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26
Janeiro 2005
Explico:
Em 1928, aconteceu
um fato extraordinário com uma russa de nome Fanny Moisseiva, que
sendo hospitalizada foi dada por morta. Ela só não foi enterrada,
porque um médico amigo percebeu que a temperatura do corpo dela não
baixava. E assim ela permaneceu por nove dias em profundo sono letárgico.
Durante este tempo, ela foi levada
a visitar, o Céu, o Purgatório, o Inferno, e ainda teve a visão do
Fim do Mundo, da Vinda Gloriosa de Jesus e do Juízo Universal, e
deles faz a descrição. Abaixo vamos apresentar a parte relativa ao
Juízo Universal, que constam de um livro do original em espanhol. Este
texto, eu recebi pela internet há mais de um ano, e como não
consegui ninguém para traduzir, ontem me pus a caminho, porque o acho
de extrema importância. Como
se trata de profecia de outros, ao colocarmos no site esta passagem, não
quer dizer que estejamos avalizando tudo o que ela descreve.
Entretanto, se trata de uma descrição bem plausível, que dará ao
leitor uma idéia daquilo que nos aguarda. O que mais me impressionou
nesta descrição, foi sem dúvida a Majestade de Jesus, vindo agora
como Juiz, para julgar os vivos e os mortos. Nesta revelação, a
vidente é acompanhada por um anjo, que a vai conduzindo e explicando
o que acontece. (Arnaldo) Fanny
Moisseieva MEU
SONHO LETÁRGICO DE NOVE DIAS MINHAS
VISÕES DO PRÓXIMO JUÍZO UNIVERSAL I
– Sinais que antecedem ao julgamento Voltando-se
para mim meu companheiro me advertiu que chegara o momento em que eu
deveria ver o que ocorrerá, inexoravelmente, dentro de um número
indeterminado de anos. E depois de suas palavras se apoderou de mim um
sono profundo, um sono maravilhoso. E adormeci como se estivesse num
sono letárgico. Durante este sonho se apresentou novamente meu
companheiro e me falou: Virá
o dia do juízo – você é testemunha viva – olha de novo
atentamente para que depois te recordes de tudo. Que acontecerá nos
dias do Juízo Universal? O espírito do mal se apoderará dos corações
humanos até a última centelha da fé, e encherá as mentes de inúteis
vaidades, tornando seus sentimentos em pedras inanimadas. Os povos,
dissolutos, estarão de todo descontentes, não mais terão confiança
uns nos outros, não mais existirá o verdadeiro amor e morrerão os
que dirigem o mundo. Levanta-te e olha! Então
vi uma grande cidade onde acontecia uma grande batalha. Os homens
rompiam tudo, destruíam tudo e com ódio feroz se matavam entre si.
De pronto rompeu os ares um terrível ruído que rompeu pelo espaço,
e começou um repentino e fortíssimo terremoto, que sacudiu toda a
terra. As pessoas saíram para as ruas e o tumulto foi tal como jamais
havia acontecido antes; a terra continuava zumbindo com um sinistro
presságio, o céu se havia escurecido e um a um todos os ruídos se
confundiram com o silvar dos ventos. Os homens olhavam o céu
tempestuoso, silenciosos e inquietos, com o coração opresso, como
pressentindo terríveis desgraças, enquanto um furacão destroçava e
transportava pelas ruas e ares os seus troféus. Assim
havia chegado a hora terrível, trazendo espanto a todas as almas,
enquanto o céu se havia tornado cor de sangue e era riscado pelo clarão
resplandecente dos relâmpagos. Depois a abóbada vermelha se
escureceu. Nuvens negras envolveram tudo e desceu sobre a terra uma
sombra impenetrável. As estrelas perderam sua luz. Tudo estava cheio
de um misterioso espanto e quietude. Não se ouvia mais nem o mínimo
sopro de vento, tudo estava imóvel sobre a terra muda, como um
gigantesco toldo caiu a noite negra; o silêncio era pavoroso. Porém
não passou nem uma hora e já os homens se haviam habituado ao ameaçador
aspecto da natureza. Sobre a terra recomeçou a vida em seu ritmo
apressado: os restaurantes, os teatros, e todos os outros lugares de
jogos estavam cheios de uma frívola multidão. Nas Bolsas de Valores
se apostava febrilmente e se criavam riquezas para perde-las horas
depois. Os vícios mais imorais, os prazeres mais perversos e mais ímpios
alegravam a vida. Só nas catedrais sérias, pensativas, porém
despertas, se cumpriam os ritos. Lançadas
na voragem vã das paixões e das preocupações, as pessoas esqueciam
da salvação das almas. E enquanto as ruas estavam cheias de mil
rumores reinava nos templos um silêncio solene e piedoso. De
imediato um fortíssimo relâmpago rompeu novamente as trevas, e todo
o céu, rodeado de mil chamas se acendeu outra vez. Arderam as casas e
em todas as partes altas chamas surgiam. Todo o mundo era um imenso
incêndio, a tudo destruía o furacão, e o vento, em torvelinhos
queimava e dispersava escombros e homens como miseráveis plumas. As
pessoas buscavam em vão a salvação, rogando e suplicando chorosas
se lamentavam daquela destruição. Na enorme voragem, o vento
arrancava as crianças dos braços das mães, que loucas de espanto,
viam seus filhos desaparecer no alto, dentro das nuvens. Eu
vi como o próprio Jesus, conduzia aqueles pequeninos ao céu, e como
eles subiam lentamente ao alto, sem que nada os ajudasse da terra.
Havia crianças de todos os povos e raças e todos cantavam um hino de
glória ao Divino Jesus. Depois
que Jesus subiu ao Céu, caiu sobre a terra uma chuva de sangue. Rios
e mares se cobriram de ondas espantosas e se chocaram contra os cascos
dos navios, não lhes dando possibilidade alguma de salvação. Palácios
e casas ruíram por todas as partes e dos escombros saíam vozes e
gritos que invocavam lastimosamente ajuda. E do mar, como inimigos
ansiosos por estragos, chegavam as ondas que rompiam com furor de águas
tumultuosos, a todos os diques e pontes. Todas
as pessoas foram arrastadas pelo furacão e reunidas em um só lugar,
sobre os continentes reunidos, ali onde Deus haveria de descer dos Céus,
para realizar o Grande Juízo. Mas o grande cataclismo não confundiu
os povos e línguas. Todos conservavam seu lugar. II
– O mundo imediatamente antes do Julgamento Então,
sobre a terra caiu um grande silêncio: tudo se calou e se recolheu na
espera do futuro. Os fiéis sentiam que se aproximava o dia do juízo.
Entre as trevas reinantes, por toda parte começaram a acender
fogueiras ao redor das quais se agrupavam as pessoas, para saber dos
pensamentos uns dos outros, mas tudo em vão. Ninguém sabia dizer se
somente ali aquilo acontecia, ou se e em todos os lugares da terra se
via aquele Céu ameaçador. Em
todos os lugares, entre as ruínas dos comércios, vagavam ladrões
munidos de lanternas, saqueando mercadorias abandonadas, vinhos, peles
e louças preciosas. Como um rio corria o vinho saqueado e cada vez
maior barulho se formava ao redor das fogueiras. Por fim, vencidos
pela cobiça, os bandidos se deram novamente à rapina, entrando em
casas semidestruídas e desertas. Outros, nos negócios mais
depravados, saciavam seus perversos desejos sobre as mulheres e sobre
as crianças e não havia em seus olhos nem piedade nem
arrependimento. Em todos os lugares se ouviam gemidos, prantos, gritos
e canções nefandas. O
grande incêndio se havia apagado; e na praça, foi acesa outra
fogueira em torno da qual as turbas se gabavam entre blasfêmias e
gritos obscenos. Junto aos muros de uma catedral, outra multidão,
perversa e licenciosa, gritava canções ímpias, enquanto mentirosos
e charlatãos falavam ao som de copos de cristais. O mal triunfava.
Sem
embargo, o destino se realizava... Alguns
ouviam seu coração bater ocultamente, oprimidos por um vago
pressentimento: as almas sentiam a aproximação de um mistério, e
muitas, em meio a aquela alegria, estavam tristes. Só aqueles que
eram puros e justos aos olhos de Deus não tinham angustia, aliás,
estavam cheios de gozo. De repente ouvi uma voz: a voz de meu
companheiro, que mais uma vez me apareceu não sei como! Porque
estás tão triste? Eu tenho estado no céu durante todo este tempo.
Ali acima, tudo está disposto para o instante supremo, quando Jesus
dirá a Sua Suprema vontade. Agora tu verás realizar-se um grande
mistério. Mas não temas: aqui não se deve temer. Não será mais
que uma visão e logo a manhã radiante haverá de suceder a obscura
noite. Ao
redor, entretanto, entre as pessoas continuavam as orgias, entre
impudicas canções, entre gritaria e ruídos de toda classe. Aqui e
ali, com os instrumentos roubados, se formavam improvisadas
orquestras, convidando a dança. Por todas as partes, discussões,
blasfêmias e risos. Ninguém pensava que esta devia ser a sua última
hora. Neste momento apareceu no Céu um mensageiro, ao lado do Altíssimo,
e ressoou uma voz, através da ressoante trombeta Angélica: Saí,
ó justos e gozai! É chegado para vós o prêmio! Porém, vos outros,
ó pecadores que haveis desperdiçado a vida, sabei: é chegada a hora
do juízo! Um
estremecimento agudo apertou os corações que se arrependeram – porém
demasiado tarde para sua pouca fé! Todos, como fascinados, olhavam
para o alto: terrível e majestoso era o anjo anunciador, áspero e
sonoro era o som da trombeta, tanto que calaram como por encanto todos
os ruídos. E desapareceu o Arcanjo ameaçador. O céu quedou
suspenso, silencioso e obscuro, sobre a terra! Foi
então que um segundo Arcanjo passou voando baixo, com o Evangelho na
mão anunciando: Tudo se cumpriu! E atrás veio um terceiro
anjo, enquanto em meio aos dois apareceu um cálice anunciador da
luminosa Aurora. E
assim se desvelou em todas as mentes o eterno mistério, e todas as dúvidas
caíram, vendo o alto poder da Providência. No cálice transparente,
como chama, ardia o Sangue vermelho, o Sagrado Sangue que foi o
resgate dos pecadores. III
– Ao ressurreição dos mortos Do
cálice resplandecente desceram três raios limpidíssimos que se
separaram em três direções, distintas como caminhos, e não se
sabia a que eram destinados. Então apareceu o terceiro Arcanjo e se
deteve ao lado dos outros, junto ao Sagrado Cálice. Um deles tinha o
Evangelho, outro a trombeta, e o terceiro, imóvel junto deles, estava
com as asas abertas. Neste
instante ressoaram pelos ares imóveis, suavíssimos acordes de invisíveis
instrumentos e uma doce música invadiu os corações. Pressagiando a
próxima vinda de Cristo, todos os homens se puseram de pé esperando.
Entre as nuvens apareceram rostos radiantes de bondade: eram os
santos, com vestes resplandecentes, que pareciam como nadar no puríssimo
Céu. Ao redor deles, ressoavam cantos de adoração ao Senhor. Ante
um canto tão soberanamente doce e harmonioso, os homens se quedavam
quietos. Só com os corações elevavam louvores ao Altíssimo. Então
no alto Céu apareceu o Santo símbolo da Cruz, prenda da salvação
para os justos, e eterno castigo para os rebeldes. E a Cruz, para
alguns dava alegria e para os outros debilitou as forças para sempre. Nenhum
sopro de vento: não tremia nem uma folha das árvores. Só se ouviam
prantos e suspiros, enquanto os mais animados aguardavam o Supremo Juízo,
com a cabeça baixa e em silêncio. O coro angélico continuava o
canto puro que da oração, igual somente sabem elevar as falanges angélicas.
Então apareceram suas luminosas coroas, rodeadas de luz, como
grinaldas, enquanto seu canto se elevava sutilíssimo pela abóbada
celeste. Que belo era seu aspecto! E aos milhares, com bater de asas,
desciam da ampla abóbada celeste, formando uma cortina alvíssima. Ao
inesperado som das trombetas bateram fortemente os corações, em cada
peito, e todos os homens quedaram paralisados pelo terror, enquanto os
querubins entoaram mais forte o canto de Glória ao Senhor Deus de
todos os povos. O celeste coro reluzia inteiro, com viva luz, fazendo
parecer pálidas – ao compara-las – com as luzes das estrelas.
Assim o mundo imortal descia entre os homens para despertar a fé: e
pouco a pouco de todos os corações se desvanecia a dor, e com ela
cessavam os suspiros. De
súbito, calou também o som celestial e calou o temor das almas. O ar
parecia dormir: os últimos acordes cessaram, rompendo-se bruscamente,
e de novo a todos voltou o medo. Era terrível o silêncio: não se
ouvia ao redor nenhum suspiro! Em meio a aquele silêncio, Ele descia
do Céu! Ele quem? Era Jesus Cristo, nossa Glória, Dele é que está
cheio todo o Universo. Oh!
Com
que alegria se acenderam todas as almas! Subiram aos céus invocações
em várias línguas, porém um único era o pensamento de todas as
mentes, e este pensamento era como um hino que se desprendia de todos
os lábios. Cristo
resplandecia igual a um sol radiante e no alto do Céu para Ele subia
um hino, que se perdia depois, alegre e vitorioso no infinito. E se
elevavam até Ele, alvoroçados, aqueles que eram dignos.(* Depois
nós, os vivos, os que estamos ainda na terra, seremos arrebatados
juntamente com eles sobre as nuvens ao encontro do Senhor nos ares, e
assim estaremos para sempre com Ele. (I Tes 4, 17))
Cristo foi rodeado de uma coroa de glória universal, e com
ternura miravam os povos o Seu rosto, e comparavam com Ele, as imagens
terrenas Dele, para vivifica-las na própria fonte do Amor. Era, Seu
rosto, de uma beleza inefável, e Sua auréola dourada resplandecia em
raios infinitos. Dele emanava bondade e todo o Céu se embelezava com
a Sua presença. As
almas dos mortos vieram dos lugares donde um dia foram sepultados seus
corpos, e aqueles que não tinham túmulo assumiram o aspecto que
tinham no momento da morte (* O mar restituiu os mortos que nele
estavam. Do mesmo modo a morte e a morada subterrânea. Cada um foi
julgado segundo as suas obras. (Ap 20,13)) Cristo lhes deu de novo
a vida, como uma primavera, com as carícias do sol dá vida aos
campos e aos jardins. Que solene! Que esplêndido é o Salvador,
estendendo seus braços sobre o mundo! Por
vontade de Deus todos os mortos ressuscitaram, como despertados de um
longo sono, recebendo de novo a chama da vida. Apareceram refeitos em
rostos novos, despertados depois de um longo correr dos séculos. E ao
voltar a olhar para Cristo, as almas da multidão, estavam cheias de
alegria no espírito e copioso e doce pranto descia de suas faces.
Montes, colinas e planícies, tudo estava coberto de gente, e tão
grande era a multidão, que não se podiam mover nem dar um passo. E
ante tão grande visão, os lábios calados se abriram e os povos
cantaram louvores ao Único, Supremo Deus: Graças ao Salvador, pela
salvação dos homens! Graças a Ele, o Excelso! Assim,
o coro terrestre se unia em um canto único de louvor ao coro celeste.
Então se calou o coro, a estas palavras: Hoje, o próprio Cristo
está conosco! De novo caiu o silêncio, porém, em cada um, em
espera, batia febril e inquieto o coração! Então Jesus rompeu o silêncio
e voltou a chamar a todos com o som de sua voz: Cheguei para vós
como havia prometido, a todos os que me esperastes! Com
doce aspecto, olhava a multidão com seus maravilhosos olhos, e quando
abriu os braços apareceram em suas mãos as cicatrizes da Cruz. E sua
voz, que penetrava até nas almas, disse: Vos conduzo, filhos meus,
em nome do Puríssimo Amor, ao Reino Imortal. E se separaram os
justos da terra e subiram – imensa falange – cada um para seu próprio
posto. Afogados
em denso pranto quedaram os pecadores! Calaram os impudicos lábios
dos ímpios e blasfemos todos, e com a cabeça baixa, dobraram os
joelhos diante de Cristo. Eram muitos, imensa multidão, e todos se
inclinaram resignados, tendo as cabeças baixas ante a Sabedoria da
vontade divina. Dos
rostos dos malvados caíram as máscaras pondo a nu as suas almas, e
revelando a sua angustia. Olhei
em volta: Ó que grandioso espetáculo! Eu vi, uns junto dos outros,
os mortos e os vivos, imensa multidão que parecia encher o universo.
Ali havia gente de todas as nações, de todas as eras e de todas as
idades. Faltavam apenas as crianças que, depois de mortos, são
acolhidos em lugares especiais destinados a eles. Na
terra havia uma multidão de pessoas, depois outros mais acima,
escalonadamente, de modo que parecia que os últimos se confundissem
com o Céu azul. Todos juntos formavam um enorme círculo regular e em
meio deles estava Jesus, em um grande espaço, totalmente iluminado,
inundado de Sua própria luz, de modo que frente a Ele, empalidecia o
brilhante Cálice com os três raios que partiam por três caminhos
que se alargavam, apenas visíveis, até o extremo horizonte. Então
observei que quanto mais perto de Cristo estavam as almas, mais
luminosos eram seus rostos e mais alegres elas mesmas. E apressou-se a
me explicar, meu companheiro! Olha
estes recolhidos que formam círculos regulares: eles estão dispostos
segundo seus méritos e suas virtudes. Aqui não se pede a ninguém a
confissão das culpas passadas, nem dos vícios e pecados. O
Onipotente e Onisapiente Espírito
Santo tem assinalado já o lugar de cada um. Por conseguinte, cada um
tem o lugar que mereceu em vida. Quanto mais puro e íntegro, alguém
foi em vida, mais perto de Cristo se sentará. Saiba
também que aqueles que ressuscitaram para o Juízo Supremo esqueceram
tudo o que aconteceu depois da morte e tem conservado apenas a recordação
da vida eterna. Eles estão aqui, serenos, cheios de inquebrantável fé
na Justiça do Criador, a espera de serem julgados. Aqui, abaixo, estão
os pecadores, aos que não se concede sair do solo, aqueles que olham
com surdo sentimento de inveja a felicidade que se manifesta nos doces
rostos daqueles que estão próximos do Senhor. Olhei
então para eles, e vi como choravam impotentes. Mas era em vão
aquele pranto. Os infelizes, impressionados pela augusta majestade de
Cristo Deus, corriam para lá e para cá buscando descanso, cheios de
angustia, sem atrever-se a olhar nos olhos de Cristo, ao qual não
quiseram reconhecer em vida. E
naquele instante se ouviu a voz do Salvador penetrar em todos os corações:
Abri os olhos, cegos, e recebi toda a visão celeste. Voltai a
olhar pela última vez vosso aspecto terreno e recordai o que haveis
visto e o que haveis vivido: tudo se gravará eternamente em vossa memória.
Entretanto, vosso corpo caduco assumirá formas mais imperfeitas, sem
mudar vossos olhos, vozes e cabelos (?). Uma nuvem ligeira ocultou
o Senhor dos olhos de seu povo e não mais foi visto. Eu
perguntei ao meu companheiro como era possível que todos estes povos
tão diversos, houvessem compreendido as palavras de Jesus. E meu
companheiro me respondeu que o que disse o Senhor ficou claro para
todos, independente da nacionalidade, porque sua Palavra cada um a
ouve em sua língua materna. E me disse também: Dentro do Reino
celeste, todos esquecerão as línguas faladas na terra e se comunicarão
com uma linguagem comum a todos. IV
– Cristo anuncia o julgamento Quando
Jesus deixou de ser visível á multidão, cada um, olhando para si
mesmo, passou a reconhecer em seguida a todos os que conheceu em sua
vida. E um maravilhoso e multicolorido quadro me oferecia aquela
multidão, composta de diversos povos, procedentes de distintas regiões
e que vestiam, todavia, as roupas que usavam em vida. Havia
velhos e jovens na flor dos anos, homens ricos com roupas suntuosas e
mendigos. Os reis, os imperadores e dirigentes, estavam junto com os
simples soldados e os cortesões soberbos junto com os camponeses; as
damas de alta linhagem junto das simples e paupérrimas. Ali estavam
monges e frades, e depois, em quantidade, comerciantes, ?
ministros, servidores e sacerdotes, os sãos e os enfermos, os
cobertos de chagas e os fortes e sadios, todos estavam ali. Porém um
não se distinguia do outro pelo que tinha sido na terra e sim pelas
suas virtudes. Por vontade divina, todos haviam recuperado o aspecto
que tinham no momento da morte. Aqui
se dissipou a branca nuvem e em lugar das turbas apareceram majestosos
apóstolos e profetas de cãs veneráveis. E junto desciam do alto Céu
os santos, com as roupas que tinham na hora de sua morte. Um deles era
alto e magro, com o peito desnudo e coberto de pêlos; lhe caíam dos
ombros cabelos negros, apenas prateados. Fulgurante brilhava a imagem
do Grande Profeta, e todo o seu aspecto, majestoso e viril
impressionava. Levava em sua mão um grande bastão, que terminava em
forma de Cruz, e seu corpo estava rodeado de peles de animais. O
outro, em seguida, era um santo, em todo o mundo conhecido e venerado
por seus milagres. Trajava a vestimenta arcebispal de festa e na cabeça
reluzia uma mitra incrustada de pedras preciosas; em seu peito uma
Cruz de ouro e diamantes. Por
detrás deles, de novo, em um mar de luz apareceu o Rei dos Reis,
acolhido com cantos de vitória e foi colocar-se entre os santos. E o
Salvador, voltando-se para Sua gente, levantou suas mãos luminosas
para o alto em ação de abençoar e disse: Lançai fora de vós
tudo o que tivestes na terra, que não é outra coisa que pó, e que já
para nada serve. Vesti de agora em diante somente a veste que vos deu
a mãe natureza. Voltai com alegria para uma vida nova e termine para
sempre entre vós, as discórdias e as guerras, e sejam todos os povos
como irmãos. Desde
agora, acabe entre vós o mal e as baixezas, e nunca nasça mais um só
pecado. De agora em diante sereis felizes, serenos e doces, como os
anjos. Já não serão atacados pela morte, nem pelas enfermidades,
nem haverá mais separações entre vós, seres amados. E estareis
sempre com os vossos entes queridos, enquanto que os que estão acima
no caminho da perfeição, os vereis somente nos dias de festa. Desde
agora em diante não haverá mais disformes nem enfermos, nem o velho
se distinguirá do jovem, porque tereis todos a idade que eu tinha
quando venci a morte: trinta e três anos! E vossos corpos se
conservarão sempre imutáveis, porque vós sois para Mim herdeiros do
Universo, desde o momento em que Me amastes a Mim, como eu vos amei. O
Redentor levantou para o alto os Seus braços e uma nuvem densa
envolveu todas as coisas. E quando se dissolveu, a terra apresentava
um aspecto diferente. Ainda que nada tivesse mudado de lugar, sem
esforço, os rostos e os corpos se haviam renovado completamente. Os
novos rostos estavam cheios de vida e neles afloravam sorrisos de
felicidade. Só a muito custo conseguiam reconhecer-se a si mesmos os
velhos e os enfermos. E junto deles havia um incalculável número de
santos, com o corpo rodeado de auréolas luminosas de muitas cores.
Todos tinham vestidos de várias côres, leves e amplos, bem distintos
dos terrestres e tecidos de uma substância macia e perfumada, igual
aquela com que estão impregnadas as pétalas das rosas. Todos
resplandeciam com uma viva luz e pareciam figuras diáfanas. E todos
tinham os olhos fixos no Salvador. Entrementes
o Senhor reuniu os anjos e lhes ordenou acompanhar os santos ao céu,
precedendo-lhes no vôo. E os anjos subiram voando, seguidos daquelas
santas almas, aquelas que o ar sustentava sem que tivessem asas. A
assim ascendiam em amplos círculos. Os pecadores, no entanto,
quedados abaixo, na terra, seguiam com olhos ávidos o sublime vôo
que eles invejavam. V
– intercessão da Virgem e dos santos De
pronto ressoou pelos ares um terrível trovão e se entreviu a presença
das falanges e das forças infernais que se metiam entre as nuvens de
neblina, sinistramente iluminadas por raios. E ao ver a roxa nuvem que
se acercava, os pecadores, começaram a correr sem saber para onde,
invocando salvação e tropeçando uns nos outros. Porém, na parte
oposta, se acercava uma enorme serpente, silvando e mostrando o dorso
coberto de luzentes escamas, levantando suas mil cabeças espantosas. Aquele
monstro representava a força das trevas em quem acreditaram os
pecadores que encontram asilo no tétrico inferno. Gritando e
malvadamente contentes, os espíritos malignos empurravam os pecadores
contra a serpente e esta se acercava deles levantando as mil cabeças
e transpassando os míseros com mil faíscas de seus olhos malignos.
De suas faces ele expelia fogo e fumo e esparzia em torno um terrível
odor: assim se iniciava o tormento eterno para aqueles que pecaram na
terra. Mas
eis que naquele instante descia do alto uma inesperada salvação:
Maria! Entre virgens formosas e brancas que a rodeavam cantando
harmoniosamente. Entre nós Virgem amada, de grande espiritual
beleza ó beata, teu amor nos tem reunido, glória para ti, pra sempre
amada. Que tão bela e luminosa apareces, protetora piedosa, e sempre
estás pronta a acolher as súplicas, quando uma alma contrita te
implora. Seu
rosto estava adornado de uma beleza espiritual indescritível, coisa
que eu nunca havia visto antes, entretanto me pareceu conhecer-la ha
muito tempo. Um outro coro continuava o doce canto: Tu deste a
materna carícia a teu doce menino Jesus, e choraste com tanta
tristeza na cruz de Cristo. Sua
aparição reanimou os pecadores que foram presos de secreto
pressentimento e alegria, quando ela chegou-se a Jesus e levantando os
olhos para Ele, cheia de esperança, falou com suavíssima voz: diz-me,
ó Senhor, onde estão aqueles para quem te pedi perdão? Estão
aqui,
respondeu Jesus! Os anjos pronunciaram seus nomes e os pecadores
abriram seus lábios até então mudos e invocaram o nome dela,
estendendo para o alto seus trêmulos braços, e o Senhor disse: Vós
que elevastes com fé a oração para Minha Mãe, e com amor vos
dirigistes a ela pedindo a graça da remissão dos pecados, Eu vos
perdôo. Apenas havia pronunciado estas palavras, e já os
absolvidos ascenderam aos céus. Em sua maioria eram mulheres e estas
fizeram uma coroa ao redor da Eleita que, ardente de gozo em seu
rosto, dobrou os joelhos diante de seu bom Filho. Depois, ascendeu de
novo ao alto, ao Empíreo, seguida do vôo dos perdoados. Então
surgiu o Grande Profeta da Cristandade que, inclinando a cabeça ante
o Redentor rezou assim: Ó Senhor! Tu sabes que durante toda a vida
eu tenho condenado inexoravelmente o vício e o pecado. Mas quando
terminei minha vida terrestre, vim para junto de Ti, escutei com atenção
e benevolência as súplicas daqueles que, mesmo pecando, honraram na
terra o meu nome, e se dirigiram a mim pedindo clemência, já que não
se atreviam apresentar-se a Ti, temendo Tua grande Justiça! E agora,
no dia do Juízo Final, ó meu Senhor, te rogo perdão, por Tua imensa
misericórdia, aos homens que te ofenderam com seus pecados. Este
pedido ardente do profeta chegou a Jesus e Ele disse: Por tua súplica,
sejam perdoados os pecadores que, embora se tenham desviado de Meus
mandamentos, sem medo, conscientes de seus pecados, se dirigiram a ti,
arrependidos, para pedir a salvação. De
novo se ouviram gritos exultantes e também pequenas levas de
pecadores subirem aos céus. Então, o grande Santo se achegou a
Cristo e de joelhos pediu perdão por aqueles que, sem conhece-lo,
viveram justamente, amando o bem e detestando o mal, ao que disse
Jesus: Sim, será como tu pedes! A aqueles que odeiam o mal e fazem
o bem, eu não os culpo. Eles não conhecem a pia batismal, porém
estarão comigo, embora separados dos cristãos. A todos aqueles para
os quais tu tens me pedido a graça, Eu concedo o perdão. Depois
destas palavras, se levantaram do solo todos aqueles que, não sendo
cristãos, amaram o bem e honraram a verdade, e junto com muitos foram
admitidos no Céu por intercessão do Grande Santo. E
de novo a abóbada celeste se iluminou com a imagem da Virgem Maria
que, ricamente vestida, vinha pelo ar, triste e silenciosa. Por
quem vens agora suplicar? lhe perguntou seu Filho, Deus! Ao que ela
respondeu: Venho outra vez outra vez pedir por aqueles que tem
rezado, pelas mães que verteram rios de dolorosas e sinceras lágrimas;
perdoa-as em nome do amor materno, a aquelas por quem rezou este amor!
E uma vez mais, como uma onda sonora, aos gritos alegres dos pecadores
perdoados, deixou a terra uma multidão de gente, mudando a expressão
de seu rosto, de dor em alegria e subiram ao céu. Então,
em torno de Jesus surgiram, em luminoso tropel, Santos e Santas, como
flores de suave e delicada beleza. E eles, um depois do outro,
intercederam pelos pecadores que na terra, rezando, haviam recomendado
a eles suas almas. Cada súplica foi atendida e uma nova e maior
multidão, ascendeu em debandada jubilosa ao Céu, ao Reino da Luz e
da Paz Eterna. Então,
os primeiros seguidores de Cristo, os Apóstolos, elevaram a Jesus
preces para os pecadores que em vida foram seus devotos. E Cristo
disse: Não posso negar esta graça a vocês, meus discípulos
diletos, vós que fostes os primeiros a acreditar em Mim. E
voltando-se para os pecadores que, com a respiração suspensa seguiam
as preces de seus intercessores e falou: Perdôo aos que rogaram
pelos meus apóstolos, que ensinaram na terra a verdadeira religião.
A estas palavras, os pecadores absolvidos, com gritos de alegria
ascenderam em levas, para junto de seus Santos protetores, subindo até
a ilimitada altura celeste. Sozinho,
contra o fundo do azul celeste, Jesus estava radiante de uma luz
infinita, e de novo se acercou Dele a sua Santa Mãe, e vendo a
imensidade de pecadores que ainda estavam na terra, estava calada e
lacrimosa, oprimida pela visão dos pecadores que fixavam nela seus
olhos suplicantes e pediam graças a ela, com seus braços estendidos.
E escutando o comovedor gemido deles, disse entre prantos: Tu que
és o Onipotente, perdoa a todos! Eles sabem que tua condena é justa,
mas o dia do Juízo Universal será mais belo se, se igualar em
alegria ao dia em que ressurgistes dos mortos e que o perdão chegou
até o mais profundo dos infernos. E foi se postar na frente do
Salvador, em humilde súplica. Eu
digo-te, ó Puríssima:
Tu julgas assim, com tua alma de fé e de bem. Entretanto, podem
estes eternos rebeldes estar junto aos justos que tenho premiado? Calou-se
a Virgem, e tristemente disse: Obrigada! E ela quedou-se triste
e calada suplicando a Cristo. Então o Salvador, cedendo a sua venerável
Mãe, perdoou os melhores de cada povo, e depois ascendeu ao Céu,
levando junto de Sai Sua Santa Genitora. E
subiam, como espirais de incenso sobem levemente desde do altar,
espargindo ao redor um suavíssimo perfume, enquanto atrás deles,
sobre o fundo azul da imensidade, se irradiava a Luz Eterna, esta luz
que somente podem espargir, Jesus Cristo e sua Divina Mãe. FIM! Este
foi o texto que recebi e traduzi. Talvez com pequenas falhas, mas vale
a intenção. Penso daqui se podem tirar inúmeras lições, a maior
dos quais é lutar, com toda a força da nossa vontade, com todo nosso
entendimento, como todo nosso amor, usando de todas as armas que Deus
colocou à nossa disposição para NINGUÉM, ou o mínimo possível de
pessoas possam estar naquela situação de desespero, primeiro diante
do implacável, mas Justo Juiz, depois diante da serpente rumo ao
sofrimento eterno. Que Deus nos livre dele! De
qualquer forma, esta revelação bate perfeitamente com tudo aquilo
que temos dito. Vamos à luta que há muito para fazer. Não pensemos
no tempo, mas nas almas que ainda precisam de conversão. O
restante das visões desta senhora nós vamos tentar trazer no futuro.
Quem acha que o inferno não existe, deve ler as visões dela. Temos
algumas pessoas tentando traduzir do Inglês, e outra procura para nós,
na Espanha, o original traduzido do russo. Este texto inglês da
internet tem muitos erros. Arnaldo Fonte: Recados do Aarão |
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