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Natal foi o feriado mais violento do ano nas estradas federais

 

 

26.12.2007 - O feriado do Natal foi o mais violento do ano nas estradas federais, segundo balanço divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Entre a 0h de sexta-feira (21) e a meia-noite de terça-feira (25), período da Operação Natal, foram registrados 2.561 acidentes, com 1.870 feridos e 196 mortos.

Balanço parcial já havia indicado que este Natal foi o mais violento dos últimos quatro anos. Nos três primeiros dias do feriadão, 134 pessoas morreram nas estradas.

Os números finais superam os do carnaval, tradicionalmente o feriado mais violento por causa dos excessos, inclusive de bebidas alcoólicas. Nessa ocasião, foram notificados 2.417 acidentes, 145 mortes e 1.587 feridos.

Para a PRF, os altos números de acidentes e vítimas são resultado do aumento da frota brasileira, das chuvas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste e da desconfiança dos motoristas, que preferem viajar de carro ou ônibus por causa da crise aérea.

Apesar das causas externas, os registros apontam a imprudência dos motoristas como principal motivo dos acidentes. De acordo com levantamentos da Polícia Rodoviária, 80,7% dos acidentes acontecem em trechos com pista boa, 71,4% nas retas, 53,6% durante o dia e 63% com o tempo bom.

Cálculos baseados em estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que, nos cinco dias da operação de Natal nas estradas federais, o país sofreu um prejuízo de R$ 111,1 milhões apenas com mortos e feridos.

Fonte: G1

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Lembrando...

Vaticano cria os dez mandamentos do motorista.

19.06.2007 - O Vaticano expressou hoje sua preocupação com o alto número de mortos nas estradas, denunciou que o automóvel se transformou em objeto de ostentação e vaidade para provocar inveja, pediu prudência e divulgou os "Dez Mandamentos" do motorista.

Assim destaca o documento "Orientações para a Pastoral da Estrada", apresentado hoje pelo cardeal Renato Martino, presidente do Conselho Pontifício para os Emigrantes e Itinerantes, que preparou o texto no qual a Igreja dá sua contribuição ao fenômeno atual da mobilidade humana, sobretudo através de estradas e trens.

No primeiro caso, o documento afirma que muitas pessoas aguçam o instinto de domínio, prepotência e poder quando dirigem, e que o automóvel é usado como objeto de ostentação para ofuscar os demais e suscitar invejas.

O texto também denuncia comportamentos "pouco equilibrados" em muitos motoristas, como a falta de cortesia, gestos ofensivos, discussões, blasfêmias, perdas do senso de responsabilidade e violação deliberada do código de circulação.

Também destaca que no século XX cerca de 35 milhões de pessoas morreram em acidentes de trânsito, e os feridos totalizaram 1,5 bilhão. Em 2000, os mortos foram 1,26 milhão.

Diante dos dados alarmantes, o Vaticano pediu que sejam respeitadas as normas de trânsito, lembrou a "virtude da prudência", advertiu sobre a distração e o uso de telefones celulares durante a condução, e a direção sob os efeitos do álcool e das drogas.

O Vaticano propõe ainda um "decálogo do motorista", inspirado nos Dez Mandamentos.

O primeiro é "Não matarás"; o segundo, "A estrada seja para ti um instrumento de comunhão entre as pessoas e não de dano mortal"; o terceiro, "Cortesia, correção e prudência te ajudam a superar os imprevistos".

O quarto é "Seja caridoso e ajude o próximo na necessidade, especialmente se for vítima de um acidente"; o quinto, "Que o automóvel não seja para ti expressão de poder e domínio e ocasião de pecado".

O sexto "mandamento" é "Convença com caridade os jovens e os que já não o são para que não dirijam sem condições de fazê-lo"; o sétimo, "Preste apoio às famílias das vítimas dos acidentes", e o oitavo, "Reúna a vítima com um motorista agressor em um momento oportuno para que possam viver a experiência libertadora do perdão".

O nono é "Na estrada, guie o mais fraco", e o décimo, "Sinta-se responsável pelos demais".

O documento sugere ainda que o viajante faça o sinal da cruz antes do início da viagem, "entregando-se diretamente à proteção da Santíssima Trindade".

O texto afirma ainda que é bom orar e rezar o rosário durante a viagem.

Fonte: UOL notícias

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O Decálogo dos condutores

I.Não matarás

II. A estrada deve ser um instrumento de comunhão, não de danos mortais

III. Cortesia, correcção e prudência ajudar-te-ão

IV. Sê caridoso e ajuda o próximo em necessidade

V. O automóvel não seja para ti expressão de poder

VI. Convence os jovens a não conduzirem quando não estão em condições de o fazer

VII. Apóia as famílias das vítimas dos acidentes

VIII. Procura conciliar a vítima e o automobilista agressor, para que possam viver a experiência libertadora do perdão

IX. Na estrada, tutela a parte mais fraca

X. Sente-te responsável pelos outros


Fonte: Portal Anjo

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