|
Papa
Bento XVI diz que o inferno existe e não está vazio
08.02.2008
- O papa Bento XVI afirmou que o inferno é um local físico que
existe e não está vazio, ao contrário do que seu antecessor, João
Paulo II, dizia. "O inferno, de que se fala pouco neste tempo,
existe e é eterno", já havia afirmado o pontíficie no ano
passado.
Em um encontro que marca o início do período da quaresma, o Papa
mandou um recado para os católicos, dizendo que a salvação não é
imediata nem chegará a todos, de acordo com o jornal La Repubblica.
No ano passado, ele já havia afirmado que "o inferno, do qual se
fala pouco nestes tempos, existe e é eterno", ressaltou o site
do jornal El País. Em 1998, João Paulo II esclareceu conceitos sobre
céu, inferno e purgatório. Para ele, o inferno não era um local,
mas "a situação de quem se afasta de Deus".
Redação Terra
-------------------------------------------------------------------
Lembrando...
Sim, Existe um Inferno.
Certa vez um amigo que se diz católico me disse: "eu não
acredito em inferno." O senhor pode dar uma resposta a esta
afirmação?
A Escritura sagrada claramente atesta a um lugar de condenação
eterna chamado inferno ou às vezes referido a como Gehenna. Os
exemplos são os seguintes: Jesus disse que o homem que desprezar seu
irmão "incorrerá os fogos da Gehenna" (Mt 5,22). Nosso
Senhor advertiu, "não temais os que matam o corpo mas não podem
matar a alma. Antes, temei quem pode destruir tanto corpo como alma na
Gehenna" (Mt 10,28). Jesus disse, "Se tua mão te faz cair,
corta-a. Melhor você entrar na vida com uma só mãos que manter
ambas as mãos e ir para a Gehenna com seu fogo inextinguível" (Mc
9,43). Usando a parábola do joio e do trigo para descrever o
julgamento final, Jesus disse, "os anjos lançarão [os
malfeitores] na fornalha inflamável onde prantearão e moerão os
seus dentes (Mt 13,42). Semelhantemente, quando Jesus falou do
julgamento final onde a ovelha será separada dos lobos, Ele dirá ao
mau, "afastai-vos de mim, malditos, para o fogo perpétuo
preparado para o demônio e seus anjos (Mt 25,41). Finalmente, no
Livro da Revelação, cada pessoa é julgada individualmente e os
malfeitores são lançados em uma "fosso de fogo, a segunda
morte" (20,13-14).
Apenas para clarificação, Gehenna era um vale ao sul de Jerusalém
que era utilizado para sacrifícios pagãos de crianças pelo fogo. O
profeta Jeremias amaldiçoou o lugar e predisse que seriam um lugar de
morte e corrupção. Na literatura rabínica tardia, o termo
identificava o lugar de castigo eterno com torturas e fogo inextinguível
para os maus.
Dessa forma, a Igreja consistentemente ensinou que de fato o inferno
existe. Que as almas que morrem num estado de pecado mortal
imediatamente vão para o castigo eterno no inferno. O castigo do
inferno é principalmente a separação eterna de Deus. Lá se sofre o
sentido de perda—a perda do amor de Deus, a perda da vida com Deus,
e a perda da felicidade. Amor verdadeiro, vida, e felicidade são
relacionadas a Deus, e cada pessoa as deseja. Entretanto, só Nele o
homem achará sua realização (cf. CCE 1035).
A pessoa condenada também sofre dor. As descrições dadas sobre esse
"fogo" pela Constituição Apostólica Benedictus Deus
(1336) do Papa Benedito XII disseram que as almas "sofreriam a
dor do inferno," e o Concílio de Florença (1439) decretou que
as almas "seriam punidas com castigos diferentes".
Alguns santos tiveram visões de inferno. Irmã Faustina descreveu o
inferno como segue: "Hoje fui dirigida por um Anjo aos abismos do
inferno. É um lugar de grande tortura; como terrivelmente grande e
extenso é! As espécies de torturas eu vi: A primeira tortura que
constitui o inferno é a perda de Deus; a segunda é o remorso perpétuo
da consciência; a terceira é que aquela condição nunca mudará; a
quarta é o fogo que penetrará na alma sem destruí-la—um
sofrimento terrível, como é um fogo puramente espiritual, aceso pela
ira de Deus; a quinta tortura é a escuridão ininterrupta e um terrível
e sufocante odor. Apesar da escuridão, os demônios e as almas dos
condenados vêem todos os males, os próprios e dos outros; a sexta
tortura é a companhia constante de Satanás; a tortura sétima é o
desespero horrível, aversão de Deus, palavras vis, maldições e
blasfêmias. Estas são as torturas sofridas por todos os condenados,
mas isto não é o fim dos sofrimentos. Há torturas especiais dos
sentidos. Cada alma sofre sofrimentos indescritíveis, terríveis,
relacionados à maneira com que se pecou. Há cavernas e fossas de
tortura onde uma forma de agonia difere da outra. Teria morrido na
mesma visão destas torturas se a onipotência de Deus não tivesse me
apoiado. Escrevo isto no comando de Deus, de modo que nenhuma alma
pode achar uma desculpa por dizer não há inferno, nem que ninguém
jamais esteve lá e por isso não se pode dizer como ele é".
Devemos lembrar que Deus não predestina ninguém ao inferno nem
deseja que alguém seja condenado. Deus nos confere a graça atual que
ilumina o intelecto e fortalece a vontade de modo que podemos fazer o
bem e desviar do mal. Entretanto, uma pessoa, com o consentimento do
seu intelecto, pode escolher praticar o mal e com essa escolha,
cometer pecado mortal, e assim rejeitar Deus. Se uma pessoa não se
arrepende do pecado mortal, não tem qualquer remorso e persiste neste
estado, então esta rejeição de Deus continuará para a eternidade.
Em resumo: as pessoas se condenam ao inferno.
O papa João Paulo II, em Cruzando o Limiar da Esperança (pp. 185-6)
endereçou a pergunta, "Pode Deus, que amou tanto o homem,
permitir que o homem que O rejeita seja condenado a tormento
eterno?" Citando a Escritura Sagrada, o Santo Padre na sua
resposta repete o ensino inequívoco de nosso Senhor. Ele também nos
lembra que a Igreja nunca condenou uma pessoa particular ao inferno,
nem mesmo Judas; antes, a Igreja deixa todo julgamento nas mãos de
Deus. Entretanto, o Papa, por uma série de perguntas, afirma que o
Deus de Amor é também o Deus de Justiça, que nos faz responsáveis
por nossos pecados e assim nos pune.
Devemos orar pela graça de resistir à tentação e seguir o caminho
do Senhor e ao mesmo tempo procurando o perdão para qualquer queda
que venhamos a cometer. Falando sobre a jornada da Igreja Peregrina, o
Vaticano II na Constituição Dogmática sobre a Igreja (n. 48)
escreve, "desde que não se sabe nem o dia nem a hora, devemos
seguir o conselho do Senhor e vigiar constantemente de modo que,
quando o único curso de nossa vida terrena for completada, possamos
merecer entrar com Ele na festa das bodas e sermos numerados entre os
abençoados e não como os serventes maus e preguiçosos, sermos
enviados ao fogo eterno, na escuridão exterior onde 'haverá prantos
e ranger de dentes.'" Por esta mesma razão, nós oramos na
primeira Oração Eucarística da Missa, "Pai aceita esta
oferenda de toda sua família. Conceda-nos sua paz nesta vida,
poupa-nos da condenação final, e conta-nos entre os
escolhidos".
Autor: Fr. Willian O Saunders
Fonte: Portal Anjo
|