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Israel
já se prepara para um Irã armado com bombas nucleares
15.11.2007
- Israel prepara-se discretamente para a possibilidade de conviver com
um Irã detentor de armas nucleares, apesar de suas promessas de
impedir o arqui-rival de se transformar em uma "ameaça
existencial", afirmaram nesta quinta-feira políticos e
integrantes da área de defesa israelenses.
Segundo essas pessoas, o primeiro-ministro Ehud Olmert havia dado
ordens aos membros do gabinete de governo para sugerirem propostas
sobre como Israel, cuja estratégia de segurança depende em grande
parte do fato de ser a única potência nuclear do Oriente Médio,
enfrentaria a perda desse monopólio.
O Irã nega que procure desenvolver bombas nucleares, mas sua
hostilidade declarada ao Estado judaico e as especulações sobre a
possibilidade de Israel e os EUA realizarem ataques preventivos contra
instalações atômicas iranianas alimentaram temores sobre a eclosão
de uma guerra na região.
Olmert deu apoio aos esforços liderados pelos norte-americanos para
coibir as ambições nucleares do Irã por meio de sanções aprovadas
no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
E o premiê sugeriu que Israel, que bombardeou um reator nuclear do
Iraque em 1981, poderia agir de forma semelhante em relação aos
iranianos caso fracassem os esforços diplomáticos.
Mas duas autoridades importantes com acesso aos planos de defesa de
Olmert afirmaram que um memorando secreto estava sendo preparado a
respeito do "dia seguinte" àquele em que o Irã adquiriria
ogivas nucleares.
"Há ramificações de longo prazo a serem consideradas, tais
como de que forma preservar nosso poder de dissuasão e de resposta
militar ou de que forma anular a tensão a ser gerada na sociedade
israelense pelo temor em relação às bombas nucleares do Irã."
Um porta-voz do governo israelense não quis manifestar-se sobre o
assunto.
Ami Ayalon, ministro do gabinete de segurança de Olmert, recusou-se a
discutir questões confidenciais em uma entrevista concedida à
Reuters, mas disse que Israel deve adotar uma postura tripartite em
relação ao país islâmico.
"Em primeiro lugar, precisamos deixar claro que isso não
representa uma ameaça apenas para Israel, mas para o mundo como um
todo. Em segundo lugar, precisamos considerar exaustivamente todas as
opções preventivas. E, em terceiro lugar, precisamos nos antecipar
à possibilidade de essas opções não funcionarem", disse.
O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, defendeu que Israel fosse
"varrido do mapa". Mas muitos analistas prevêem que o
dirigente não partirá para um confronto aberto. Eles dizem que, se o
governo do Irã deseja uma bomba, faz isso para confrontar os EUA e as
campanhas de "mudança de regime" feitas pelos
norte-americanos.
Mesmo em Israel há especialistas argumentando que um Irã armado com
bombas nucleares representaria um fator a ser sentido apenas
indiretamente — na postura mais aberta de apoio a grupos armados
como o Hezbollah, do Líbano, e o Hamas, palestino, ou em mais declarações
belicosas cujo objetivo seria prejudicar a economia do Estado judaico
assustando investidores e imigrantes.
Fonte: Terra notícias
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Lembrando...
A terceira Guerra Mundial já começou, diz ex-chefe do serviço
secreto de Israel
27.01.2007 - A terceira Guerra Mundial já está em andamento entre os
islamitas e o Ocidente, mas a maioria das pessoas não se deu conta,
disse Efraim Halevy, ex-chefe do Mossad, o serviço secreto
israelense, em entrevista publicada neste sábado em Portugal.
"Estamos em meio à III Guerra Mundial", disse Halevy à
revista portuguesa Expresso.
"O mundo não entende isso. Uma pessoa que anda pelas ruas de Tel
Aviv, Barcelona ou Buenos Aires não tem a sensação de que uma
guerra está em curso", acrescentou Halevy, que dirigiu o Mossad
de 1998 a 2003.
"Durante a primeira e a segunda Guerra Mundial, todo mundo sentia
que havia uma guerra. Hoje ninguém é consciente disso. De vez em
quando tem um ataque terrorista em Madri, Londres e Nova York e,
depois, tudo continua como se nada tivesse acontecido", afirmou.
A violência dos islamitas, segundo ele, vem perturbando tanto as
viagens como o comércio internacional, assim como aconteceu durante
os dois conflitos mundiais anteriores.
Halevy, que cresceu em Londres em tempos de guerra, disse que seriam
necessários pelo menos 25 anos para ganhar a batalha contra os
islamitas, mas até lá é provável que eles realizem um ataque
nuclear.
"Não tem que ser nada muito sofisticado. Não tem que ser a última
tecnologia nuclear; pode ser algo sensível como uma bomba suja que,
em vez de matar milhões de pessoas, mata apenas dezenas de
milhares", continuou. Halevy ocupou seu cargo no Mossad durante
os governos dos primeiros-ministros Yitzhak Shamir, Yitzhak Rabin e
Shimon Peres.
Fonte: UOL notícias
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"Ouvireis falar de guerras e de rumores de guerra. Atenção: que
isso não vos perturbe, porque é preciso que isso aconteça. Mas
ainda não será o fim". (Mt 24,6)
"Quando os homens disserem: Paz e segurança!, então
repentinamente lhes sobrevirá a destruição, como as dores à mulher
grávida. E não escaparão". (1Ts 5,3)
Fonte: Portal Anjo
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