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Que nenhuma família comece em qualquer de repente. Que o casal não se conheça na segunda e case na terça. Não importa se se conheceram num bar, desde que não se casem de cara cheia. Que ninguém case por acaso. O amor é bonito demais para ser acaso a vida inteira. Vá lá, que o casal se conheça por acaso! Mas, casar por acaso é arriscar demais! Encontros nem sempre se pode planejar. Casamento, é melhor planejar. Família não pode ser fruto de impulso. São vidas importantes demais para se brincar de loteria. O risco sempre existirá. Como haverá sempre um risco de os aviões caírem. Mas há muita gente séria por detrás de um vôo. Por isso, os riscos são relativamente pequenos. Vôos costumam ser planejados. Sabe-se de onde veio, para onde se vai e quais as rotas alternativas. E ninguém vira piloto da noite para o dia. Quem quer voar, tem que se preparar. Imagine seu casamento como um longo vôo a dois. Piloto e co-piloto. Os dois igualmente importantes. Precisam de um plano para voar. Obedecem as normas básicas da aviação, não voam de tanque vazio, não saem da rota, checam os controles, ouvem o pessoal de terra, conversam com outros pilotos, conhecem a velocidade cruzeiro, sabem quando exigir o máximo das turbinas e quando diminuir o fogo. Pilotos aprendem primeiro em terra. Só depois voam. A decolagem é sumamente importante. É quando as turbinas estão no máximo de sua capacidade. Se não tem certeza, não brinque de piloto. Se não tem certeza, não case. Adie. Peça tempo. Peça ajuda. Mas não case só porque tem que casar. Não voe só porque tem que voar. Se não confia no seu conhecimento do painel e dos controles, não voe. Não se case se não acha que ama o suficiente a pessoa com quem voará pela vida inteira por sobre as nuvens da vida. Muita gente perdeu a chance de ser feliz e ter um alguém especial, por medo de arriscar. Sabiam, mas tinham medo. Muita gente arriscou sem saber, sabendo que não sabia o suficiente, e
desastrou-se. Fonte: Pe Zezinho - scj |
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