Dias
de Misericórdia
Estes
textos foram tirados do Diário de Santa Faustina, uma boa sugestão
para aqueles que
querem
viver os dias de carnaval de forma diferente.
“Nos
últimos dias do Carnaval, quando rezei a hora santa, vi Nosso Senhor
no momento da flagelação. – Oh, que suplício inconcebível –
Como Jesus sofreu terrivelmente quando foi flagelado. – Oh pobres
pecadores, como será o vosso encontro no dia do julgamento com esse
Jesus a quem agora martirizais? – O Seu Sangue corria para o chão,
e em alguns lugares o corpo começou a desprender-se. E vi nas costas
alguns dos Seus ossos despidos de carne... Jesus, silencioso, gemia e
suspirava.” (188)
9 de Fevereiro de 1937 “Nestes dois últimos dias conheci um
grande acúmulo de castigos e pecados. O Senhor deu-me a conhecer num
instante os pecados do mundo inteiro cometidos neste dia. Desfaleci de
terror e, apesar de conhecer toda a profundeza da misericórdia
divina, admirei-me que Deus permita que a humanidade exista. E o
Senhor deu-me a conhecer quem sustenta a existência dessa humanidade:
são as almas escolhidas. Quando se completar o número dos
escolhidos, o mundo não existirá mais.
Nestes dois dias recebi a comunhão reparadora e disse ao Senhor:
‘Jesus, hoje ofereço tudo pelos pecadores, que os golpes da vossa
Justiça atinjam a mim e um mar de misericórdia envolva os pobres
pecadores’.
E o Senhor atendeu ao meu pedido; muitas almas voltaram-se ao Senhor,
mas eu agonizava sob o peso da Justiça Divina; sentia que era objeto
da ira do Deus Altíssimo. À noite o meu sofrimento atingiu um tão
grande abandono interior que gemidos saiam do meu peito, mesmo contra
a minha vontade. Fechei-me à chave no meu quarto e comecei a adoração
ou seja, a Hora Santa. O abandono interior e o sentimento da Justiça
Divina, era a minha oração. Os gemidos e a dor que saíam da minha
alma ocuparam o lugar do doce diálogo com o Senhor.”
“Então, de repente, vi o Senhor que me estreitou ao Seu Peito e
disse: - ‘Minha filha, não chores, porque não posso suportar tuas
lágrimas. Eu lhes darei tudo o que pedes, mas não chores mais.’
– E inundou-me uma grande alegria, e o meu espírito, como de
costume, mergulhou nEle como meu único tesouro.” (Diário, n°926-928).
27 de fevereiro de 1938 ÚLTIMOS DOIS DIAS DO CARNAVAL. “Os
meus sofrimentos físicos aumentaram. Procurei unir-me mais
estreitamente com o Salvador, pedindo-Lhe misericórdia para o mundo
todo, que enlouquece em sua maldade. O dia todo senti a dor da coroa
de espinhos. Quando fui me deitar, não podia encostar a cabeça no
travesseiro, porém às 10 horas desapareceram as dores e adormeci,
sentindo contudo no dia seguinte, um grande aniquilamento.” (n°1619).
Fonte:cancaonova.com
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