Ser
casal
A
importância e a riqueza das diferenças
No
relacionamento conjugal, cada qual contribui com sua forma de
ser para o amadurecimento da relação e oferece ao parceiro incentivo
para melhorar através dos aspectos que ele consegue dominar melhor.
Assim, por exemplo, se um é mais comunicativo, o outro poderá
aprender, com o apoio dele, a se expressar com mais confiança. Se um
dos parceiros lida melhor com os problemas relacionados ao controle
financeiro, o outro terá, na convivência, inúmeras oportunidades de
aprender a se organizar melhor nessa área. Se um deles possui um
temperamento mais dinâmico, sendo mais entusiasmado, criativo e
positivo, poderá ajudar seu parceiro a rever sua forma de enfrentar o
mundo e auxiliá-lo a se tornar mais audacioso na conquista de seus
ideais. E assim, nos mais diversos aspectos há aquele que é mais
organizado, mais comprometido, mais afetivo, que é mais confiante ou
sensato.
Cada
um trará suas contribuições positivas e também negativas na convivência.
É preciso ser seletivo para se deixar influenciar por aquilo que é
positivo no parceiro.
As diferenças nos relacionamentos são importantes, porque elas
servem para auxiliar no crescimento do parceiro. Quando, porém, as
diferenças se tornam motivo de briga, disputa, inveja, cobiça; cada
parceiro acaba anulando no outro aquela característica que ele
gostaria de ter em si. Nesses casos, a relação se empobrece e ambos
perdem a oportunidade de crescer um com o outro. Eles vão se
afastando visto que a relação fica contaminada pela mágoa e pelo
ressentimento.
O relacionamento a dois é um processo de construção diária e as
diferenças entre o casal devem ser motivo para somar e não se
constituírem em fonte geradora de discórdia entre os dois. Um casal
se equilibra na soma de suas diferenças, no cuidado e no respeito à
individualidade um do outro.
Cada conflito resolvido, satisfatoriamente, torna a relação mais
rica, sólida e madura. A base de um casamento estável é o
relacionamento aberto, franco e amoroso.
Cada conflito não resolvido ou mal resolvido, deixa resíduos que vão
se acumulando e deteriorando a relação pouco a pouco, até miná-lo
definitivamente. Crescem o rancor, a indiferença, a mágoa, o silêncio,
a amargura e o ressentimento; e, com o passar do tempo, cada um vai se
fechando no seu deserto pessoal e ambos acabam vivendo uma solidão a
dois, que é ainda mais penosa que a solidão em si.
Se as questões difíceis do relacionamento não são resolvidas a
contento, o sorriso, o afeto, a fineza, o carinho, a simpatia, a
docilidade, a reverência e a sensibilidade desaparecem. No lugar,
surgem o silêncio, a impaciência, a indiferença, a cobrança, a
desconsideração...
Cada um deixa de ser prioridade na vida do outro, pois ambos desistem
de investir na relação e acabam seguindo rumos diferentes, deixando
perder a possibilidade do encontro verdadeiro.
Gilce F. Câmara Marchi - Psicóloga
Fonte: Pastoral familiar
Fonte:cancaonova.com

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