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Milhões
terão de fugir da elevação do mar, alertam cientistas
09.11.2006
- NAIRÓBI - Os países precisam fazer planos para ajudar as dezenas
de milhares de "refugiados do nível do mar" se as alterações
climáticas continuarem a afetar os oceanos do planeta, disseram na
quinta-feira pesquisadores alemães.
As águas estão subindo e ficando mais quentes, aumentando o
potencial de destruição das tempestades, afirmaram os pesquisadores,
e os mares estão ficando mais ácidos, o que ameaça lançar o caos
sobre cadeias alimentares inteiras.
"No longo prazo, a elevação do nível do mar será o impacto
mais grave do aquecimento global sobre a sociedade", disse o
professor Stefan Rahmstorf, que apresentou um levantamento feito por
cientistas alemães durante uma importante reunião da ONU (Organização
das Nações Unidas) sobre as alterações no clima.
O aquecimento global pode derreter camadas de gelo e elevar o nível
da água, e o estudo afirmou que os países já deviam estar pensando
numa forma de organizar a "retirada" das áreas que podem
ser mais afetadas, incluindo algumas ilhas, partes de Bangladesh e até
mesmo o Estado norte-americano da Flórida.
Um relatório de cientistas internacionais que assessoram a ONU previu
que o nível do mar vá subir até 88 cm entre 1990 e 2100.
A situação foi agravada, afirmou a equipe alemã na quinta-feira,
pela frequência maior de tempestades de grande porte, provocadas pelo
aquecimento da temperatura do mar -- o que significa que muitos podem
ter de fugir de áreas costeiras atingidas por furacões.
Várias das maiores cidades do mundo ficam no litoral. Alguns países
ricos talvez consigam construir diques, como na Holanda, mas os países
pobres estão fadados a submergir.
O Estado-ilha de Tuvalu, no Pacífico, já fechou um acordo para que a
Nova Zelândia receba cerca de metade de sua população (10 mil
pessoas), para trabalhar na agricultura, no caso de o território ser
invadido pelo mar.
Rahmstorf disse que os dados do estudo não comprovaram de forma
conclusiva que o aquecimento do mar provoque mais tempestades, mas sim
que há uma ligação clara entre o aumento da temperatura e a
intensidade dos furacões.
"Desde 1980 estamos observando um forte aumento da energia dos
furacões, a níveis inéditos, no Atlântico", disse ele.
A conferência sobre o clima no Quênia reúne 189 países, que buscam
opções para combater as mudanças no clima. A maioria delas tem a
ver com o corte nas emissões de dióxido de carbono, que é lançado
na atmosfera pela indústria e pelo estilo de vida moderno.
Os autores do estudo, o Conselho Consultivo Alemão sobre a Alteração
Global, disse que cerca de um terço desse CO2 está sendo absorvido
pelos oceanos, o que faz com que as águas fiquem mais ácidas.
Segundo o texto, isso terá efeitos profundos nos organismos marinhos
-- impedindo desde camarões até lagostas de formar suas cascas --,
com resultados desastrosos para as cadeias alimentares marinhas, e
também para comunidades humanas que dependem da vida marinha para
sobreviver.
Os recifes de coral que atraem peixes e protegem as costas de
tempestades e da erosão também estão ameaçados pela acidez, e, com
as emissões de CO2, todos eles podem estar mortos até 2065, disse
Rahmstorf. Ele também ressaltou o efeito "descolorante" do
aquecimento global, que expulsa as algas que vivem nos corais. Sem as
algas, os corais perdem nutrientes e suas cores vivas, e acabam
morrendo.
Fonte: UOL notícias
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Nota:
Profecia de Nossa Senhora de La Salette, aparição na França em
1846, reconhecida pela Igrreja em 1851.
"As estações serão mudadas, a terra não produzirá senão
maus frutos, os astros perderão os seus movimentos regulares, a lua não
refletirá senão uma luz avermelhada; a água e o fogo causarão ao
globo terrestre movimentos convulsivos e horríveis terremotos, que
farão tragar montanhas, cidades..." Fonte:
Portal Anjo
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