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26
Novembro 2005
Voltado sempre com a cabeça pela direita – não importava o
lado para o qual eu estivesse voltado ali deitado no travesseiro –
eu era obrigado a olhar por sobre aquela cerca, e vi aparecer duas
listas, como dois rolos de pergaminho, que se desenrolavam,
cada um, em frente de cada uma de minhas vistas, um na esquerda, outro
na direita.
Neste momento vejo que começa uma longa discussão entre as
duas listas, e um estado de torpor tomou conta de mim. Não escutava o
que elas diziam, sei apenas que brigavam. Também não via o que
estava escrito, só sei que havia inúmeros itens em cada pauta, e
eram doutrinas, ou pontos de atrito. Deitei para a esquerda, depois de
costas, não importava o lado sempre eu parecia estar olhando para a
minha direita, por sobre o lance da cerca, e tinha que observar a
discussão das duas listas. A visão continuava.
Por longo tempo – uns dez minutos – foi assim e percebi que
na realidade as listas simbolizavam duas igrejas católicas, a
da esquerda – antiga – e a da direita - moderna. Cada uma das
listas, apresentava uma longa série de “vantagens”, como pautas
de reivindicações, com os itens colocados não em ordem, mas lado a
lado, separados por um traço. Na realidade, como a visão era
frontal, a lista da esquerda simbolizava para mim a Igreja da Direita,
e verdadeira, enquanto a outra, uma falsa igreja ecumênica e moderna.
Depois de muito tempo assim, percebi que a lista da esquerda,
da boa Igreja, que na realidade simbolizava a que na minha frente
estava à direita, começou a ficar cada vez menor, pois algo passava
em cima das letras de cada item da pauta, e à medida que os itens
desapareciam, também o papel ficava menor, até que, desaparecido o
último item, também desapareceu a lista que estava diante da minha
vista esquerda. Penso aqui, que isso significava que, tudo aquilo que
é verdade, da Santa Igreja, estava sendo riscado, apagado, sufocado
para dar alugar ao falso movimento modernista, arrogante. Porque, a
lista da direita continuava inteira, apenas um item foi riscado,
entretanto ela continuava querendo ainda discutir. Maldita igreja que
somente se reúne e discute, e não reza!
Quando se apagou totalmente a lista da esquerda, vejo-me agora
a olhar bem à frente. Nisso, passando da vista direita para a
esquerda, vejo passar alguém, que começou a dizer assim: eu
sou o mais bonito! Eu sou o mais bonito! Eu sou o mais bonito.
E pude ver, de relance, um jovem branco, de uns 17 anos, que se postou
bem alto, aliás enorme, bem ao meu lado esquerdo – eu na verdade não
podia ver as pernas dele, pois parecia não estar plantado no chão, não
tinha base e como flutuava. E num relance ele como que desapareceu,
dando lugar a uma torre altíssima e pontiaguda, desafiadora, que
quase tocava aos céus.
Tinha, esta falsa igreja, em cada lado, uma torre menor,
também elas pontiagudas. E ele me simbolizava a Igreja da direita –
e o jovem “mais bonito”, os maus seminários – desta nova e
modernista igreja, tão diabólica quanto ecumênica, tão relativista
quanto herege, tão arrogante como satânica, e tão teológica como
desafiadora a Deus, aquela que continuava a discutir sem parar. E
continua! O pai deste jovem parecia estar junto com ele, e concordava
com o que ele dizia.
Olhando novamente para frente, vejo surgir, na vista direita,
uma pequena e bem antiga igreja de pedra, que me pareceu com aquela
igrejinha de um filme de São Francisco, que há muitos anos assisti,
que me voltou perfeita, à mente. Era uma pequena igreja, bem escura,
com pedras negras, e sem pintura. Ela estava posta no chão e bem
fundamentada. As fugas das pedras eram brancas o telhado era de cor
escura, toda envelhecida
pelo tempo, e uma pequena Cruz encimava um diminuto campanário. Tudo
era humildade!
Neste momento, vejo sair, como de dentro da Igreja de pedra, um
menino negro, de uns quatro ou cinco anos de idade, e à medida que
ele apareceu a igrejinha desapareceu da minha visão, como se ele a
representasse. Então, o menino negro, ao tempo em que o outro
insistia em se oferecer e dizer que ele era o mais bonito,
esticou o pescocinho para o lado, como a procura de seu pai, um senhor
negro, que estava agora bem ao meu lado e disse assim: Deus,
bom pra tu, pai! Como se dissesse: Deus é bom para ti,
pai!
Esta frase me emocionou de tal forma, que um jorro de lágrimas
me saiu dos olhos. Havia uma ternura imensa ali, um carinho, um
sentimento de humildade tal, que não havia como não se emocionar, até
porque parecia uma elevada teologia, imprópria de alguém com aquela
idade. Então peguei o menino no colo, olhei para ele e vi que, na
realidade, tinha um rostinho de muito sofrimento, e me parecia
envelhecido, cansado, com lágrimas nos olhos e com cabelos já
grisalhos, como se fosse pequeno no tamanho, mas velho na idade.
Então, tomeis este pequenino no colo e disse a ele assim: Menino,
Deus te ama muito. Você vai se tornar um santo... Você deve ir para
o seminário dos franciscanos. Disse isso, porque depois que o
peguei no colo, vi-o vestido de hábito marrom franciscano e formar-se
o capucho às suas cosas. Ao ouvir isso, a criança – velhinho – se emocionou sobremaneira e voltou-se para seu pai como se pedisse autorização para ir ao seminário e o velho pai, com os olhos em lágrimas de alegria assentiu com a cabeça sem dizer nada. Ambos não disseram uma só palavra, mas se entenderam. Nisso tomei este menino negro, pelas axilas, e o coloquei para o outro lado da cerca, que agora me parecia um divisor vermelho, incandescente, ou como um raio luminoso que separasse a mentira, da verdade. Quando o menino chegou ao chão, vi que ficou ali, não ele, mas a igrejinha de pedra. Ou seja, esta Igreja boa e antiga, passou por aquele jato de fogo, e não se queimou, mas ficou plantada firme no chão.
Restava a Igreja alta, vistosa, que agora estava a esquerda.
Entretanto, a pauta dela continuava como acusadora, sempre em minha
vista direita, com apenas aquele um item apagado e ainda discutindo e
parecendo falar sozinha. Teria vencido? Não sabendo que fazer, eu
peguei – assim como fiz com o menino – para a minha esquerda e vi
nas minhas mãos não o jovem de 17 anos, mas esta igreja nova,
pintada de branco e com muitos afrescos, sendo as colunas de cor
cinza. E ao tentar coloca-la também para o outro lado da cerca
incandescente – que representava o limiar da verdade – ainda uma
última vez se me mostrou a sua lista, e tristemente vi que continha
muitas heresias. Então senti que ela não merecia ir para o outro
lado, mas mesmo assim, em sinal de respeito por representar, também,
a Igreja Católica, a tentei colocar no chão, do outro lado da
cerca.
Nisso, estando a Igreja ainda dentro de minhas mãos, vi que
desceu dos céus um fogo estranho, como aquelas ondas de labaredas
expelidas pelo sol, e a tal igreja começou a pegar fogo, ainda no ar,
sem cair no chão, e se incandescia e soltava chispas, como uma folha
leve queimava pelos ares, dentro de uma fogueira. Vi neste instante
uma imensa cruz luminosa, estender os braços para o céu e como que
sair, fugir, de dentro dela, como se sua alma tivesse saído do
corpo. Foi isto que senti! Saiu a vida, ficou a simples rocha!
E ali diante de meus olhos, vi que tudo foi consumido por
aqueles jorros de fogo caído dos céus, que batiam nas pedras e se
expandiam, num calor assombroso, tal que as próprias pedras se
pulverizavam diante daquele fogo impetuoso, e assim desapareceu da
minha vista, num último milímetro de pedra que se esvaiu. Nisso eu
saio daquele torpor, e me vejo invadido por uma náusea profunda,
agora bem acordado e bem consciente, algo que me repugnava, como se
isso se devesse a aquela igreja vistosa que acabara de ser queimada
pelo fogo do Céu. Esta foi a visão, sei lá o que!
Raciocinando sobre estas coisas, me pareceu entender tudo: isso
acontecerá um dia. Temos hoje a ala direita e esquerda da Igreja.
Não há como dizer diferente, a divisão é entre tradicionais e
modernistas. Os modernistas são uma maioria arrogante e vistosa, que
quase atinge aos céus e desafia a Deus. Os padres tradicionais e
santos, a Igreja de sempre, está cada vez menor e mais acuada. Suas
teses são sempre rejeitadas em detrimento da doutrina modernista que
sufoca tudo. Ela é a mais vistosa, a mais lida por fora, mas por
dentro é podridão.
Aarão fala: Virá o momento da Justiça e então esta Igreja
moderna, arrogante, voltada para o mundo, será queimada, pois não
duvido que caia fogo do Céu sobre ela.
Aliás, as profecias falam exatamente isto. Não dividem de que
este fogo venha a consumir a maioria das igrejas de hoje – falo sim
e até dos templos físicos, igrejas e catedrais – que rejeitarem o
Santíssimo. Delas não ficará pedra sobre pedra, aliás, não restará
nem pedra, se vier aquele fogo. Então porque duvidar que Deus fará
mesmo cair sobre esta falsa igreja vistosa e voltada para o mundo? No
fim ficará a humilde Igreja de Jesus, assim como Ele a fundou e
sempre a quis.
A realidade é que estamos confusos. A qual doutrina seguir? A
qual das igrejas: A Direita ou a da esquerda? Naquela outra visão que
apresentamos, sempre era pedido para nós tomarmos o caminho da
direita, da Igreja antiga, da Tradição, não esta moderna e falsa de
esquerda que nos querem impingir. Já diversos textos eu escrevi sobre
este assunto, mas devo sempre voltar. Nós estamos na hora da decisão,
e sinto que a maioria das nossas pessoas de fé, está atribulada.
Elas gostariam de seguir ao seu pároco, mas como seguir a ele, se
depois vem o vigário paroquial e diz tudo diferente? Bem à propósito
chegou nesta manhã uma carta, nos seguintes termos:
Nestes dias minha cunhada assistindo um programa de televisão
no canal 11, um tal padre dizia que o inferno e o purgatório não
existem, que são coisas de nossa imaginação, existia sim
um lugar aonde a alma iria para pagar as suas penas. Ela me disse não
sabe mais para onde caminhar! Eu lhe disse procure na Bíblia, que
ali encontraria resposta para tudo. Pois bem: hoje na Missa o padre
deu quase uma hora de sermão e nos implorou, que a gente não se
preocupasse muito com coisas mundanas e sim com a salvação de
nossa alma, pois o inferno existia sim, e que não era história
em quadrinhos como todos pensam.
Disse também que existia sim a perda eterna da alma,
que a gente lutasse para que isso não acontecesse conosco; no final
da Missa tornou a falar. Falou da apostasia na Igreja, da grande
desolação em que a Igreja está. Você imagina, ele que é padre
que vive dentro da fé, nos diz isso da nossa madre Igreja, ele também
está sentindo a pressão. Eu pensei que ele fosse chorar, tanto que
era a agonia nas palavras dele. Finalizou dizendo que aquela missa
em latim, era um presente que São Paulo ganhou, e poucos sabiam
das graças que viriam para nossa cidade.
Foi isto!
Ora, as pessoas gostariam de seguir a Igreja verdadeira. Mas
vejam, um sacerdote diz que inferno e purgatório são coisas da
imaginação das pessoas, outro que eles existem, e avisa sobre a
perda eterna de uma alma. De posse destas duas doutrinas, os amantes
da porta larga – aquela que leva à perdição – irão colher de
bom grado a doutrina falsa, de que tais coisas não existem, porque
isso lhes convém. Mas aqueles que conhecem o Catecismo da Igreja
e o verdadeiro Deus, sabem que inferno e purgatório estão lá bem
definidos e são dogmas de nossa fé. Portanto, quem os negue,
é um herege, e já está excomungado da Igreja.
Quando uma tal coisa acontecer, deve-se dar ciência ao Bispo,
para que ele tome uma medida cabível. Este padre herege, ou qualquer
leigo que negue as verdades da nossa fé, deve ser chamado atenção,
e deve retratar-se publicamente, admitindo o erro. Mas onde se viu
isto? A teologia da libertação, que já levou tantas almas para o
inferno – que eles não acreditam que exista – já foi condenada há
décadas pelo papa, entretanto continua a todo vapor a apresentar sua
doutrina de maldição diante dos olhos incautos. Não adianta
o Papa condenar, muitos a continuam seguindo. Como fica o povo no meio
disso?
Hoje mesmo, uma notícia assombrosa me fez pensar e estarrecer,
quando vejo que o Papa recebeu em audiência a Kiko Arguelo, o
fundador do neocatecumenato, movimento falso, que se diz Igreja, mas
visa a dessacralização da Igreja. Que seria da Igreja,
se este movimento herético – embora já vicejando em tantos países
– fosse acolhido pelo Papa? Fará ele uma condenação pública
deste movimento das sombras? Dificilmente e é disso que se aproveitam
os modernistas, para incendiar o mundo com suas heresias. Claro, nós
bem sabemos que o Papa deve receber com carinho a todas as pessoas que
marcam e conseguem audiências com ele, entretanto este é um
expediente amaldiçoado que muitos hereges usam, tentando ligar a
imagem falsa de seus fundadores, ao papa, para com isso dar veracidade
a sua doutrina diabólica. Cuidem com esta doutrina falsa, e não se
liguem ao Opus Dei, este era um dia bom, hoje não mais. Eles que
rezem e muito por Dom Escrivá, antes de querem faze-lo santo e ouçam
no processo a religiosa, secretária dele!
Nós temos um Catecismo em nossa Igreja Católica, editado sob
João Paulo II, e ele além de continuar válido, deve ser seguido.
Não precisamos, pois, das apostilas e da doutrina do caminho
neo-catecumenal. Isso é coisa de seita! Qualquer vento de doutrina
perniciosa, que venha afirmar ao contrário do que está definido no
Catecismo, deve ser rejeitado, não importa qual eminência parda o
tenha afirmado, nem mesmo um Papa. Compete então, a cada fiel, que
queira se manter firme na verdade, que tenha em casa este Catecismo e
nele se ancore. Sempre que a dúvida bater em sua porta, ali estará a
resposta. Digo isso, porque virá o dia em que as comunicações não
permitirão consultas e então cada pessoa deverá estar preparada,
sozinha.
Pecará, alguém, se não acreditar em seu pároco que diz que
o purgatório não existe? Óbvio que não! Pecado ele cometerá se
aceitar esta falsa tese, em nome da obediência! Os comandos de Hitler
também alegaram obediência para se livrarem da condenação, quando
julgados por seus crimes de guerra. Não adianta depois então, querer
alegar diante de Deus que foi enganado pelo padre, ou por um teólogo.
Estes terão certamente sua conta de loucura a pagar também, mas se o
discípulo aceita a doutrina do mestre sabendo que ela fere a Doutrina
e a Tradição da Igreja, ele é também réu de culpa. Pior é se a
aceita, porque isso lhe convém!
Como uma pessoa, em sã consciência, poderá negar a existência
do demônio se Jesus afirmou que ele existe? Como é que, vendo a
podridão se espalhar pela terra com essa materialização de todas as
pestilências, alguém poderá dizer que tudo vai bem, que é assim
mesmo, e que adiante as coisas se irão acertar por si só? Tudo seria
ainda inteligível, se pelo menos na Igreja Católica a unidade se
mantivesse! Se houvesse unicidade de Doutrina! Se houvesse um
seguimento de santa obediência! Se pudéssemos ter confiança nos
ensinamentos do padre, pois ele estaria livre de ventos modernistas,
na realidade fumaça do inferno! Se os padres viessem de bons seminários!
Enfim, os bons estão confusos. E nesta confusão, os ventos de mudanças,
provocam muitos desastres.
Maldito este sentimento de querer mudar, e mudar sempre, espírito
de rebeldia que não se mantém na simplicidade do verdadeiro e exige
sempre a doutrina do precipício. As pessoas vivem à procura de
mestres bons para seus ouvidos, doutrinas boas para os seus caprichos,
e porta larga para viver neste mundo. Nada que pregue sacrifício e
salvação, nada que pregue a busca da felicidade no Céu, nada que
trate das almas imortais tem atraído estas maiorias incautas e
ensandecidas. Como se o coro dos hereges, porque são maioria, passe a
ditar doutrina, e a criar dogma. Satã também tem por dogma supremo
destruir a Igreja de Cristo e levar as almas para o inferno! E como
faz isso? Suscitando os hereges, as heresias, as falsas doutrinas, a
falsa igreja que exige modernidade. Herética igreja que tem pruridos
nos ouvidos quando se fala em obediência, em fidelidade ao Papa, em
combater o pecado, e que devemos rezar para a salvação de todos.
Mas hoje, os próprios templos, nossos locais de oração, estão
sendo transformados em palcos de abominação. E muitos lugares, a título
de reforma da igreja, os sacrários que durante séculos estiveram
sempre no centro das igrejas, são colocados nas laterais. E nós já
mostramos com números que menos de 10% dos que antes vinham, na nave
principal, adorar o Santíssimo, depois O vão buscar nos lugares
ocultos. Os padres sabem disso e pagarão caro cada visita a Jesus que
deixar de ser feita. Também as imagens estão sendo postas de lado,
sob pretexto de arte moderna, e para não atrapalhar o
ecumenismo.
Pois bem, Buda, Confúcio, Maomé e Zaratustra, confraternizam
nas trevas. O ensino deles é maldito – Salmo diz: os deuses
das outras religiões são demônios – e não deve ser
trazido para dentro da Igreja Católica, nem de brincadeira. Uma coisa
é manter uma política de boa vizinhança, sem ataques mútuos, outra
mudar os conceitos para acatar o erro. Porque querem tirar o divino e
o sagrado dos nossos locais de adoração e devoção? Para ali
introduzir o profano, o herético, o abominável que vem destes entes
malditos. Para converter as nossas igrejas e capelas em pistas de dança
para os demônios. Como se poderão confraternizar, num mesmo espaço
e nível, o Deus Altíssimo, com os partidários de Belzebu? Este
ecumenismo moderno é então satânico, como a falsa igreja que o
prega.
Há tempos atrás lembrei disso em um artigo. Certa catedral
que conheci, é toda feita com motivos satânicos. Até mesmo os
“anjos” que recepcionam na entrada do templo, são dois morcegos
diabólicos, esqueléticos, negros, com asas de vampiro. Acreditem, a
maioria das pessoas não consegue ver ali os demônios. Mas quando se
mostra e elas fixam o olhar, então sim, percebem o demônio ali. Eles
acham tudo normal, e o amaldiçoado os cega de tal forma, que na
ingenuidade pensam ser coisa boa. Anjos, com asas de morcego e cascos?
Com garras em vez de dedos? Esta a arte de satã!
Pois lembro agora que aquela igreja moderna, da visão acima,
era exatamente assim: um minarete triangular agudíssimo, a apontar
para o Céu em desafio. Eu disse naquela ocasião que, quando Jesus
voltar, certamente esta catedral irá parar no fundo dos oceanos, ou
mergulhar quilômetros terra adentro. Pois agora, com a visão do fogo
descendo dos céus, e queimando aquela falsa igreja sem fundamento
divino, acredito que todo aquele concreto será também pulverizado
pelas chamas da Ira do Altíssimo. Dela não restará nem pó. E de
todas as outras iguais, nada restará. Quem viver, verá!
Acreditem, restará apenas uma Igreja pobre e simples. Há
catedrais revestidas de ouro e prata? Se nelas não houver adoração,
ou não houver o Santíssimo, o fogo dos Céus as irá devorar.
Existem obras de arte que valem bilhões de dólares? Pergunte se elas
servem para o culto a Deus ou para extasiar turistas? Neste caso, nem
as fotos que eles tiraram ficarão para mostrar, pois “das coisas
passadas não mais terão lembranças”. Apostem naquelas
pequenas eradas do interior, nas pequenas vilas e povoados escondidos
entre os montes – fujam para as montanhas – ali, onde
houver adoração, o fogo será proibido. Onde o Santíssimo
permanecer, ali permanecerá a igreja da Rocha de Pedro!
Sim, uma vez o anjo vingador verificava as portas e batentes
para ver as marcas de sangue do cordeiro, e passava adiante nas casas
marcadas. Agora a presença viva do próprio Cordeiro será a marca,
o sinal que evitará a espada do anjo da morte. Onde houver uma
pequenina Igreja, com uma lâmpada acesa, junto a um sacrário, ali a
morte passará adiante, o fogo não a atingirá. Ali também, os
ferozes exércitos do anticristo não encontrarão para seus estragos
e perseguições. Nestas vilas, ou nestas humildes casas, milhões de
anjos e almas as guardarão, até que passe o tempo da ira e venha a
Paz.
E dou um exemplo disso: Conta-se que na guerra, dois pilotos
foram enviados para bombardear a cidade de Pietralcina, onde estava
frei Pio, e não a conseguiram achar. Ao voltarem sem cumprir a missão,
foram fuzilados por desobediência. Então mandaram outros que não a
conseguiram achar também e miraculosamente ele foi preservada. Pois
assim também acontecerá no futuro com os locais escolhidos por Deus,
não somente as capelas onde estiver o Santíssimo, mas também as
casas de família onde a adoração se mantiver. Estes locais
privilegiados não serão achados pelos destruidores.
Ficará, como vimos naquela visão e firmemente plantada,
apenas a Igrejinha de Assis, - e todas as poucas iguais a ela –
aquela humilde construção de pedra e fugas brancas, para uma
posteridade que pode ser eterna. Virá o dia do Senhor, contra as
torres elevadas, e as montanhas de orgulho. Serão inteiramente
arrasadas, e suas portas, altas como são, incendiadas. Assim,
de nada valeram os sofrimentos dos povos, e em proveito do fogo
esgotaram-se as nações (Jr 51, 58). Que adianta levar 600 anos
para construir uma soberba Igreja, se de dentro dela se expulsou a
Deus Altíssimo?
Eis o grito do profeta Amos:
Porei fogo aos muros de Gaza... Porei fogo aos muros de
Tiro...Porei fogo em Temã...Porei fogo aos muros de Rabát... Porei
fogo a Moab... Porei fogo a Judá... Acaso, se o fogo da Divina
Ira atingir a todas estas cidades rebeldes, haverá de poupar as
paredes e até os fundamentos desta casa “onde meu nome foi
invocado”?. Se foi, já não é mais. Se não é mais local
de adoração e culto ao verdadeiro Deus, então que as chamas as
consumam e para sempre.
Na Nova terra, não precisaremos destes templos de turismo,
fotos e artes. O demônio é que gosta de arte moderna, torta como
ele, feia como ele, burra como ele... Ó sim, se ele fosse
inteligente, adoraria a Deus. Há muitos não inteligentes o seguindo
no mesmo erro: Os que pregam esta falsa igreja moderna, que o fogo dos
Céus há de consumir em breve. Rezemos pelo Papa Bento XVI, ele
precisará de muitas orações. Aarão
Fonte: Recados do Aarão |
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