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Catolicismo perde apelo na Itália
A grande maioria dos italianos diz ser católica romana, mas o número de pessoas que vai regularmente à igreja ou se casa no altar está caindo dramaticamente, mostrou um novo relatório publicado em 9 de setembro de 2003. A pesquisa para o jornal italiano La Repubblica foi divulgada no momento em que o cardeal Dionigi Tettamanzi, o principal candidato da Itália para se tornar o próximo papa, alertava que o cristianismo enfrenta uma crise nas grandes cidades.
"As crianças não sabem nem fazer o sinal da cruz", afirmou Tettamanzi em um longo documento distribuído simultaneamente à comemoração de seu primeiro aniversário como cardeal de Milão. "A rica vitalidade da fé hoje em dia está seriamente ameaçada", declarou.
Um mês antes das comemorações dos 25 anos do papa João Paulo II à frente da Igreja, a sondagem Eurisko com 5 mil italianos mostrou que, enquanto 87% deles disseram-se católicos, apenas 29,3% iam regularmente à missa. Em 1985, 35,7% dos italianos frequentavam a igreja.
O relatório apontou que os casamentos religiosos entre italianos diminuíram 10% entre 2000 e 2001. Para o cardeal, o casamento perdeu sua importância religiosa. "A cerimônia de casamento virou um costume social baseado em estética: o vestido, os presentes, os convidados, as fotos e a refeição." Ele instruiu os padres a se recusarem a dar o sacramento a pessoas insuficientemente devotas.
Números: cristianismo 82,1% (católicos 97,2%, outros 2,6%, dupla filiação 0,7%, desfiliados 17%), sem religião 13,2%, ateísmo 3,4%, outras 1,4% (2000).