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24/02/2008
O Homem
DOGMAS
SOBRE O HOMEM
Toda esta matéria que segue é compilada por Dercio Antonio
Paganini
(Formatação, e pesquisa Maria)
1 - O HOMEM É FORMADO
POR CORPO MATERIAL E ALMA ESPIRITUAL
Afirma o IV Concílio de Latrão (1215), sob Inocêncio III
(1198-1216):
· "... a humana,
composta de espírito e corpo..." (Dz. 428).
E o Concílio Vaticano I (1869-70), sob Pio IX (1846-78):
· "...a humana como
comum constituída de corpo e alma..." (Dz. 1783).
Segundo a doutrina da Igreja, o corpo é parte essencialmente
constituinte da natureza humana, e não carga e estorvo como disseram
alguns (Platão e outros Originalistas). Igualmente, para defender o
dogma católico contra os que dizem que consta de três partes
essenciais: o corpo, a alma animal e a alma espiritual, o Concílio de
Constantinopla declarou:
· "... que o homem
tem apenas uma alma racional e intelectual..." (Dz. 338).
A alma espiritual é o princípio da vida espiritual e ao mesmo tempo
o é da vida animal (vegetativa e sensitiva) (Dz. 1655).
Sagradas Escrituras:
· "O Senhor Deus
formou o homem do pó da terra e soprou em seu rosto o alento da
vida..." (Gn 2,7).
· "...antes que o pó
volte à terra de onde saiu, e o espírito retorne a Deus..."
(Ecl 12,7).
· "Não tenhais
medo dos que matam o corpo, e à alma não podem matar; temeis muito
mais àquele que pode destruir o corpo e a alma na geena..."
(Mt 10,28).
Se prova especulativamente a unicidade da alma no homem por testemunho
da própria consciência, pela qual somos conscientes de que o mesmo
Eu, que é o princípio da atividade espiritual, é o mesmo que gere a
sensibilidade e a vida vegetativa.
2. O PECADO DE ADÃO SE PROPAGA A TODOS SEUS DESCENDENTES POR GERAÇÃO,
NÃO POR IMITAÇÃO
O Concílio de Trento (1545-63), sob Paulo III (1534-49) publicou o
"Decreto sobre o pecado original", a 17 Junho 1546:
· "Se alguém
disser que a prevaricação de Adão o prejudicou somente a ele e não
à sua descendência... Se alguém disser que este pecado de Adão,
que é por sua origem apenas um, e transmitido a todos por propagação,
não por imitação, é próprio de cada um..." (Dz. 789-90).
O Concílio de Trento condena a doutrina de que Adão perdeu para si
apenas, e não também para nós todos, a justiça e Santidade que
havia recebido de Deus. Positivamente ensina que o Pecado, que é
morte da alma, se propaga de Adão a todos seus descendentes por geração
e não por imitação, e que é inerente a cada indivíduo.
· "Tal pecado se
apaga pelos méritos da Redenção de Cristo, os quais se aplicam
ordinariamente tanto aos adultos como às crianças por meio do
Sacramento do Batismo. Por isso, até as crianças recém-nascidas
recebem o Batismo para remissão dos pecados." (Dz. 791).
Sagrada Escritura:
· "Eis que aqui
nasci; em culpa e em pecado me concebeu minha mãe..." (Sl
50,7).
· "Assim então,
por um homem entrou o pecado no mundo... e assim a morte passou a
todos os homens... pela obediência de um, muitos serão justiçados..."
(Rm 5,12-21).
O efeito do Batismo, segundo a doutrina do Concílio de Trento, é
apagar realmente em nós o pecado e não apenas que não nos impute
uma culpa estranha (Dz. 792).
3 - O HOMEM CAÍDO NÃO PODE REDIMIR-SE A SI PRÓPRIO
Assim ensina o Concílio de Trento (1545-1563), sob Paulo III
(1534-1549):
· "[Que os homens
caídos] eram de tal forma escravos do pecado que se achavam sob a
servidão do demônio e da morte, que nem os gentios poderiam
livrar-se nem levantar-se com a força da natureza, nem os judeus
poderiam faze-lo com a força da lei mosaica..." (Dz. 793).
O Concílio Vaticano II no decreto "Ad Gentes" nº 8
declara:
· "Somente um ato
livre por parte do amor divino poderia restaurar a ordem sobrenatural,
destruída pelo pecado. Se opõe à doutrina católica o pelagianismo,
segundo o qual, o homem tem em sua livre vontade o poder de redimir-se
a si mesmo, e é contrário também ao dogma católico o moderno
racionalismo com suas diversas teorias de 'auto-redenção'".
Sagradas Escrituras:
· Cf. Rm 3,23, como "todos
pecaram, todos estão privados da glória de Deus" (graça e
justificação), e agora são justificados gratuitamente por sua graça,
pela Redenção de Jesus Cristo. O pecado, enquanto ação da criatura
é finito, mas, enquanto ofensa a Deus é infinito, portanto exige uma
satisfação de valor infinito.
Fonte: Recados do
Aarão
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