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A
dura verdade
15.06.2008 - Por Mark Mallett - USA
Por quê? Por que a Igreja Católica seria contra o amor?
Esta é a pergunta que muitas pessoas fazem, quando vêem a
proibição da Igreja contra o casamento gay. Duas pessoas desejam se
casar porque se amam. Por que não?
A Igreja tem respondido claramente, usando a razão da lei natural, as
Sagradas Escrituras e a Tradição em dois breves documentos:
Considerações a respeito do Reconhecimento Legal das Uniões entre
Pessoas Homossexuais e Carta aos Bispos da Igreja Católica sobre a
Pastoral das Pessoas Homossexuais.
A Igreja tem respondido com clareza e firmeza, assim como ela afirma
que o adultério é moralmente errado, tanto quanto coabitar antes do
casamento, roubar ou bisbilhotar.
MÃE E MESTRA
Nós podemos apenas compreender a missão da Igreja como "mãe e
mestra", no contexto da missão cristã: Ele veio para nos salvar
dos nossos pecados. Jesus veio para nos libertar da dependência e da
escravidão que destroem a dignidade e o potencial de cada ser humano
feito à imagem de Deus.
De fato, Jesus ama cada homem e mulher gay do planeta. Ele ama cada
adúltero, fornicador, ladrão e bisbilhoteiro. Mas para toda pessoa,
Ele proclama: "Arrependei-vos, pois o reino do céu está
próximo" (Mat 4:17).
"Arrependei-vos" das ações erradas, para receberdes
"o reino dos céus". Dois lados da Moeda da Verdade.
À adúltera, Jesus impediu que fosse apedrejada e eles deixaram suas
pedras, saindo dali. Jesus disse: "Ninguém te condenou, nem Eu
te condeno". Ou seja.
"Deus não enviou Seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas
para que o mundo fosse salvo por meio d´Ele." (Jo 3:17).
Jesus anuncia a era da misericórdia. Mas misericódia também busca
libertar, também fala a verdade. Assim, Cristo disse a ela: "Vai
e não peques mais".
"... todo aquele que não crê já está condenado".
Ele nos ama e, portanto, Ele deseja nos libertar e nos curar da
ilusão e dos efeitos do pecado.
Assim, quando a Igreja proclama os limites da lei e das fronteiras
para a atividade humana, ela não está restringindo nossa liberdade.
Antes, ela está continuando a nos dar as grades de proteção e
sinais que nos dirigem em segurança à verdadeira liberdade.
"A liberdade não é a habilidade para fazer tudo o que
desejamos, o que queremos fazer. Antes, a liberdade é a habilidade
para viver responsavelmente a verdade do nosso relacionamento com Deus
e com o próximo " - papa João Paulo II - 1999.
É por causa do amor da Igreja para a pessoa que se esforça com sua
orientação sexual que ela fala claramente sobre o perigo moral de
seguir ações contrárias à lei moral natural. Ela chama a pessoa a
entrar na vida de Cristo, que é "a verdade que nos
liberta". Ela aponta o Caminho dado a nós pelo próprio Cristo,
que é obediência aos desígnios de Deus - uma estrada estreita que
conduz à beatitude da vida eterna. E como uma mãe, ela avisa que
"o salário do pecado é a morte", mas não esquece de
destacar com alegria a carta das Escrituras:
"... mas o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso
Senhor" (Rom 6:23)
A VERDADE NO AMOR
E assim, devemos ser claros, falando a verdade no amor: a Igreja não
está apenas dizendo que a palavra "casamento" pode
pertencer somente aos casais heterossexuais; ela está dizendo que a
união de qualquer tipo, entre pessoas homossexuais, é um
"objetivamente desordenada". Por esta razão,
"O reconhecimento legal das uniões homossexuais obscureceriam
certos valores básicos da moral e causam uma desvalorização da
instituição do matrimônio" - Considerações a respeito do
Reconhecimento Legal das Uniões entre Pessoas Homossexuais; 6.
Não é um mandamento frio, mas um eco das palavras de Cristo:
"Arrependei-vos, pois o reino dos céus está próximo". A
Igreja reconhece o esforço, mas não dilui o remédio:
"...homens e mulheres com tendências homossexuais "devem
ser aceitos com respeito, compaixão e sensibilidade". Todo sinal
de discriminação injusta a este respeito deve ser evitado.
"Eles são chamados, como outros cristãos, a viver a virtude da
castidade. A inclinação homossexual é, portanto,
"objetivamente desordenada" e as práticas homossexuais são
"pecados graves contrários à castidade" - Ibid. 4.
Assim o adultério, a fornicação, o roubo, a bisbilhotice são
pecados graves. E Cristo deseja nos libertar de tudo isso - seja a
pessoa homossexual ou heterossexual.
Published in: DAILY JOURNAL, A DURA VERDADE - June 14th, 2008
(tradução de Marisa Bueloni ><>)
Fonte: Portal Anjo
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