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Novembro 2004 SEXO FELIZ (28/10/04)
Muitas
pessoas, especialmente mulheres, me pediram para escrever sobre um
assunto por demais delicado, mas que provoca no mundo inteiro uma
cadeia quase sem fim de pecados. Querem que eu fale sobre sexo, sobre
a sexualidade de um casal, sobre como se deve portar neste
sentido, um casal cristão e que quer viver uma vida em Deus. A minha
primeira reação, nestes casos, seria pedir às pessoas que
procurassem ajuda com psicólogos, com sacerdotes, com casais cristãos
bem formados e de vida santa, pessoas estas que devem ser mais
indicadas do que eu para falar destes assuntos. Entretanto, outras
coisas me fazem tentar ajudar – uma delas a experiência de vida –
e por isso lá vai!
Eu falei em casais cristãos –
ó como já são poucos – em psicólogos e em sacerdotes. Eles
realmente deveriam ser as pessoas especiais e indicadas para ajudar
aos casais, não somente aqueles que sentem esta vontade de melhorar a
vida conjugal, mas também aqueles que vivem um distúrbio só, com
mil e um problemas, especialmente na área do sexo e do relacionamento
afetivo. Vejam, dos psicólogos modernos, desta escola da besta, um
casal cristão nada pode esperar. Se eles de fato os pudessem ajudar,
e ajudassem, já o mundo estaria maravilhoso, não haveria separações
e os divãs estariam vazios. Então, a grande sacada da psicologia, é
manter o paciente sempre pelo cabresto, que assim se mantém o fluxo
de caixa. De fato, há poucos psicólogos de Deus, porque psicologia não
vem de Deus. Dele vem apenas o AMOR, quem o vive não precisa de
psicologias. O amor é simples!
Também os sacerdotes são indicados.
Eles podem esclarecer quais as determinações da Igreja, dizendo tudo
aquilo que pode e o que não pode ser feito neste sentido. Mas vejam,
em especial nos últimos anos, também eles se formaram na escola
distorcida da besta, e saem dos seminários com os mesmos vícios dos
psicólogos modernos. Então, “entre a cruz e a espada”, já
muitos não conseguem separar nem discernir aquela sexualidade que vem
de Deus e que a Igreja aprova, daquela que vem do mundo e que leva
para satanás. Vai daí que também eles já não conseguem satisfazer
em suas explicações, e ademais, a maioria não tem tempo para nada,
sequer para ouvir uma boa confissão onde muita coisa se resolveria.
Além disso, o fato de não viverem nem sentirem na pele os efeitos de
uma vida sexual ativa jamais lhes darão a devida experiência, sobre
o que o sexo representa no matrimônio. Suas explicações serão,
assim, sempre aleatórias, vagas, e pouco atingirão o cerne da questão.
E assim, como leigo, tudo o que eu posso
relatar, é baseado numa experiência de vida, na observação não
somente daquilo que me aconteceu na vida até o meu processo de
conversão – até por já ter vivido o tipo de casal pagão e agora
casal cristão – mas também dos exemplos surgidos durante a
caminhada e que me foram relatados por outros, homens, mulheres e
casais, porque os exemplos são milhares. Assim posso passar aquele
sentido maior do que significa na verdade o sexo dentro de uma vida a
dois, porque passei por duas fases em minha vida: uma voltada para
o mundo, outra voltada para Deus. A graça maior de então foi
conseguir perceber as nuances de ambos modos de relacionamento, para
deles tirar as lições que me fizeram mudar completamente de atitudes
e de vida.
Certamente que a prática do sexo, é uma
das coisas mais incríveis que Deus legou ao homem e à mulher. Cada
um dentro de sua constituição singular, seguindo um padrão de
normalidade, o prazer originado do ato sexual, é parte vital para
manter a saúde conjugal e um casamento feliz. Um casal que desafina
neste sentido, muito dificilmente cumprirá a missão que Deus confiou
à família, de gerar filhos e filhas, e de conduzi-los para Seus braços
eternos. Mas, para que um casal cumpra esta missão sublime e
espetacular, é preciso que este prazer, este ato extraordinário de
respeito e mútua doação, seja conduzido pelos caminhos que o
Criador traçou e que não se afastem jamais para os desregramentos do
mundo, que este não conduz jamais para Deus e sim para a perdição.
O cristão, o católico então, que
quiser viver uma sexualidade plena em Deus, deve ter em mente alguns
parâmetros básicos e dentro deles se adaptar. O primeiro e
supremo mandamento do ato sexual, é que ele deve ser aberto
à vida. Quer dizer: todo ato sexual entre um casal católico,
deve estar aberto à geração de filhos e filhas, eis porque a Igreja
- sábia, mãe e mestra – se opõe tenazmente a todo tipo de
contraceptivo. E não adianta me xingar, nem me jogar pedras; a
lei não é minha, mas concordo com ela plenamente. Todo o
controle da natalidade deve então ser pautado, pelo autodomínio,
pela continência, e isso se faz pelo método natural, que a ciência
explica com detalhes. Todas as outras formas de controle, não importa
o nome que tenham, desde o uso da camisinha até os dispositivos
intra-uterinos, em especial as pílulas, todas abortivas e ou
criminosas, devem estar fora da vida de um casal que quer viver
para Deus. Quem age assim, nunca será plenamente feliz! Mente
quem diz o contrário, se não sabe hoje, um dia entenderá.
Sobre o método natural, que implica em não
manter relações sexuais nos dias em que a mulher estiver fértil,
qualquer casal pode buscar orientação em muitas fontes e não me
cabe aqui explicar. Sem dúvida este método começa pelo autodomínio,
pelo esforço, e é por isso que a imensa maioria o rejeita.
Entretanto, mesmo este método não é plenamente aberto à vida como
deveria ser, porém entre todas as alternativas, a Igreja aceita este
método, porque implica em sacrifício, e implica em verdadeira
entrega. Por outro lado, como se poderá dizer que é aberta à vida a
relação de um casal que fez vasectomia ou ligadura das trompas?
Infelizmente, nestes casos não há volta, mas o casal, nestas
circunstâncias, pode se exercitar da mesma forma no autodomínio,
pois sempre existem situações em que a não motivação de um dos cônjuges,
exige a caridade cristã e o respeito.
Óbvio que surgem mil perguntas neste
sentido, e não vou conseguir responder a todas aqui. E primeiro irão
me dizer que o método natural não funciona – conosco não
funcionou (felizmente) porque minha esposa tinha os ciclos
completamente malucos com até dez dias de variação anormal, mas
tentamos – e coisas assim. Então eu direi que nestes casos os
filhos devem ser bem-vindos e aceitos com amor e se uma gravidez
aconteceu, Deus a queria, e se a quis, é porque sempre o casal dará
um jeito de conduzir este novo filho para o Pai. Mas o método natural
exige do casal verdadeiramente um obstinado autodomínio. E é a isso
que muitos não se sujeitam, os homens em especial, as mulheres menos.
Na verdade, todos só querem o “bem
bom”, poucos se põem freios. Ninguém quer saber de se dominar, de
se refrear, todos querem somente esbaldar-se, querem o prazer a
qualquer custo, a toda hora, querem-no em largas doses, em grandes
quantidades, até explodirem. Este é o mundo, e este mundo acaba, e
morre, e não leva para a eternidade feliz. De fato, um homem ou uma
mulher, que não conseguem se dominar, não vive ainda plenamente em
Deus. De qualquer forma, todo casal que controla a natalidade, que não
se domina nem se respeita, um dia verá diante dos olhos os filhos que
não foram gerados e que Deus queria e também os abortos feitos.
Tanto o homem, quanto a mulher os verão. Ai de quem fizer um aborto
premeditado, consentido e consciente! A vida pertence somente ao Autor
dela!
Na verdade, muito poucos casais – mesmo
os que se dizem católicos de verdade – já fizeram de fato a experiência
do autodomínio. Ele se consegue aos poucos, com tenacidade e persistência,
num caminho de diálogo sincero, renúncia de si mesmo, e permanente
vida de oração. O grande início desta caminhada é certamente o
estado de graça. Um casal que vive em pecado, fecha-se para a obra do
Espírito Santo, porque o pecado ocupa o lugar da graça. Então, ele
não terá forças para lutar e vencer-se e dominar-se. Mas vivendo na
graça, logo descobrirá o quanto é sublime e santo caminhar na graça,
de renunciar-se algumas vezes, eis que desta forma o inferno não
consegue agir sobre os dois. Então a vida sexual para eles não será
mais obsessiva, nem prioritária, nem quantitativa, mas sempre num
sentido de qualidade, o ato de entrega se fará com Deus, junto com
Deus, e será maravilhoso e será santo. É isso que o Criador desejou
para nós, quando nos fez homem e mulher (Ge). Perguntinha: quantos
casais já fizeram uma oração, antes e depois de se entregarem um ao
outro no ato sexual? Quem já fez esta experiência?
O segundo grande mandamento do
sexo na vida de um católico – quem sabe deveria ser o primeiro – é
que ele somente pode ser praticado dentro do casamento, ou seja,
depois que o casal recebeu o sacramento do matrimônio e
a bênção de Deus. Ora, é exatamente aqui que começa o
rombo, o verdadeiro estrago nas relações de um casal. A falta de
continência e de autodomínio faz com que milhões, eu diria 99,9%
dos casais mesmo católicos, consumem o ato sexual antes do casamento.
Quando jovem, eu havia feito este propósito para mim, em meu
interior, mas infelizmente em nenhum de meus dois casamentos pude
cumprir meu desejo de juventude, porque a carne falou mais alto, a
instrução não veio na hora devida, e o entendimento meu estava
empanado pelo falso brilho do mundo, que em especial nas últimas décadas
vive uma desenfreada devassidão, que a tudo contamina. Então, eu não
posso servir de exemplo do que falo, só mostra do que hoje entendo e
vivo. Assim, não se discute mais: todo sexo fora do casamento é um
pecado mortal, grave, e que leva à perda da alma.
E aqui vem a terceira questão:
Isso quer dizer que todo ato sexual dentro do casamento é santo e não
pecaminoso? Quero dizer: pode um ato sexual ser também pecado, se
praticado dentro do casamento? Òbvio que sim! Se não for aberto
à vida, por exemplo! Se não se mantiver dentro dos parâmetros de
normalidade! Se for executado não em comum acordo, não provocando,
por exemplo, dor, nojo, asco, repugnância a um dos pares, eis que
milhões de casos acontece onde um dos membros tem estes desejos
estranhos a um relacionamento normal, mas que para o seu par, se trata
de algo ruim e inaceitável. Muitos não querem nem saber e exigem,
especialmente os homens insensíveis. E então, o ato sexual já não
passa mais a ser um complemento em potencial do amor, e sim num ato de
servidão, de escravidão, de uso físico e egoísta, de exploração,
de um contra o outro. E isso não é amor. É anormalidade! Nem
se pode dizer animalidade, porque os animais não praticam certas
coisas que os homens fazem.
Acredite, eu não erro quando digo, que
milhares de mulheres são obrigadas por seus maridos a uma condição
de quase escravas sexuais, submetidas que são a todo tipo de
loucura sexual, como sexo anal, felação, posições dolorosas e
aviltantes, que as fazem sofrer, às vezes caladas e pela vida
inteira. E muitas, ao reclamarem ainda apanham de seus homens. Na
verdade, não foram poucos os homens que nós já encontramos perdidos
para sempre, devido a esta exploração sexual escravizante de suas
esposas. Vejam, o marido não é dono de sua esposa para fazer dela o
que bem entender, nem vice e versa. Ninguém pode ser usado como
simples objeto de satisfação. Na Bíblia, está bem claro que o
marido pertence à sua esposa e a esposa ao seu marido, e que um não
se pode negar ao outro os afetos e a vida sexual ativa, porque isso
desvirtua o plano divino da geração santa de filhos e filhas. Mas
isso não quer dizer sinal de propriedade. Quando há um caso de negação
sistemática do sexo por uma das partes, ou de incapacidade para a
vida sexual ativa, isso é inclusive motivo de separação legal, até
mesmo em casamentos na Igreja.
Acima eu falei em oração e se poderá
achar maluquice que um casal se entregue ao outro fisicamente, estando
em estado de oração. Na verdade, deveria ser assim e certamente
haverá de ser assim no Novo Reino. Toda a história sexual de um
casal cristão começa já no namoro, e aí também começa o
problema. Hoje, é tão raro um casal de jovens chegar ao ápice da
virgindade – que supõe não se entregar fisicamente a nenhum outro
antes do casamento – que fica até difícil abordar este tema. Se o
casal não viveu esta experiência de verdadeira santidade, tudo já
começou errado na vida conjugal. E justo por isso é que os
desajustes no matrimônio são tantos. Há milhões que imaginam, que
ao se adaptarem fisicamente na cama, terão uma vida familiar sólida,
o que é um engano portentoso.
Na verdade, tal como o prazer sexual é
momentâneo e passa, também um casamento fundado no apelo sexual é
momentâneo e passa. Um moço que pede para sua namorada que se
entregue a ele antes do casamento como prova de amor, mata e corta
pela raiz a seiva vital que provém de Deus, pondo sua vida
matrimonial futura no plano de satanás. A moça que se entrega ao
namorado como prova de seu amor, coloca nas mãos do maligno o seu
destino, e mal sabe que está rompendo a essência divina e sublime do
matrimônio santo, para onde vai de alma conspurcada, não somente de
corpo prostituído. Como poderá dar certo aquilo que já começou
errado? Se já começou divorciado dos planos de Deus? Acaso já
viram algo dar certo longe Dele?
Poderão achar, até, que minhas palavras
são duras, mas não me fixo nos aspectos do corpo externo e sim nos
sentimentos e nos ditames superiores da alma. A essência da vida
feliz a dois está
na alma. Se esta está conspurcada, maculada, ferida, divorciada do
plano divino, então se reduz a quase zero a possibilidade de um
matrimônio santo. Ora, as relações sexuais antes do casamento, não
somente rompem o hímen e o prepúcio, mas quebram o elo da corrente
que mantém o casal cristão preso a Deus, desregrando a partir daí
tudo o que irá acontecer com eles, e por toda a vida. Na verdade, o
primeiro ato sexual de um moço e de uma moça, se fosse realmente
consumado no plano divino – depois de um namoro fecundo e de um
sacramento santo – isso como que sela este casal para Deus,
com uma marca indelével, que atrairá sobre eles bênçãos
infinitas. Não somente eles serão felizes, mas também sua família
será feliz, seus filhos serão felizes, e será feliz toda a sua
posteridade. Como poderá nascer um filho santo e bom de uma relação
pecaminosa?
Mas já não temos isto! Que fazer agora,
se a maioria dos casais tem problemas sérios? O caminho do grande
retorno existe, pois sempre haverá um Deus a nos acolher de braços
abertos. Falo de qualquer casal, que tendo se esgotado neste caminho
deficiente, de uma vida sexual divorciada do plano divino, quer agora
retornar. E o caminho começa sem dúvida pelo confessionário.
Passa pela oração, e passa pelo afetuoso diálogo, passa pela renúncia
e o autodomínio, e pela doação de sua vida pelo outro. Quem não
estiver centrado nestes pilares jamais irá conseguir reerguer sua
casa, porque sempre uma das pilastras estará mais frágil, e a casa
mais uma vez ruirá. O matrimônio, o casamento continuará deficiente
e a vida a dois, infeliz. O segredo então, é um viver para o outro,
sem ser servo, sem ser senhor. O segredo de um matrimônio santo, é
ser um casal santo.
De fato, um esposo que tem a alma cheia
de pecados, jamais terá forças para exercer sobre si o autodomínio,
nem jamais entenderá o sentido da renúncia. Uma esposa que não
dialoga com seu marido, jamais terá condições de firmar em solidez
seu casamento, embora se mantenha submissa e escrava. Mas sem dúvida,
uma casa, um lar sem oração, nunca conseguirá estabelecer a
plenitude, a integridade, a identidade de sentimentos, a mútua
cumplicidade entre marido e esposa, que mantém a união, que chega
aos filhos, e passa até às gerações futuras. Este desafio pode ser
feito, porque JAMAIS se encontrará uma família que se mantenha feliz
e unida pelas gerações, se ela não for formulada sobre os princípios
divinos, se não se mantiver em oração constante, pois se existe uma
coisa que Deus ama, é uma família, mas acima de tudo, uma família
de oração. Ao contrário, se existe uma coisa que o diabo odeia,
é uma família feliz. Eis a luta que temos de enfrentar!
Então alguém poderá me dizer que isso
é difícil, senão impossível de alcançar. Mas direi que é sim
possível, embora não fácil, entretanto é gratificante ao extremo. Na
verdade, não existe outra fórmula de manter um casamento firme como
uma rocha inabalável, se não for pela oração. Ela é a liga, o
amálgama, que solda e une a vida a dois. Então, se um casal estiver
e se mantiver, em oração constante, todas as obsessões e até
fantasias sexuais irão como que desaparecendo, se atenuando,
morrendo, para dar lugar a um relacionamento sublime, baseado no
entendimento, na aceitação do outro, na vida para o outro e não
para o egoísmo. E será muito mais gratificante, completo,
perfeito, porque unidos corpo e alma, só assim pode haver plenitude
sexual. Enfim, tudo se solidificará naquela capacidade maior de
se dominar, para que não se faça sempre a vontade de um só, mas que
a vontade dos dois seja uma só.
Deste modo, na vida sexual deste casal, firmado o plano divino, se estabelecerá um vínculo de tal forma profundo, que será inquebrantável. Na verdade, o aspecto físico da relação sexual, a emoção fortíssima de que ela é constituída, poderá ser até duplicada em efeitos, se junto com ela estiver presente a alma, o espírito, a unidade corpo e alma. Então, um casal assim, jamais irá sentir-se em desajuste, se a freqüência de suas relações sexuais cair para apenas uma vez por semana e até menos, desde que seja em doce cumplicidade. Então, o marido respeitará tanto as eventuais indisposições ou doenças da esposa, também o seu período fértil – se estiverem ainda em fertilidade – quanto o próprio ciclo menstrual, pois até isso já muitos não respeitam, quando a Bíblia é clara neste assunto (Lv 18, 19).
Como homem, sei que para nós é mais
importante o contato físico, ficando a parte do espírito num plano
menor, mas a mulher certamente que carece mais de afeto, docilidade,
carinho, ternura, palavras doces, sem o que o contato físico para ela
é frustrante, pode ser doloroso e insuportável. Sei que milhares de
mulheres chegam a um estágio tal, que para elas, havendo este toque
de ternura, o próprio ato sexual se torna desnecessário e muitas há
que apenas satisfazem seus homens, permanecendo elas incompletas. E
isso é mau! São poucas as que suportam uma vida inteira assim.
Acreditem são milhares de casos iguais, em especial depois de haverem
gerado seus filhos. E na maioria, elas chegaram a este clima ruim,
devido aos desvios começados com as relações sexuais precoces, com
a perda da virgindade antes do casamento, ou são levadas a um estado
de morte por relacionamentos antinaturais, coisas que fogem do
plano divino, pois divorciadas da geração da vida, que é a
finalidade última do sexo.
De fato, Deus não nos constituiu homem e
mulher para sermos máquinas de prazer. Mas sem dúvida, Ele nos deu
esta prerrogativa estupenda, para que isso nos atraísse uns pelos
outros – falo de homens e mulheres – e para que nesta emoção
incrível, vivêssemos o sentido de Sua presença em nós. Porque
somente Deus para criar algo tão belo, sublime e perfeito, e se Ele
fez perfeito, não nos é dado deturpar seu sentido, nem aviltar sua
essência, nem corromper a vida a dois, por degradações,
desregramentos e depravações absurdas. Quando um homem e uma mulher
se unem sexualmente, tendo em mente o plano divino, e estando de todo
abertos à vida, eles não sentirão desejos torpes, nem se entregarão
a atos profanos, porque onde Deus está, nada de impuro entra. Onde
Deus não está, a impureza sempre estará presente. É daí que
procedem, os desajustes e as separações.
A prática do sexo é na verdade algo tão
divino, que deveria sempre ser feita em estado de graça. Se todos os
filhos gerados na terra, procedessem de pais neste estado, já eles
nasceriam santos, e o exemplo maior desta virtude, nos vem dos santos
pais de Maria Santíssima – Joaquim e Ana – que se prepararam
durante 20 anos e estavam em um alto grau de santidade e virtude
quando geraram sua filha. Da mesma forma Isabel e Zacarias, os pais de
São João Batista “o maior dos nascidos de mulher”. De
fato, é de todo impossível que de uma união destas resulte um filho
que não seja santo, porque Deus toma posse da alma desta criança,
definitiva e inseparável, desde o momento da concepção. E porque
existem tantos filhos maus no mundo? Porque são gerados no pecado, no
vício, na hora da bebedeira, na orgia das drogas, da manifestação
de taras – verdadeiros estupros – mesmo que isso ocorra dentro de
um casamento “legal”, de “papel passado”, e diante de um
padre. E olhem esta geração atual, a que situação deplorável
chegou!
Quantos homens, neste mundo, jamais
chegaram a perguntar para suas esposas se elas realmente estão
gostando de suas atitudes sexuais? Se elas estão satisfeitas
plenamente? E milhares de mulheres, com medo de perderem seus
parceiros, jamais se queixam deles, e fingem que gostam, que sentem
prazer, enquanto na verdade são martirizadas e estão mortas por
dentro. Quando elas estão revestidas de um certo grau de santidade,
pela vida de oração, muitas delas conseguem levar este verdadeiro
martírio até o túmulo, até porque hoje, com a difusão de tantas
doenças de origem sexual, são milhares as mulheres com problemas
genitais e de útero, fator este que complica ainda mais estas relações.
Desta forma, pela ausência de diálogo,
pela infelicidade de um matrimônio divorciado do plano divino, milhões
de homens não conseguem refrear seus ímpetos, são maus e são egoístas,
e com isso geram filhos com as mesmas tendências e características.
Machismo execrando este, que é certamente a geratriz da maioria das
infelicidades dos casais. Não tenho dúvidas em afirmar, que a imensa
maioria dos casais cristãos, não é plenamente feliz. A química do
amor é formada de uma dezena de perfeitos elementos. Não há como
se divorciar de um relacionamento sexual, as preliminares, o carinho,
a atenção, a ternura, o afeto, o diálogo, a compreensão, a
entrega, o mútuo desejo, as palavras doces, o aceitar as limitações
de cada um dos parceiros, sem isso não existe amor, nem existe Deus
presente. Mas com toda certeza, somente se chega a isto tudo, pelo
caminho da oração.
Muitos casais, depois do desajuste estar
formado, passam a trair-se mutuamente, e de fato as pesquisas hoje
mostram que esta situação já se encontra meio a meio. Não dá mais
para se culpar unicamente o homem, porque a mulher também comete
adultério. Muitos homens, porém, quando observam que sua mulher já
não mais tem aquele corpinho de doce namorada, depois que já lhe deu
filhos e a decrepitude começa a lhes modificar o corpo, partem para
algumas aventuras fora do casamento, tentando satisfazer suas tolas
fantasias sexuais. Mal se olham eles mesmos no espelho, pois não
percebem que também eles já estão flácidos e despencando, e que
nada justifica a troca de um amor antigo por um novo. Digo que não
justifica, porque tudo na vida deles começou errado, e começou
errado por culpa recíproca.
Enfim, o que temos observado embora tudo,
é que existem milhões de mulheres que com seu heroísmo salvam milhões
de maridos, porque na parte sexual as maiores culpas sem dúvida vêm
dos homens. Se estas heroínas não fossem tão obstinadas, se –
antes disso – Deus não as tivesse criado voltadas para a
espiritualidade do lar acima de tudo, com toda a certeza o inferno
estaria povoado de grandes “machos”, que imaginam tolamente que a
prova de sua virilidade superior está no número de relações
sexuais tidas por semana, quando o homem viril é apenas aquele que
segura seu casamento, e que o mantém em Deus.
Realmente, a única forma de estabelecer
uma casa, um lar, uma família sobre uma rocha, é firmá-la dentro
dos parâmetros e do projeto divino. E o desejo de Deus é que as famílias
sejam santas. Por isso, nem tudo que é imaginado pode ser
permitido dentro de uma vida a dois. Na verdade a imensa maioria
dos casais se desajusta porque não percebeu que a harmonia somente
reinará numa casa, quando se unirem corpo e espírito. Qualquer um
deles, que se fundamente só num ou só noutro, jamais subsistirá. De
fato, há mulheres que perdem seus maridos, porque os trocam
exclusivamente pela Igreja, por exemplo, e muitas vezes isso é uma
espécie de fuga. Há maridos, que perdem suas esposas, justamente
porque não freqüentam a Igreja e até odeiam quando as esposas
rezam. É preciso então, chegar a esta unidade, porque só então
reinará a felicidade plena em ambas as vidas.
Na verdade, a mulher santa e que reza,
santifica seu esposo. Mas jamais existirá mulher santa, se ela não
entender que, dentro do lar, seu esposo vem por primeiro e antes até
dos filhos. Da mesma forma o esposo, pode santificar sua esposa, e
deve buscar tal meta com empenho. Mas ele jamais irá conseguir isto,
se não colocar a felicidade de sua esposa, acima da sua própria. É
isto que se chama amor mútuo. Ou seja: Qualquer outro tipo de
relacionamento fora deste, é egoísta, e é fadado ao insucesso. Ou
seja, a maioria é assim! E por isso, a absoluta maioria dos casais é
desajustado, sexualmente e em outros sentidos.
Falo em
desajustes, e não posso deixar de falar em alguns deles: Adquirir
fetiches e produtos em lojas de sex-shop > assistir fitas de vídeo
e filmes pornográficos > freqüentar motéis e até zonas de
meretrício > fazer sexo em lugares públicos ou dentro do carro
> trocar de casais para prática de sexo e fazer sexo em grupo >
tudo isso, mesmo feito pelo casal, em comum acordo, SEMPRE será altamente
pecaminoso e deverá estar totalmente fora da vida do casal cristão
temente a Deus, que deseja o Céu aqui e na eternidade. Não adianta
espernear, não adianta me acusar, não adianta reclamar nem para o
bispo ou para o papa: Deus jamais aprovará estas práticas, porque
elas decaem abaixo até do nível das alimárias irracionais, quando o
Criador nos fez homem e mulher, para sermos um só corpo e uma só
carne... Em Deus! Só então, se podem ter, como filhos de Deus!
Enfim, para todos os que querem recomeçar,
as dicas estão dadas. Se eu não as tivesse conseguido aplicar em
minha vida, não saberia com tanta certeza que elas funcionam. Os
problemas mais difíceis, quem sabe até, quase insolúveis, são
talvez daqueles casais de religiões diferentes. Isso deveria ser
evitado ao máximo, porque nunca vi um só dar certo em relação a
levar os filhos para Deus. De resto, tudo pode ser resolvido: diferenças
de idade, diferenças de nível cultural, diferença de raça, diferença
de cor, tudo isso se resolve, desde que cada um seja capaz de
renunciar-se a si mesmo pelo outro. Caso contrário nenhum casamento
no mundo dará bem certo, nem cumprirá perfeitamente o plano divino.
Que cada um lute, até o máximo de suas
forças, para manter a unidade de seu lar, mesmo que isso lhe custe
dilúvios de sacrifícios, marido ou esposa. Quando o casamento é
pleno, não só com a administração do sacramento do matrimônio em
si, mas também com a ligação dele também no céu, o casal passa
a ser UM só perante Deus, tornando-se assim, cada um responsável
pela salvação do outro. Ai de um só deles, que chegar ao céu
sozinho: Deus lhe pedirá largas contas disso, especialmente se este
nada fez pela salvação de seu parceiro! Sim, devo concordar, a
maioria dos que se perdem são homens, porque as esposas sempre
cumprem melhor este papel de levar para Deus. Obrigado ao Pai por
elas!
De fato, nada resiste ao zelo de uma
esposa santa, de uma mãe santa. O próprio Deus se desvela em
carinhos por uma mulher assim, porque ela honra seu casamento e torna
superior sua maternidade. Estas, não somente convertem seus maridos,
como também toda a casa, eis porque no céu lhes está reservado o
lugar dos excelentes. Estas mães serão como estrelas no firmamento
celeste, e brilharão para sempre junto dos seus. Só existe um
caminho para a plena felicidade de um casamento: a santidade de
ambos os esposos!
Um casal assim, jamais será deixado em
falta por Deus, em nenhum sentido. Aos relapsos em relação a Deus e
a Seu plano para a vida sexual feliz resta a briga em família, a
desunião, a discórdia, o desentendimento, a traição mútua, o
adultério, a falta de educação dos filhos, os problemas
financeiros, as drogas, a falta de emprego... a tristeza... e muitos
que chegarão ao céu sozinhos! Especialmente os homens que fazem das
esposas, escravas sexuais. Escravas de seus caprichos e de suas
fantasias. Ai deles se não se converterem! Arnaldo! Fonte: Recados do Aarão |
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