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Eu Sou o caminho, a verdade e a vida
Eu sou o caminho, a verdade e a vida (Jo 14,6).
O
Ressuscitado apresenta-se como o caminho a ser seguido e que conduz ao
Pai, a verdade que não escraviza e ilude, mas liberta, e a vida que
se doa plenamente a toda a humanidade. A comunidade é o sacramento
vivo da presença de Deus. Jesus é o caminho, a verdade e a vida.
A
imagem do caminho longo e difícil que Israel deve percorrer,
atendendo o apelo do seu Deus e apoiando-se nele pela fé. A fim de
chegar à terra prometida, pertencia à simbologia do êxodo (Dt 1,
30-33; 2,1-2; 8, 2-10).
A
seguir, a imagem do caminho foi aplicada à fé que revela as orientações
que o Senhor propõe ao seu povo, visando às recompensas eternas (Dt
32, 4: Sl 25, 10; 128 1; 147 19-20).
No
Novo Testamento a imagem persiste, mas se transforma. Jesus inaugura
uma nova maneira de andar segundo Deus e ao encontro com Deus (Mc 8,
34; Mt, 16, 24; Lc, 9.23; Hb, 10, 20), de tal maneira que o
cristianismo nascente foi chamado o caminho (At 9,2; 18,25; 24 22).
Mas
a expressão toma em João uma significação mais profunda: Jesus não
é somente o caminho na medida em que, por seu ensinamento, ele conduz
a vida; ele é o caminho que conduz ao Pai na medida em que ele próprio
é a verdade e a vida (Jo 10, 9).
Jesus
é a verdade porque é, enquanto filho encarnado, a expressão
perfeita do Pai para os homens; ele manifesta o Pai (Jo 17, 8. 14: 1
18) tanto por sua atividade como por sua palavra.
É
assim que ele introduz os que abraçam a fé na comunhão do Pai. Na
qual consiste a plenitude da vida verdadeira (Jo 17, 3; 1 43,16).
Para
João, esta volta de Jesus para associar os seus à sua condição
gloriosa não se situa apenas no fim dos tempos. Ela é escatológica.
O já ainda não da salvação. Experimentamos já, mas ainda não
definitivo. Pelo nosso batismo. Existe uma grande tensão na vida do
cristão.
Se
me conheceis, conheceis também o Pai. No Jesus terrestre, que se dá
a conhecer plenamente no evento pascal, é que Deus se revela
totalmente.
Jesus
Cristo é a plenitude que eleva a condição humana à condição
divina para sua glória: Eu vim para dar vida aos homens e mulheres e
para que a tenham em plenitude (Jo 10,10).
Sua
amizade não nos exige que renunciemos a nossos desejos de plenitude
vital, porque ele ama nossa felicidade também nesta terra. Diz o
Senhor que Ele tudo criou, para que de tudo desfrutemos (1 Tm 6, 17).
Seu
Irmão: Eduardo Rocha Quintella
Bacharel
em Teologia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora Minas
Gerais
Website:
www.eduardoquintella.org
E-mail:
eduardoquintella@uol.com.br
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