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15
Novembro 2005
Nos últimos
anos, dia após dia, temos anunciado os sinais dos tempos, fazendo ver
a todos aqueles de boa vontade, que estamos a cada dia mais próximos
de ter que dar contas a Deus de nossos atos. De mostrar a Ele o que
fizemos com nossos talentos, eis que vem o Juiz, e Ele julgará com
justiça. Naturalmente que dentre estes sinais, junto anunciamos as
catástrofes previstas para este tempo – que antecede o grande
Julgamento das nações como um todo, e das pessoas cada uma –
coisas anunciadas pelo próprio Jesus nas Sagradas Escrituras. Coisas
já antes anunciadas pelos profetas que falaram a respeito do Dia
do Senhor, aquele, que virá como um ladrão, de surpresa.
Na realidade, não inventamos nada. Tudo aquilo que os bons
profetas atuais nos têm anunciado, já constam das Escrituras. O que
eles fazem, apenas, é mostrar que tais e quais fatos se referem
exatamente aos sinais profetizados, nada mais que isto. Muitos, no
entanto, se furtam à verdade, maldizendo os profetas e fazendo pouco
caso das suas profecias – até com poses de doutos e entendidos –
na vã certeza de que tudo isso é uma loucura, que são loucos e
milenaristas os que pensam desta forma, pois – pensam – tais fatos
demandarão ainda séculos e até milênios para nos atingir. E a
imensa maioria das pessoas prefere dar ouvidos a esta insana
cantilena, porque lhes parece mais conveniente agora, pois não
demanda necessidade de conversão. De mudança radical de vida!
Mas existe também um povo fiel e atento aos sinais. Poucos mas
existem. E entre estes poucos vigilantes, estas poucas virgens
prudentes, é comum se ouvir um pedido, até patético: e se todos
nós rezássemos? Quem sabe Deus não mudaria o curso dos fatos e
nos traria uma redenção sem traumas? Quem sabe Deus se apiedasse de
nós, e não nos fizesse ver o abismo e o caos se abrirem debaixo de
nossos pés, mais que isso, evitar que nós víssemos, presenciássemos
a dor e o pranto, de milhões de pobres incautos, que hoje não querem
se preparar? Não querem, nem ver nem ouvir? Porque isso nós veremos,
sim, e com toda a sua magnitude, em todo o seu terrificante horror.
Eu tinha planejado este texto, mas precisava de alguma
centelha, uma faísca para acende-lo. E ela me chegou, em uma simples
e bela carta, vinda da distante Índia, de uma missão católica do
Estado de Kerala. Meu texto fala sobre a Eucaristia, doce e santo Mistério
de nossa vida cristã. A carta fala sobre a adoração ao Santíssimo,
feita naquele distante país pagão, e mostra como aquele povo, agora
educado na fé católica, pode largar suas vacas e elefantes, para
mergulhar com sede ardorosa e sofreguidão, neste sublime Mistério do
Amor de Deus. Mostro primeiro a carta e depois continuamos. Aliás, não
quero falar muitas coisas apenas fazer um desafio ao final. Vamos ao
padre que escreveu a carta, em resposta, e depois de haver lido nosso
livro: Padre Um Ser Cheio de Graças: Neste
mês de Outubro com a reunião do Sínodo dos Bispos, terá fim o Ano
Eucarístico promulgado pelo venerável Papa João Paulo lI. Como
homenagem ao Santíssimo Sacramento, escrevo estas breves linhas, para
que se possa reavivar em cada
leitor um novo ardor
e devoção a este
Santíssimo e Diviníssimo Sacramento. Escrevo minha experiência
vivida e participada aqui na Índia, especialmente aqui no estado do
Kerala, onde vivo. O Povo cristão, católico, aqui venera e adora
realmente ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia. A Missa
dominical é celebrada com o máximo respeito e fé. Há
poucos dias participei da cerimônia de primeiros votos, de sete Irmãs
de uma Congregação local. A Santa Missa, celebrada por um Bispo, durou
três horas, mas não cansou, pois foi celebrada com cânticos,
orações e fé, especialmente fé. Após houve o almoço
de confraternização. Durou apenas 15 minutos! Pensei comigo:
Em outras partes acontece o contrário: poucos minutos para a Missa e
muito tempo para o almoço. Quem está mais certo? Durante
os dias da semana há sempre Santas Missas com a participação do
povo. Além disso várias pessoas entram na igreja para fazerem
sua visita à Eucaristia e rezar. Em várias paróquias há
também Bênção
com o Santíssimo e procissão,
como era em meu tempo de criança, em minha paróquia.
Há adoração perpétua em algumas igrejas e em certas
dioceses, acontece a adoração perpétua, um dia em cada paróquia,
ou casa religiosa. Um dia entrei numa igreja com adoração perpétua
e logo em seguida, bem perto, numa outra igreja, onde também havia
adoração. Aqui
um reitor de um seminário queria mandar para casa um seminarista
porque fazia poucas visitas na igreja. O que dizer de outros
seminários onde não só não visitam a Capela do Santíssimo,
mas nem participam da Santa Missa e talvez nem aos Domingos? Tive
a oportunidade de participar de um encontro de religiosos na
Arquidiocese de Verapoly.
O encontro teve início às 10:00 horas da manhã, com adoração
eucarística. Eu pensava que a adoração durasse uma meia hora
ou no máximo uma hora.... A adoração durou todo o dia, até às
5:00 horas da tarde, com a celebração da Santa Missa pelo
Arcebispo.""Havia mais ou menos 500 religiosos. Três
quartas partes da catedral eram ocupadas pelas religiosas e
junioristas, e um quarto pelos religiosos e seminaristas. Do meio-dia
às 2:00 da tarde houve o almoço na casa do bispo, mas a adoração
continuava. No final do encontro, houve “Tchaia” – chá com
leite – para todos.
Considerações:
(do padre) 1.
Não houve debates, programas, discussões. Tudo isso pode ser
útil, mas quem pode transformar o mundo, não somos
nos, mas Cristo. Tudo estava concentrado num ponto, numa
Pessoa, a Pessoa de Cristo Eucarístico. E isto é o essencial
para as nossas reuniões, especialmente de religiosos. Muitas vezes nós
colocamos no centro as nossas pessoas, os nossos programas, as
nossas capacidades, enfim o nosso eu, e esquecemos Jesus,
o verdadeiro mestre e guia de nossa vida, a luz a iluminar o nosso
caminho, a força para as nossas fraquezas, a alegria para as nossas
provações e cruzes. João
Paulo II disse: "Todo encontro com Cristo deixa marcas
profundas". Por isto aqui não se discute sobre a Vida
Religiosa. Tudo anda bem, seguindo a milenar tradição.
Não há necessidade de modernização, como muitos predizem.
Se há crises na comunidade, especialmente nas comunidades religiosas é
crise de fé, de oração, de adoração Eucarística. Acredito
que aqui descobriram o caminho certo. Esta reunião demonstrou
mais uma vez.
Recordo um retiro que participei em Fátima, Portugal. O
pregador foi um bispo francês. Entre outras belas
mensagens que nos deu, recordo muito esta. Foi um segredo. Ele
nos disse: querem que as vossas comunidades cristãs, as vossas
paróquias – éramos
todos párocos – perseverem no bem, aumentem o fervor, e adquiram
mais força e vigor? O segredo –
disse ele – está na ADORAÇÃO EUCARISTICA. Depois de
5:00 horas de adoração eu me senti revitalizado. O dia valeu por
um retiro. E penso também para os demais meus colegas religiosos,
seminaristas e junioristas que participaram do encontro. 2.
Conseqüência da adoração Eucarística? A alegria, a fraternidade,
a irmandade, e a transparente santidade expressa nos presentes.
Observei após o encontro ao sair da catedral a alegria reinante.
Foi um novo Pentecostes que se abateu sobre a Igreja. Todos
exultantes, saindo do templo do Senhor com uma alegria indescritível.
3. Muito fraternal foi a presença do Senhor Arcebispo, durante todo o dia com as ovelhas do seu rebanho. Com a sua simplicidade e santidade de carmelita, soube acompanhar nesse dia de encontro os seus filhos com o exemplo de sua paterna presença. 4.Um
outro ponto positivo foi a generosidade da Diocese em oferecer almoço
abundante para todos os participantes, religiosos, inclusive
seminaristas e junioristas. E isto acontece cada vez que somos
chamados para um encontro ou em festas e celebrações. Nunca falta
almoço para todos. Em outros lugares se faz tanta
dificuldade para dar refeição. Penso que Deus abençoa a parte
econômica quando
se põe Ele em primeiro lugar. 5.Durante
a adoração muitos leigos entravam na catedral para rezar e adorar
conosco. Outras tantas entravam para fazerem sua breve visita!
Pensei comigo: Certamente essas pessoas deverão ficar edificadas
vendo tantos sacerdotes e irmãs, pessoas consagradas rezando,
adorando. Penso que se dermos atenção ao nosso mestre e guia,
Jesus Cristo, ele nos guia, sem precisar de tantos mestres e
assessores. Para mim é
melhor ocupar o nosso
tempo diante do tabernáculo do que tantas reuniões papéis
e burocracia. Disse
um escritor: "No dia em que os religiosos e sacerdotes
descobrirem o valor da oração diante do tabernáculo, a Igreja e
o Mundo se transformarão". Temos um grande exemplo de devoção
à Eucaristia em São João Maria Vianney. Como sabemos pela história,
ele transformou a comunidade de Ars, na França com a oração. Uma
pessoa atesta que o encontrou na mesma posição diante do sacrário
rezando pela manhã, ao meio-dia, à tarde, e à
noite. O único método
que usava, o único plano de seu programa era Cristo e Cristo
Eucarístico, que
o transformou dia a dia em um "outro Cristo". Conclusão:
Quando uma pessoa, pai de família está para morrer, faz o seu
testamento e nele diz a coisas que sabe serem importantes para seus
filhos. O nosso
Papa João Paulo lI, nos deixou este belo testamento: O ano Eucarístico,
para podermos descobrir seu grande valor para a nossa vida cristã.
Depende de nós valorizar seus ensinamentos. Disse-nos ele: "A
Eucaristia, o grande mistério de fé e de amor. .. O Segredo da
Santidade. Fonte inexaurível de graças e de bênçãos... o maior
tesouro da Igreja." Realmente Jesus Cristo, nos tabernáculos,
vive entre nós. Se quisermos realizar nossas vidas, nossas
comunidades, nossas famílias,
a Igreja, as Congregações, o mundo, o segredo está na Adoração
Eucarística, a exemplo dos católicos na Índia.
Assim seja... (Assina ilegível) Bem, depois desta carta, eu me sinto triste. Li e reli muitas vezes, e cada vez que volto a ler, mais aumenta a minha tristeza. Por saber que um exemplo destes acontece lá tão longe, num país que adora os animais, ratos, cobras, vacas, gatos, sapos e elefantes, quando aqui, no maior país católico do mundo, toma conta o descaso, a preguiça, e no extremo oposto um quase ódio a Jesus Eucarístico. Aqui, onde há Igrejas e sacrários por toda parte, deveria ser um local de bênçãos infinitas, entretanto se torna em alvo de castigo, porque poucos são os que realmente adoram ao Santíssimo Sacramento. Eu poderia aqui comentar cada um dos pontos negritados, do texto acima, mas peço ao leitor, que ao invés disso releia a carta deste sacerdote brasileiro, de uma missão tão distante. A carta fala por si só! Ela mostra claramente que se colocarmos Jesus na frente de tudo, falo de Jesus Eucarístico, tudo na terra muda, e muda rápido. Muda com a mesma rapidez de um pensamento; basta uma atitude concreta de todo o povo católico, nem falo de outros povos que não acreditam que Jesus é a Eucaristia Viva. Está na adoração a Jesus Eucarístico a solução para tudo, neste mundo conturbado. Sabem, pessoalmente devo confessar – já fiz isto antes – que existe ainda em mim uma grande barreira a ser vencida, entre aquilo que posso dizer, e aquilo que consigo viver. Não, não se trata de não tentar, antes de tentar e não conseguir. Na realidade percebo que a pequenez da gente é incapaz de entender aquilo que se deveria viver. Somos vasos diminutos para comportar a imensidão deste Mistério de Amor. Mas sei, e por isso afirmo, com toda a força de meu coração, que se os homens realmente quisessem ver resolvidos todos os seus problemas, teriam na Adoração a Jesus Sacramentado, a solução. Antes, acima, mencionei as catástrofes, as desgraças, a tribulação que se avizinham. E repeti a pergunta de muitos: e se nós rezássemos? Não digo apenas rezássemos, mas vou substituir por outras palavras e pergunto: e se adorássemos a Jesus no Santíssimo Sacramento? Ó sim, aí viria a solução! Não somente a solução, mas mais que isso, uma mudança completa nos planos de Deus! Sim, nos planos de Deus, os homens podem muda-los, já mostramos isso em outros trabalhos, e o provamos. Bastaria que houvesse uma reposta geral, de todos os católicos unidos! Vou ser bem claro e bem direto: se, digo se, todos os católicos, cientes daquilo que nos espera, uníssonos, num só corpo e num só joelho, nos uníssemos como os irmãos da distante Índia, e permanecêssemos em oração, digamos, por três dias inteiros, pedindo – melhor, nem precisaríamos pedir nada – apenas adorando, nós todos, com amor profundo e fé, com toda a certeza no terceiro dia já o mundo estaria mudado. Os católicos, acordando como de um profundo êxtase, se encontrariam num mundo já modificado por completo. Deus mudaria o mundo em apenas três dias, se TODOS os católicos quisessem! E digo mais, se todos nós ficássemos uma semana em adoração perpétua, confiados apenas na mão do Altíssimo, adorando, glorificando e bendizendo a Jesus Sacramentado – digo e repito: numa só semana – já estaria novamente chovendo maná dos céus, nos rios correriam já águas cristalinas e puras, dos rochedos manaria leite e mel, a mais fina flor do trigo (Sl 82) encheria milhares de celeiros, e toda a natureza se teria mudado no paraíso que todos esperamos, depois, na Nova Terra. Sim, com jardins perfeitos, com novas árvores frutíferas, e ainda mais deliciosas, e uma fauna abundante e feliz a louvar ao Criador. Podem me achar maluco, sonhador, exaltado, o que queiram, mas não tenho medo de errar! Nunca li alguma profecia que predissesse a este respeito, digo apenas isso do mais fundo do meu coração: Seria assim! Deus adorado, faria isso por nós. E não haveria dor, nem mais pranto. E não haveria mais doenças nem desgraças! E não haveria mais guerras nem crimes! E não haveria mais corrupção nem partidos! Não haveria mais drogas, vícios, nem pecados. Sim, Deus exterminaria todos os pagãos e pecadores que não querem se converter, e prepararia um mundo fabuloso para seus filhos e filhas. Seria uma transformação completa! Isso com uma semana só de Adoração Eucarística, em estado de profundo arrependimento. Deus se derreteria em desvelos e carinhos, e choraria lágrimas de emoção que cobririam a terra com eflúvios e bênçãos. Acham que Seu Coração de Pai Amoroso não espera por este gesto? Acham que Ele não anseia por este momento? Acham que Ele não está disposto a dar esta solução? Ó, como se enganam aqueles que dividam disso! Como somos fracos na fé e minimizamos a Deus! Acima, o padre falou: não falta comida, embora a Índia seja um estado miserável! Lá, ao invés de longas discussões paroquianas que terminam como aqui numa sonolenta Missa, eles fazem um dia inteiro de adoração, e ao final, 15 minutos de reunião! Porque entenderam que quem resolve é Deus, não os homens! Eles que antes adoravam vacas, entendem melhor que nós, que sempre, e há séculos podemos adorar ao Deus verdadeiro, ainda não percebemos esta suprema verdade. Lá as refeições duram 15 minutos, mas a adoração é perpétua. E então se perguntará: por qual motivo não acontece o Milagre da conversão de todo aquele imenso povo? Porque ainda são poucos a adorar. Porque, nós aqui do Brasil, que somos 120 milhões de católicos, não fizemos nossa parte. Milhares de vozes sacerdotais hoje se levantam e gritam uníssonas que devemos mostrar obras, e obras físicas. Comunidade, trabalho nas periferias, cestas básicas, terra, casa, comida e trabalho para todos. Acham que isso é cumprir o Evangelho! Ó, como erram, como se desatinam! A vida do sacerdote santo, deve se desenvolver ao redor do Sacrário. Como fazia o Cura de Ars. Ele apenas adorava a Deus, dia e noite. E as obras físicas foram sendo executadas quase miraculosamente. Ele era apenas um, mas se hoje nós tivéssemos no mundo apenas uma centena de Curas, o mundo mudaria. Não compete ao homem o realizar, Deus é quem faz. Sem Deus nada feito! Nada progride! Se tais obras avançam por um tempo, adiante morrem e desfalecem os seus autores. Quantas pastorais inócuas, que para nada servem, a não ser tumultuar a vida da Igreja? Viram as reuniões lá na Índia? Cinco horas de adoração antes e 15 minutos de reunião ao final? E aqui? Já fui em reuniões de pastorais da Igreja, que começaram sem um sinal da cruz e terminaram sem um, boa noite. Onde está Deus, nesta igreja morta? Como querem que Ele realize a obra se não O invocam? Aliás, assim O expulsam! Da mesma forma as famílias! Se uma família qualquer, tiver um grande problema, que se diria impossível de resolver, e esta família se derramar diante de um Sacrário, toda ela, com ardor e fé, em estado de graça, e pedir a Deus a solução daquele problema, acaso, pensam que não seria resolvido? Três dias seriam suficientes para isso! Mas teria que ser todos, largando tudo o que é secundário e pedindo uníssonos apenas o principal. A graça virá com absoluta certeza, impossível não existe para Deus. Quantos bilhões de milagres Deus já realizou em favor dos seus? Às vezes, até pelo simples pedido de um pai, de uma mãe aflita! Como não atenderá os rogos de uma família que Lhe pertence, e que permaneça em estado de adoração? E se a solução para uma paróquia, uma diocese, uma cidade, um país, está na adoração a Jesus Eucarístico, também a solução para o mundo está na oração. Vejam, as previsões proféticas falam que um pedaço maior do astro cairá nas Antilhas. E Honduras fica bem próximo deste epicentro. Mas porque eles rezaram 1 milhão de Rosários a pedido do Papa, atendendo ao apelo do bispo local, no Ano do Rosário, Nossa Senhora disse que a Mão de Deus protegerá aquele país. Só por causa da obediência à Igreja verdadeira, e pela oração do Rosário nas famílias. Acham que seria diferente no mundo? Acreditam que Deus permitiria a destruição dos que rezam? E se faz isso em relação ao Rosário de Maria mais ainda o fará se as pessoas caírem de joelhos em adoração e fé ao Santíssimo. Sim, ainda existe a solução: Deus nos apresenta ela diante dos olhos. Na realidade, o Novo Reino será Eucarístico, onde todos entenderão, e viverão, este profundo mistério do Amor de Deus. Quem não estiver preparado para amar e viver a Eucaristia, ainda aqui, não estará para morar na Nova Terra. Quem não amar, viver, e se imolar até pela divina Eucaristia, agora, e nos tempos que seguem, não terá chances de enfrentar os lobos que a querem destruir, e sucumbirá de fome no correr dos dias. Agarrar-se então, desde agora, e com todas as nossas forças em Jesus Sacramentado. Procurar estar sempre em estado de graça, pela confissão constante, isso é ser prudente e ter sempre cheia a lâmpada de azeite. Quando as trevas vierem, quando a noite desabar sobre o mundo, haverá sempre uma lâmpada a arder dentro destes corações, chama que nunca se apagará. Algumas famílias, serão indestrutíveis! Mesmo que milhões de exércitos se atirem sobre elas, ainda assim nada as derrubará. Porque um exército celeste, composto de anjos, santos e almas, estará posto em redor delas, escondendo-as da vista inimiga. Ali haverá um Sacrário! Ali haverá adoradores! Ali estará Deus Vivo e Verdadeiro! Somente as famílias que hoje se agarram ao Rosário e rezam unidas, receberão esta missão maior! Aarão (abaixo
uma oração para Adoração ao Santíssimo: Adoro-Te, devote!) PARA
ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO Composta por São Tomas de Aquino, a pedido do papa Urbano IV. 1263 1.
Eu vos adoro devotamente, ó Divindade escondida,
que verdadeiramente Se oculta sob estas aparências,
a Vós, meu coração submete-se todo inteiro,
porque, vos contemplando, tudo desfalece. 2.
A vista, o tato, o gosto falham com relação a Vós
mas, somente em vos ouvir em tudo creio.
Creio em tudo aquilo que disse o Filho de Deus,
nada mais verdadeiro que esta Palavra de Verdade. 3.
Na Cruz, estava oculta somente a vossa Divindade,
mas aqui, oculta-se também a vossa Humanidade.
Eu, contudo, crendo e professando ambas,
peço aquilo que pediu o ladrão arrependido. 4.
Não vejo, como Tomé, as vossas chagas,
entretanto, vos confesso meu Senhor e meu Deus.
Faça que eu sempre creia mais em Vós,
em vós esperar e vos amar. 5.
Ó memorial da morte do Senhor,
Pão vivo que dá vida aos homens,
faça que minha alma viva de Vós,
e que à ela seja sempre doce este saber. 6.Senhor
Jesus, bondoso pelicano, lava-me,
eu que sou imundo, em teu sangue,
pois que uma única gota faz salvar
todo o mundo e apagar todo pecado. 7.
Ó Jesus, que velado agora vejo, peço que se realize aquilo que tanto
desejo: Que eu veja
claramente vossa face revelada;
que eu seja feliz contemplando a vossa glória. Amem Para
os que sabem e gostam de rezar em latim, a mesma língua rezada pelo
santo e por aquele Papa, segue abaixo. Não precisa entender, Deus
entende tudo perfeitamente! 1.Adoro
te devote, latens Deitas, quae
sub his figúris vere látitas,
Tíbi se cor méum tótum súbjicit,
quia te contémplans tótum déficit. 2.Vísus,
táctus, gústus in te fállitur,
sed audítu sólo tuto
creditur.
Credo quídquid díxit Dei Fílius.
Nil hoc verbo veritátis vérius. 3.In
crúce latébat sola Deitas,
at hic látet simul et humánitas,
ambo tamen crédens atque cónfitens,
péto quod petívit látro paénitens. 4.Plagas,
sicut Thomas, non intúeor, Déus
tamen méum te confiteor, fac
me tíbi semper magis crédere,
in te spem habére, te dilígere. 5.O
memoriále mórtis Dómini, Pánis
vívus vítam praéstans hómini,
praésta méae ménti de te vívere,
et te ílli semper dulce sápere. 6.Pie
pellicáne Jésu Domine, me
immundum munda túo sánguine,
cújus una stílla sálvum fácere,
tótum múndum quit ab ómni scélere. 7.Jesu,
quem velátum nunc aspício,
oro fiat illud quod tam sítio,
ut te reveláta cérnens fácie,
vísu sim beátus túae glóriae. Amem. (Extraído
do site Montfort) Que
tal, tirarmos todos uma hora por dia para a Adoração? Lembre que
todo aquele que não tem tempo, é exatamente aquele que sempre acha
tempo para Deus. Sim, quem quer achar tempo para rezar, sempre acha!
Quem não quer, mesmo que tenha o dia livre, nunca encontra. Mas estes
também não ficarão na terra para contar a história! Deus não irá
levar os que rezam, os que O adoram, deixando o presente do paraíso
para os mortos vivos, para os mornos, os preguiçosos! A estes deus
cuspirá da Sua boca. E não demorará...
Fonte: Recados do Aarão |
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