AUSTRÁLIA        

 

Os redentoristas na Austrália

         Província de Camberra: Trata-se da Província australiana que teve grandes altos e baixos.Cresceu muito em seus inícios, mas hoje está em declive devido ao escasso número de seus membros. Sua história é, até certo ponto, idêntica às de outras Províncias.

         A colonização européia na Austrália teve seu início quando ela foi transformada em centro penitenciário. Para lá foram enviados tantos delinqüentes como os guardas militares que conviviam com eles. Durante mais de meio século, a situação permaneceu invariável. Mas entre os presos havia um grande número de católicos irlandeses que fez crescer e tornar cada vez maior um grande ressentimento contra o Reino Unido por causa do domínio que exerciam sobre sua pátria. A presença destes deportados irlandeses foi também o que deu origem à atual minoria católica.

         O primeiro pedido de redentoristas para a Austrália data de 1860. Mas a presença de redentoristas ali só foi acontecer em 1882. Foi por meio de Robert Coffin, um convertido ao catolicismo e ajudante de Newman. Foi então enviada uma meia dúzia de redentoristas pioneiros.

         O pequeno grupo se encarregarou de uma paróquia composta de granjeiros e vaqueiros. Exerceram seu principal apostolado entre essas pessoas: o das missões e o paroquial. Durante os cinco anos que permaneceram em Singleton, o trabalho que realizaram foi tão duro quanto elogiável; podia-se até dizer que foi incrível. Um historiador australiano referiu-se à “tirania das distâncias” como uma das causas que mais dificultaram a consolidação do país.

         P. James Hegarty, aguerrido veterano e conhecido por seus companheiros como “Boanerges” (“Filho do Trovão”), viajou mais de 3.000 quilômetros, em diversos meios, até alcançar o extremo tropical do continente, perto do Golfo de Carpentaria. Para livrar-se da poeira negra que durante os longos dias de viagem acumulava-se no corpo, costumava pedir à polícia de plantão que o colocasse na prisão local para que, à base de baldes e baldes de água da chuva, pudesse livrar-se da sujeita acumulada.

         Por causa da rápida concretização das missões redentoristas na Austrália, os redentoristas conquistaram o respeito de todos e passaram a exercer um papel importante na atividade pastoral da região.

         Por ocasião da Segunda Guerra Mundial, novos grupos chegaram à Austrália. Foi uma autêntica “invasão”. Então, podia-se falar de “refugiados”. Chegaram de quase todos os países europeus. Durante vários anos, essa avalanche de “refugiados” misturou-se com o resto da população. Hoje os políticos falam de um “multiculturalismo”. Nos últimos anos, esse multiculturalismo teve uma influência ainda maior. Aos já radicados ali, foram-se somando muitos outros imigrantes provenientes dos países vizinhos. Por causa desse fenômeno, o país converteu-se numa realidade mais homogênea. Antes, podia-se melhor falar de uma extensão européia situada entre a Ásia e as Ilhas do Pacífico. Atualmente, com uma grande população procedente de numerosas regiões asiáticas e dos países do Oriente Médio, assim como também das Ilhas do Pacífico, a população australiana está muito mais próxima do perfil próprio do povo desta região da Ásia-Oceania.

         O número de católicos na Austrália cresceu ultimamente de forma considerável. Eles são a denominação religiosa mais importante. No conjunto de uma população de 19 milhões de habitantes, 5 milhões são católicos. Embora a participação dominical na maior parte das paróquias seja muito melhor que nos primeiros anos, continua havendo ainda hoje uma considerável procura do ministério redentorista na Austrália.

         A falta de pessoal, sem dúvida, é o problema mais sério que os redentoristas enfrentam. Apesar de muita oração e de generosos esforços que vão sendo empregados no setor da animação vocacional, a Austrália conta atualmente com poucos candidatos ao sacerdócio e à vida religiosa.

         Há doze anos, um pequeno grupo de redentoristas australianos foi para Hong Kong. Trata-se apenas de um sonho, se o compararmos com a heróica presença missionária da Espanha na China. Contudo, talvez possamos também ver nisso uma pequena ressurreição do que foi aquela presença. Realidade ou não, significa uma aventura luminosa, cheia de esperança. Sobre essa missão, não há dúvida de que há uma ameaça de um quase fracasso devido a motivos de trabalho, provocados pela procedência australiana de seus missionários. Essa presença ali, contudo, é um sinal de esperança; mais ainda se levarmos em consideração a generosa oferta da província vietnamita de ajudar a essa nova missão na China com pessoal próprio.

         Se fosse possível contar também com uma pequena colaboração deste tipo por parte de outras Províncias, estaria garantido um futuro de mais esperança para a Congregação neste longínquo canto do mundo.


        
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