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EUA
liberam implante de chip em humanos
27.10.2004
- A FDA, agência que regula o uso de medicamentos e alimentos nos
Estados Unidos, liberou nesta semana o implante de chips em humanos
para uso médico.
A empresa Applied Digital Solutions (ADS) foi autorizada a utilizar o
VeriChip para armazenar informações médicas sobre o portador do
dispositivo.
O médico que precisar tratar alguém que tenha implantado sob a pele
o dispositivo eletrônico do tamanho de um grão de arroz precisará
apenas passar um leitor sobre o chip e terá acesso a todo o histórico
médico da pessoa.
A ADS tentava conseguir a autorização desde 2002, quando a FDA
afirmou que a autorização não cabia à agência, já que o chip não
era considerado um equipamento médico na época.
No caso de uma emergência, o chip pode salvar vidas, já que acaba
com a necessidade de testes de grupo sangüíneo, alergias ou doenças
crônicas, além de fornecer o histórico de medicamentos do paciente.
No entanto, na entrevista coletiva concedida por representantes da
empresa depois da decisão da FDA, outras aplicações comerciais para
o chip foram sugeridas.
São justamente essas aplicações que estão provocando polêmica, de
acordo com o repórter da BBC Sean Coughlan. O VeriChip poderia, por
exemplo, servir para localizar e identificar indivíduos por questões
de segurança.
Nos Estados Unidos pós-11 de Setembro, este tipo de identificação
poderia ser usado em bases militares, escritórios federais, prisões
e usinas nucleares – de acordo com sugestões da própria ADS.
Os microchips serviriam para permitir a entrada nestes locais e, então,
para controlar a movimentação das pessoas. No México, o acesso a um
banco de dados de segurança máxima já está sendo restringido às
pessoas que têm microchips implantados.
Outras aplicações possíveis do microchip seriam identificação de
pessoas e animais de estimação. Apesar de a aplicação dessa
tecnologia em pessoas ainda estar engatinhando, no comércio ela já
é comum.
Supermercados já utilizam chips com "freqüências de identificação
de rádio" em determinados produtos para monitorar os padrões de
consumo. No Japão, os microchips já são usados até em uniformes
escolares para rastrear alunos que eventualmente sejam seqüestrados.
Na semana passada, a União Americana de Liberdades Civis, uma
organização não-governamental (ONG) de defesa das liberdades
individuais nos Estados Unidos, fez um apelo aos legisladores do
Estado americano da Virgínia para que microchips não fossem incluídos
nas carteiras dos motoristas.
"Um dispositivo destes permitiria às autoridades a identificação
de todas as pessoas presentes a uma reunião política ou uma
manifestação nas ruas", afirma a ONG.
Fonte: Último Segundo Notícias

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