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A
EUCARISTIA NA VIDA DA IGREJA
Encíclica
Ecclesia Eucharistia (João Paulo II)
A
Eucaristia é o centro da vida da igreja. Em sua mais recente Encíclica,
"Ecclesia de Eucharistia" (A Igreja vive da eucaristia) o
Santo Padre João Paulo II reafirma, a partir da identificação da
Eucaristia com "o próprio núcleo do mistério da Igreja"
(E dE 1). Já, antes, o Concilio Vaticano II afirmara que o Sacrifício
Eucarístico é "fonte e centro de toda vida cristã".
A Eucaristia é o sacramento da comunhão e da unidade é a da Igreja
e na Igreja. Tal comunhão se fundamente sobre a completa comunhão
dos vínculos pela profissão de fé, pelos sacramentos e pelo governo
eclesiástico: não é possível concelebrar a mesma liturgia eucarística
até que seja restabelecida a integridade de tais vínculos. O caminho
da união deve se fazer na verdade da fé. O Santo Padre, porém
acrescenta que o desejo ardente de celebrar junto a Eucaristia já se
torna um louvor à comunhão e uma súplica ao Senhor.
A Eucaristia é antes de tudo o grande mistério da fé (cap. I da Encíclica),
o dom por excelência de Jesus que se oferece a si mesmo pela nossa
salvação. Celebrando a Eucaristia evento salvífico da morte e
ressurreição de Jesus se torna realmente presente e operante: este
sacrifício é de tal forma decisiva para a salvação do gênero
humano que Jesus Cristo realizou e voltou para o Pai, somente depois
de nos ter deixado o meio para participarmos e gozarmos dos frutos
salvífico. A Eucaristia é pão vivo que dá força e vigor
cotidiano.
A Eucaristia edifica a Igreja. A incorporação a Cristo, realizada no
Batismo, se consolida na Eucaristia.Podemos dizer: Afirma o Santo
Padre, que cada um de nós não somente recebemos Cristo, mas que também
Cristo recebe a cada um de nós. A Eucaristia tem uma eficácia
unificante. Participando da Eucaristia os fiéis se torna um só
corpo, no momento em que todos participam do único pão, como diz São
Paulo (I Cor). O Santo Padre ressalta ainda o culto eucarístico fora
da Missa, como a exposição do Santíssimo Sacramento e com os
momentos de adoração ou visitas freqüentes a Jesus eucarístico. A
propósito quero recordar um episódio da vida de Edith Stein. Um dos
elementos que a levaram a conversão ao catolicismo, foi exatamente à
experiência das visitas a Jesus eucarístico feitas pelos fiéis nas
igrejas católicas da Alemanha: compreendi que os católicos iam fazer
uma visita a um Vivente, a Jesus fiel, amigo e redentor. Devemos
Ressaltar também a relação entre a Eucaristia e o Sacramento da
Penitência. A reconciliação é o caminho obrigatório para se
chegar à plena e válida participação do sacrifício.
Exatamente no último, o capítulo sexto (Encíclica Ecclesia
Eucharistia) intitulado inclusive: a escola de Maria, mulher eucarística.No
ano do Rosário não poderia faltar um referimento a Mãe do Senhor,
primeiro templo vivente de Jesus na História.
O Santo Padre ressalta a experiência de Maria depois da ressurreição,
em que receber a Eucaristia significava para ela quase como o
acolhimento de Jesus no seu ventre, aquele coração que tinha batido
no mesmo som com o seu.Maria, mulher eucarística é também a mulher
do Magnificat, onde ela canta céus novos e terra nova, que na
Eucaristia encontram a sua antecipação e o seu desígnio. Se o
Magnificat exprime a espiritualidade eucarística de Maria, então a
Eucaristia nos é dada para que a nossa vida seja toda um Magnificat.
Eduardo Rocha Quintella

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