soltavam gemidos atribulados, gritos torturantes, de
pura angustia e de dor. Eu lhes queria falar, mas me era
impossibilitado. Só tinha que ver sem poder reagir. A voz travada na
garganta, e tendo que ver e ver, e ver e ouvir aqueles gemidos das
pobres almas – não da boca física entenderam? – mas uma dor
espiritual inexplicável, torturante e inexprimível, pois não há
como medir. Mas, sim, ouvia! Ah! Como aquilo causa pavor!
Estando ali, minha própria alma era esmagada pelo peso das
tribulações das outras, que eu via desfilar na minha frente. A
angustia interior delas era tamanha, que se notava a nítida falta de
Deus e o vazio que isto provoca. Suas almas eram negras e manchadas
pelos seus inúmeros pecados. Naquele estado interior lastimável, as
almas soltavam brados e gemidos, por vezes gritos, tamanha a tribulação,
a angustia, a dor que sentiam. Esta terrível situação, era às
vezes confirmada por famílias inteiras que ali estavam em busca de
cura e de conforto. Ingenuamente, elas não percebiam que ali,
justamente ali, estava a fábrica diabólica, de todas as opressões,
tristezas e loucuras do mundo: Satanás!
Ninguém pode imaginar o que eu senti. Esta mesma coisa
acontece – ó almas – em todos os terreiros de macumba deste mundo
– maldito mundo – que se entrega ao inferno sem saber. Muitas
vezes o interior das pessoas que por lá andam, é tão atribulado e
torturado, que é impossível entender como elas vão buscar ainda
mais tribulação naqueles ambientes. Como pode uma pessoa que já está
desequilibrada emocionalmente encontrar equilíbrio em tais antros?
Como elas podem achar ali a cura – que quando acontece é apenas
disfarçada, mascarada, porque satanás tem sempre um objetivo maior
em mente mais adiante – as almas –, e se naqueles antros está
posta justamente a própria fonte de todas as doenças, tristezas,
dores e angústias do mundo? NOVAS SESSÕES
Continuando: Quando terminavam aquelas sessões malditas e o
povo já se retirava de lá, aqueles médiuns todos – depois de já
estarem “livres” de seus demônios – vinham e
aproximavam-se de mim. Compreendam, estas pobres pessoas apenas
sentem os efeitos dos demônios, mas na verdade não percebem o bicho
asqueroso que nelas entra. Na verdade, se a gente disser, nem
acreditam! Lembro que, enquanto havia pessoas no recinto, eles me
deixavam sempre isolada. Tratavam-me de uma forma especial e diferente
dos demais. Eu era especial para eles por algum motivo, mas sinto que
os próprios médiuns não entendiam bem do que se tratava, mas os
seus demônios sim! Sinto também que, não fosse a graça de Deus, eu
seria trucidada por aqueles espíritos maus, pois eles sabiam ou
desconfiavam que as minhas visões seriam usadas depois, como de fato
agora acontece, passados tantos anos. Eu própria jamais pude imaginar
que isso aconteceria. Só agora estou sabendo o motivo, porque o próprio
Jesus me pediu para escrever tudo. Deste modo, eles convenciam cada vez mais a
minha mãe, que ela deveria levar-me lá mais e mais vezes, porque eu
precisava “desenvolver”, pois eu lutava contra as entidades que
queriam manifestar-se em mim e por isso a cura não se completava.
Diziam que eu precisava “educar a minha mediunidade”. De fato,
eles queriam que eu permanecesse ali para sempre, que aceitasse a
“cura” de satanás, que poderia até acontecer, mas com toda a
certeza ainda hoje eu estaria lá presa nas garras dele. E minha pobre
mãe, iludida por eles, acreditava – quem sabe até me achando
alguma coisa especial – e forçava a minha ida àqueles antros terríveis.
Na verdade só de pensar em ter que voltar para lá, eu já entrava em
pânico e não conseguia mais falar. Quando, às vezes, me sobrava um
fio de voz, eu gritava: não, não e não! Deus não quer isso para
mim. Pasmem, eles chegavam a até a procurar convencer-me de que,
sim, Deus queria isso, e que era para o “meu bem”. É de
estarrecer tamanha desfaçatez! E quantos caem nessa maldição?
Quando enfim – depois de tanto eu insistir – lhes ficava
claro que eu tinha visto aquela ação demoníaca, e que eu vira com
os meus olhos a quem eles invocavam, ao invés de ficarem desesperados
e fugirem dali para nunca mais voltar, aqueles infelizes joguetes do
diabo ainda se admiravam. Achavam uma “graça” extraordinária
este poder de Deus – nisso eles acertavam porque só por Deus isso
acontece – e por isso me admiravam. Veja se pode! Eles mal sabiam
que eu sentia dores terríveis por todo o corpo e que, depois de
passada uma sessão daquelas, era como se eu tivesse levado uma enorme
surra. Desde a ponta dos pés, até os fios do alto da minha cabeça,
todo o corpo me doía terrivelmente.
Na verdade, como já disse, minha dor maior era na alma, no espírito,
justamente por ver o estado interior lastimável de todos aqueles que
se dedicam a tais abominações, tanto os que estão lá dentro,
quanto os que lá vão, em busca de “cura”. Eu sentia também uma
espécie de vazio interior, de imensa perda. Era terrível! Então,
muitas vezes, eles assustados diziam que era impossível a alguém ver
e sentir todas aquelas coisas. Muitos deles eram pessoas educadas, e
até mesmo um deles era o Diretor da Faculdade onde eu estudava
engenharia. Ele era até o “cabeça”, o chefe de uma destas
“mesas”. Infeliz dele, que pensa que é inteligente mexendo com
estas coisas! Ele tem sua alma a perigo! Pobre alma miserável! Pobre
alma podre, que se imagina bem! Ah! Se ele soubesse! Misericórdia
para ele, Senhor!
Alguns achavam meu caso extraordinário e, apesar de alguns
demonstrarem um certo medo, simplesmente concluíam que não podiam me
perder, até como objeto de estudo. Aquelas infelizes criaturas
pensavam que eu – com minha “mediunidade” acentuada – poderia
até “operar milagres” para os engrandecer. Quem sabe para
lucrarem comigo, assim como acontecia com aquele caso que está na Bíblia,
do espírito que adivinhava. Senti que era isso! Infelizes! Mal sabem
eles que apenas Deus tem poder para realizar milagres. Que só Deus
sabe o futuro! Infelizes deles! Estando completamente com satanás,
imaginam que fazem uma obra de Deus! Como se deixam enganar assim?
Entretanto, mal sabiam também que o verdadeiro e grande
milagre de Deus estava sim diante dos olhos deles. O milagre de Deus
me mostrar aquilo tudo, para poder depois falar às pessoas a verdade.
E mais infelizes são, porque tenho a certeza de que não acreditaram
nas minhas explicações, nem atenderam meus pedidos, e por isso
continuam ainda naquele caminho de morte eterna. Satanás os cega
completamente e lhes obstrui de todo as mentes. Eles pensam que são
inteligentes e poderosos, que lidam com coisas grandiosas, estupendas,
fabulosas, mas na verdade são simples joguetes do inferno. São é
dignos de pena! Só a Misericórdia de Deus os poderá salvar, pois
assim, por si mesmos, caminham com certeza para a ruína eterna de
suas almas.
Infelizes, mil vezes infelizes, porque desconhecem que só o
Bom Deus é Quem cura as almas com a Sua Graça e de graça. Mas é
preciso que as almas dêem consentimento para isso. Que queiram ser
curadas por Ele, e não pelo seu adversário. Deus permite que certas
curas do corpo aconteçam naqueles centros imundos, apenas porque esta
é a vontade das pessoas que para lá vão. Elas são livres, tanto
para crer em Deus, quanto para amar ao diabo. Mas quem vai ao diabo,
rejeita a graça e a misericórdia de Deus! Rejeita decididamente o
Grande Milagre da cura perfeita e definitiva do corpo e da alma. Só
em Deus isso é possível!
É por isso que eu clamo dia e noite e agradeço ao Bom Deus
por me haver amparado em tão sofrida luta. Obrigado também à minha
Mãe Santíssima, a são Miguel Arcanjo e a meu Anjo da Guarda, que
sempre ampararam a minha alma naquele tormento. Obrigado, sempre, ó
Meu bom Deus, porque só me conduzistes a tais lugares para uma missão
só tua e maior. Obrigado ainda mais, por não haveres permitido que
eu permanecesse naqueles antros até hoje, atolada na lama da morte de
minha alma. Obrigado, também agora, quando me pedes que escreva estas
páginas, para alertar as almas incautas sobre os riscos que correm. AS OFERENDAS
Como viram, estar naqueles lugares era para mim uma verdadeira
tortura. Se eu voltei de lá salva, só o Bom Deus sabe o porquê, e
se voltei para lá tantas vezes é somente porque ele queria me mostra
tudo aquilo de perto, como realmente é, e para que todos pudessem ter
uma idéia de como satanás consegue enganar os filhos da luz. Aqui um
tipo de “trabalho”, lá outro, o importante para ele é agradar a
todas as classes sócias, pois ele não quer ninguém fora de suas
pocilgas fedorentas e infernais e da sua “cura”.
Em alguns destes lugares existe uma salinha destinada as
“oferendas” para as tais entidades. E é possível ver ali cachaça,
fumo, carteiras de cigarros. Há cigarros espalhados pelo chão,
simbolizando os vícios, isso sem falar no ar, que cheira a uma
nauseabunda pestilência. Junto com isso, o maldito manda colocar
imagens de santos da Igreja Católica, como São Jorge e São
Cipriano, tudo para enganar e dar um ar de “santidade” a tudo
aquilo. Sim, até quadros de Jesus eles põem nas paredes.
Também nas casas de pessoas ele consegue fazer isto,
conseguindo que as famílias tenham em seus lares salinhas especiais,
com tais imagens, junto com outras de preto véio, exu e
outras desgraceiras, para quem acendem velas e fazem oferendas, como
pingar cachaça na boca das imagens, em nome do sincretismo. Tudo para
ludibriar os filhos de Deus, especialmente os “católicos”. Mesmo
as casas que possuem isso, se tornam em verdadeiras pocilgas do
inferno, atraindo todo tido de maldição, doença e desgraças.
Nalguns lugares existem salinhas separadas onde ficam os tais médiuns
à espera das “entidades doutores”, para darem início aos passes.
Isto é, nos lugares mais “chiques”. Mas mesmo ali, tudo é terrível,
pois antes de as tais entidades se manifestarem, antes da incorporação,
uma força terrível travava a minha fala, e, em nenhuma das sessões
e em nenhum dos lugares onde fui, me era possível dizer uma só
palavra. Aquela força maligna me asfixiava – sei que por permissão
de Deus – e minhas pernas ficavam imobilizadas, tal que, sozinha, não
conseguia dar sequer um passo, pois não conseguia firmá-las. E
assim, imobilizada e sem fala, permanecia até o fim de todas as sessões,
até que todos os presentes, com exceção de alguns médiuns, se
haviam retirado do recinto. NÃO CONSEGUIA REZAR
Pensam
vocês também que eu conseguia rezar? Até meu pensamento em oração
era “travado” por satanás, que me sufocava. Pensam vocês, pobres
almas que nestes antros se metem, que conseguem rezar ali uma Ave
Maria? Experimentem! Muitas vezes, num supremo esforço, eu começava
a rezar o “Credo”, uma das orações mais poderosas contra o
inferno. Era uma luta titânica para fazer minha profissão de fé. Creio
em Deus... Pai... E era um terror para chegar a dizer: Creio em
Jesus Cristo... Só mesmo com supremo esforço para terminar de
rezar esta oração, tamanha era a pressão com que o inferno me
sufocava a garganta. Enfim, naqueles antros, dificilmente se fala a
palavra Jesus Cristo. Mesmo que a pessoa queira pensar, o tentador não
deixa! Pode-se dizer que, em síntese, todos os que estão dentro
daquela pocilga pertencem ao demônio, de corpo e de alma.
Acreditem, ó almas, não é por mérito meu que vi todas
aquelas coisas. Eu jamais iria pedir ou querer uma coisa terrível
assim, nem a desejo jamais para alguém! Foi apenas pela graça de
Deus, em meio a um imenso sofrimento, que me foi dado observar o que lá
dentro ocorre. Para poder esclarecer a todos os que querem entender
sobre o que de fato se passa naquelas antecâmaras do inferno. O Bom
Deus permitiu isso, não para que guardasse comigo estas revelações,
mas para um bem maior, não só meu, mas das almas de muitos filhos
Dele, que cegamente são conduzidos por satanás para aqueles antros
maléficos: Os terreiros de macumba! Os Centros Espíritas! E se me foi dada a graça de ver aqueles
espíritos infernais e de ouvir as gargalhadas de satanás, quando as
almas caem nas suas garras, não foi sem um motivo maior. Deus sabe
para que isso servirá. Saiba que você, ó alma, quanto mais fundo
entrar nestes abismos, mais alegria você dará a satanás. Saiba também
que, embora ele gargalhe “alegremente” diante de você, no fundo
esconde uma pavorosa infelicidade interior! As suas gargalhadas
infernais, na verdade, escondem um abismo de terror que o invade
inteiro.
Ó almas, se vocês escutassem aquelas cavernosas “risadas”, sem
a graça de Deus, certamente que todas morreriam de simples pavor e
assombro. E eu pude sentir que, se por fora satanás ria, por dentro
range de ódio, ódio espumante e de tristeza mortal. E é exatamente,
somente deste ódio e desta tristeza mortais, de que ele está
impregnado, que ele passa para muitas almas e contamina a todas as
pessoas que se aventuram nestes abismos dos terreiros e centros espíritas.
Tristemente, também, eu via na face dos que lá trabalham, não a sua
fisionomia normal, mas um semblante completamente deformado. Todos
tinham o mesmo aspecto horripilante. Quando pegavam no meu braço para
tirar-me do meio do povo era terrível para mim, pois além de me ver
sendo conduzida por demônios era como estar no meio deles, o que me
provocava um verdadeiro tormento.
Algumas vezes se aproximavam de mim e imploravam que eu
deixasse aquela entidade incorporar em mim, que aquilo era uma coisa
boa, e que era preciso eu me deixar educar a mediunidade senão seria
pior. Mal sabiam eles que na verdade eu estava era lutando contra
todos aqueles demônios que eles invocavam. Eu queria gritar, mas
quando saia algum som de minha boca era apenas um grito alucinado de
terror. Eles até achavam que eu estava possessa – pois me retorcia
de corpo inteiro, exatamente como todos aqueles outros pobres coitados
que estavam ali possuídos – mas eu estava era vendo, sim, com os
meus olhos de carne. Saibam que tudo ali não passa de verdadeiras
antecâmaras do inferno.
Certamente que tudo aquilo que o Bom Deus me permitiu ver ali,
já o fez a outros e quem sabe até com maior intensidade, porque
sinto que tudo é ainda pior que aquilo que lá vi. Deus sabe o quanto
sou fraca e certamente me mostrou apenas aquilo que eu seria capaz de
suportar. Outras pessoas que tais coisas viram certamente silenciaram
como eu o fiz até hoje, quando Jesus me pediu para escrever todas as
minhas experiências, porque tudo aquilo está perfeitamente gravado
em minha memória e penso que o guardarei na mente até o fim de minha
vida. Tudo o que vi e vivi naqueles lugares certamente servirá para o
bem de muitas almas que hoje cegamente se deixam levar pelo orgulho,
por se acharem os mais, os melhores e coisas assim, e com isso se
envolvem até à alma com o espírito das trevas. Espero que ninguém
vá lá, nem mesmo por simples curiosidade. Mas se alguém estiver lá
dentro, saia o quanto antes e acredite naquilo que aqui falo. Jamais
encontrarão a presença de Deus, ou nada que venha Dele, dentro
daqueles antros imundos e de perdição.
Certamente que se algum de vocês visse os monstros que tomam
aqueles pobres corpos, que lhes dirigem os pensamentos e as palavras,
jamais teriam a coragem de emprestar seus corpos para serem possuídos
pelos espíritos infernais. Sei que muitos que lá foram, acham normal
tudo aquilo e mesmo os que foram incorporados parecem não sentir nada
de negativo depois disso. Entretanto, também este é um engano, pois
satanás veda a inteligência, empana a capacidade de entender as
coisas, e impede a elas de entenderem o que na verdade ali acontece.
Infelizmente até pessoas de alto estudo são enganadas por ele com
este artifício. Aliás, se o demônio provocasse mal-estar, angústia
e dor em todos os que lá entram, quem voltaria de novo? Ninguém! Mas
na verdade ele travava a minha fala, minhas pernas e até minhas orações
e pensamentos. Como não será capaz de bloquear uma pessoa, mesmo que
seja muito inteligente, para que ela não entenda a realidade que está
por trás daquilo?
E assim, aos que ainda não acordaram para esta tenebrosa
realidade, ele continua fazendo crer que tudo isso é bom, que é para
seu bem, quando na verdade ele somente quer uma coisa de nós: a posse
eterna da alma! Por isso, que retornem o quanto antes à casa paterna,
como filhos pródigos e arrependidos. Que voltem todos à Igreja Católica
o quanto antes, abandonando para sempre estas práticas pecaminosas.
CRUZ DE SANTO ANDRÉ
Um dia, estando numa sessão desta “mesa branca” – grande
disfarce este, tudo é igual e tudo é monstruoso – vejo como as
coisas procedem. Há sempre uma salinha onde ficam os tais “médiuns”,
ou seja, as pobres almas usadas por satanás – que nelas se
incorpora – a fim de iludir e enganar os outros. E naquele dia,
percebi que começaram a chamar as “entidades”, mas elas não
apareciam. Aflitos e desesperados, os médiuns todos gritavam sem o
conseguir. Também os “encarregados” gritavam e pediam, quase em
prantos, que todos aqueles que estivessem com os “braços cruzados,
pernas ou dedos cruzados, que os descruzassem, porque alguém ali
presente, estava atrapalhando a manifestação dos espíritos”.
Num dado momento, já em estágio avançado de desespero e aflição,
eles aumentaram ainda mais os brados pedindo que alguém dali presente
descruzasse as pernas, por favor! Foi então que percebi que eu
mesma estava com as pernas cruzadas, não uma sobre a outra nas coxas,
mas sim, sentada, com ambos os pés no chão, só que um do lado contrário
do outro. Como eu já estava cansada de ficar naquela posição, e
vendo a pressão dos olhares de todos sobre mim, resolvi descruzar as
pernas. Para meu espanto, logo baixaram de um salto, todas as tais
entidades malignas e tomaram os médiuns. Ali, na minha frente,
estavam novamente os nefandos monstros do inferno.
Ó almas incautas, sabem porque os braços, dedos ou pernas
cruzadas atrapalham o bom andamento das sessões espíritas? É porque
esta é a chamada “Cruz de Santo André”, usada contra o
maligno e a sua caterva. É que este santo da Igreja Católica foi
crucificado em forma de “X” e isso se tornou devoção na Igreja.
Como eu poderia ali imaginar? Só bem mais tarde um sacerdote me
explicou este efeito poderoso. Tenho certeza de que, se eu continuasse
com as pernas em cruz, eu seria expulsa dali por aqueles operários de
satanás. Vejam o poder da Cruz! E mais, eles costumam colocar muitas
santas faces de Jesus penduradas nas paredes, tudo para enganar, mas
jamais colocam uma Cruz, porque, se uma ali estivesse, nenhum demônio
baixaria nas pessoas. ALMAS CORROMPIDAS
Numa época de minha vida, morei com uma
parenta minha, que freqüentava – ainda freqüenta – a todo tipo
de “pai de santo”. Ela me aceitou muito a contragosto em sua casa
e ficava até revoltada com minha presença, demonstrando isso de várias
formas. Certo dia, indo para o trabalho, ao descer a estação do metrô,
eu dei uma forte torcida no meu pé. No momento senti muitas dores,
mas, por força certamente do meu anjo da guarda, logo tudo passou.
Mas no final do dia, quando cheguei em casa, encontrei a minha parenta
completamente furiosa e mancando. Antes mesmo que ela me dissesse
algo, eu percebi o que lhe acontecera: aquilo que ela desejara que
acontecesse para mim, havia retornado para ela! Incrível é que ela
teve a “cara de pau” de me dizer pessoalmente que fora isso mesmo!
Ela desejara que eu torcesse o pé! Dias depois, chegando do trabalho chovia
muito. Então vi que minha tia havia deixado algumas roupas em molho
de sabão, porém na chuva. Mais do que depressa levei o balde para
dentro de casa e avisei-a disso. Quase apanhei! Ela veio sobre mim aos
berros, me chamou de palavrões e disse que não era para ter mexido
naquele balde. Até hoje ainda não entendi o que ela queria com
aquilo, mas certamente que era uma destas tais “simpatias”, ou
“macumbas” mesmo, que se fazem por aí e que os
“pais-de-santo” costumam ensinar. Uma pergunta que me vem agora:
como se pode chamar “pai-de-santo” quem se faz livremente filho
do diabo? Isso é mais uma enganação do maldito! |