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SeparaçãoUma
atitude que não envolve apenas o casal No
que se refere à separação de um casal, percebemos que muitos
casamentos tiveram um desfecho nada parecido com os contos de fadas.
Muitos pais nem sempre pactuam com a inusitada decisão da separação
dos filhos, especialmente, quando não houve precedentes na família. Muitos
fatos podem compor ou tentam justificar os motivos que levariam alguém
a romper definitivamente um compromisso e, com isso, desencadeia-se
uma série de outros fatores. Por mais bem resolvidas que possam ser
as decisões assumidas de uma separação, haverá algumas implicações
secundárias, como por exemplo, a reconstrução do "novo"
estado de vida. De repente, aquela pessoa que tinha as obrigações de
marido ou de esposa, se vê assumindo inteiramente as
responsabilidades que anteriormente eram divididas. Uma
separação não envolve somente a vida de casais que resolvem tomar
uma nova atitude ou tampouco compreende simplesmente o equacionar a
partilha dos bens ou negociar a pensão alimentícia. A
decisão de assumir o rompimento do compromisso conjugal gera um
estresse que afeta a atmosfera familiar, atingindo desde a rotina das
atividades domésticas até o comportamento das crianças. Para os
filhos, o rompimento da família, muitas vezes, significa perder um
pedaço de si próprio. Quase
sempre, os filhos mais velhos assumem obrigações de pajear o irmão
mais novo ou exercem tarefas de adultos em períodos em que os pais não
se encontram no lar, agindo como se fossem os responsáveis pela
manutenção da casa. Essas crianças são submetidas ao peso de uma
obrigação que não lhes pertence, e que conseqüentemente rouba a
infância delas. A
separação conjugal não significa o rompimento dos laços afetivos
entre pais e filhos, nem tampouco isenta os pais dos cuidados de
estarem atentos às crises e aos sentimentos de abandono que poderão
acontecer com os filhos. Certos
casamentos foram, realmente, assumidos na imaturidade dos casais que
mal tinham consciência da responsabilidade que estariam prestes a
assumir ou foram "forçados" por circunstâncias adversas.
Por isso, alguns casais – após a separação – temem reviver os
traumas de um amor frustrado, outros desejam voltar a se relacionar
afetivamente com alguém. A Igreja acolhe com amor os casais de
segunda união
e analisa
aqueles relacionamentos nos quais os casais buscam saber se o
casamento realmente existiu. Reconhecer
nossa dependência da graça de Deus nos leva a buscar as curas de
nossas feridas e daquelas que foram geradas nas pessoas diretamente
envolvidas neste relacionamento frustrado. Isto é sinal de
amadurecimento e diferencial para alcançar a felicidade que se
almeja. Um
abraço e até breve. José
Eduardo Moura Fonte:cancaonova.com |
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