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Artigos/Eucaristia
Eucaristia
- Assim é a Missa
Segue o
depoimento de uma pessoa que buscou viver a Santa Missa. Comentários
ao final.
É
melhor a "dádiva" da ignorância ou a "dor" da
consciência? Durante a nossa vida temos a tendência de aprender
coisas novas, e muitas vezes descobrimos que aquilo que fazíamos era
algo errado, mesmo que parecesse ser tão comum e certo. Pois é, este
texto vem tratar de algo em específico que aconteceu comigo em relação
à liturgia. Antes de tudo é necessário traçar um trajeto histórico.
Tudo
começou em 1994. Eu era uma pessoa que não gostava da Igreja Católica
e achava o papa um babaca, e tinha uma preferência pela esquerda
(ainda que moderada) ... mas no meio do ano tive uma experiência
pessoal com Deus, daquelas que derrubam os corações mais duros e
resistentes. Como diria Moysés Azevedo (fundador da Comunidade Católica
Shalom), tive o choque do Ressuscitado, algo semelhante ao que São
Tomé teve ao encontrar o Cristo após a ressurreição.
Como
esta experiência foi na Igreja Católica, eu fiquei meio que
contrariado ... afinal, era ela "minha inimiga". Mas a coisa
foi séria, o "choque" foi grande, e isso me pedia mudanças.
Chato como sou, fui estudar mais a Igreja ... acabei me apaixonando
por ela e pelo papa.
Isto
tudo ocorreu na Comunidade Católica Vale de Saron (formada
basicamente por jovens), que é uma das novas comunidades com a
espiritualidade da Renovação Carismática Católica (RCC). Graças a
Deus foi em um ambiente sadio, sem as loucuras que já vi muitas vezes
ocorrer na RCC (que não é algo generalizado, mas existe). De
qualquer forma, comecei a gostar e aprender sobre a Santa Missa, até
porque se tratava de uma celebração um pouco mais
"animada" que a maioria dos locais que conheci.
Como
muitos dos jovens que tem esta nova experiência, logo comecei a me
questionar qual seria o meu lugar nesse mundão de Deus, e busquei um
sacerdote dos Legionários de Cristo (LC) para conversar, e acabei
parando em um retiro vocacional em Itú-SP ... na verdade era o período
de postulantado para entrar na congregação, e aqui tive alguns
choques. Vale lembrar que eu vinha de uma realidade da RCC (ainda que
bem moderada), com o uso dos dons carismáticos (não quero entrar na
discussão se existem ou não), missa "animadinha", músicas
mais agitadas, rezar de braços levantados e em alta voz, etc. ... aí
caio de paraquedas em uma realidade mais tradicional, com Missa mais
silenciosa, oração mais contida, etc. ... foi meu primeiro momento
de contato com uma liturgia melhor celebrada.
Aqui
consegui me aprofundar mais sobre a liturgia (ainda que muito pouco se
comparado a hoje), mas o melhor foi que passei a apreciar o silêncio,
a prestar mais atenção em cada momento da Missa, deixar o
sentimentalismo de lado. Foi meu primeiro momento litúrgico mais
maduro.
Fiquei
lá um mês, que foi o tempo para ver que o sacerdócio não era a
minha vocação. Vejam só, só não fiquei porque não era a minha
vocação (descobri na oração que meu caso era o matrimônio mesmo),
pois a minha vontade era de ficar ... e nem era por ser padre, mas sim
pela experiência mais madura com Deus.
Retornei
e tive outro choque ... o silêncio não veio junto. Passei uns meses
para me readaptar com a liturgia da RCC. Importante dizer: as Missas
do Vale de Saron poderiam passar como muitas das celebrações de paróquias,
podendo inclusive afirmar que não se tratavam de "Missas carismáticas"
(sei que muitos vão entender). Mesmo assim, eram bem diferentes do
que passei com a LC.
O
ditado já diz: água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. De
tanto participar das celebrações no Vale de Saron tudo se tornou hábito
e acabei incorporando como certo ... afinal, todo mundo gostava e não
tinha nenhuma maluquice.
Por
diversos motivos que não cabem aqui discutir, acabei me desligando da
comunidade no final de 1997 e em 1998 me aproximei mais do pessoal da
coordenação da RCC. Mais uma vez Deus foi muito bom comigo, pois foi
em um período e com uma turma que não era de malucos. Em verdade as
Missas eram muito parecidas com as do Vale de Saron, e quando vinha
algum doido a gente já descartava.
OBSERVAÇÃO:
quando falo dos malucos da RCC não estou generalizando, mas tem muita
gente sem noção mesmo, e de 1994 para cá a coisa piorou. E se quem
estiver lendo for da RCC, por favor, não quero que pense que estou
dizendo que VOCÊ é um desses doidos ... ou não.
No
início de 2000 me afastei da RCC porque estava chegando em Curitiba
uma missão da Comunidade Católica Shalom (que no primeiro mês os
missionários ficaram na minha casa). Vi algo BEM diferente da RCC,
ainda que se trate também de uma das novas comunidades com
espiritualidade carismática.
As
orações eram mais profundas, eles rezavam alguns momentos da
Liturgia das Horas, havia formação mais aprofundada. Ao mesmo tempo
em que me apaixonei fiquei com medo (engraçado, né?). Para encurtar,
entre idas e vindas, em 2007 comecei a me aproximar do serviço da
Liturgia no Shalom, e nesta hora foi que vi como estava cru na matéria.
Chato
que sou, decidi estudar. Formamos um grupo no Shalom de Curitiba para
nos aprofundar mais e mais na Liturgia, não só aprendendo o modo
correto de fazer, mas o porque de cada coisa. Buscamos livros,
estudamos principalmente pelo Missal e pelo Cerimonial dos Bispos, e
aos poucos tudo foi se esclarecendo e eu cada vez mais me apaixonando.
Nesta hora eu já repetia as palavras de Santo Agostinho:
"Tarde
te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Eis que
estavas dentro e eu fora. Estavas comigo e não eu contigo. Exalaste
perfume e respirei. Agora anelo por ti. Provei-te, e tenho fome e
sede. Tocaste-me e ardi por tua paz."
Ainda
que Santo Agostinho estivesse se referindo à relação dele com Deus,
para mim valia também sobre a minha relação com a Liturgia. A
partir daqui posso dizer que nasceu uma consciência litúrgica.
As
celebrações no Shalom passaram a ser mais belas e muito melhor
celebradas, mandamos fazer túnicas para todos os que serviam, 3
batinas com sobrepeliz (uma é a minha), e para mim o ápice foi
quando fizemos amitos ... "HABEMUS AMITO!", eu dizia. Era
como tivéssemos dado um grande passo de respeito ao Sagrado (até
porque conhecíamos MUITAS pessoas que nem sabiam o que é o amito ...
se você não sabe, leia AQUI). Tudo estava indo muito bem.
Aos
poucos comecei a pesquisar mais, fui para a internet buscar novos subsídios
e acabei encontrando no orkut (sim, eu já tive um perfil lá) algumas
pessoas que gostavam, discutiam e ensinavam sobre liturgia ... aí
lascou tudo!!!
Sim,
no Shalom nós estudávamos e nos aprofundávamos sobre a Liturgia, e
buscávamos fazer e ter o melhor dos materiais que conseguíamos ...
mas acabei descobrindo que ainda tinha muito, mas MUITO chão para
percorrer ... vi que pouco ou quase nada sabia.
Comecei
a estudar os documentos do Concílio Vaticano II, o que os Papas pós-concílio
disseram, em especial documentos e pronunciamentos dos Papas João
Paulo II e Bento XVI. Deste estudo (e de mais outros textos e
documentos) formei certa bagagem de conhecimento (mas ciente que ainda
tenho MUITO a aprender) que me fez ver que muitas celebrações litúrgicas
que participei (e ainda participo) estão muito erradas.
Com
o que aprendi acabei escrevendo aqui no blog alguns textos (Vivência
da Liturgia, A celebração do Sagrado, Por uma Liturgia bem vivida e
praticada e Aprenda com o Caminho Neocatecumenal), mas vou fazer uma
confissão: não sei se os textos serviram para algo além de ser
taxado de tradicionalista (se alguém aproveitou algo dos textos, peço
que comentem aqui), ainda que todos tenham sido escritos sem "achismo",
mas com citações diretas e claras do que pensa a Santa Sé a
respeito da Liturgia.
A
partir daqui a consciência chegou a se tornar "dor", e em
alguns momentos cheguei a pensar que ignorância era uma "dádiva",
pois (...) a quem muito se houver confiado, mais será reclamado
(...)(Lucas 12, 48).
Hoje,
diante do que já conheço de Liturgia e sua imensa importância na
vida da Igreja, é muito ruim ver grupos/movimentos/comunidades/paróquias
que gostam de criar coisas para deixar a Missa bonita. É um daqueles
casos que o Papa Bento XVI já mostrava ser um absurdo desde o período
em que era cardeal:
A
liturgia não vive de surpresas “simpáticas”, de intervenções
“cativantes”, mas de repetições solenes (…) Também por isso
ela deve ser “predeterminada”, “imperturbável”, porque através
do rito se manifesta a santidade de Deus. Ao contrário, a revolta
contra aquilo que foi chamado “a velha rigidez rubricista”, (…)
arrastou a liturgia ao vórtice do “faça-você-mesmo”,
banalizando-a, porque reduzindo-a à nossa medíocre medida.
(Cardeal
Ratzinger, A Fé em crise; 1985)
Não
quero citar nomes de forma direta, mas tem muita gente fazendo m*@#$
com a Liturgia ... só porque acha que pode, que mais importa é ficar
a Missa bonita e o povo sair tocado ... PARABÉNS!!!! Sua atitude é
digna de comparação à Teologia da Libertação e seus discursos sem
noção. Isso me fez deixar de participar de celebrações litúrgicas
com amigos, pois meu coração sofre ao ver alguns erros, em especial
de quem se espera muito.
Quer
saber, vou citar algumas coisinhas que vejo por aí e que estão
erradas, e mesmo que se diga que não pode, ainda assim insistem em
fazer:
- danças
antes, durante e depois da Missa: leiam
a parte final do texto Por uma Liturgia bem vivida e praticada e verão
que dança na Missa não pode.
- música
no momento da elevação do Corpo e do Sangue de Cristo: este
é um momento de profundo silêncio, mas tem gente que gosta de
colocar um fundo musical ou cantar algum trecho de adoração. NÃO
PODE!!!! Toda, repito, TODA a oração eucarística deve ser
acompanhada em profundo silêncio (IGMR 78).
- música
(ainda que dedilhada) durante as orações proferidas pelo sacerdote: a
Instrução Geral do Missal Romano é clara ao dizer que não pode (IGMR
32), mas tem gente que tem mania de querer deixar bonitinho.
- gritos
e orações em voz bem alta:
vejam que aqui não coloquei só na Missa, pois tem gente que faz
bastante isso em adoração ao Santíssimo Sacramento. Já vi muito
católico reclamante de evangélico pentecostal que fica gritando como
se Deus fosse surdo ... pois é, tem gente que gosta de fazer o mesmo
(e aqui os de espiritualidade carismática são a maioria - ainda que
não todos). Meu caro, se para expressar sua fé você precisa gritar,
sua fé é de uma criança imatura. Uso as palavras do Papa Bento XVI:
"Deus fala no silêncio, mas é preciso saber escutar".
Enfim, PAREM DE GRITAR!!!!!
- Diversos
momentos de oração durante a Missa:
Missa não é grupo de oração, por isso, não é para ficar criando
momentos de oração durante a celebração. Esse negócio de ficarem
a toda momento chamando o povo para rezar é algo desnecessário,
ainda mais se levando em conta que já existem prescritas TODAS as orações
cabíveis ... basta ver o Missal.
- Oração
em línguas durante a Missa:
o Documento 53 da CNBB diz - "Não se introduzam elementos
estranhos à tradição litúrgica da Igreja ou que estejam em
desacordo com o que estabelece o Magistério ou aquilo que é exigido
pela própria índole da celebração" (Doc. 53, 40). Portanto,
é importante se perguntar: a oração em línguas é algo normal na
tradição litúrgica da Igreja? A resposta é NÃO!!! Então não
resta dúvida que não cabe.
Aí
é claro que vem alguma alma doída pelos comentários acima e vai
dizer: VOCÊ É UM LEGALISTA!!! O QUE IMPORTA É O CORAÇÃO ESTAR
LIGADO EM DEUS!!! A LEI MATA!!! ...
Para
responder faço minhas as palavras do Papa João Paulo II: (...)
Atualmente também deveria ser redescoberta e valorizada a obediência
às normas litúrgicas como reflexo e testemunho da Igreja, una e
universal, que se torna presente em cada celebração da Eucaristia. O
sacerdote, que celebra fielmente a Missa segundo as normas litúrgicas,
e a comunidade, que às mesmas adere, demonstram de modo silencioso
mas expressivo o seu amor à Igreja. (…) A ninguém é permitido
aviltar este mistério que está confiado às nossas mãos: é
demasiado grande para que alguém possa permitir-se de tratá-lo a seu
livre arbítrio, não respeitando o seu caráter sagrado nem a sua
dimensão universal. (...)
(Papa
João Paulo II, Ecclesia de Eucharistia, n. 52 - destaquei)
Eu
decidi viver o melhor que posso em termos de liturgia, deixando a
ignorância de lado para assumir uma verdadeira consciência litúrgica,
e esta não me deixa mais participar de uma celebração e ser
conivente com esses erros e abusos, sejam eles feitos por ignorância
ou não.
Não
tenho aqui a intenção de meter o dedo na cara de ninguém, mas peço:
antes de fazer qualquer coisa em termos litúrgicos, procure saber se
pode ser feito. Chega de Missa com boas intenções, precisamos de
Missas bem celebradas.
E
reitero o que já disse antes: enquanto não se tomar as Missas
celebradas no Vaticano como modelo, teremos muitas missas sertanejas,
afro, gaúcha, crioula, carismática, do coco, etc.
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Fica
autorizada a reprodução integral deste post, desde que citada a
fonte conforme texto a seguir: BRANDALISE, André Luiz de Oliveira, É
melhor a "dádiva" da ignorância ou a "dor" da
consciência?, publicado em 24/04/12 no blog “André Brandalise” -http://alobrandalise.blogspot.com/2012/04/e-melhor-dadiva-da-ignorancia-ou-dor-da.html
++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
OBS> Felizmente
mais pessoas percebem o imenso valor da Santa Missa, e a necessidade
absoluta de ela ser celebrada – vivida, esta a melhor palavra – de
modo solene, silencioso, como num profundo mergulho na alma. Nela cabe
exatamente e somente aquilo que está no Missal, e na realidade mais
profunda, no verdadeiro rito latino, perfeito, completo, a Missa de
sempre e para todos os séculos.
Os
abusos cometidos nas Santas Missas são inumeráveis. Como o depoente
acima afirma, com perfeito conhecimento de causa, mesmo movimentos que
parecem vitoriosos, especiais, acima de qualquer suspeita, ainda estão
longe da realidade estupenda da verdade Santa Missa. Eu assisti
algumas Santas Missas da RCC, em diferentes locais. E por um mistério
que não sei explicar, de todas elas saía acabrunhado e nervoso, pior
do que entrara na igreja. Eu nunca gostei de palmas, abraços, apertos
de mãos, saudações de qualquer tipo, porque são dispersivos,
alienantes, e destoam completamente do sentido Sacrifical da Santa
Missa.
Qualquer
bom católico, com um mínimo de interesse por sua fé e por sua
Igreja, deveria com afã buscar compreender, o máximo possível, a
realidade da Santa Missa. Seria obrigação de todos, mesmo que os
padres não falem, nem expliquem, até porque 99% deles simplesmente
também não entendem – porque não aprenderam no seminário – o
que significa este grandioso mistério, sim, o Qual é humanamente
impossível compreender em profundidade. Como então pode ser
banalizado, com ritos nitidamente profanos, e com elucubrações que
servem apenas para retirar dela tudo o que é misterioso e sagrado?
Tem
razão plena o Santo Padre, quando pede, suplica, implora que voltemos
ao rito antigo, mesmo sabendo que a desobediência é gritante,
assustadora, e sinal inequívoco do cisma que já está instalado na
Igreja. Em carta ao episcopado da Alemanha, o Papa explicou e pediu,
por exemplo, a mudança da fórmula da consagração do vinho, de
“por todos” – que está errado, para “por muitos”, como está
nos Evangelhos de Mateus e Marcos. Para terem uma ideia da dimensão
do estrago, numa pesquisa feita entre os 187 bispos da conferência da
Itália, 181 deles não
desejam mudar. Ou seja: dentre eles, apenas seis são obedientes,
e entendem. Estes outros são a prova segura do desastre para o qual
caminha nossa Igreja. Estes, simplesmente, nao entendem NADA da santa
Missa. E são príncipes!
Vamos
ser bem claros, diretos e incisivos: todo Movimento, Grupo, Associação
ou Comunidade que se esteja implantando dentro da Igreja Católica
Apostólica Romana, que exige mudanças na Santa Missa, para
adaptar-se às suas ideias, diferentes daquelas já aprovadas
pela Igreja, NÃO É BOM. Isso está mostrado no depoimento acima,
onde a pessoa sentiu, porque buscou viver a verdadeira Liturgia, que
mesmo parecendo bonito, festivo, movimentado, qualquer tipo de
“missa” destas perde os efeitos, e se torna praticamente nula de
graças. E é exatamente por causa da Missa Nova, e por causa das
deformações que nela se introduzem que o Purgatório chegou a ficar
com mais de oito bilhões de almas. Porque a Nova Missa é apenas memória,
a antiga e Sacrifício. E a memória não redime, apenas o Sacrifício.
Se
a Santa Missa é, passo a passo, o caminho da Paixão, Morte e
ressurreição de Jesus, se nela misticamente se repete o Calvário,
mesmo que no plano do invisível – mas real – mesmo que sem o
sangue visível – mas verdadeiramente escorrendo – não há coisa
mais abominável para se fazer naquele momento do que teatros, palmas,
gritos, e outros rituais estranhos. Você pode até fazer uso disso em
palestras, cenáculos e encontros católicos, nunca durante a Santa
Missa. O mais é parte da abominação predita por Daniel. TODAS as
Missas que incorporam estes rituais perdem praticamente todas as graças.
Um dia, talvez tarde, tais pessoas irão entender isso.
ENFIM:
Todo católico, que não consegue ficar uma hora a cada semana, quieto,
profundamente mergulhado no mistério da Paixão que ali se renova –
não somente se rememora – com certeza absoluta está em falta para
com Jesus. Missa se vive com a alma, e ela não bate palmas, nem faz
teatro!
Fonte:
Recados do Aarão
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