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Símbolos
Litúrgicos
AS
CORES DOS PARAMENTOS LITÚRGICOS E SEU SIGNIFICADO
A
liturgia sagrada da Igreja tem uma linguagem simbólica
muito expressiva, através das cores. As cores propriamente litúrgicas
são seis: branco, vermelho, verde, roxa, rosáceo e preto. Em
alguns lugares, por privilégio, usa-se o azul celeste na festividade
da Imaculada Conceição.
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BRANCA |
Resultado
de todas as cores juntas, simboliza a pureza e a alegria.
É usada em todas as festividades de Nosso Senhor
(excetuadas as da Paixão), que é a Luz do mundo; nas
festas de Nossa Senhora, dos anjos e dos
santos não-mártires. |
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VERDE |
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Simboliza a esperança. É adotada nos domingos que seguem a
festa da Epifania, até à Setuagésima; e após
o Pentecostes, até o Advento. |
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VERMELHA |
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Simboliza o fogo do amor, da caridade ou do martírio
(lembrando o sangue dos Márties). É adotada nas
festividades do Espírito Santo da Santa Cruz e dos
Santos Mártires, bem como no Domigo da Paixão e Sexta-Feira
Santa. (Antigamente, na Sexta-Feira Santa usava-se o
preto, que hoje está em desuso no País). |
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ROXA |
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Simboliza a penitência e a contrição. Usa-se
no tempo da Quaresma e do Advento. |
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ROSÁCEA |
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Simboliza a alegria, dentro de um tempo destinado à penitência.
Usa-se
no 3º. domingo
do Advento e no 4º. domingo da Quaresma. |
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PRETA |
-
Simboliza o luto, dor e tristeza. Usada nas Missas de defuntos,
antigamente também na Sexta-Feira Santa, significa o choro da
Igreja diante da morte de Nosso Senhor Jesus
Cristo e a dos seus filhos espirituais.
(Em desuso no Brasil, mas em alguns casos ainda é usada
na Missa pelos defuntos.) |
OBJETOS
LITÚRGICOS
O
Altar - É a mesa onde se celebra o
Santo Sacrifício da Missa. É "a mesa do Senhor". (1 Cor.
10,21). O altar representa Nosso Senhor Jesus Cristo,
pedra fundamental da Igreja. No centro do altar há uma pequena
cavidade, onde se coloca uma pedra, comumente de mármore, denominada
Pedra d'ara, que encerra dentro de si relíquias de santos mártires,
recordando o costume primitivo cristão de celebrar o Santo
Sacrifício sobre o túmulo dos mártires e suas preciosas relíquias.
Durante a Missa, o cálice e a Hóstia devem pousar sobre
a pedra d'ara. As toalhas do altar são três, feitas de
linho ou de cânhamo, devendo ser bentas pelo Sr. Bispo ou por
um sacerdote por ele delegado. As toalhas do altar simbolizam os
lençóis com que foi amortalhado o Corpo de Jesus. O
Sacrário - É o lugar onde se guardam as Hóstias
Consagradas, posicionado na parte anterior e
central em relação ao altar.
O
Missal - É o livro litúrgico oficial da Igreja. Contém
normais gerais sobre o cerimonial litúrgico, bem como as
leituras e orações apropriadas para a Santa Missa de todos os
dias e festas do ano litúrgico. O Missal Romano é obrigatório
para toda a Igreja Latina. A Santa Sé, entretanto, respeitando antiquíssimas
tradições peculiares e algumas Ordens Religiosas ou regiões,
permite algumas exceções quanto às orações e cerimonial.
Cálice
- Usado por Jesus Cristo na última ceia , a
primeira Missa, o cálice é um dos mais santos objetos sagrados.
Deve ser consagrado pelo Bispo, a fim de poder receber o Sangue divino
de Jesus. Se não for possível que o cálice todo, ou a copa, sejam
de ouro ou de prata, pelo menos o interior da copa deve ser
dourado. O Sanguíneo - ou purificador,
é uma toalhinha de Linho, com o qual o sacerdote limpa os dedos, os lábios,
a patena e o cálice, depois de comungar o Corpo e o Sangue de Jesus.
Patena
- Toda de ouro, ou dourada em sua parte côncava, a Patena é um
pratinho redondo, em que o sacerdote coloca a Hóstia. Serve também
para recolher as partículas de Hóstia consagrada que ficarem
sobre o corporal, após a comunhão do celebrante.
A
Pala - É uma toalhinha branca, quadrada ou redonda, de linho
engomado e duro. Serve para cobrir o cálice e resguardar a hóstia.
O
Corporal - É uma
toalhinha branca de linho engomado, que o sacerdote estende
sobre a pedra d'ara, no centro do altar, já desde o início
da Missa, e sobre a qual coloca o Cálice e a Hóstia. Recordando o
sudário em que foi envolvido o corpo de Jesus.
O
Véu do Cálice - É um pano da mesma cor e tecido
que a casula, com o qual o sacerdote cobre o cálice, desde o início
da Santa Missa até o Ofertório, e, novamente, depois da comunhão.
A
Bolsa dos Corporais - É
feita de papelão recoberto de pano da mesma cor e
tecido que a casula. Serve para guardar os corporais, que o
sacerdote há de estender sobre o altar, no início da Missa.
Estante
- Serve para acomodar o Missal e é colocado sobre
o Altar em posição de leitura.
Galhetas
- Servem para se ministrar o vinho e a água
destinados ao santo Sacrifício.
Píxide
- Conhecida também com os nomes de âmbula ou cibório,
é destinada a guardar o "Pão da Vida" - as Hóstias
consagradas, dentro do Sacrário. Na forma atual, existe desde o século
XIII.
Custódia
- ou Ostensório destina-se a expor aos fiéis a
Santa Hóstia, nas bênção solenes do Santíssimo Sacramento.
A Hóstia, em tamanho maior, é vista através do vidro redondo,
no centro da Custódia, estando numa pecinha de duas lâminas,
de ouro ou prata, em forma de duas meias-luas, chamada
"luneta".
Sineta
- Objeto contendo pequenos sinos de uso manual destinado a
anunciar o transporte da Hóstia consagrada e, durante a Missa,
alertar aos cristãos a se ajoelharem no momento da consagração e
durante a elevação da Hóstia e Cálice consagrados.
Matraca
- Instrumento de madeira firmado por tabuinhas movediças que
se agitam manualmente durante as cerimônias quaresmais.
Umbela
- Espécie de pálio redondo, semelhante a um guarda-sol
destinado a cobrir o sacerdote que, em procissão, leva o
sacramento da Eucaristia de um ponto a outro, dentro das igrejas e
outros recintos, e que é conduzido por uma só pessoa.
Turíbulo-
Utensílio próprio para incensar, também designado
incensário ou incensório, utilizado em celebrações solenes da
Igreja.
PARAMENTOS
OU VESTES LITÚRGICAS
Amito
- É um lenço de linho, branco, que recobre as costas, os
ombros e o pescoço do sacerdote. Era a peça do
vestuário que os povos antigos usavam para cobrir a
cabeça, quando saíam ao ar livre. Recorda o pano
com que os soldados vendaram os olhos de Jesus, para melhor
ludibriarem-No. Simboliza o capacete da fé, com o qual
venceremos os nossos inimigos. Ao vesti-la, o sacerdote faz a
seguinte oração: "Colocai, Senhor, sobre a minha cabeça,
o capacete da salvação, para que eu possa resistir às ciladas
do demônio".
Alva
- Esta palavra vem do vocábulo "albus", que
significa branco. É uma túnica talar, de linho branco, que
recobre todo o corpo. Era usada pelos nobres gregos e
romanos, e também pelos povos de climas quentes, como se vê,
ainda hoje, em alguns países do Oriente tropical.
Recorda a túnica branca de escárnio com que Herodes mandou
vestir Jesus. Simboliza a pureza do coração. Ao
vesti-la, o sacerdote reza: "Fazei-me puro, Senhor, e
santificai o meu coração, para que , purificado com o Sangue do
Cordeiro, mereça fruir as alegrias eternas".
Cíngulo
- É um cordão branco ou da cor dos paramentos, de
seda, linho ou algodão, com que o sacerdote se cinge à
cintura. Os antigos o usavam para maior comodidade, a fim
de que a alva, comprida, não os estorvasse nos trabalhos
ou nas longas caminhadas. Recorda as cordas com que
Jesus foi atado pelos algozes. Simboliza o combate
às paixões e a pureza do coração. Ao cingir-se com o cíngulo,
o sacerdote reza: "Cingi-me, Senhor, com o cíngulo da
pureza e extingui em meu coração o fogo da concupiscência,
para que floresça em meu coração a virtude da caridade".
Manípulo
- É uma faixa de pano, do mesmo tecido e
cor da casula. Tem uns 40 cm de comprimento e uns 12 de largura.
É preso ao braço esquerdo. Antigamente, servia para limpar o pó
ou suor da fronte durante as caminhadas e trabalhos, ou
ainda, com suas dobras, fazia-se as vezes de
algibeira. Recorda as cordas com que Jesus foi manietado.
Simboliza o amor ao trabalho, ao sacrifício e às boas
obras. Ao acomodá-la ao braço, o sacerdote reza: "Que eu
mereça, Senhor, trazer este manípulo de dor e penitência,
para que possa, com alegria, receber os prêmios dos meus
trabalhos".
Estola
- É uma faixa de pano, do mesmo tecido e
cor da casula e do manípulo. Mede uns oito palmos de
comprimento e uns 12 cm de largura. Dá a volta ao pescoço, cruzando
ao peito e passando sob o cíngulo, à altura da cintura. Os antigos a
usavam como sudário ou como símbolo de autoridade e condecoração
honorífica. Recorda as cordas com que Jesus foi puxado ao Calvário.
Simboliza o poder espiritual do sacerdote, bem como a
nossa dignidade de cristão e penhor de
imortalidade. Ao vesti-la, o sacerdote reza: "Restituí-me,
Senhor, a estola da imortalidade que perdi pelo pecado dos nossos
primeiros pais; e ainda que eu seja indigno de
acercar-me aos vossos Santos Mistérios, possa, contudo,
merecer a felicidade eterna.
Casula
- É a última veste que o sacerdote usa,
por cima de todas as outras. Tem, geralmente, atrás, uma grande
Cruz. Os antigos a usavam como uma capa, nas estações
chuvosas. Casula, em latim, significa "pequena casa".
Recorda a túnica inconsútil de Nosso Senhor, tecida, segundo a tradição,
por Nossa Senhora. No Calvário, os soldados não
quiseram retalhá-la, mas sortearam-na entre si. Simboliza o
suave jugo da Lei de Deus que devemos levar, e que se torna
leve para as almas generosas. Ao vesti-la, o sacerdote
reza: "Ó Senhor, que dissestes: ' o meu jugo é
suave e o meu fardo é leve' (Mt 11, 30); fazei que eu possa
levar a minha cruz de tal modo que possa merecer a vossa graça".
Dalmática
- É uma túnica originária da Dalmácia. É usada pelo diácono
nas Missas solenes. O subdiácono usa, nas Missas solenes,
a tunicela, bastante parecida com a dalmática, mas que deve ser um
pouco mais curta e menos adornada que esta.
Pluvial
- É uma capa comprida, usada pelos antigos em
tempos de chuva, como indica o seu mesmo nome. Atrás, em cima.
há uma dobra ou capucho, com que os antigos se cobriam a cabeça,
à semelhança de algumas capas impermeáveis modernas. O
sacerdote a usa nas Bênçãos do Santíssimo
Sacramento, nas procissões e outras funções litúrgicas
solenes.
Batina
ou hábito- Veste talar dos abades, padres e
religiosos, cujo uso diário é aconselhado pelo Vaticano. Alguns
sacerdotes fazem o uso do Clerical ou "Clericman" como meio
de identificação, sendo esta uma peça única de vestuário,
ou seja, um colarinho circular que envolve o pescoço com
uma pequena faixa branca central.
Tonsura
-
Corte circular, rente, do cabelo, na parte mais alta e posterior da
cabeça, que se faz nos clérigos, também denominado cercilho ou
coroa, em desuso. A "Prima Tonsura" consiste em
cerimônia religiosa em que o prelado, conferindo ao ordinando o
primeiro grau de clericato, lhe dá a tonsura.
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