|
|
Catolicismo na África do Sul
Na
África do Sul, existem 5 centros onde a Comunidade Cristã trabalha. Isto é
apenas um exemplo da necessidade e da procura pelo "novo"
cristianismo. A ortodoxia cristã parece incapaz de sintonizar-se com o desafio
desta época ou de combater o materialismo científico ou de fazer expandir
efetiva solidariedade cristã. O evangelho cósmico de Cristo abriu o caminho ao
homem social e simples que foi Jesus de Nazaré. Não admira que a teologia da
libertação, que defende a revolução violenta, tenha conhecido uma tão firme
aceitação, em particular no terceiro mundo, mas também no primeiro. O novo
cristianismo é identificado com o que é referido pelos teólogos como o
cristianismo joanino.
"Trata-se
certamente de um balanço positivo, mas ainda existem feridas a serem
cicatrizadas", afirma à Agência Fides Pe. Mario, do Scalabrini
Development Agency de Cidade do Cabo, comentando o décimo aniversário do fim
do Apartheid e do início da democracia na África do Sul. "Sair de um
regime violento e brutal, como o Apartheid, sem derramamento de sangue é um
resultado que demonstra a grandeza de Nelson Mandela", afirma Pe. Mario.
"O caminho da não-violência
vingou, e agora a África do Sul é um farol, ou melhor, o farol para toda a África".
"Gostaria de recordar que o ex-Presidente De Klerk, um homem de proveniência
do aparato racista, foi capaz, assumindo riscos pessoais gravíssimos (escapou
de uma série de atentados), de pôr fim ao regime segregacionista, e permitiu o
nascimento da democracia na África do Sul". "Dez anos, porém, são
poucos para sanar as feridas infligidas em décadas de apartheid.
A África do Sul percorreu um
caminho original através da Comissão "Justiça e Verdade" para
tentar superar um passado marcado pela violência. A Comissão "Justiça e
Verdade" avaliou caso a caso a conduta de quem, tendo cometido crimes, se
apresentava diante da Comissão e ajudava a reconstruir a verdade das últimas décadas
de história sul-africana. "Descobrir a verdade do próprio passado é
certamente importante, mas não é o suficiente para curar as almas.
A África do Sul, no entanto,
quer prosseguir e olhar para o futuro", afirma Pe. Mario. "Para isso,
no entanto, a Europa deve ajudar os sul-africanos a consolidarem a democracia e
promover o desenvolvimento. Existem ainda muitas desigualdades sociais que devem
ser equilibradas". "Ajudar a África do Sul significa ajudar toda a África.
Este país é um ponto de referência para todos os africanos.
Por isso, o ocidente não
pode abandonar a África do Sul: significaria abandonar definitivamente toda a
África". Em 27 de abril de 1994, os sul-africanos de todas as raças
votaram juntos pela primeira vez, colocando fim ao regime do Apartheid. Nelson
Mandela, chefe do African National Congress (ANC), depois de 27 anos na cadeia,
foi eleito o primeiro Presidente negro do país. Seu sucessor, Thabo Mbeki,
conquistou o mais alto número de votos do ANC nas eleições de 14 de abril
passado.
Fides
Números: cristianismo: 68% (9% católicos); religiões tradicionais: 31% e islã: 1%