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Católica e tolerante
A Polônia é um Estado a partir do momento em que decide ser católica. As origens da nação polaca estão vinculadas à conversão ao cristianismo de Mieszko I, no ano de 996. O Primeiro hino nacional polaco foi um canto religioso – o Bogurodzica – que os cavaleiros entoavam no início de uma batalha.
No entanto, este país que confessa e vive abertamente a sua religião, foi sempre um dos mais tolerantes e acolhedores da Europa para as outras religiões. Durante o período do apogeu da Reforma, foi declarada “terra sem fogueiras”, porque aqui não se perseguia – e muito menos se queimava – quem quer que fosse, pela sua religião. Durante séculos a Polônia foi terra de asilo para milhões de judeus e, talvez por isso, foi um dos países que mais sofreu a sanha anti-semita dos nazis.
Em todas as épocas da sua história, a
Igreja Católica Polaca teve um papel essencial para manter a consciência, a
tradição, a unidade e inclusivamente a língua nacional. Nos anos das divisões, nos
dramáticos tempos da Segunda Guerra Mundial e também durante a era comunista, a
Igreja foi símbolo de coesão.
O principal lugar de culto na Polônia,
um dos principais no mundo, é o santuário da Virgem Negra de Jasna Góra em Czestochowa.
A influência religiosa traduz-se em milhares
de igrejas e santuários, com a sua peculiar arquitetura, que atraem milhões de peregrinos e também na conservação de
numerosos rituais, mistérios e romarias populares que dão vida, até, à mais
pequena aldeia.
As principais celebrações coincidem
logicamente, com as épocas religiosas por excelência: Páscoa e Natal. As representações
da Paixão têm particular interesse e a elas se unem algumas celebrações populares,
como o costume de arremessar água na segunda-feira de Páscoa.
Os presépios polacos – particularmente os de Cracóvia – têm reconhecida fama internacional, pelas elaboradas formas arquitetônicas que evocam tempos passados.
O Papa Polaco
Karol Wojtyla nasceu a 18 de Maio de 1920 em Wadowice, uma pequena cidade polaca junto ao rio Skawa, ao pé das serras cobertas de bosques de Beskid Maly, junto a Cracóvia. No número 7 da rua Koscielna, o que foi o seu lar, foi convertido num pequeno museu.
O futuro papa estudou na escola Marcin Miechowita de Wadowice. Foi um aluno excelente, que terminou o curso com menção honrosa. Durante a sua juventude interessou-se pelo teatro, praticou desporto – principalmente esqui – e escreveu ainda, alguns poemas. Em 1938 mudou-se para Cracóvia e iniciou os seus estudos na Universidade Jagielloniana. Durante a guerra trabalhou numa fábrica química e começou os seus estudos no Seminário da Arquidiocese, na clandestinidade.
No dia 1 de Novembro de 1946 foi ordenado sacerdote. Posteriormente foi nomeado vigário, bispo e finalmente cardeal, em 1967. Em 16 de Outubro de 1978 sucedeu a João Paulo I como Sumo Pontífice da Igreja Católica. O papel do papa polaco foi determinante na liberalização política do seu país e na abertura dos países de Leste após a queda do Muro de Berlim.
João Paulo II já visitou a sua pátria em cinco ocasiões.
As Igrejas e comunidades religiosos na Polônia
A Constituição da República da Polônia garante a cada cidadão a liberdade de consciência e religião e, conseqüentemente, o direito, entre outros, de praticar e ensinar os princípios da sua fé, de possuir templos e outros centros de culto (artigo 53). Além disso, as garantias de liberdade religiosa para as maiores comunidades religiosas adquiriram o estatuto de leis independentes sobre a posição do Estado perante todas as igrejas. Atualmente na Polônia funcionam cento e trinta e oito Igrejas e comunidades religiosas oficialmente registradas.
O maior número de crentes pertence à Igreja Católica, constituindo aproximadamente 95% de toda a população crente. Entre os quatro ritos – bisantino-ucraniano, neounitário, armênio e latino – o mais numeroso é o último, pois em 1998 concentrava mais de 35 milhões de crentes (9990 paróquias e cerca de 28 mil sacerdotes).
A Igreja Ortodoxa Autocefálica Polaca é a segunda maior comunidade religiosa oficial. Conta aproximadamente 550 mil crentes e 320 sacerdotes. Os seus crentes são, nomeadamente, representantes da minoria bielorrussa que habitam os distritos do leste do país.
A terceira crença cristã mais influente na Polônia, dividida em várias frações, é a igreja protestante. A Igreja
Evangélico-Luterana conta mais de 85 mil crentes. A Comunidade Pentecostal – cerca de 17 mil, a Igreja Adventista do Sétimo Dia – cerca de 10 mil. As restantes comunidades religiosas não concentram mais de 5 – 6 mil crentes.
Na Polônia funcionam também as chamadas igrejas velho-católicas (não ligadas à igreja católica romana): a Igreja Mariavita Velho-Católica - concentrando 25 mil pessoas, a Igreja Católica Polaca e a Igreja Mariavita Católica. Todas elas concentram cerca de 50 mil crentes.
A Comunidade dos Testemunhas de Jeová concentra cerca de 130 mil crentes.
Além disso, na Polônia atuam vários grupos religiosos não cristãos, entre outros a Comunidade Religiosa Muçulmana (o islão), a União Religiosa de Comunidades Judaicas (o moiseísmo), a Comunidade Religiosa Caraíma (religião que surgiu da fusão do judaísmo e do islã, professada pelos representantes da minoria étnica de origem turca) e um grupo bastante numeroso de organizações ligadas a religiões orientais, por exemplo a Sociedade Internacional de Hare Krishna e as uniões budistas.