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01 Julho 2005 DOM
BOSCO
Muitas vezes temos citado, em nossos artigos, as profecias de São João
Bosco, ou Dom Bosco. Este santo teve em vida alguns “sonhos proféticos”,
que deixou registrados em apontamentos e em relatos registrados por
diversas pessoas que o conheciam. Em muitos lugares pesquisei, mas não
consegui achar muitas destas descrições, das visões que ele teve,
de acontecimentos futuros, mas algumas delas vou relatar abaixo. Faço
isso, não somente porque acredito nelas, mas porque tais revelações
batem em muito com outras visões que temos divulgado. Em especial, as
que mais nos interessam são as que versam sobre a Igreja Católica e
o Santo Padre. Vamos a alguns destes sonhos!
Uma
de suas profecias é a dos plenilúnios. Diz a profecia: “Quatrocentos
dias após o mês das flores que terá duas luas cheias, a revolução
será proclamada na Itália. Duzentos dias depois, o Papa será
obrigado a deixar Roma e andará errante durante cem dias, depois do
que regressará à sua capital e cantará em São Pedro o Te Deum
de Salvação”. Dom
Bosco escreveu que, em 1870, se encontrou como que numa ‘realidade
sobrenatural’, e ouviu uma voz que lhe informou fatos futuros. Eis
algumas partes do que ouviu: “Agora a voz do céu é para o
Pastor dos Pastores: ‘Tu estás na grande conferência, com os teus
assessores, mas o inimigo do bem não fica quieto um instante. Ele
estuda e pratica todas as artes contra ti. Semeará a discórdia entre
os teus assessores, criará inimigos entre os meus filhos.
As potências do século vomitarão fogo e gostariam que as
palavras fossem sufocadas na garganta dos guardiões da minha lei.
Isso não acontecerá”. Comentando: Este sonho tem o mesmo sentido das visões do inferno que apresentamos em tópico à parte. O inimigo não dorme, alias parece ressurgir mais forte a cada dia. É seu tempo agora e ainda não está no fim. Ele luta desesperado para sufocar a voz do Papa e da Igreja verdadeira, substituindo-a pela cantilena dos modernistas, balada surda que conduz ao abismo. Dispersar as ovelhas está predito em Zacarias 13, “fere o pastor, para que as ovelhas sejam dispersas. Voltarei a Minha mão até mesmo contra os pequeninos”. Roma efeminada é a Roma das paradas gays, e também a Roma dos falsos que aprovam tais coisas e as querem introduzir na Igreja como norma diabólica. Esta Roma será para sempre sepultada, nos abismos infinitos, as visões e as profecias assim anunciam. Quem viu os mapas passados ao Cláudio entenderá o que falo. Outra coisa: verifiquem a perfeita identidade desta “reunião” dos inimigos que o Santo declara ter visto, com aquelas das visões do inferno como já divulgamos. Tudo bate perfeitamente! Outro
sonho profético de Dom Bosco: Era uma noite escura. Os homens não
podiam mais discernir qual fosse o caminho para retornar a suas
aldeias, quando apareceu no céu uma luz esplendorosíssima que
esclarecia os passos dos viajantes como se fosse meio-dia. Naquele
momento, foi vista uma multidão de homens, de mulheres, de velhos, de
crianças, de monges, freiras e sacerdotes, tendo à frente o Pontífice,
sair do Vaticano enfileirando-se em forma de procissão. Mas eis um
furioso temporal escurecendo, um tanto, àquela luz. Parecia
engajar-se uma batalha entre a luz e as trevas.
Chegou-se
a uma pequena praça coberta de mortos e de feridos, dos quais vários
pediam conforto em altas vozes. As fileiras da procissão se tornaram
bastante ralas. Depois de ter caminhado por um espaço de duzentos
levantar do sol, cada um percebeu que não estava mais em Roma.
O espanto
invadiu os ânimos de todos, e cada um se recolheu em torno do Pontífice
para guardar a sua pessoa e assisti-lo em suas necessidades. Naquele
momento, foram vistos dois anjos que portavam um estandarte e o foram
apresentar ao Pontífice dizendo: “Recebe o auxílio d'Aquela que
combate e dispersa os mais fortes exércitos da
terra.
Os teus inimigos desapareceram, os teus filhos, com lágrimas e com
suspiros invocam o teu retorno”.
Levantando,
depois, o olhar para o estandarte, se via escrito nele, de um lado:
'Regina sine labe originale concepta '(Rainha
concebida sem pecado original) e do outro lado: 'Auxillium
Christianorum' (Auxílio dos cristãos). O Pontífice tomou o
estandarte com alegria, mas tornando a olhar o pequeno número
daqueles que haviam permanecido em torno de si, ficou aflitíssimo.
Os dois anjos acrescentaram: 'Vai
depressa consolar os teus filhos. Escreve a teus irmãos dispersos nas
várias partes do mundo que é preciso uma reforma nos costumes e nos
homens. Isto só se poderá obter repartindo aos povos o pão da
Divina Palavra. Catequizai as crianças, pregai o desapego das
coisas da terra.' 'Chegou o tempo', concluíram os dois anjos,
'que os pobres serão os evangelizadores dos povos. Os Levitas serão
buscados entre a enxada, a pá e o martelo, a fim de que se cumpram as
palavras de Davi: Deus levantou o pobre da terra para colocá-lo
sobre o trono dos príncipes do teu povo.
'Ouvindo
isto, o Pontífice se moveu e as filas da procissão começaram a
engrossar-se. Quando, afinal, ele colocou o pé na cidade santa, começou
a chorar por causa da desolação em que estavam os cidadãos, dos
quais muitos não existiam mais. Reentrado, enfim, em São Pedro, ele
entoou o Te Deum, que foi respondido por um coro de anjos,
cantando: 'Gloria in excelsis Deo, et pax in terris hominibus bonae
voluntatis'.
Terminado
o canto, cessou de fato toda escuridão e se manifestou um sol fulgidíssimo.
As cidades, as aldeias, os campos tinham a população muito diminuída,
a terra estava pisada como por um furacão, por um temporal e pelo
granizo, e as pessoas iam umas para as outras dizendo com ânimo
comovido: 'Há um Deus em Israel'. Do começo do exílio até o
canto do Te Deum, o sol se levantou duzentas vezes. Todo o
tempo que transcorreu para se cumprirem estas coisas corresponde a
quatrocentos levantar de sol".
Com:
Cada texto deste bate com muitas profecias atuais e também com
passagens bíblicas. O centro está no prenuncio do afastamento de um
Papa futuro, que se verá por algum motivo obrigado a sair de Roma, de
onde ficará distante por 200 dias. Durante este tempo haverá muitas
perseguições e um número incrível de fiéis dará sua vida pela
Igreja. Entre estes haverá milhares de sacerdotes, bispos e cardeais,
alguns deles inclusive que foram responsáveis pelo fato de o mundo, e
a própria Igreja haver chegado a esta situação desesperadora, que
derramarão seu sangue por ela. Eis porque tanto Nossa Senhora nos
pede para rezarmos pelos sacerdotes. Eles serão os primeiros a cair,
porque o inferno os odeia, pelo fato de consagrarem e confessarem. A
Eucaristia será o alvo primeiro do maldito, e matando os padres ele
poderá fácil derrubar os sacrários. Outra profecia : Guerras entre os príncipes e súditos, entre o dogma e o erro, a luz e as trevas, o pobre e o rico. - Um grandioso acontecimento se está preparando no céu, para fazer pasmar a gente. - Far-se-á uma grande reforma entre todas as nações, e o mundo irá misturar-se como um oceano ... Russos, alemães, prussianos, cossacos, persas, polacos, franceses e italianos farão uma mistura, e lá na China e na Índia findará a rebeldia. ... Nunca o grande marulho se aferventou tão forte, nunca se viu um lobo desta espécie. ... A Rússia e a Inglaterra tornar-se-ão católicas. A Itália será pacificada, e o turco cairá por terra. Conquistarão os lugares da Santa Palestina, e no alto das cúpulas erguer-se-á a Cruz Latina. - Depois, paz universal”. Com: Naturalmente, este sonho trata de duas realidades, uma antes da tribulação e outra depois dela. No princípio uma grande batalha entre o bem e o mal, entre a verdade e a mentira, entre a riqueza e a pobreza. Aliás, isto já está acontecendo e em larga escala. O comunismo ateu continua vivo e ainda provocará imensos estragos até seu estertor final. Tudo isso porque a Rússia não foi consagrada ao Coração Imaculado de Maria, conforme o pedido de Nossa Senhora em Fátima. Esta consagração aliás, é combatida furiosamente pelos inimigos da Igreja, inclusive os de dentro dela, porque eles sabem que isso inviabilizará o projeto inimigo de plantar a bandeira vermelha no topo da cúpula de São Pedro. A batalha pela destruição dos dogmas sagrados da Igreja Católica também tem curso feroz e as trevas descem e adentram o templo santo de Deus. Os russos e chineses se aliarão a outros povos massacrados pelo Ocidente arrogante e haverá um caos sem precedentes, isto a partir do momento em que um papa que não for Pedro estiver a frente do Vaticano, pois, como já vimos, um Pedro verdadeiro estará em fuga pelo mundo. Claro, que haverá no fim a paz, mas somente depois que a Rússia estiver reduzida a um deserto de vida e de homens, assim a China, assim a Índia e assim todas as nações islâmicas em especial. Ou seja: todos os povos, religiões e ideologias que hoje tentam sufocar a Igreja. É sim, profético, que a Rússia implantará sua bandeira vermelha sobre a cúpula do Vaticano, mas é profético sim e também, que no final o Rosário será posto no pináculo do Kremlin. Tudo isso acontecerá, mas depois de muita dor e de muito sangue derramado. O mundo realmente será lavado no próprio sangue, este o preço que satanás exige para se retirar daqui para sempre. Dom Bosco tinha também sonhos e visões que não se referiam a batalha espiritual, mas também a assuntos econômicos. Ele via as entranhas das montanhas e o interior da terra e ali lhe eram mostradas as riquezas. Damos um exemplo: Em 1883, Dom Bosco teve outro sonho profético, devidamente registrado em suas anotações. Neste, ele viajava por toda a América do Sul, inclusive o Brasil, onde esteve em visita aos colégios e aos centros salesianos dos quais ele era o superior Geral. O principal desta profecia é o que seria referente ao planalto central brasileiro:
... Eu enxergava nas vísceras das
montanhas e nas profundas da planície. Tinha, sob os olhos, as
riquezas incomparáveis dessas regiões, as quais, um dia, serão
descobertas. Eu via numerosos minérios de metais preciosos, jazidas
inesgotáveis de carvão de pedra, de depósitos de petróleo tão
abundantes, como jamais se acharam noutros lugares. Mas não era tudo.
Entre os graus 15 e 20, existia um seio de terra bastante largo e
longo, que partia de um ponto onde se formava um lago. E então uma
voz me disse, repetidamente: ‘Quando vierem escavar os minerais
ocultos no meio destes montes, surgirá aqui a Terra da Promissão,
fluente de leite e mel. Será uma riqueza inconcebível.
Com: Aqui ele previu, com antecedência
de 77 anos, a fundação da cidade de Brasília que fica nesta posição
geográfica indicada. O petróleo abundante ainda não foi achado
aqui, ou quem sabe escondem isso em virtude de diabólicas manobras
comerciais. De fato, estranha que em toda a região limítrofe do
Brasil, desde as Guianas e Venezuela até a Argentina, todos os países
tenham riquíssimas jazidas deste mineral, enquanto nosso país tenha
que buscar seus suprimentos nas plataformas marinhas, a altíssimo
custo.
Dom
Bosco teve este outro sonho em 1862, portanto antes da realização do
Concílio Vaticano I, em 1870. Damos aqui a versão do sonho tal qual
se acha na famosa obra de Lemoyne: Memórias Autobiográficas de
Dom Bosco, vol VII, pp. 169 a 171.
Dom
Bosco, no dia 26 de maio, havia prometido aos jovens que lhes contaria
alguma coisa bonita no último ou no penúltimo dia do mês. No dia 30
de maio, pois, contou, à noite, uma parábola ou semelhança, como
ele quis chamá-la. (Vamos numerar para explicar abaixo)
'Quero
contar-lhes um sonho. É verdade que quem sonha não raciocina,
todavia, eu, que lhes contaria até mesmo os meus pecados, se não
tivesse medo de fazer que vocês todos fugissem e fazer cair a casa,
lhes conto isso para utilidade espiritual de vocês. O sonho, eu o
tive há alguns dias.
Imaginem
vocês de estar comigo numa praia do mar, ou antes, sobre um escolho
isolado, e de não ver outro espaço de terra a não ser aquele que
lhes está sob os pés. Em toda aquela vasta superfície das águas se
via uma multidão inumerável de navios (1) em ordem de batalha, cujas
proas eram terminadas por um agudo esporão de ferro em forma de lança,
que, onde era dirigido, feria e traspassava qualquer coisa. Estes
navios estavam armados com canhões, carregados com fuzis, com outras
armas de todo gênero, com matérias incendiárias, e também com
livros, e avançavam contra um navio muito maior e mais alto que todos
eles, tentando chocar-se com ele por meio do esporão, incendiá-lo,
ou então lhe causar todo o dano possível.
Aquela
nave majestosa, perfeitamente guarnecida, era escoltada por muitas
navezinhas que recebiam dela os sinais de comando e executavam
manobras para se defender das frotas adversárias. O vento lhes era
desfavorável e o mar agitado parecia favorecer os inimigos.(2)
No
meio da imensa extensão do mar elevavam-se acima das ondas duas
robustas colunas, altíssimas, pouco distantes uma da outra. Sobre uma
delas havia a estátua da Virgem Imaculada, a cujos pés pendia um
longo cartaz com esta inscrição: Auxilium Christianorum;
sobre a outra, que era muito mais alta e mais grossa, havia uma Hóstia
de grandeza proporcional à coluna, e sobre um outro cartaz, com as
palavras: Salus Credentium (salvação
dos que crêem).(3)
O
comandante supremo da grande nau, que era o Romano Pontífice, vendo o
furor dos inimigos e o mau partido em que se achavam os seus fiéis,
pensa convocar para junto de si os pilotos dos navios secundários,
para ter um conselho e decidir o que se deveria fazer.
Todos
os pilotos sobem e se reúnem em torno do Papa. Mantêm uma reunião,
mas, enfurecendo-se cada vez mais o vento e a tempestade, eles são
mandados de volta para dirigir seus próprios navios.
Ocorrendo
um pouco de calmaria, o Papa reúne os pilotos de novo, pela segunda
vez em torno de si (4), enquanto a nau capitania segue o seu curso.
Mas a borrasca volta espantosa. O Papa permanece no timão, e todos os
seus esforços são dirigidos a levar a nau para o meio daquelas duas
colunas, de cujo cimo pendem, em toda a volta delas, muitas âncoras e
grossos ganchos presos a correntes.
Os navios
inimigos se movem todos a assaltá-la, e tentam de todo modo detê-la
e fazê-la afundar. Algumas com escritos, com livros, com matérias
incendiárias de que estão cheias, e que buscam lançá-las a bordo;
as demais com os canhões, com os fuzis, e com os esporões; o combate
se torna cada vez mais encarniçado. As proas inimigas a chocam
violentamente, mas seus esforços e seu ímpeto se revelam inúteis.
Em vão tentam de novo o ataque e desperdiçam toda a sua fadiga e
munições: a grande nau prossegue seguramente e livre em seu caminho
(5). Ocorre por vezes que, atingida por golpes formidáveis, apresenta
em seus flancos largas e profundas brechas, mas apenas acontece o
dano, sopra um vento proveniente das duas colunas e as brechas se
fecham e os furos se obturam.
E
explodem os canhões dos assaltantes, despedaçam-se os fuzis, e todas
as outras armas e os esporões; destroem-se muitos navios e se afundam
no mar. Então, os inimigos, furibundos, começam a combater com armas
curtas; e com as mãos, com os punhos, com blasfêmias e com maldições.
Quando
eis que o Papa, ferido gravemente, cai, imediatamente, aqueles que estão
junto com ele correm a ajudá-lo e o levantam. O Papa é ferido a
segunda vez, cai de novo e morre.
(6)
Um
grito de vitória e de alegria ressoa entre os inimigos; sobre os seus
navios se dá um indizível tripudio. Eis que apenas morto o Pontífice,
um outro Papa o substitui em seu posto. Os pilotos reunidos o elegeram
tão subitamente que a notícia da morte do Papa chegou com a notícia
da eleição do sucessor. Os adversários começam a perder a coragem.
O
novo Papa (7), dispersando e superando todo obstáculo, guia o navio
até as duas colunas e, chegando junto a elas, o ata com uma pequena
corrente que pendia da proa a uma âncora da coluna sobre a qual
estava a Hóstia; e com uma outra pequena corrente que pendia da popa
o prende do lado oposto a uma outra âncora, que pendia da coluna
sobre a qual estava colocada a Virgem Imaculada.
Então,
aconteceu uma grande reviravolta. Todos os navios que até aquele
ponto tinham combatido a nau sobre a qual governava o Papa fogem, se
dispersam, se chocam e se destroçam mutuamente. Uns naufragam e
procuram afundar os outros (8). Outras navezinhas que tinham combatido
valorosamente com o Papa são as primeiras a virem a atar-se àquelas
colunas. Muitas outras naus que, tendo-se retirado por temor da
batalha. acham-se em grande distância, ficam prudentemente
observando, até que, desaparecidos nos abismos do mar os restos de
todos os navios destroçadas, com grande vigor vogam em direção
daquelas duas colunas, onde, chegando, se prendem aos ganchos
pendentes das mesmas colunas, e aí ficam tranqüilas e seguras, junto
com a nau principal, sobre a qual está o Papa.
No mar
reina uma grande calma.'
Dom Bosco,
neste ponto, interrogou Dom Rua: 'Que pensa você deste relato?'
Dom Rua
respondeu: 'Parece-me que a nau do Papa seja a Igreja, da qual ele
é o chefe: os navios, os homens, o mar são este mundo. Aqueles que
defendem o grande navio são os bons afeiçoados à Santa Sé, os
outros são os seus inimigos que com toda sorte de armas tentam
aniquilá-la. As duas colunas de salvação me parece que sejam a devoção
a Maria Santíssima e ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia.'
Dom Rua não
disse nada sobre o Papa caído e morto, e Dom Bosco calou-se também
sobre isso. Somente acrescentou: 'Disseste bem. É preciso somente
corrigir uma expressão. As naus dos inimigos são as perseguições [à
Igreja]. Preparam-se gravíssimos sofrimentos para a Igreja. O que
até agora aconteceu é quase nada comparado com aquilo que deve
acontecer. Os seus inimigos são figurados pelos navios que tentam
afundar, se o pudessem, a nau capitania. Só restam dois meios para
salvar-se entre tantas desordens: a devoção a Maria Santíssima e
a freqüência à Comunhão, empregando todos os meios e fazendo
de nossa melhor maneira para praticá-los e os fazer praticar, em toda
parte, e por todos. Boa noite!'
Vamos dar
uma explicação que nos parece plausível para os números indicados
acima, que, entretanto, podem sugerir muitas explicações, porque o
sonho no indica um Papa específico e nominal, mas pode se referir a
diversos deles, um sucedendo a outro. 1
> Estes “navios e barcos” que circundam a atacam o grande navio
da Igreja, na verdade não são grandes nem aterrorizantes. São antes
aquelas “pranchas” que Nossa Senhora explica na mensagem ao Cláudio,
que não têm segurança alguma, eis porque navegam apenas próximo à
praia, onde o mar não é profundo. Trata-se dos milhares de seitas
que derivaram da Igreja Católica, são pequenas canoas que se
aventuraram sair sozinhas para fora do grande barco de Deus. Também são
as outras religiões, que embora pareçam enormes por fora, na verdade
são balões cheios de vento, aos quais a primeira investida contra os
escolhos porá a naufrágio. Estas “pranchas” não se aventuram
para o mar profundo, porque pertencem à terra, e não são destinadas
à pátria celeste. Só um barco chegará ao porto pois timoneiro só
existe um: Jesus! 2
> No mar agitado de hoje, falo do mar espiritual, onde existem e se
desenrolam imensas tempestades, parece não mais haver espaço para a
salvação. Aparentemente a arrogante besta toma conta de tudo, ocupa
todos os espaços e ameaçadora, faz gritar aos homens: “quem é
semelhante à fera?” (Ap) Quem pode com ela? Nada mais enganoso
e o tempo irá nos dar razão. Eles todos se desfarão em pedaços,
afogados no próprio orgulho! 3
> As colunas citadas são “Eucaristia” e “Maria”. Eis
porque os evangélicos e religiões estranhas estão fora do
ancoradouro. Só os barcos que tiverem estes selo e esta marca,
conseguirão se atar às duas colunas salvadoras. Fora disso não há
salvação para qualquer barco. Aliás, depois da morte de João Paulo
II, têm acontecido muitos retornos de evangélicos e muitos milagres
Nossa Senhora tem feito entre eles. Não pode ser que todos sejam tão
cegos a ponto de consumarem sua loucura até no final. O grande risco
que eles correm é deixar o tempo da graça passar – falo do agora,
já – esperando que rebente a tempestade final. É que durante uma
tempestade o resgate é sempre mais difícil, sofrido e poderá
provocar inúmeras mortes! 4
> Como Dom Bosco fala sempre no Papa e não menciona o nome, não
se sabe quantos papas estão nesta visão, nem qual o primeiro.
Infelizmente penso que este Papa, que primeiro é ferido e cai, depois
mais adiante é morto, se refere ao Papa atual. Para isto basta que se
confirmem os sete meses de batalha, conforme foi passado ao Cláudio,
contados desde a eleição dele. Também o 3º Segredo de Fátima, na
parte revelada, fala de um Papa que é morto aos pés de uma Cruz
tosca, fincada sobre uma montanha. Esta passagem parece referir-se ao
Calvário e aquela Missa onde se realizará o milagre do Cálice.
Igualmente para Irmã Aiello foi mostrado um Papa sendo assassinado
junto com muitos padres, bispos e cardeais. Então, se a profecia de São
Malaquias for mesmo verdadeira, não sobra outro a não ser este
atual. Deus, porém, é que sabe de tudo!
Numa das
outras profecias acima, é dito que o último papa será escolhido
entre as pessoas simples, será uma pessoa bem simples, para uma
Igreja pobre nos moldes da manjedoura de Jesus. Noutro dia vi este
homem em um sonho, e passei isso ao Cláudio. Mas por hora é segredo,
somente no momento oportuno se poderá explicar isto. Claro que se
trata de algo assombroso e extraordinário, porque Deus mudará o
mundo de cabeça para baixo para salvar os seus e a Sua Igreja. Com
certeza o último Pedro, aquele que irá entregar as chaves da Igreja
a Jesus será um homem simples, um agricultor, quem sabe um
pescador... de almas. Será que o leitor entendeu que será ele? 5
> Qualquer pessoa vê, com seus próprios olhos a inundação de
livros blasfemos que atacam a Igreja Católica, a nossa fé e o nosso
Deus. São os rios de águas lançados pelo Dragão para
atingir a Igreja, conforme está no Apocalipse 12, 15. Eles pensarão
vencer. Virá um momento de euforia em que os inimigos de Deus pensarão
ter vencido finalmente (Ap 11,10), curto tempo, porém. Não nos
devemos assustar com esta possibilidade, porque os bons sempre serão
amparados por Deus e haverá muitos arrebatamentos. 6
> Este ferir e matar o Papa, será sim motivo de euforia para o
inferno. Mas tal como houve uma eleição fulminante em relação ao
Papa Bento XVI, assim também acontecerá com aquele verdadeiro que o
suceder. Os bons cardeais decidirão imediatamente e o Céu estará
presente nesta “eleição”, um dia o leitor entenderá. Será incrível!
Sim, se for como eu imagino e quem eu imagino. Deus é fantástico! Óbvio
que se tal fato se consumar, com toda certeza o inferno cairá em
desespero, ele com seus sequazes terrenos! 7
> Este será o último Pedro, aquele que, depois de aportar a nave
da Igreja no último porto, da derradeira tempestade, entregará as
chaves da Igreja a Jesus! Isso nos dá uma grande alegria sim, agora,
mas acreditem, o inferno inteiro ainda se derramará sobre a terra até
que tudo isto se cumpra. Só quem estiver em oração e ligado em Deus
e for por ele arrebatado, conseguirá passar pela imensa tempestade
que vem. 8
> O combate final será terrível! Todos os que atacam a Igreja Católica,
que não se converterem, sucumbirão. Isso é Bíblico pois o inferno
não triunfará! Todas a naves que atiravam – inutilmente – contra
ela, serão reduzidas a estilhaços. Seitas, religiões que adoram ídolos,
adoradores do inferno, espíritas, seitas secretas, nada disso ficará
de pé, nem restará pó ou vestígio. Porque está dito: nunca
mais se ouvirá falar da raça dos ímpios!
Concluindo:
também está dito “Eis que os olhos do Senhor Javé estão fixos
no reino do pecador: eu o farei desaparecer da face da terra, mas não
destruirei completamente a casa de Jacó (Am 9, 8)”. E ainda:
“Então sabereis que estou no meio de Israel, que sou o Senhor,
vosso Deus, e que não há outro (Jl 2, 27)”. Sendo assim,
porque temer então?
A Igreja Católica
reviverá e Pedro será vencedor. E haverá um só rebanho e um só
Pastor. Promessa de Jesus, eis por estamos nas mãos dele. Para vencer
com Ele! Que
Deus vos abençoe Arnaldo Fonte: Recados do Aarão
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