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09
Abril 2006
Salmo
2, 1Por
que tumultuam as nações? Por que tramam os povos vãs conspirações?
*2Erguem-se, juntos, os reis da terra, e os príncipes
se unem para conspirar contra o Senhor e contra seu Cristo. 3Quebremos
seu jugo, disseram eles, e sacudamos para longe de nós as suas
cadeias! 4Aquele, porém, que mora nos céus, se ri,
o Senhor os reduz ao ridículo. 5Dirigindo-se a eles
em cólera, ele os aterra com o seu furor: 6Sou eu,
diz, quem me sagrei um rei em Sião, minha montanha santa. 7Vou
publicar o decreto do Senhor. Disse-me o Senhor: Tu és meu filho, eu
hoje te gerei.* 8Pede-me; dar-te-ei por herança
todas as nações; tu possuirás os confins do mundo. 9Tu
as governarás com cetro de ferro, tu as pulverizarás como um vaso de
argila. 10Agora, ó reis, compreendei isto; instruí-vos,
ó juízes da terra. 11Servi ao Senhor com respeito
e exultai em sua presença; prestai-lhe homenagem com tremor, para que
não se irrite e não pereçais quando, em breve, se acender sua cólera.
Felizes, entretanto, todos os que nele confiam. Salmo
21, 1...Salmo
de Davi.*2Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?
E permaneceis longe de minhas súplicas e de meus gemidos?* 3Meu
Deus, clamo de dia e não me respondeis; imploro de noite e não me
atendeis. 4Entretanto, vós habitais em vosso santuário,
vós que sois a glória de Israel. 5Nossos pais
puseram sua confiança em vós, esperaram em vós e os livrastes. 6A
vós clamaram e foram salvos; confiaram em vós e não foram
confundidos. 7Eu, porém, sou um verme, não sou
homem, o opróbrio de todos e a abjeção da plebe. 8Todos
os que me vêem zombam de mim; dizem, meneando a cabeça: 9Esperou
no Senhor, pois que ele o livre, que o salve, se o ama.* 10Sim,
fostes vós que me tirastes das entranhas de minha mãe e, seguro, me
fizestes repousar em seu seio. 11Eu vos fui entregue
desde o meu nascer, desde o ventre de minha mãe vós sois o meu Deus.
12Não fiqueis longe de mim, pois estou atribulado;
vinde para perto de mim, porque não há quem me ajude. 13Cercam-me
touros numerosos, rodeiam-me touros de Basã; 14contra
mim eles abrem suas fauces, como o leão que ruge e arrebata. 15Derramo-me
como água, todos os meus ossos se desconjuntam; meu coração
tornou-se como cera, e derrete-se nas minhas entranhas. 16Minha
garganta está seca qual barro cozido, pega-se no paladar a minha língua:
vós me reduzistes ao pó da morte. 17Sim, rodeia-me
uma malta de cães, cerca-me um bando de malfeitores. Traspassaram
minhas mãos e meus pés: 18poderia contar todos os meus
ossos. Eles me olham e me observam com alegria, 19repartem
entre si as minhas vestes, e lançam sorte sobre a minha túnica.* 20Porém,
vós, Senhor, não vos afasteis de mim; ó meu auxílio, bem depressa
me ajudai. 21Livrai da espada a minha alma, e das
garras dos cães a minha vida. 22Salvai-me a mim, mísero,
das fauces do leão e dos chifres dos búfalos. 23Então,
anunciarei vosso nome a meus irmãos, e vos louvarei no meio da
assembléia.* 24Vós que temeis o Senhor, louvai-o;
vós todos, descendentes de Jacó, aclamai-o; temei-o, todos vós,
estirpe de Israel, 25porque ele não rejeitou nem
desprezou a miséria do infeliz, nem dele desviou a sua face, mas o
ouviu, quando lhe suplicava. 26De vós procede o meu
louvor na grande assembléia, cumprirei meus votos na presença dos
que vos temem. 27Os pobres comerão e serão
saciados; louvarão o Senhor aqueles que o procuram: Vivam para sempre
os nossos corações. 28Hão de se lembrar do Senhor
e a ele se converter todos os povos da terra; e diante dele se
prostrarão todas as famílias das nações, 29porque
a realeza pertence ao Senhor, e ele impera sobre as nações. 30Todos
os que dormem no seio da terra o adorarão; diante dele se prostrarão
os que retornam ao pó.* 31Para ele viverá a minha
alma, há de servi-lo minha descendência. Ela falará do Senhor às
gerações futuras* e proclamará sua justiça ao povo que vai nascer:
Eis o que fez o Senhor. Salmo
71, 1De
Salomão. Ó Deus, confiai ao rei os vossos juízos. Entregai a justiça
nas mãos do filho real,*2para que ele governe com
justiça vosso povo, e reine sobre vossos humildes servos com
equidade. 3Produzirão as montanhas frutos de paz ao
vosso povo; e as colinas, frutos de justiça. 4Ele
protegerá os humildes do povo, salvará os filhos dos pobres e abaterá
o opressor. 5Ele viverá tão longamente como dura o
sol, tanto quanto ilumina a lua, através das gerações. 6Descerá
como a chuva sobre a relva, como os aguaceiros que embebem a terra. 7Florescerá
em seus dias a justiça, e a abundância da paz até que cesse a lua
de brilhar. 8Ele dominará de um ao outro mar, desde
o grande rio até os confins da terra.* 9Diante dele
se prosternarão seus inimigos, e seus adversários lamberão o pó. 10Os
reis de Társis e das ilhas lhe trarão presentes, os reis da Arábia
e de Sabá oferecer-lhe-ão seus dons. 11Todos os
reis hão de adorá-lo, hão de servi-lo todas as nações. 12Porque
ele livrará o infeliz que o invoca, e o miserável que não tem
amparo. 13Ele se apiedará do pobre e do indigente,
e salvará a vida dos necessitados. 14Ele o livrará
da injustiça e da opressão, e preciosa será a sua vida ante seus
olhos. 15Assim ele viverá e o ouro da Arábia lhe
será ofertado; por ele hão de rezar sempre e o bendirão
perpetuamente. 16Haverá na terra fartura de trigo,
suas espigas ondularão no cume das colinas como as ramagens do Líbano;
e o povo das cidades florescerá como as ervas dos campos. 17Seu
nome será eternamente bendito, e durará tanto quanto a luz do sol.
Nele serão abençoadas todas as tribos da terra, bem-aventurado o
proclamarão todas as nações. 18Bendito seja o
Senhor, Deus de Israel, que, só ele, faz maravilhas. 19Bendito
seja eternamente seu nome glorioso, e que toda a terra se encha de sua
glória. Amém! Amém!* Salmo
98, 1O
Senhor reina, tremem os povos; seu trono está sobre os querubins:
vacila a terra.2Grande é o Senhor em Sião, elevado
acima de todos os povos. 3Seja celebrado vosso
grande e temível nome, porque ele é Santo. 4Reina
o Rei poderoso que ama a justiça; sois vós que estabeleceis o que é
reto, sois vos que exerceis em Jacó o direito e a justiça. 5Exaltai
ao Senhor, nosso Deus, e prostrai-vos ante o escabelo de seus pés,
porque ele é Santo.* Salmo
109, 1Salmo
de Davi. Eis o oráculo do Senhor que se dirige a meu senhor:
Assenta-te à minha direita, até que eu faça de teus inimigos o
escabelo de teus pés.*2O Senhor estenderá desde Sião
teu cetro poderoso: Dominarás, disse ele, até no meio de teus
inimigos. 3No dia de teu nascimento, já possuis a
realeza no esplendor da santidade; semelhante ao orvalho, eu te gerei
antes da aurora.* 4O Senhor jurou e não se
arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de
Melquisedec.* 5O Senhor está à tua direita: ele
destruirá os reis no dia de sua cólera. 6Julgará
os povos pagãos, empilhará cadáveres; por toda a terra esmagará
cabeças. 7Beberá da torrente no caminho; por isso,
erguerá a sua fronte.* Isaías,
42, 1Eis meu Servo que eu amparo, meu eleito ao qual
dou toda a minha afeição, faço repousar sobre ele meu espírito,
para que leve às nações a verdadeira religião.*2Ele
não grita, nunca eleva a voz, não clama nas ruas. 3Não
quebrará o caniço rachado, não extinguirá a mecha que ainda
fumega. Anunciará com toda a franqueza a verdadeira religião; não
desanimará, nem desfalecerá, 4até que tenha
estabelecido a verdadeira religião sobre a terra, e até que as ilhas
desejem seus ensinamentos.* 5Eis o que diz o Senhor
Deus que criou os céus e os desdobrou, que firmou a terra e toda a
sua vegetação, que dá respiração a seus habitantes, e o sopro
vital àqueles que pisam o solo: 6Eu, o Senhor,
chamei-te realmente, eu te segurei pela mão, eu te formei e designei
para ser a aliança com os povos, a luz das nações;* 7para
abrir os olhos aos cegos, para tirar do cárcere os prisioneiros e da
prisão aqueles que vivem nas trevas. 8Eu sou o
Senhor, esse é meu nome, a ninguém cederei minha glória, nem a ídolos
minha honra. 9Realizaram-se os primeiros
acontecimentos anunciados, eu predigo outros; antes que aconteçam, eu
vo-los faço conhecer.* 10Cantai ao Senhor um cântico
novo, do fim do mundo entoai seus louvores; que o mar o celebre com
tudo o que contém, assim como as ilhas com seus habitantes! Isaías
50, 4O
Senhor Deus deu-me a língua de um discípulo para que eu saiba
reconfortar pela palavra o que está abatido. Cada manhã ele desperta
meus ouvidos para que escute como discípulo; 5(o
Senhor Deus abriu-me o ouvido) e eu não relutei, não me esquivei.* 6Aos
que me feriam, apresentei as espáduas, e as faces àqueles que me
arrancavam a barba; não desviei o rosto dos ultrajes e dos escarros. 7Mas
o Senhor Deus vem em meu auxílio: eis por que não me senti
desonrado; enrijeci meu rosto como uma pedra, convicto de não ser
desapontado. 8Aquele que me fará justiça aí está.
Quem ousará atacar-me? Vamos medir-nos! Quem será meu adversário?
Que se apresente! 9O Senhor Deus vem em meu auxílio:
quem ousaria condenar-me? Cairão em frangalhos como um manto velho; a
traça os roerá. 10Que aqueles dentre vós que
temem o Senhor ouçam a voz de seu Servo! Que aqueles que caminham no
escuro, privados de luz, confiem no nome do Senhor e contem com o seu
Deus! 11Mas vós, que ateais um incêndio, que
preparais projéteis inflamáveis, ide ao fogo do vosso incêndio, e
dos projéteis que fizestes arder! É minha mão que vos imporá esse
tratamento: sereis prostrados nos tormentos.* Isaías
52, 14Assim
como, à sua vista, muitos ficaram embaraçados - tão desfigurado
estava que havia perdido a aparência humana -,* 15assim
o admirarão muitos povos: os reis permanecerão mudos diante dele,
porque verão o que nunca lhes tinha sido contado, e observarão um
prodígio inaudito. Isaías
53, 1Quem
poderia acreditar nisso que ouvimos? A quem foi revelado o braço do
Senhor?*2Cresceu diante dele como um pobre rebento
enraizado numa terra árida; não tinha graça nem beleza para atrair
nossos olhares, e seu aspecto não podia seduzir-nos. 3Era
desprezado, era a escória da humanidade, homem das dores,
experimentado nos sofrimentos; como aqueles, diante dos quais se cobre
o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso dele.* 4Em
verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos
sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus
e humilhado. 5Mas ele foi castigado por nossos
crimes, e esmagado por nossas iniqüidades; o castigo que nos salva
pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas. 6Todos
nós andávamos desgarrados como ovelhas, seguíamos cada qual nosso
caminho; o Senhor fazia recair sobre ele o castigo das faltas de todos
nós. 7Foi maltratado e resignou-se; não abriu a
boca, como um cordeiro que se conduz ao matadouro, e uma ovelha muda
nas mãos do tosquiador. (Ele não abriu a boca.)* 8Por
um iníquo julgamento foi arrebatado. Quem pensou em defender sua
causa, quando foi suprimido da terra dos vivos, morto pelo pecado de
meu povo?* 9Foi-lhe dada sepultura ao lado de fascínoras
e ao morrer achava-se entre malfeitores, se bem que não haja cometido
injustiça alguma, e em sua boca nunca tenha havido mentira.* 10Mas
aprouve ao Senhor esmagá-lo pelo sofrimento; se ele oferecer sua vida
em sacrifício expiatório, terá uma posteridade duradoura, prolongará
seus dias, e a vontade do Senhor será por ele realizada.* 11Após
suportar em sua pessoa os tormentos, alegrar-se-á de conhecê-lo até
o enlevo. O Justo, meu Servo, justificará muitos homens, e tomará
sobre si suas iniqüidades. 12Eis por que lhe darei
parte com os grandes, e ele dividirá a presa com os poderosos: porque
ele próprio deu sua vida, e deixou-se colocar entre os criminosos,
tomando sobre si os pecados de muitos homens, e intercedendo pelos
culpados.* Isaías
63, 1Quem
é aquele que vem de Edom, de Bosra, as vestes tintas, envolvido num
traje magnífico, altaneiro na plenitude de sua força? Sou eu, que
luto pela justiça e sou poderoso para salvar.*2Por
que, pois, tuas roupas estão vermelhas como as vestimentas daquele
que pisa num lagar? 3Eu pisei sozinho o lagar, e
ninguém dentre os povos me auxiliou. Então eu os calquei com cólera,
esmaguei-os com fúria; o sangue deles espirrou sobre meu vestuário,
manchei todas as minhas roupas.* 4É que eu desejava
um dia de vingança, e o ano da redenção dos meus havia chegado. 5Olhei
então, e não houve pessoa alguma para me ajudar; estranhei que ninguém
me viesse amparar; então apelei para meu braço e achei forças na
minha indignação. 6Por isso, na minha cólera,
arrasei os povos, na minha fúria triturei-os, fazendo correr seu
sangue pela terra. 7Quero celebrar os benefícios do
Senhor e seus gloriosos feitos, por tudo o que fez em nosso favor, e
por sua grande bondade, com a qual nos cumulou na sua ternura e na
riqueza de seu amor.* 8Verdadeiramente, dizia de si
para si, aqueles são meu povo, filhos que não me renegarão. E
tornou-se seu salvador 9em todas as suas aflições.
Não era um mensageiro nem um anjo, mas sua própria Face que os
salvava. No seu amor e na sua ternura ele mesmo os livrava do perigo.
Durante o passado sustentou-os e amparou-os constantemente.* Lucas
23,
1Levantou-se
a sessão e conduziram Jesus diante de Pilatos,*2e
puseram-se a acusá-lo: Temos encontrado este homem excitando o povo
à revolta, proibindo pagar imposto ao imperador e dizendo-se Messias
e rei. 3Pilatos perguntou-lhe: És tu o rei dos
judeus? Jesus respondeu: Sim. 4Declarou Pilatos aos
príncipes dos sacerdotes e ao povo: Eu não acho neste homem culpa
alguma. 5Mas eles insistiam fortemente: Ele
revoluciona o povo ensinando por toda a Judéia, a começar da Galiléia
até aqui. 6A estas palavras, Pilatos perguntou se
ele era galileu. 7E, quando soube que era da jurisdição
de Herodes, enviou-o a Herodes, pois justamente naqueles dias se
achava em Jerusalém.* 8Herodes alegrou-se muito em
ver Jesus, pois de longo tempo desejava vê-lo, por ter ouvido falar
dele muitas coisas, e esperava presenciar algum milagre operado por
ele. 9Dirigiu-lhe muitas perguntas, mas Jesus nada
respondeu. 10Ali estavam os príncipes dos
sacerdotes e os escribas, acusando-o com violência. 11Herodes,
com a sua guarda, tratou-o com desprezo, escarneceu dele, mandou
revesti-lo de uma túnica branca e reenviou-o a Pilatos. 12Naquele
mesmo dia, Pilatos e Herodes fizeram as pazes, pois antes eram
inimigos um do outro. 13Pilatos convocou então os
príncipes dos sacerdotes, os magistrados e o povo, e disse-lhes: 14Apresentastes-me
este homem como agitador do povo, mas, interrogando-o eu diante de vós,
não o achei culpado de nenhum dos crimes de que o acusais. 15Nem
tampouco Herodes, pois no-lo devolveu. Portanto, ele nada fez que mereça
a morte. 16Por isso, soltá-lo-ei depois de o
castigar. 17[Acontecia que em cada festa ele era
obrigado a soltar-lhes um preso.] 18Todo o povo
gritou a uma voz: É morte com este, e solta-nos Barrabás. 19(Este
homem fora lançado ao cárcere devido a uma revolta levantada na
cidade, por causa de um homicídio.) 20Pilatos, porém,
querendo soltar Jesus, falou-lhes de novo, 21mas
eles vociferavam: Crucifica-o! Crucifica-o! 22Pela
terceira vez, Pilatos ainda interveio: Mas que mal fez ele, então? Não
achei nele nada que mereça a morte; irei, portanto, castigá-lo e,
depois, o soltarei. 23Mas eles instavam, reclamando
em altas vozes que fosse crucificado, e os seus clamores recrudesciam.
24Pilatos pronunciou então a sentença que lhes
satisfazia o desejo. 25Soltou-lhes aquele que eles
reclamavam e que havia sido lançado ao cárcere por causa do homicídio
e da revolta, e entregou Jesus à vontade deles. 26Enquanto
o conduziam, detiveram um certo Simão de Cirene, que voltava do
campo, e impuseram-lhe a cruz para que a carregasse atrás de Jesus. 27Seguia-o
uma grande multidão de povo e de mulheres, que batiam no peito e o
lamentavam. 28Voltando-se para elas, Jesus disse:
Filhas de Jerusalém, não choreis sobre mim, mas chorai sobre vós
mesmas e sobre vossos filhos. 29Porque virão dias
em que se dirá: Felizes as estéreis, os ventres que não geraram e
os peitos que não amamentaram! 30Então dirão aos
montes: Caí sobre nós! E aos outeiros: Cobri-nos!* 31Porque,
se eles fazem isto ao lenho verde, que acontecerá ao seco? 32Eram
conduzidos ao mesmo tempo dois malfeitores para serem mortos com
Jesus. 33Chegados que foram ao lugar chamado Calvário,
ali o crucificaram, como também os ladrões, um à direita e outro à
esquerda. 34E Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes; porque
não sabem o que fazem. Eles dividiram as suas vestes e as sortearam. 35A
multidão conservava-se lá e observava. Os príncipes dos sacerdotes
escarneciam de Jesus, dizendo: Salvou a outros, que se salve a si próprio,
se é o Cristo, o escolhido de Deus! 36Do mesmo modo
zombavam dele os soldados. Aproximavam-se dele, ofereciam-lhe vinagre
e diziam: 37Se és o rei dos judeus, salva-te a ti
mesmo. 38Por cima de sua cabeça pendia esta inscrição:
Este é o rei dos judeus. 39Um dos malfeitores, ali
crucificados, blasfemava contra ele: Se és o Cristo, salva-te a ti
mesmo e salva-nos a nós! 40Mas o outro o
repreendeu: Nem sequer temes a Deus, tu que sofres no mesmo suplício?
41Para nós isto é justo: recebemos o que mereceram
os nossos crimes, mas este não fez mal algum. 42E
acrescentou: Jesus, lembra-te de mim, quando tiveres entrado no teu
Reino! 43Jesus respondeu-lhe: Em verdade te digo:
hoje estarás comigo no paraíso. 44Era quase à
hora sexta e em toda a terra houve trevas até a hora nona.* 45Escureceu-se
o sol e o véu do templo rasgou-se pelo meio. 46Jesus
deu então um grande brado e disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu
espírito. E, dizendo isso, expirou.* 47Vendo o
centurião o que acontecia, deu glória a Deus e disse: Na verdade,
este homem era um justo. 48E toda a multidão dos
que assistiam a este espetáculo e viam o que se passava, voltou
batendo no peito. 49Os amigos de Jesus, como também
as mulheres que o tinham seguido desde a Galiléia, conservavam-se a
certa distância, e observavam estas coisas. 50Havia
um homem, por nome José, membro do conselho, homem reto e justo. 51Ele
não havia concordado com a decisão dos outros nem com os atos deles.
Originário de Arimatéia, cidade da Judéia, esperava ele o Reino de
Deus. 52Foi ter com Pilatos e lhe pediu o corpo de
Jesus. 53Ele o desceu da cruz, envolveu-o num pano
de linho e colocou-o num sepulcro, escavado na rocha, onde ainda ninguém
havia sido depositado. 54Era o dia da Preparação e
já ia principiar o sábado.* 55As mulheres, que
tinham vindo com Jesus da Galiléia, acompanharam José. Elas viram o
túmulo e o modo como o corpo de Jesus ali fora depositado. 56Elas
voltaram e prepararam aromas e bálsamos. No dia de sábado,
observaram o preceito do repouso. Filipenses
2, 5Dedicai-vos
mutuamente a estima que se deve em Cristo Jesus.* 6Sendo
ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com
Deus,* 7mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a
condição de escravo e assemelhando-se aos homens. 8E,
sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais,
tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9Por
isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está
acima de todos os nomes, 10para que ao nome de
Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos.
Foram estes os textos selecionados. Lembremos de uma coisa:
hoje, mais do que nunca, Jesus continua sofrendo
com as loucuras dos homens. Toda esta campanha mundial,
orquestrada pelo anticristo, para desmitificar, para demolir com todas
as passagens dos Evangelhos, uma a uma, certamente atinge
profundamente o Coração de nosso Deus. Que neste tempo de compunção interior, meditemos sobre a Paixão, cada vez mais conscientes de que foram os nossos pecados a casa de todos os sofrimentos de Jesus. E se pecamos, continuamos sendo casa destas mesmas dores, e causa desta mesma Paixão que se repete anualmente... e todos os dias. Uma boa Confissão Sacramental, não só como um preceito da Igreja, mas como forma de conversão verdadeira, certamente ajudará a reparar um pouco, e diminuir os sofrimentos de Jesus.
Os que vivem o estado de graça, aliviam estes
sofrimentos atuais. (Arnaldo)
Fonte: Recados do Aarão |
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