Quando
o namoro chega ao fim
Nenhuma
relação poderá ser mantida por apenas uma das partes
A
novidade dos primeiros momentos de namoro traz para a vida um colorido
diferente, um estímulo que nem a distância, nem as condições
atmosféricas, por piores que possam parecer, poderiam fazer que os
enamorados adiassem um encontro.
Para os casais mais românticos, trocas de cartões apaixonados,
flores e, ultimamente, os "torpedos" por meio dos celulares,
continuamente "explodem", enchendo os corações dos
apaixonados com mensagens de amor.
Após algum tempo, muitas vezes, lentamente, o romantismo, que se
esperava durar por toda a vida, vai perdendo o empenho e a força. O
desinteresse nos compromissos é justificado por "desculpinhas",
entre outras coisas, que originalmente não faziam parte do
relacionamento. Há a impressão de que a relação parece estar
sendo sustentada apenas por um dos namorados. As evidências apontam
para caminhos que talvez o mais apaixonado dos dois não gostaria de
assumir... Seja pelo longo tempo de convivência ou seja pela insistência
em acreditar que ainda poderá haver o desejo de uma mudança concreta
de comportamento do outro.
A cumplicidade nos objetivos comuns é a base de todo
relacionamento sadio.
Cumplicidade esta que, acredito eu, repousa na predisposição às
mudanças em razão da felicidade de quem amamos. Por que alguém
haveria de insistir no namoro se não existe a mesma cumplicidade e
empenho por parte do outro em manter o compromisso?
Acredito que nenhuma relação poderá ser mantida por muito tempo
apenas por uma das partes. Por outro lado, o término de um
relacionamento, normalmente acontece somente por um dos namorados. Com
isso, aquele(a) que ainda se sente apaixonado(a), como que tomado por
uma cegueira, poderá buscar uma reaproximação, mesmo sabendo que
estava sendo parcialmente correspondido(a) em seus anseios. Será uma
situação de difícil "digestão", a qual apenas ferirá a
auto-estima de quem foi abandonado.
Assim, será necessário um tempo para recompor suas emoções
e até mesmo para avaliar o que foi vivido.
Em nossas convivências pessoais, aprendemos a acolher e a assimilar
situações que antes poderíamos pensar não ser capazes de administrá-las;
entretanto, essas experiências nos farão mais maduros e seguros.
Mesmo que esse processo possa ser doloroso, tudo será útil e nos
servirá de parâmetros de avaliação sobre as qualidades e
interesses desejados para um futuro relacionamento, assim como, nos
ensinará a ponderar sobre o nosso próprio comportamento e
expectativas dentro da convivência numa vida a dois.
Ainda que você esteja meio atordoado(a) pelo sentimento ferido devido
ao rompimento, a retomada das atividades simples de entretenimento e a
convivência com amigos sempre serão importantes, pois do contrário,
o fechamento e o medo do mundo tendem a levá-lo(a) a situações mais
delicadas e de desânimo.
O nosso crescimento pessoal se faz com experiências e nem sempre o
mundo nos poupará de viver somente as mais agradáveis.
Deus abençoe.
José
Eduardo Moura
webenglish@cancaonova.com
Fonte:cancaonova.com
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