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FofocasA
fofoca, na verdade, revela a fraca auto-estima de quem a provoca É
muito difícil manter a paz e a serenidade até descobrirmos a paz
inquieta. Ela é exatamente o contrário da apatia: provoca-nos as
mudanças necessárias e nos ajuda a aceitar o que não pode ser
mudado. Infelizmente,
o mundo parece não gostar das coisas boas. Prova disso é o amplo
espaço que dá às coisas negativas. Existe uma sede muito grande de
fofoca no coração de muitas pessoas. São os “urubus” sociais.
Ficam à espera de algo negativo para poder alardear. Mentiras,
fofocas, calúnias... e isso gera um pessimismo de vida, um
negativismo constante. Com isso, as pessoas não sabem mais sorrir.
Vivem criticando e se lamentando... Acho que aqui se encontra uma
das grandes causas da maioria das doenças. Sabemos
que existe uma causa para tudo isso. As pessoas que vivem para falar
mal das outras, na verdade, estão querendo se esconder por trás de
tudo isso. Com medo de que se descubram o quanto são infelizes e
frustradas, elas procuram comentar a vida alheia esperando que suas
carências e frustrações passem despercebidas. São doentes sociais,
não aprenderam a saborear a vida. São carentes e mal amados e além
disso têm medo de buscar auxílio. A fofoca, na verdade, esconde
sentimentos negativos plantados no coração dessas pessoas. Muitos
nunca descobrirão essa paz inquieta porque são especialistas em
criticar os outros. São aqueles que estão sempre atentos para
descobrir o erro alheio e mais prontos ainda para alardear estes erros
aos quatros ventos... O pior crítico é aquele que,
inconscientemente, é o maior crítico de si mesmo. O processo
funciona mais ou menos assim: uma pessoa, por ser incapaz de atingir
seu padrão pessoal, devido à fraca auto-estima, conseqüentemente não
admite que ninguém atinja padrão algum. A verdade é que ela sente
prazer em provar que os outros são de fato tão deficientes e ruins
quanto ela em seu próprio conceito. O
tempo é o senhor da razão. Se as críticas são mesmo injustas, com
o tempo as pessoas acabam descobrindo isso por si mesmas. Quem tem
coração tranqüilo e paz inquieta não precisa se preocupar com a
autodefesa. Os que conhecem realmente a pessoa estarão sempre prontos
a defendê-la. A
paz inquieta não se consegue por meio de brigas, discussões, ações
penais, autodefesa e tantos outros caminhos que as pessoas nos
sugerem. A paz inquieta é fruto de um coração sereno. Ela nos vem
pela graça de Deus e pela humildade. Humildade
não é sinônimo de apatia e roupas velhas ou surradas, é uma
atitude de vida, é saber quem somos. Conhecer nossos defeitos, limitações
e trabalhar para mudar o que pode ser mudado. Isso exige um coração
curado. Pela cura interior, o Espírito Santo molda nosso coração,
tornando-o semelhante ao coração de Jesus Cristo. É um processo
lento e progressivo. Exige que sempre fiquemos atentos às moções do
Espírito, e que sempre procuremos nos alimentar com a Palavra de Deus
e com os sacramentos que o Espírito presenteou à Igreja,
especialmente os sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação. A
cura interior nos ensina que viver é como nadar contra a corrente. Não
podemos parar nunca. Por isso precisamos sempre ter objetivos bem
definidos para a nossa vida. Quem sabe para onde vai não se detém
diante de críticas injustas. A cura interior nos ajuda também a
discernir o valor da crítica positiva e construtiva. Ela nos revela
que todos somos passíveis de erros e falhas e nos ajuda a aceitar
tudo isso como um grande processo de amadurecimento. Extraído
do livro 'Seja feliz todos os dias' de Pe. Léo, Editora Canção Nova
Pe.
Léo |
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