Deus
quer curar nossa sexualidade!
Ninguém
pode ser escravo de si mesmo
A
sexualidade não é uma parte isolada do ser humano, ela abrange o psíquico,
corpóreo, afetivo e espiritual.Quando se pensa em sexualidade,
lembra-se do homem na sua integridade.
Por isso, quando se fere a sexualidade humana, o homem é atingido
em todas os níveis: genital, afetivo, psíquico, espiritual. Porque a
sexualidade é um componente fundamental da personalidade humana.
Ela integra o homem com o Criador. Esta integridade está ferida hoje,
pois o ser humano está perdendo o referencial; o que era para ser
integrado tem se dividido e caído em apenas para um lado: a
genitalidade.
Sexualidade não é apenas genitalidade, é muito mais além. Mas hoje
o homem só tem vivido e caído na prática errada da genitalidade.
Está vivendo uma crise de identidade sexual. Não há mais uma definição
de personalidade; busca assumir outra, que não é aquela dada pelo
Criador.
“Faz-se necessário uma constante e vigilante atenção para
evitar toda forma de reducionismo ou banalização da sexualidade. Ela
é, por exemplo, mais abrangente do que a genitalidade enquanto
elemento isolado. Em primeiro lugar está a pessoa humana em sua
integridade. Ela não pode ser reduzida a condição de objeto, nem
simples prazer, nem de consumo, nem de propriedade, nem de descarte. Não
pode ser/estar desligado da comunidade, na qual cresce tecendo laços
de solidariedade e de compromisso, condição de humanização e de
sociabilizarão” (Fr. Nilo Agostini- Sexualidade humana).
Com tudo isso, o ser humano de hoje tem marcas profundas em sua
sexualidade em todos os níveis de sua vida. Estamos vivendo em uma
sociedade doente, onde o que conta somente é o sexo, o genital,
vivido de qualquer forma ou maneira. Olhemos para nossa vida, o que
tem nos levado à morte espiritual e física? É um mundo pornográfico,
onde o que conta é o sexo em muitos lugares da sociedade.
Quando vamos acordar e vê que tudo isso tem nos deixado com feridas
profundas, marcas que estamos carregando há tanto tempo.
O homem não foi (é) chamado a ser instrumentalizado pelo órgão
genital, nem tornar objeto de desejos uns dos outros, mas é chamado a
vida em plenitude, que somente o Senhor pode dar. Ninguém pode ser
escravo de si mesmo, principalmente pelo sexo.
Vivemos uma passividade com as coisas que estão acontecendo, achando
que tudo é normal e está tudo bem. Enquanto isso, estamos nos
deformando fisicamente, espiritualmente e psicologicamente. Não
sabemos mais quem somos, perdemos o nosso referencial, a nossa
identidade de filho(a) de Deus, de homem e mulher. Queremos viver uma
coisa que vai fora da natureza, aquilo que Deus criou (cf. Gn 1, 27).
Reinaldo Cazumbá
E-mail: reinaldo@cancaonova.com
Fonte:cancaonova.com
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