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Quase
sempre terão de digladiar com suas carências
Ninguém
deseja iniciar um relacionamento já estabelecendo um tempo de duração
para ele. Contudo, há alguns compromissos que não conseguem resistir
aos desafios propostos pelo casamento e culminam na separação. Isso
pode ocorrer por falta de maturidade dos casais, pela falta de
conhecimento quanto às obrigações e responsabilidades contidas no
matrimônio ou por outros motivos que podem ser justificados somente
pelos dois. Os
desgastes emocionais com os trâmites legais [da separação], a
partilha dos bens conquistados pelos cônjuges enquanto conviviam, a
definição do destino das crianças, quando essas são frutos do
relacionamento... Todas essas situações geram sequelas nas pessoas
envolvidas. Muitas
vezes, os amigos do casal, volta e meia, questionam, extasiados, a
respeito do fim do matrimônio. Quase sempre se referem às pessoas
separadas tratando-as com o sobrenome de casadas, ou, em outras ocasiões,
se referindo a elas como “o (a) ex de fulana (o)”. Dessa forma,
muitos ex-cônjuges parecem condenados a viver sob os antigos rótulos
da vida de casados. Algumas
mulheres, além das crises provocadas pela separação, também vivem
os preconceitos de ser vistas como pessoas carentes, não realizadas
no casamento. E existem algumas que ainda sofrem perseguições do
ex-marido ciumento que não aceita a ideia da ex-esposa procurar a
felicidade ao lado de outra pessoa. Como
se não bastasse todo o esforço para desvincular tais estigmas, os
transtornos emocionais não deixarão de existir. Casais separados estão
sujeitos aos desafios de enfrentar sentimentos negativos a respeito da
má experiência vivida ou até mesmo a respeito dos próprios
conceitos, muitas vezes, estereotipados sobre as pessoas do sexo
oposto. Quase
sempre os divorciados terão de digladiar com suas carências e buscar
a cura das feridas geradas por um período tumultuado em suas vidas.
Para muitos, a realidade de separados traz consigo a incumbência de,
também, administrarem uma família sozinhos. Entretanto, há pessoas
que sabem conviver, perfeitamente, com essa situação levando a vida
de solteiro (a) com responsabilidade e sabedoria. Embora
seja comum despender certo tempo para se recompor da malsucedida
experiência, há um grupo de pessoas que ainda deseja viver a
felicidade procurada novamente num relacionamento a dois. Mas,
acreditar que precisam encontrar alguém a qualquer custo poderá ser
um erro tanto para homens quanto para mulheres separadas. A
Igreja Católica estabelece um procedimento específico para liberar
casais divorciados para que possam viver outro relacionamento conjugal
na plenitude da graça dos sacramentos. Para isso, o processo
eclesial, conhecido como processo de nulidade
matrimonial,
por intermédio dos representantes da Igreja, se incumbe de examinar
os fatos ocorridos na vida dos divorciados a fim de confirmar se
existiu ou não o vínculo matrimonial na ocasião da celebração
[casamento]. Ao contrário daquilo que normalmente pode-se pensar, o
processo de nulidade não anula um sacramento, pois perante a Igreja
todos [os sacramentos] são indissolúveis. Um fato curioso é que
esses tribunais já existiam na Igreja mesmo antes dos tribunais
civis. Se
a nossa felicidade depende de nossas escolhas, após a separação, a
pessoa precisará ser muito mais seletiva se pretender viver uma
segunda união. Pois, dependendo do local onde se busca um amor, poderá
levar como brinde para dentro do relacionamento alguém com tendências
ao vício da bebida ou de noitadas sem compromisso. Casais
separados, quando decidem viver uma segunda experiência, devem estar
preparados para evitar reincidir nos mesmos erros cometidos no
relacionamento anterior. Por mais dedicado que possa ser alguém
dentro de um convívio, se não houver a humildade em querer ser
melhor, nada poderá acontecer. Contudo,
o desejo de ser feliz junto de alguém ou sozinho é possível quando
este for somado à experiência de uma intimidade com Deus, que tudo
pode realizar por aqueles que por Ele são muito amados. Um
abraço. Deus abençoe a todos. Dado
Moura Fonte:cancaonova.com
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