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27/6/2009
Eucaristia -
Sangue da aliança
O
Sangue da Antiga e da Nova Aliança
(Padre Inácio)
SER COMO CRISTO
“Ontem se imolava o cordeiro as portas eram marcadas com sangue e
todo o Egito chorava seus primogênitos, mas nós ficamos imunes, o
sangue nas portas salvou. Hoje deixamos o Egito, seu faraó e seus
chefes ferozes e ninguém pode impedir-nos de celebrar a festa da
nossa libertação. Ontem éramos levados com Cristo na cruz, hoje
somos glorificados com Ele; ontem morríamos com Ele, hoje revivemos;
ontem fomos sepultados com Ele, hoje ressurgimos. Aquele que morreu e
ressuscitou por nós oferecemos a nossa vida, esta é a posse mais
preciosa e mais digna para Deus. Reconheçamos nossa dignidade,
sejamos como Cristo porque Cristo se fez como nós. Façamo-nos deus
por Ele, porque Ele por nós se fez homem, tomou algo de inferior,
para dar-nos algo de superior”, escreve São Gregório de Nazianzeno
(Discurso 1 sobre a Páscoa, 3-5).
Ora, a primeira aliança também tinha preceitos de serviço sagrado e
o seu santuário terrestre. [...] Ora... Continuamente entram no
primeiro tabernáculo os sacerdotes, para realizar os serviços
sagrado; mas, no segundo, o sumo sacerdote, ele sozinho, uma vez por
ano, não sem sangue, que oferece por si e pelos pecados de ignorância
do povo. [...] Quanto, porém, veio Cristo como sumo sacerdote [...] não
por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio
sangue, entrou do Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido
eterna redenção. (Hb 9, 1.6.7.11.12).
Alguém já disse que as palavras “... não sem sangue...”
pertencem ao Velho Testamento. Porém, o que diz o Nosso Senhor Jesus
Cristo?
Observe primeiro, que quando João Batista anunciou a vinda do
Messias, referiu-se a duas funções que seriam realizadas por ele:
primeiro que seria “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do
mundo” (Jo 1,29); e, segundo, que batizaria “com Espírito Santo
pudesse ser concedido. Somente quando tudo que o Velho Testamento
ensinou sobre o sangue fosse cumprido é que a dispensação do Espírito
poderia começar”.
Depois, o Senhor Jesus Cristo declarou, ele próprio, que sua morte na
cruz era a razão por que havia vindo ao mundo, que era a condição
necessária para a redenção e a vida que viera trazer. Afirmou
claramente, em conexão com a sua morte, que o derramamento do seu
sangue era necessário. Na sinagoga de Cafarnaum, falou de si mesmo
como o “Pão da Vida” (Jo 6,35), e que esse pão daria vida para o
mundo (Jo 6,33). Quatro vezes em seguida, falou do seu sangue: “Se não...beberdes
o seu sangue [do Filho do Homem], não tendes vida em vós mesmos”;
“quem... beber o meu sangue tem a vida eterna”; “o meu sangue é
verdadeira bebida”; “quem... beber o meu sangue permanece em mim,
e eu, nele” (Jo 6,53-56).
Nosso Senhor assim declarou o fato fundamental de que mesmo ele, como
o Filho do Pai que veio restaurar-nos a vida perdida, não poderia
fazer isso de nenhuma outra forma senão morrendo por nós, derramando
seu sangue e, só então, tornando-nos participantes do poder que o
sangue derramado oferece.
Nosso Senhor confirmou os ensinamentos do Velho Testamento – que o
homem só poderá viver por meio da morte de um outro, pois só através
da ressurreição é que a vida se torna eterna. Nem o próprio Cristo
poderia nos tornar participantes dessa vida eterna sem derramar seu
sangue e nos levar a beber dele. Que fato glorioso! A vida eterna pode
ser nossa, contudo “não sem sangue”.
Igualmente impressionante é a declaração dessa verdade por nosso
Senhor na última noite de sua vida na Terra. Antes de completar sua
grande obra, doando a vida como “resgate por muitos” (Mt 20,28),
ele instituiu a Santa Ceia, dizendo: “Bebei dele todos; porque isto
é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de
muitos, para remissão de pecados” (Mt 26,27.28). “Sem
derramamento de sangue, não há remissão” (Hb 9,22).
Portanto, pelo derramamento do próprio sangue, Cristo obteve nova
vida para nós. Através do que descreveu como “beber o seu
sangue”, ele divide sua vida conosco. O sangue derramado na expiação
nos livra da culpa do pecado, da morte e do castigo pelo pecado. O
sangue que bebemos pela fé transmite-nos sua vida. O sangue que
derramou foi, em primeiro lugar, para nós e, em segundo lugar,
concedido a nós.
Ensinamento do Novo Testamento
Depois da ressurreição e ascensão de Cristo, ele não foi mais
conhecido pelos apóstolos “segundo a carne”. Agora, tudo que era
simbólico foi removido, e as profundas verdades espirituais
escondidas nos símbolos foram descortinadas. Entretanto, o sangue não
foi um dos símbolos removidos. Continua ocupando um lugar de
destaque.
O
primeiro lugar a pesquisar sobre isso no Novo Testamento é na Epístola
aos Hebreus, que foi escrita com a expressa finalidade de mostrar que
o serviço do templo agora havia se tornado inútil e que, no plano de
Deus, estava previsto que isso acontecesse após a vinda do Messias.
Aqui, mais do que em qualquer outro lugar nas Escrituras, era de se
esperar que o Espírito Santo tivesse mostrado a mudança de sentido
do sangue no propósito de Deus, se fosse mais um dos aspectos
substituídos na Nova Aliança. No entanto, é justamente aqui que
encontramos menções enfáticas do sangue de Jesus, dando-lhe ainda
mais importância.
Veja os seguintes textos:
“... mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma
vez por todas” (Hb 10,19).
“... muito mais o sangue de Cristo...purificará a nossa consciência
de obras mortas, para servimos ao Deus vivo!” (Hb 9,14).
“Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos,
pelo sangue de Jesus...” (Hb 10,19).
“Mas tendes chegado... a Jesus, o Mediador da nova aliança, e ao
sangue da aspersão” (Hb 12,22.24).
“Por isso, foi que também Jesus, para santificar o povo, pelo seu
próprio sangue, sofreu fora da porta” (Hb 13,12).
“Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus,
nosso Senhor... pelo sangue da eterna aliança...” (Hb 13,20).
Por
tais palavras, o Espírito Santo nos ensina que o sangue é realmente
o poder central em toda nossa redenção.
O ilustre escritor e orador Rev. Andrew Murray afirma: “Não sem
sangue é tão válido no Novo Testamento quanto no Velho. Nada além
do sangue de Jesus, derramado em sua morte pelos pecados, poderá
cobrir o pecado, do lado de Deus, ou remove-lo, do nosso” (1).
O Sangue da Nova Aliança
“Pois sabeis que não foi com
coisas perecíveis, isto é, com prata ou com ouro, que fostes
resgatados da vida fútil que herdastes dos vossos pais, mais pelo
sangue precioso de Cristo, como de um cordeiro sem defeitos e sem mácula”
(1 Pd 1, 18. 19).
A
grande mística e Doutora da Igreja Santa Catarina de Sena meditando
neste texto disse: “Nós não fomos resgatados à preço de ouro,
nem apenas por amor, mas pelo sangue de Cristo”.
Através de sua história os Israelitas sabiam que o sangue era uma
fonte da vida. Sabiam que o sangue sacrifical dos animais poderia
resultar em maior união com Deus. Sabia que essa expiação, através
do sangue sacrifical, criava um caminho para a intimidade e o perdão
de Deus. Desde o inicio da história eles valorizaram o santuário e o
altar dos sacrifícios porque acreditavam que Deus residia ali de
maneira poderosa.
Podemos indagar porque isso é importante para nós. Afinal, isso
aconteceu a milhares de anos atrás em terras já esquecidas. Mas
podemos ver a resposta quando olhamos para Jesus, que derramou seu próprio
sangue por nossos pecados. Na cruz Jesus cumpriu todos os ritos de um
autêntico sacrifício de sangue, feito através dos séculos de história
de Israel. Sua morte no Calvário nos informa que ele escolheu
derramar seu próprio sangue – sua própria vida – pela “salvação”,
para que assim pudéssemos ter vida nele.
Quando o Rei Salomão dedicou o templo, ordenou que milhares de
carneiros e gado fossem oferecidos a Deus
em sacrifício. As
Escrituras
dizem que o número de animais era tão grande que foi impossível
contá-los (1 Reis 8,5). Uma contagem tardia, conservadora, estima em
22 000 touros e 120 000 carneiros (8,63). E isso foi apenas durante a
cerimônia de dedicação do Templo! Cerca de duzentos anos mais
tarde, durante o tempo da reforma, o Rei Ezequias pediu aos sacerdotes
e aos Levitas que purificassem o lugar santo. Ordenou que 70 touros,
100 carneiros e 200 cordeiros fossem oferecidos a Deus (2 Crônicas
29,29-33)
Se
tamanho sacrifício foi feito em apenas dois eventos, tente imaginar
os galões de sangue que foram oferecidos a Deus durante toda a história
de Israel! Esses animais tinham de ser de primeira qualidade,
inteiramente livres de defeitos ou manchas.
Entretanto, não importa quantos milhares de animais foram
sacrificados, todo o sangue derramado ainda era insuficiente. Apenas
Jesus, o Cordeiro de Deus, puro e sem mancha, poderia oferecer um
sacrifício perfeito para expiação dos pecados. Ironicamente,
milhares de galões de sangue animal podem ter sido insuficientes, mas
apenas uma gota de sangue de Jesus foi o bastante para nos purificar
por toda a eternidade. O que é ainda mais espantoso é que apesar de
uma só gota ter sido o suficiente, Jesus escolheu derramar TODO o seu
sangue. Isso mostra o quanto ele nos ama.
Justificados e Redimidos Pelo Sangue de Cristo
“Agora, justificados por seu sangue, seremos por ele salvos da
ira” (Rm 5,9). “E é pelo sangue de Jesus Cristo que temos a redenção
e a remissão dos pecados” (Ef 1,7).
As Escrituras usam os termos “redimir”, “resgatar” e
“justificar” para descrever o que Jesus fez por nós quando
morreu.
A palavra “resgatar” descreve a maneira pela qual nos libertamos
da escravidão do pecado. Jesus disse a seus discípulos que ele tinha
vindo “para dar sua vida em redenção por muitos” (Marcos 10,45).
A principio essa passagem pode nos dar uma idéia de que Jesus
“pagou” ao demônio para nos comprar de volta. Mas na realidade o
conceito de ser “comprado” é mais uma analogia, ou uma imagem.
Jesus não pagou ninguém. Ele não precisava fazê-lo. Ao contrario,
o sentido é que ele deu algo de grande valor – seu sangue precioso
– para nos salvar de nossos pecados.
Enquanto redenção e resgate dizem respeito à libertação do
pecado, “justificação” diz respeito a como o sangue de Jesus nos
fez de acordo com os desígnios de Deus. Conforme o Catecismo da
Igreja Católica, “Justificação foi merecida por nós pela Paixão
de Cristo... cujo sangue tornou-se instrumento de expiação pelos
pecados de todos os homens” (CCC, 1992). O sacrifício de Jesus na
cruz – o derramamento de seu próprio sangue da vida – removeu
nossa condenação e nos tornou possível comparecer diante de Deus em
completa confiança e livre do medo de punição.
Purificação Pelo Sangue
O
conceito de purificação pelo sangue de Jesus é similar ao de redenção
e justificação, com uma importante diferença. A noção de purificação
pelo sangue tem uma aplicação atual, enquanto que a redenção e
justificação estão mais diretamente ligadas aos históricos eventos
da morte e ressurreição de Jesus.
Como você reage com o sentimento de culpa que ocorre quando percebe
que pecou? Fica irritado com você mesmo? Promete fazer uma mudança
dramática em sua vida? Tenta reparar o que fez realizando algumas
boas ações extras? Reações como essas podem ajudar em determinado
grau, mas nenhuma delas tem o poder do sangue de Jesus.
No
batismo fomos transformados de uma vida velha de pecado para uma nova
vida de justiça. Nosso batismo libertou-nos “do pecado original e
de todos os pecados pessoais assim como de todas as punições pelo
pecado cometido” (CCC, 1263). Transformare-nos em nova criação
capazes de partilhar da natureza divina de Deus (2 Coríntios 5,17;2
Pedro 1,4;CCC, 1265). Entretanto, essa transformação foi-nos dada em
forma de semente. Nós a experimentaremos apenas se fomentamos nossa
semente batismal – ao orarmos, celebramos a Eucaristia, e alcançamos
o povo de Deus com amor: Nutrimos também a semente da nova vida
quando procuramos o sangue de Jesus para nos purificar o perdoar:
Na
próxima vez em que você se deparar com a culpa do pecado, antes de
fazer qualquer coisa, tira um tempo para pedir a Jesus para purificá-lo
no seu sangue. Confesse o seu pecado a Deus e tenha fé no sacrifício
expiatório de Jesus por você. Peça a ele para limpar sua
consciência. Ao fazer isso, você sentira uma libertação de culpa e
um sentimento profundo de intimidade com Deus. Tornar-se-á mais
confiante em seu amor por você e em seu desejo de abençoá-lo e não
de condená-lo. E começará a enxergar que caminho seguir para se
fortalecer no futuro.
Este é todo o propósito do Sacramento da Reconciliação. Quando nos
reconciliamos com Deus com base no sangue de Jesus, podemos
libertar-nos, não só da culpa de nossos pecados, como do poder do
pecado. Ao se dirigir à Confissão assuma de coração a exortação
de São Clemente de Roma: “Fixe seus olhos no sangue de Cristo e
entenda o quão precioso isso é para seu Pai, pois, ao ser derramado
para nossa salvação, ele levou ao todo o mundo a graça do
arrependimento” (I Clemente, 7).
Jesus Cristo Sacerdote: Vítima e Altar
Através do Novo Testamento, vemos como o sangue de Jesus preenche e
eclipsa toda a dimensão dos sacrifícios de sangue oferecido no Velho
Testamento. Vemos especialmente Jesus cumprir o papel de sacerdote,
vitima e alta. A Carta aos Hebreus nos conta como Jesus lembra, ainda
que de forma mais perfeita, a figura de Melquisedeque, um sacerdote de
Salém, do tempo de Abraão. Melquisedeque era um homem misterioso
cujo sacrifício os Judeus julgavam santo o suficiente para abençoar
ate o grande patriarca Abraão. (Hebreus 7,1-10). Em Hebreus se relata
que mesmo os sacrifícios de Melquisedeque eram apenas presságios.
Porque Jesus nosso grande alto sacerdote – é santo, imaculado,
exaltado nos céus, e apenas ele é capaz de salvar completamente todo
mundo que se dirige a Deus através dele (7,25-26). Apenas Jesus pôde
oferecer o sacrifício perfeito a Deus, e apenas ele pode presidir
nossa Nova Aliança a qual ele ratifica com seu próprio sangue
(8,1-13).
Assim como os altos sacerdotes entravam no Lugar Mais Sagrado no
Templo para fazer a expiação pelo povo, Jesus entrou no perfeito
santuário dos céus. E ele não levou o sangue dos animais
sacrificados, mas o seu próprio sangue, o qual carrega a eterna, sem
defeitos e perfeita vida de Deus (Hebreus 9,11-14). Dessa sua vida
como uma oferta de sangue por nossos pecados. Enquanto os sacrifícios
do Velho Testamento eram repetidos ano após ano, o sacrifício de
Jesus é eterno. Nada mais é necessário para nos purificar e nos
reconciliar com Deus. Fomos perdoados – uma vez por todas – pelo
sangue de Jesus, perfeito, sem defeitos é imutável (10,1-3, 12-15)!.
Em
nosso primeiro artigo vimos como os Judeus consideravam o altar o
centro de suas louvações e o sinal da presença de Deus entre eles.
O mesmo é verdadeiro para nós nos dia de hoje. Na Santa Missa, o
altar da consagração tem o significado de entrega de nosso coração
a Jesus Cristo, cujo sacrifício relembramos durante a oração da
Eucaristia.
Na
sala do andar superior Jesus abençoou o vinho e disse a seus discípulos
para bebê-lo, dizendo, “Isto é o meu sangue, sangue da Nova Aliança,
derramado por muitos homens em remissão dos pecados” (Mateus
26,28). Então, na cruz, ele cumpriu essas palavras ao se sacrificar
em nosso lugar. Ele tornou a si mesmo o altar: Todos os nossos pecados
foram colocados sobre ele e ele os levou com ele para a morte para que
assim pudéssemos nos libertar (2).
O
único e o verdadeiro sacrifício para agradar o altar de Deus é
Jesus Cristo (Hb 13, 10-16).
CONCLUSÃO
Sempre que for à Santa Missa, e especialmente durante a consagração,
fixe seus olhos no altar. Imagine Nosso Senhor Jesus Cristo, o grande
alto sacerdote, em pé diante de você, desempenhando este glorioso
sacrifício dele mesmo. Imagine-o, perfeito, vítima sem defeitos,
oferecendo a vida pela sua salvação. Imagine Jesus como o altar
perfeito nos quais todos os seus pecados foram perdoados. Quando o pão
e o vinho são elevados, aproxime-se dele. Ofereça-lhe sua vida. Ele
redimiu você. Ele o justificou. Agora, deixe-o encher o todo o seu
ser com o precioso sangue dele quando você tomar o cálice de beber.
Toda a nossa vida só faz sentido na dimensão eucarística. A nossa
eterna salvação esta na fidelidade da vivência da ordem de Nosso
Senhor Jesus Cristo: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue
tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no ultimo dia” (Jo 6, 54).
Com
a fé em Cristo e com a graça do bom Deus, possamos viver sempre o
deslumbrante e abissal mistério da Santa Missa.
Pe. Inácio José do Vale
Pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo
Professor de Historia da Igreja
Faculdade de Teologia de Volta Redonda
E-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com
Notas e Bibliografia
(1) Arauto da Sua Vinda, nº 01, p. 1.
(2) A Palavra Entre Nós, nº 67, pp. 14-16.
C. Folk Gomes. Antologia dos Santos Padres, São Paulo: Paulinas,
1985.
Fonte:
Recados do Aarão
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