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Sacramento
da Eucaristia
Todos
os outros sacramentos... ligam-se à sagrada Eucaristia e a ela se
ordenam. Pois a Santíssima Eucaristia contém todo o bem espiritual
da Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa Páscoa e Pão vivo, que
dá vida aos homens, através de sua Carne vivificada e vivificante,
pelo Espírito Santo.
A iniciação cristã, começada com o batismo e com a crisma,
completa-se com a Eucaristia que, como alimento divino, nutre e
aumenta nos fiéis a vida da graça e os leva à comunhão viva, íntima,
pessoal com Cristo.
Eu sou o pão vivo descido do céu-disse Jesus. Quem come deste pão
viverá eternamente, e o pão que eu darei é a minha carne para a
vida do mundo... Quem come minha carne e bebe meu sangue, permanece em
mim e eu nele (Jo 6, 51.56).
As palavras com que o Senhor anunciava e prometia a Eucaristia
realizaram-se ao pé da letra na tarde da última Ceia, quando tomou o
pão e, após tê-lo abençoado, partiu-o e o deu aos discípulos,
dizendo: \'Tomai, comei, isto é o meu Corpo (Mt 26, 26). Não se
trata de símbolo e, sim, de realidade tão verdadeira e concreta quão
misteriosa: é a substância do pão e do vinho mudada na substância
do Corpo e do Sangue de Cristo. Escrevia S. Inácio Mártir aos
primeiros cristãos: A Eucaristia é a carne do nosso Salvador Jesus
Cristo, carne que sofreu pelos nossos pecados, mas que o Pai, por sua
bondade, ressuscitou.
Assim como tem, a vida natural, de alimentar-se, para o crescimento e
sustento do corpo, assim tem a vida da graça seu alimento divino:
Jesus, Pão vivo viático de nosso caminho (GS 38), que a sustenta e
aperfeiçoa até transfigurá-la um dia na vida eterna. O sagrado
banquete-canta a Liturgia - em que Cristo é nosso alimento.
Perpetua-se nele o memorial de sua Paixão, a alma é repleta de graça
e nos é dado o penhor da glória futura.
Os fiéis, uma vez assinalados pelo santo batismo e pela confirmação,
acabam por inserir-se plenamente no Corpo de Cristo, pela recepção
da Eucaristia. Como o batismo e a crisma, também a Eucaristia tem
dimensão eclesial, isto é, enquanto une intimamente a Cristo os fiéis
que a recebem e alimenta neles a vida da graça, ao mesmo tempo
aperfeiçoa e leva à plenitude a inserção deles no Corpo místico
de Cristo. São dois efeitos simultâneos e inseparáveis: um reclama
necessariamente o outro. E o primeiro efeito diretamente pessoal,
ordenado para a santificação do indivíduo e para sua comunhão íntima
com Cristo. O segundo efeito, proveniente do primeiro, é ordenado
para a comunhão com a Igreja e com os irmãos. A comunhão com Cristo
não pode deixar de ser comunhão com os membros de Cristo.
O Concílio Vaticano II explica com muita clareza: Participando
realmente do Corpo do Senhor na fração do pão eucarístico, somos
elevados à comunhão com ele e entre nós. Sendo um só o pão, todos
os que participam deste pão único formamos um só corpo. (1Cor
10,17). Assim tornamo-nos todos membros desse Corpo.(LG 7) Assim como
vive cada cristão e cresce sobrenaturalmente ao alimentar-se com o pão
eucarístico, assim desse mesmo pão vive a Igreja e continuamente
cresce (LG 26).
A Eucaristia é alimento e viático de cada um dos fiéis e é, por
isso mesmo, nutrição de todo o povo de Deus. E como fortifica e
alimenta a união com Cristo, assim também fortifica e alimenta a união
entre os cristãos: A unidade dos fiéis que constituem um só corpo
em Cristo é significada e realizada pelo sacramento do pão eucarístico
(LG 3).
A união com Nosso Senhor e a união entre os fiéis é a graça
característica da Eucaristia. Para receber essa graça em plenitude,
precisamos nos dispor cada vez mais e, depois, vivenciá-la,
traduzindo na prática a comunhão com Cristo e com os irmãos.
Seu Irmão: Eduardo Rocha Quintella
E-mail: eduardoquintella@uol.com.br
Website: www.eduardoquintella.org
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