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Grupos
gays preparam manifestações durante a visita de Bento XVI
03.05.2007
- Grupos gays de norte a sul do Brasil preparam manifestações
durante a visita de Bento XVI ao País, na próxima semana, incluindo
até a queima de retratos do Papa em praça pública. Em Recife, os
protestos começaram mais cedo, com um grupo colocando fogo em um
boneco do pontífice no início desta semana.
O pontificado de Bento XVI começou em abril de 2005 e só aumentou os
conflitos entre Igreja Católica e a comunidade GLBT (gays, lésbicas,
bissexuais, travestis e transexuais). Recentemente, o Papa condenou o
homossexualismo e criticou o reconhecimento de seus direitos de se
casar.
Salvador, Recife, Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre são
algumas das capitais onde há manifestações marcadas. Bento XVI
chega na próxima quarta-feira a São Paulo e volta a Roma no domingo
seguinte, após passar por Aparecida e Guaratinguetá.
Na última segunda-feira, no bairro da Boa Vista em Recife, cerca de
200 pessoas participaram de uma "malhação de Judas"
atrasada, que o Movimento Leões do Norte faz todos os anos na época
da Semana Santa. No lugar de Judas, estava um boneco em tamanho
natural de Bento XVI. Em outros anos, o grupo foi contra outras
personalidades, como Severino Cavalcanti, então presidente da Câmara.
Na sexta-feira da próxima semana, a capital pernambucana será palco
de outro protesto, em frente à Basílica do Carmo, às 12h. Além dos
Leões do Norte, também participarão o Fórum LGBT de Pernambuco,
Católicas pelo Direito de Decidir e Associação das Profissionais do
Sexo de Pernambuco. A expectativa, no entanto, é de reunir apenas
cerca de 50 pessoas.
"É difícil mobilizar as pessoas contra a igreja", disse
Weligton Medeiros, coordenador do Fórum LGBT de Pernambuco. "Os
movimentos sociais estão muito retraídos, calados, ninguém está se
pronunciando a respeito de nada, eles têm medo da igreja".
Para os ativistas desses movimentos, os comentários do papa acabam
instigando a violência contra homossexuais, lésbicas e travestis.
Uma pesquisa divulgada em abril mostrou que 70% das pessoas desses
grupos relataram ter sido vítimas de discriminação e que 59 por
cento já sofreram agressões.
Em Salvador, o Grupo Gay da Bahia fará uma "comissão de recepção
simbólica" em frente à Catedral da Sé, no Pelourinho, no dia e
hora em que o pontífice chegar ao País, às 16h30. Além de
distribuir uma nota de repúdio contra o pensamento do papa, o grupo
vai queimar fotos de Bento XVI e outros documentos simbolizando encíclicas
papais.
"Não é um ato contra os católicos e sim contra o pensamento
papal", disse o presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo
Cerqueira. "Seus argumentos causam um enorme constrangimento.
Existem muitos católicos que têm filhos homossexuais, e homossexuais
que são católicos".
Em São Paulo, haverá uma "vigília" com velas na praça da
República, no centro, na quarta-feira, às 19h, para lembrar "os
nossos mortos pela homofobia", disse Beto de Jesus, da Ilga (International
Lesbian and Gay Association). "Sobre a quantidade de crimes
contra homossexuais, costumo dizer que a igreja tem um pouco desse
sangue nas mãos, porque alimenta a homofobia", disse Beto.
Em Porto Alegre, a ONG Somos criou um logo com a Nossa Senhora
Aparecida, contra a homofobia, e está disponibilizando a imagem em
seu site para grupos independentes usarem. "Muitas pessoas vão
colocar em camisetas e usá-las nas missas de domingo em suas
cidades", disse Alexandre Boer, coordenador do Somos. A ONG também
irá distribuir na cidade 10 mil santinhos com o desenho da santa a
partir de domingo.
Em Belo Horizonte, o grupo Cellos irá distribuir 5 mil camisinhas e
uma carta que denuncia a homofobia da igreja, no dia 13, na praça
Sete, no centro da cidade.
Fonte: Terra notícias
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Nota:
A hierarquia da Igreja rejeita toda e qualquer possibilidade de
equiparar o casal homo ao casal heterossexual, e considera o
homossexualismo como um "pecado grave", imoral e contrário
à lei natural.
Afinal não está escrito na Sagrada Escritura:
"Não te deitarás com um homem, como se fosse mulher: isso é
uma abominação". (Lv 18,22)
O livro do Gênesis (19,1-29) descreve a destruição de Sodoma e
Gomorra. A prática ali vigente, contra a moral, era muito difundida e
tomou o nome da cidade: sodomia. Era abominável aos israelitas e
punida com a morte (Levítico 18,22; 20,13). O texto sagrado não
admite dúvidas: “O homem que se deita com outro homem como se fosse
uma mulher ambos cometeram uma abominação, deverão morrer”. Esse
mal era difundido entre outros povos (Levítico 20,23 e Juízes 19,22
ss). No Novo Testamento, São Paulo escreveu na Epístola aos Romanos
(1,24-27): “Por isso Deus os entregou a paixões aviltantes: suas
mulheres mudaram as relações naturais por relações contra a
natureza; igualmente os homens, deixando a relação natural com a
mulher, arderam em desejo uns com os outros, praticando torpezas
homens com homens e recebendo em si mesmos a paga de sua aberração”.
Há diversas outras citações bíblicas na mesma orientação doutrinária.
Apoiado na Sagrada Escritura e na Tradição, o Magistério eclesiástico
sempre declarou que “os atos de homossexualidade são
intrinsecamente desordenados” (“Persona humana”, 8).
Alguns documentos emanados da Congregação para a Doutrina da Fé têm
tratado amplamente do assunto. Sob o titulo “Persona Humana”,
publicado em 1975, surgiram diretrizes precisas. Posteriormente, a 1º
de outubro de 1986, veio a lume a “Carta aos Bispos da Igreja Católica
sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais”. O
ensinamento do Magistério está sinteticamente exposto no
“Catecismo da Igreja Católica” (n. 2358 e ss). Aborda diversos
aspectos do problema. Assim “são contrários à lei natural. Fecham
o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade
afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados”
(“Catecismo”, nº 2357) Fonte:
Portal Anjo
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