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24/02/2008
A Igreja
DOGMAS
SOBRE A IGREJA:
Está em Mateus 16, 15
Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou? 16 Simão
Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo! 17
Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não
foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está
nos céus. 18 E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra
edificarei a minha Igreja;
as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19 Eu te
darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares
na terra será ligado nos
céus, e tudo o que desligares
na terra será desligado
nos céus.
Este texto bem claro do Evangelho de Mateus é incontestável: existe UMA
só Igreja fundada por Jesus, e ela foi confiada a Pedro – e aos
seus sucessores – e a mais ninguém. Todas as outras divisões que
se partiram da nossa Igreja, não são Igrejas, mas seitas, como está
bem claro nos documentos da Igreja católica. Somente a Igreja Católica
salva, porque somente a ela Deus deu a chave de abrir os céus.
Ou seja: todas as outras pessoas que se salvam, chegam a Deus apenas
devido a Igreja católica, com seus sete Sacramentos, os meios únicos
de chegar ao Pai. Somente a Igreja Católica os vive na integridade,
enquanto as outras denominações os vivem como “sinais”.
Para chegar aos céus o crente de outras denominações, deve passar
antes pelo Purgatório – no qual eles não acreditam – onde
aprenderão imediatamente que viveram no erro. Eles logo entendem os
mistérios da Igreja Católica e devem aceitar toda nossa doutrina,
nossas imagens de culto, e acima de tudo devem aceitar Maria, como sua
Mãe. Sem isso, se persistirem em negar estas verdades da fé não
entram no céu, em hipótese alguma.
Toda a matéria que segue foi compilada por: Dercio Antonio Paganini
(Formatação, Maria)
1. A IGREJA FOI FUNDADA PELO DEUS E HOMEM, JESUS CRISTO:
A Constituição Dogmática sobre a Igreja, aprovada pelo Concílio do
Vaticano I (1869-1870), sob o papa Pio IX (1846-1878), declara:
· "Determinamos
proclamar e declarar desta cátedra de Pedro... O Pastor eterno e
guardião de nossas almas para converter em perene a obra salutar da
Redenção decretou edificar a Santa Igreja, na qual, como casa do
Deus Vivo, todos os fiéis estejam unidos pelo vínculo da fé e
caridade...".
Pio X, contra os erros modernistas declarou:
· "A Igreja foi
fundada de modo rápido e pessoal por Cristo Verdadeiro e Histórico
durante o tempo de sua vida sobre a terra..." (Dz. 2145).
Isto quer dizer que Cristo fundou a Igreja, que Ele estabeleceu os
fundamentos substanciais da mesma, no tocante a doutrina, culto e
constituição. Os reformadores ensinaram que Cristo havia fundado uma
Igreja invisível. A Organização jurídica era pura instrução
humana.
Sagradas Escrituras:
· Mt. 4,18: Escolhe a doze
para "que Lhe acompanhem e enviá-los a pregar...", "...com
poder de expulsar demônios..." (Lc 16,13).
· Ele os chamou de Apóstolos:
enviados, legados; ensinou-lhes a pregar (Mc 4,34; Mt 13, 52).
· Lhes deu o poder de ligar
e desligar (Mt 18, 7).
· De celebrar a Eucaristia
(Lc 22,19).
· De batizar (Mt 28,19). De
perdoar pecados (Jo 20, 23)
2. CRISTO CONSTITUIU O APÓSTOLO SÃO PEDRO COMO PRIMEIRO ENTRE OS
APÓSTOLOS E COMO CABEÇA VISÍVEL DE TODA IGREJA, CONFERINDO-LHE
IMEDIATA E PESSOALMENTE O PRIMADO DE JURISDIÇÃO
Diz o Concílio de Florença (1438-1445), sob Eugênio IV
(1431-1447), pela bula "Etentur coeli", de 6 de Julho de
1439:
· "Definimos que
todos os cristãos devem crer e receber esta verdade de fé... que a Sé
Apostólica e o Pontífice Romano é o sucessor do bem-aventurado
Pedro e tem o primado sobre todo rebanho..." (Dz. 694).
Afirma também o Concílio Vaticano I (1869-1870), na Constituição
dogmática sobre a Igreja de Cristo:
· "Se alguém
disser que o bem-aventurado Pedro Apóstolo, não foi constituído por
Jesus Cristo nosso Senhor, como príncipe de todos os Apóstolos e
cabeça visível de toda a Igreja, seja excomungado." (Dz.
1823).
Sagradas Escrituras:
· Mt 16, 17-19: "Bem-aventurado
és tu Simão...e Eu te digo, que tu és Pedro, e sobre esta pedra
edificarei Minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão
contra ela; Eu te darei as chaves do reino dos céus, e tudo quanto
ligares na terra...".
· Jo 21,15-17: "Apascenta
Meus cordeiros...".
Depois da Ascensão, Pedro exerceu seu primado, dispondo a eleição
de Matias (cf. At 1,15: "Naqueles dias, Pedro se pôs em pé
no meio dos irmãos...").
Primado significa preeminência e primado de jurisdição; consiste na
posse da plena e suprema autoridade legislativa, judicial e punitiva.
A Cabeça invisível da Igreja é Cristo, mas o sucessor de Pedro faz
as vezes de Cristo no governo exterior da Igreja militante, e é
portanto, vigário de Cristo na terra.
3. O PAPA POSSUI O PLENO E SUPREMO PODER DE JURISDIÇÃO SOBRE TODA
A IGREJA, NÃO SOMENTE EM COISAS DE FÉ E COSTUMES, MAS TAMBÉM NA
DISCIPLINA E GOVERNO DA IGREJA
Ensina o Concílio Vaticano I (1869-1870), sob Pio IX (1846-1878):
· "Se alguém
disser que o Pontífice Romano tem apenas o dever de inspeção e direção,
mas não pleno e supremo poder de jurisdição sobre a Igreja
universal, não só nas matérias que pertencem à fé e aos costumes,
mas também naquelas de regime e disciplina da Igreja...seja
excomungado" (Dz. 1831 cf. Dz. 1827).
Conforme esta declaração, o poder do Papa é:
1. De Jurisdição: verdadeiro
poder de governo que é potestade: legislativa, jurídica (litigiosa)
e coercitiva.
2. Universal: se estende a todos
os pastores e fiéis da Igreja em matéria de ensinamento e governo.
3. Supremo: nenhum outro sujeito
possui o poder igual ou maior. Por isto, nem a coletividade de todos
os Bispos não está acima do Papa.
4. Pleno: o Papa pode resolver
por si mesmo qualquer assunto que caia dentro da jurisdição
eclesiástica sem nada requerer dos Bispos nem de toda a Igreja.
5. Ordinário: é ligado com seu
ofício em virtude de uma ordenação divina e não foi delegado por
nenhum superior em jurisdição.
6. Episcopal: o Papa é ao mesmo
tempo bispo universal de toda a Igreja e da diocese de Roma.
7. Imediato: pode exercer sem
instância prévia sobre os Bispos e fiéis. Por este poder do Papa de
tratar livremente com todos os bispos e fiéis da Igreja, se condena
toda a ordenação do poder civil que subordinam a comunicação
oficial com a Santa Sé a um controle civil e fazem depender a
obrigatoriedade das disposições pontifícias a uma boa visão das
autoridades civis. (Dz. 1829)
4. O PAPA É INFALÍVEL SEMPRE QUE SE PRONUNCIA EX CATEDRA
Ensina o Concílio Vaticano I (1869-1870), sob Pio IX (1846-1878), na
Sessão IV de 18 Julho 1870:
· "...ensinamos e
definimos ser dogma divinamente revelado que o Pontífice Romano,
quando fala ex catedra, isto é, quando cumprindo seu cargo de
pastor e doutor de todos os cristãos, define por sua suprema
autoridade apostólica que uma doutrina sobre a fé e costumes deve
ser sustentada pela Igreja universal, pela assistência divina que lhe
foi prometida na pessoa de Pedro, goza daquela infalibilidade que o
Redentor divino quis que estivera provisionada sua Igreja na definição
sobre a matéria da fé e costumes, e portanto, as definições do
Bispo de Roma são irreformáveis por si mesmas e não por razão do
consentimento da Igreja." (Dz. 1839; Dz. 466-694).
Para compreender este dogma, convém ter na lembrança:
1. Sujeito da infalibilidade é
todo o Papa legítimo, em sua qualidade de sucessor de Pedro e não
outras pessoas ou organismos (ex.: congregações pontificais) a quem
o Papa confere parte de sua autoridade magistral.
2. Objeto da infalibilidade são
as verdades de fé e costumes, reveladas ou em íntima conexão com a
revelação divina.
3. Condição da infalibilidade
é que o Papa fale ex catedra:
a. Que fale como pastor e mestre de
todos os fiéis fazendo uso de sua suprema autoridade.
b. Que tenha a intenção de definir alguma
doutrina de fé ou costume para que seja acreditada por todos os fiéis.
As encíclicas pontificais não são definições ex catedra.
4. Razão da infalibilidade é a
assistência sobrenatural do Espírito Santo, que preserva o supremo
mestre da Igreja de todo erro.
5. Conseqüência da infalibilidade
é que a definição ex catedra dos Papas sejam por si mesmas
irreformáveis, sem a intervenção ulterior de qualquer autoridade.
Sagradas Escrituras:
· "a ti darei as
chaves do Reino..." (Mt 16,18).
· "apascenta Minhas
ovelhas" (Jo 21,15-17).
· "Eu roguei por
ti, para que tua fé não desfaleça ... confirma a teus irmãos"
(Lc 22,31).
Para poder cumprir com a função de ordenar eficazmente, é necessário
que os Papas gozem de infalibilidade em matéria de fé e costumes.
5. A IGREJA É INFALÍVEL QUANDO FAZ DEFINIÇÃO EM MATÉRIA DE FÉ
E COSTUMES
Declara o Concílio Vaticano I (1869-1870), sob Pio IX (1846-1878):
· "O pontífice
Romano quando fala ex catedra... possui aquela infalibilidade
que o Divino Salvador quis que estivesse dotada sua Igreja quando
definisse algo em matéria de fé e costumes" (Dz. 1839).
O Concílio Vaticano I, na definição da infalibilidade do Papa,
pressupõe a infalibilidade da Igreja. São contrários a este dogma
os que, ao rechaçar a hierarquia (Papa), rechaçam também o Magistério
da autoridade da Igreja.
Sagradas Escrituras:
· A razão intrínseca da
infalibilidade da Igreja se apóia na assistência do Espírito Santo,
que Cristo prometeu a Seus Apóstolos para desempenho de sua missão
de ensinar em Jo 14,16: "Eu rezarei ao Pai e os darei outro
Advogado que estará convosco para sempre. O Espírito da
Verdade."
· Cristo exige a obediência
absoluta à fé e faz depender disto a salvação eterna em Mc 16,16: "Aquele
que crer se salvará... e aquele que no crer se condenará."
e em Lc 10,16: "Aquele que a vós ouve a Mim ouve; Aquele que
a vós deprecia, a Mim deprecia".
Os Apóstolos e seus sucessores (a Igreja) se acham livres do perigo
de errar ao pregar a fé (Dz. 1793-1798).
Estão sujeitos à infalibilidade:
1. O Papa, quando fala ex cátedra.
2. O episcopado pleno, com o Papa cabeça
do episcopado, é infalível quando reunido em concílio universal ou
disperso pelo rebanho da terra, ensina e promove uma verdade de fé ou
de costumes para que todos os fiéis a sustentem.
· Obs:
cada Bispo em particular não
é infalível ao anunciar a verdade revelada (ex.: Nestório caiu
em erro e heresia). Mas cada bispo em sua diocese, por razão de seu
cargo, é mestre autorizado da verdade revelada enquanto
esteja em comunhão com a Sé Apostólica e professe a doutrina
universal da Igreja.
OBS: Ninguém deve seguir a quem quer que seja que negue estas
verdades da nossa fé, que não esteja em comunhão com a Sé Apostólica
e seu Papa Verdadeiro, hoje Bento XVI. Se um padre ou bispo não
estiverem de acordo ou não obedecerem a Pedro, não devem ser
seguidos, não há desculpas. Nestes casos, eles devem ser avisados e
se persistirem no erro, devem ser denunciados.
Fonte: Recados do
Aarão
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