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Tríduo
Pascal
Na
liturgia da Igreja, Cristo significa e realiza principalmente seu mistério
pascal.
Durante sua vida terrestre, Jesus anunciava seu Mistério pascal por
seu ensinamento e o antecipava por seus atos.
Quando chegou sua hora, viveu o único evento da história que não
passa: Jesus morre, é sepultado, ressuscita dentre os mortos e está
sentado à direita do Pai uma vez por todas (Rom 6,10).
É um evento real, acontecido em nossa história, mas é único: todos
os outros eventos da história acontecem uma vez e depois passam,
engolidos pelo passado.
O Mistério pascal de Cristo, ao contrário, não pode ficar somente
no passado, já que por sua morte destruiu a morte, e tudo o que
Cristo é, fez e sofreu por todos os homens participa da eternidade
divina, e por isso abraça todos os tempos e nele se mantém presente.
O evento da cruz e da ressurreição permanece e atrai tudo para a
vida. (CIC 1085).
Sendo assim, estas celebrações que formam o Tríduo Pascal têm a
finalidade de tornar presente, atualizar, tornar vivo o mistério de
Cristo, que se entrega ao Pai por nós, e nos faz participantes deste
seu dom, vida e comunhão com o Pai.
A Palavra de Deus anuncia a Salvação presente e os sinais
sacramentais tornam presente ao cristão esta salvação.
O Cristão não pode viver uma vida de união com Cristo, sem morrer
primeiramente a tudo o que constitui o velho mundo.
A morte e a vida do Senhor se realizam novamente no mistério litúrgico
e na nossa participação nesse mistério.
Seu Irmão: Eduardo Rocha Quintella
E-mail: eduardoquintella@uol.com.br
Website: www.eduardoquintella.org
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