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Especial
de NamoroComo
lidar com as diferenças de temperamento no relacionamento No
nosso dia-a-dia, interagimos com pessoas diferentes, e cada uma exerce
impacto sobre a forma como agimos e tomamos decisões. É difícil nos
comunicarmos bem com pessoas que não compreendemos, porque freqüentemente
interpretamos de forma incorreta ações ou palavras do outro e,
muitas vezes, nos sentimos frustrados ao nos relacionar com quem age e
pensa de forma oposta à nossa. Ter consciência das motivações
subjacentes do outro pode permitir que resolvamos os conflitos antes
mesmo que estes aconteçam. Quando
compreendemos as razões de alguém sobre aquilo que fez ou disse, é
menos provável que reajamos negativamente. Como
afirma diácono Nelsinho Corrêa: "As diferenças não são
barreiras, e sim, riquezas". É assim que precisamos ver as
diferenças de temperamentos: como riquezas. E elas só podem se
tornar riquezas se sairmos de nós mesmos para nos colocar no lugar do
outro, procurando entender suas motivações. A
questão é que criamos um modelo coletivo de pessoa para nos
relacionar, especialmente quando se refere a um relacionamento
amoroso. Trazemos em nossa mente certo "tipo" de pessoa
idealizada, tanto no aspecto físico quanto em características
comportamentais. Isso faz com que nos relacionemos apenas com as aparências
e não com a pessoa Na
verdade, as diferenças nos complementam. Enquanto encontramos pessoas
que são calorosas, amáveis, simpáticas, com capacidade de atrair os
outros como se fossem um imã; por outro lado, também encontramos
outras que são práticas e possuem firmeza inabalável, são líderes
natas. Essas pessoas obtêm sucesso onde os outros fracassaram. Aquele
que é muito prático pode ter certa dificuldade em se relacionar, em
conquistar a simpatia dos outros, e esta sua "deficiência"
pode ser complementada se tem ao seu lado uma pessoa calorosa, simpática,
que tem como ponto forte a capacidade de se relacionar. Precisamos
entender que ninguém é perfeito, que todos nós temos limitações e
fraquezas. Precisamos caminhar num processo de aceitação de nós
mesmos, de nossas limitações e fraquezas, assim como necessitamos
aceitar o outro como ele é. A chave de bons relacionamentos está
na aceitação do outro como ele realmente é, sem exigir dele uma
mudança, a qual, muitas vezes, não conseguimos em nós mesmos. Victor
Frankl afirma que "o amor faz-nos contemplar a imagem de valor de
um ser humano". Para ele, o amor autêntico capta o que a pessoa
"é" no seu caráter de algo único e na irrepetibilidade e
simultaneamente ajuda o outro a se conhecer melhor, alargando os
horizontes. O amor autêntico traz em si reciprocidade, por meio do
qual cada um se esforça para ser digno do outro e busca vir a ser tal
como o outro o vê. O
segredo, portanto, está em procurar pelas riquezas que a pessoa traz
em si; aceitar sem exigir mudança do outro, buscando enxergar os
acontecimentos por meio do ponto de vista do outro, saindo de si
mesmo. É necessário que abramos mão do que trazemos de figura
idealizada para que possamos nos encontrar com a riqueza que é o
outro. Manuela
Melo Fonte:cancaonova.com |
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