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Chip tenta evitar seqüestro
Resumo:Várias
famílias brasileiras esperam na fila pelo implante. Um microchip
subcutâneo, do tamanho de um grão de arroz, que já é usado no
Estado de São Paulo por 42 famílias de banqueiros, empreiteiros,
empresários e executivos de multinacionais - cerca de 200 pessoas -,
surge como a mais nova arma anti-seqüestro disponível no mercado. O
aparelho colocado sob a pele possibilita a localização da pessoa via
satélite onde quer que esteja. Ao preço de US$ 10 mil, esse novo
objeto do desejo tem uma fila de espera em todo o Brasil de 1.118 famílias,
das quais 215 são da região de Campinas. O aparelho faz
parte de uma parafernália anti-seqüestro que inclui carros blindados
e equipados com GPS (Global Positioning System - sistema de
posicionamento global), celulares com rastreador, câmeras para
monitoramento, coletes à prova de bala e, principalmente, homens
treinados para serem guardas-costas vips. O que impulsiona
o surgimento desses mecanismos são os números dos crimes de extorsão
mediante seqüestro registrados nos últimos três anos. De acordo com
a Secretaria Estadual da Segurança Pública, em 2002 foram 321 casos;
em 2003, ocorreram 118 e, no ano passado, 112. Somente na região
administrativa de Campinas, formada por 90 municípios, foram 21 seqüestros
em 2004. Os seqüestros-relâmpago (quando a pessoa fica algumas horas
em poder de bandidos para saques de dinheiro em caixas eletrônicos),
cujos números não são computados pela Secretaria, também servem
para aquecer o mercado anti-seqüestro. O consultor de
segurança privada Ricardo Chilelli, dono da R.C.I. First Security
Intelligence Advisng, na Capital paulista, responsável no Brasil pela
comercialização do microchip, disse que trata-se "de um
componente a mais de uma gestão de segurança". O microchip não
evita o seqüestro, porém, se a pessoa for presa por uma quadrilha,
poderá ser localizada em qualquer lugar. O microchip tem o
tamanho de um grão de arroz e custa US$ 10 mil, ou, entre US$ 200 a
US$ 1 mil mensais, conforme o serviço contratado. É colocado sob a
pele com uma pistola semelhante àquela usada para aplicar vacina e
sua durabilidade é de dois anos. "A pessoa
chipada passa a ser monitorada permanentemente. A base do
rastreamento, porém, não é no Brasil. Está na América do Norte. O
usuário tem um código alfanumérico justamente para evitar a
identificação e fica registrado no software a rotina de cada
cliente. Em caso de ele fugir da rotina sem avisar a base, o alarme
será acionado", explica o consultor de segurança. Chilelli explica
também que no Brasil não existe regulamentação nem legislação
para o uso do microchip. "A legalização depende de uma série
de fatore, inclusive da autorização da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária, a Anvisa", comentou Chillelli. "Se a base do
monitoramento viesse para o Brasil o custo seria reduzido". O minúsculo chip
de computador vem pré-programado com uma seqüência de números e
envolvido por uma cápsula feita de um material chamado biovidro para
não causar danos à saúde. O aparelho já é usado em animais. 'Marca-passo' O consultor de
segurança que comercializa o microchip em São Paulo tem um grupo de
interessados. "Tenho sido procurado diariamente por pessoas
milionárias de todo o País. Por isso, resolvi fazer uma espécie de
lista de espera cadastrando 1.118 famílias. Já existem 42 famílias
chipadas", afirmou. "O interesse
de pessoas de alto poder aquisitivo que moram, trabalham e freqüentam
a região de Campinas é grande", disse Chilelli. "O medo
desses milionários é ficar num cativeiro e sofrer seqüelas físicas
e psicológicas por muito tempo. Esse microchip iria ajudar a polícia
a achar o seqüestrado", observa. O microchip, com custo mensal de US$ 10 mil por usuário, é apenas um componente da parafernália utilizada para proteger potenciais vítimas de seqüestros, que inclui celulares com rastreadores e carros equipados com GPS. Os custos elevados fazem da segurança particular, que emprega alta tecnologia, um serviço restrito a milionários. Um veículo blindado, por exemplo, custa R$ 120 mil e uma boa equipe de segurança pessoal - para a família - custa em torno de R$ 20 mil mensais.
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