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Por
que a masturbação é pecado? A
masturbação é um ato gravemente desordenado Um
assunto polêmico devido à proliferação da promiscuidade, que vem
através de todos os meios de comunicação incentivando os jovens e o
povo Por
masturbação se deve entender a excitação voluntária dos órgãos
genitais a fim de conseguir um prazer venéreo. "Na linha de uma
tradição constante, tanto o magistério da Igreja como o senso
moral dos fiéis afirmaram, sem hesitação, que a masturbação é um
ato intrínseca e gravemente desordenado". Qualquer que seja
o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações
conjugais normais contradiz sua finalidade. Aí o prazer sexual é
buscado fora da "relação sexual exigida pela ordem moral, que
realiza, no contexto de um amor verdadeiro, o sentido integral da doação
mútua e da procriação humana. Para formar um justo juízo sobre a
responsabilidade moral dos sujeitos e orientar a ação pastoral,
dever-se-á levar em conta a imaturidade afetiva, a força dos hábitos
contraídos, o estado de angústia ou outros fatores psíquicos ou
sociais que minoram ou deixam mesmo extremamente atenuada a
culpabilidade moral” (Catecismo da Igreja Católica - CIC 2352). Não
podemos fechar os olhos que a masturbação muitas vezes pode causar
danos psicológicos, patológicos ou de compulsão sexual. Levando a
quem a pratica a fechar-se em si mesmo como fuga. Podendo assim usar
esse meio como válvula de escape para fugir dos problemas e das tensões.
Muitas vezes, os relacionamentos afetivos mal resolvidos podem levar
à prática da masturbação pela falta de amor de pai, mãe, abusos
sexuais, fobias, etc.. Isso quer dizer que em muitos casos é necessária
a ajuda psicológica para que se consiga abandonar esse vício. Os
próprios psicólogos não deixam de apontar os perigos inerentes à
masturbação, os quais se manifestam com relativa facilidade quando
esta se converte em um hábito adquirido. O risco de permanecer em um
estágio narcisista, com a excessiva genitalização do sexo, – com
sua utilização como uma droga para escapar a outros compromissos ou
convertê-lo em analgésico para encobrir outros problemas – essas são
as conseqüências apontadas com maior freqüência por esses
profissionais, mesmo quando ela não se apresenta como sintoma de um
desajuste mais profundo (fonte: www.cleofas.com.br). Rapazes
e moças, e pessoas de outras faixas etárias também, iniciam “ uma
prática masturbatória, como tentativa de explorar o próprio corpo e
suas reações, ou então, para reagir a uma certa tensão, ou como
fechamento auto-suficiente dentro de si, diante do esforço de algumas
relações, ou como busca de gratificação, ou como tentativa de
reagir a um insucesso, ou como expressão do seu poder sobre o próprio
corpo. Como vemos, podem ser, e são realmente, muitas as motivações
do gesto masturbatório, e nem mesmo tão ligadas à busca do prazer
genital-sexual. Aliás, o ato é, muitas vezes, seguido de uma sensação
desagradável e sofrida, e certamente não resolve nenhum problema. Não
obstante isso, tal gesto pode tornar-se hábito e resistir muito à
tentativa da pessoa de se libertar dele. Ao contrário, instaura-se
nela uma tendência a se fechar em si mesma e a não buscar soluções
mais adultas para os problemas dos quais nasce o impulso... Finalmente
, não existe masturbação apenas física, mas também a intelectual
e moral, ou até mesmo religiosa, como expressão de uma atitude egocêntrica
ou narcisista, substancialmente, com um eu que gira perdidamente em
torno de si mesmo, sem nunca se encontrar, porque a identidade nasce
da relação e a positividade do eu vem do amor recebido” (Amadeo
Cencini – “Quando a carne é fraca”). “Orientações
educativas para se vencer a masturbação segundo a Congregação para
a Educação Católica: É
finalidade de uma autêntica educação sexual favorecer um progresso
contínuo no domínio dos impulsos; para se abrir, no tempo oportuno,
a um amor verdadeiro e oblativo. Um problema particularmente complexo
e delicado que se pode apresentar, é o da masturbação e das suas
repercussões no crescimento integral da pessoa. A
masturbação , conforme a doutrina católica constitui, uma grave
desordem moral, principalmente porque é uso da faculdade sexual numa
maneira que contradiz essencialmente a sua finalidade, não estando ao
serviço do amor e da vida conforme o plano de Deus. Um
educador e conselheiro perspicaz deve esforçar-se por individuar as
causas do desvio, para ajudar o adolescente a superar a imaturidade
que está por baixo deste hábito. Do ponto de vista educativo, é
preciso lembrar que a masturbação e outras formas de auto-erotismo,
são sintomas de problemas muito mais profundos, os quais provocam uma
tensão sexual que o sujeito procura superar recorrendo a tal
comportamento. Este
fato exige também a necessidade de que a ação pedagógica seja
orientada mais para as causas do que para a repressão direta do fenômeno.
Mesmo tendo em consideração a gravidade objetiva da masturbação,
use-se da cautela necessária na apreciação da responsabilidade
subjetiva. Para ajudar o adolescente a sentir-se acolhido numa comunhão
de caridade e arrancado da cela do próprio eu, o educador «deverá
tirar todo o drama do fato da masturbação e não diminuir a sua
estima e benevolência para com o sujeito»;deverá ajudá-lo a
integrar-se socialmente, abrir-se e interessar-se pelos outros, para
poder libertar-se desta forma de auto-erotismo, encaminhando-se para o
amor oblativo, próprio de uma afectividade madura; ao mesmo tempo o
estimulará a recorrer aos meios indicados pela ascese cristã, como
sendo a oração e os sacramentos e a empenhar-se nas obras de justiça
e de caridade” ( 98,99 e 100). Padre
Reinaldo C. Da Silva Fonte:cancaonova.com |
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